Uma namorada para Sasuke
3 Indo pra Konoha
Notas iniciais
Depois da ligação do Itachi eu fiquei matutando algumas coisas sobre oque ele disse, eu nunca fui um cara carinhoso nem adepto de demonstrações de afeto em público, e agir como um Romeu não ajudaria em nada, pra fazer eles acreditarem nessa pequena mentira. Eu precisava conversar com a Sakura sobre como eram as coisas com a minha família.
– Ei dondoca vai ficar ai até quando? — A doce como um limão a Doutora Haruno — pensei que estivesse super empolgado com essa viajem benzinho — dando ênfase a ultima palavra seguiu para a porta de entrada do aeroporto, me deixando sozinho com a conta do táxi.
(...)
– Mei? — a mulher morena chamava pela empregada entrando na cozinha, vestia um vestido florido um pouco abaixo dos joelhos, os cabelos longos e negros estavam presos em um rabo de cavalo alto — você está liberada da cozinha por hoje, por favor arrume o antigo quarto do Sasuke pra que ele se acomode lá quando chegar, eu mesma vou preparar o almoço
– Tem certeza Mikoto-sama? — a mulher com pouco mais de idade baixou os olhos castanhos — faz tanto tempo que a senhora não cozinha nada, posso ficar e ajuda-la
– Mei isso é uma ordem, Sasuke sempre adorou a minha comida.
A mulher mais velha se dirigiu a escada murmurando algo que não pode ser compreendido
– Mikoto oque você pensa que está fazendo? — o marido entrava no comodo com a expressão de incredulidade na face — Assassinando os tomates?
– Oras Fugaku, oque parece que estou fazendo? — a mulher parecia ligeiramente irritada — estou cozinhando, o Sasuke adora tomates então resolvi começar pela salada.
– Mikoto faz anos que você não entra nessa cozinha, e sendo bem sincero isso nunca foi o seu forte.
– Fugaku muito ajuda que não atrapalha, sabia? — ela usava um tom de repreensão enquanto segurava a faca apontada para o marido — E agora xô! Fora da minha cozinha Sr.Uchiha.
O homem se dirigiu a garagem ainda ouvindo o murmurar de sua esposa "onde já se viu, vem aqui querendo cantar de galo, não na minha cozinha como se ele fosse ô Masterchef"– sabia do que a esposa era capaz, amava demais os filhos para ver eles crescidos, Sasuke era seu bebê e ele sabia que ela não mediria esforços pra ter ele novamente em casa.
(...)
"Senhores passageiros última chamada do vôo 376 com destino à Konoha"
A voz eletrônica ecoava por todo o prédio acordando os passageiros que logo se dirigiram à área do embarque.
– Bom acho agora não da mais pra voltar né? — perguntei mais pra mim do que pra Sakura — mas e se não der certo? Sakura e se eles não acreditarem na gente?
– Sasuke — seu tom era forte e ao mesmo tempo doce, como se ela tentasse me acalmar — olha eu não concordo com isso, mas eu to aqui não to? Nós contra o mundo, lembra? — ela sorriu divertida com a lembrança — ou nesse caso, contra as suas pretendentes recalcadas — mas um sorriso, e dessa vez não resisti em rir com ela — qual é cara, você vai namorar essa beldade rosa aqui e ta ai com medinho de que não acreditem? Sasuke você inventou isso, agora aguente todas as possíveis consequências.
Por mais que eu odiasse admitir ela tinha roda razão — como sempre — e eu não tinha contra argumentos, me calei até embarcarmos no avião, aproveitaria as quatro horas de viajem pra conversar com ela.
– Olha se o tratamento for sempre assim, vou acabar me apaixonando sabia? — estávamos na primeira classe, e a Sakura parecia uma criança — não to brincando não Sasuke, você não é de se jogar fora, e com todos emimos vai me conquistar.
– Eu ficaria encantado em ter sua belíssima companhia todos os dias de minha vida jovem flor de cerejeira se assim quiser — sorri debochado, ela odiava quando eu encarnava o cavalheiro, mas a culpa não é minha se ela tinha fantasias com algum príncipe encantado.
– Vai a merda seu Don Juan de quinta — eu não disse — essa sua lábia ai não funciona nem com colegiais.
–Tsc... Irritante
– Você disse que precisava falar comigo, desembucha — incrível sua capacidade de mudar o humor em um piscar de olhos.
– Bom antes de tudo me desculpe, mas pelo menos teremos historias interessantes pra contar pros nossos filhos — ela soltou uma risada pelo nariz — a segunda coisa que você precisa saber é que a minha mãe é maluca.
– Eu sempre soube que era genético esse seu probleminha amor — ela acariciava meu rosto em claro tom de deboche — não se preocupe, somos amigos nos conhecemos a tanto tempo, a diferença é que agora teremos que ser mais afetuosos se é que me intende
– Não me importaria nem um pouco em ser mais afetuoso com você Doutora — não pude perder a chance, ela é uma mulher linda e sabe disso, não custa nada tentar tirar uma casquinha — sabe, osso do oficio não é?
– Pois tire seu cavalinho dondoca
O restante da viajem foi tranquila, eu e Sakura resolvemos mais alguns assuntos de casal, e eu peguei no sono por um tempo, quando acordei já estávamos sobrevoando Konoha. Sakura tbem estava dormindo com a cabeça virada para a janela, com certeza reclamariabde dor no pescoço quando acordasse.
– Ei Sakura, acorda nós já vamos aterrisar — ela nem se mexeu — vamos Sakura acorda
– Ai Sasuke deixa eu descansar mais cinco minutinhos — ele me olhou com olhos semi cerrados e sonolentos
– Nada disso, ta hora de encarar a minha família então trate de por a sua melhor cara de namorada feliz, já vamos descer.
O desembarque foi tranquilo, logo Sakura já estava pendurada no celular resolvendo assuntos do trabalho, um dia ela ainda entra em colapso de tanto trabalhar. Eu também não me contiver em ler alguns e-mails da construtora, mas logo minha atenção foi desviada para o local onde os passageiros pegam a bagagem, Sakura tentava carregar duas malas grandes de rodinhas, outras duas medias e sua bolsa de mão, era uma cena engraçada ela não era muito alta 1,60cm no máximo, e eu como cavalheiro que sou fui ajuda-la — afinal duas das malas eram minhas — depois do meu ato de heroísmo fomos para as escadas rolantes finalmente. Não demorou muito pra eu reconhecer os cabelos compridos do Itachi, o mesmo sorriso de canto dos Uchiha.
– O bom filho a casa torna, é bom ver você Sasuke — ele me abraçou, admito que senti saudades desse amor fraternas mas ninguém precisa saber
– É bom ver você também, mas acho melhor você me soltar agora, vem eu quero te apresentar uma pessoa — Sakura que estava a alguns passou atrás sorriu ao nos ver — Itachi essa é a Sakura, Sakura esse é o baka do meu irmão que vai colocar as algemas
– Não devia falar isso pra sua namorada irmãozinho, como vai saber se ela não quer casar também? — eu e Sakura nos olhamos por alguns segundos e começamos a rir até ela se pronunciar
– Gosto da sinceridade do seu irmão Itachi, e me sinto desafiada a mudar essa ideia da cabeca dele. Não resisti e sorri com a afirmação dela, talvez não fosse tao difícil assim no final, nos fomos até o carro do Itachi falando de como foi a viajem e com Itachi reclamando do quanto é cansativo ser um noivo.
– Escura Itachi, pensei que o papai e a mamãe também viessem nos encontrar
– Eles até viriam, se a Dona Mikoto não inventasse que iria fazer o almoço de hoje.
Minha mãe nunca foi uma mestre cuca, a comida dela era digerível, mas passava longe de ser saborosa, logo imaginei um pequeno desastre desse almoço feito por ela.
– Alguém saiu ferido? — Itachi riu um pouco sem graça, acho que pela reação de surpresa que a Sakura teve.
– Não, mas nosso almoço foi por água abaixo fracas a Deus, eles estão em casa, e depois vamos até o restaurante da família Akimich.
O resto do caminho foi tranquilo, meu Irmão fazia questão de contar todas as historias ridículas do colegial incluindo a minha frustada primeira vez.
– Isso agora é um complô contra mim?
– Sasuke você é tão chato, parece um velho credo. Sakura como você aguenta esse cara? Dala sério
– As vezes nem eu sei como eu aguento ele Itachi, pode acreditar.
Ótimo meu irmão e minha namorada unidos contra mim. Esse mês com certeza será interessante.
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