— Rosa ou azul? — pergunto a Suni mostrando-lhe dos laços de cabelo. Ela que mexia a panela que estava no fogo, virou-se para mim.

Suni me olhou lentamente, ainda era cedo, seu cérebro não havia despertado por completo. Recebo aquele olhar que me analisava atentamente, começando pelos meus pés: uma pequena melissa branca escondia meus dedos. Eu usava um vestido com babados soltos que iam até a altura do meu estomago. O vestido que era rosa bege teve como acessório um pequeno cinto fino da mesma cor. No meu pescoço, havia um terço banhado a ouro. Nas orelhas, brincos com pequenas cruzes. Meu cabelo — lavado, pranchado e escovado — estava preso em uma trança embutida. Meus lábios, preenchidos com gloss rosa. Nas bochechas, blush bem clarinho, e nos olhos uma sombra da mesma cor que o gloss.

Eu havia levantando naquela manhã com a perna direita, estava em um positividade que arrepiava minha pele. Eu, por algum motivo, queria está linda como sempre! Agora parecia uma boneca d porcelana.

— O rosa! -diz Suni voltando a atenção para a panela — Eu gostaria de saber para quem é toda essa produção?! — ri ao dizer.

— Para mim! — resmungo sentando-me no banco a minha frente — Sempre fui vaidosa...

— Claro, porque não poderia estar ligado ao filho mais velho dos Watson, não é mesmo.

— Do que você está falando? — pergunto brava. Suni sabia que Lisa e eu tínhamos combinado de sermos amigas, mas só. Eu não contei sobre o John, não consegui! Só imaginar ela surtando e querendo chamar a polícia e criando escanda-lo, meu corpo tremia. Passei o dedo no prato que estava a minha frente, em cima do balcão — Eu nem se quer ainda ouvi sua voz.

— Deveria lhe dizer " oi" se quer ouvir a voz dele. — adverte trazendo consigo a frigideira cheia de ovos mexidos — É assim que fazemos amizade.

Ela despejou os ovos sobre o prato a minha frente, fiquei olhando para aquele café da manhã gorduroso, e pensei duas vezes antes de pegar no garfo. 10 kg é o que eu engordaria só de desejar comer.

— Não temos nada mais saudável? — pergunto revirando os olhos.

— Sinto muito, terá que comer. — responde com seu tom calmo — Não tive tempo de fazer compras ainda. Por enquanto é o que temos.

— Tudo bem! — suspiro e dou uma garfada no ovo, jogando-o todo dentro da minha boca. Até que era saboroso.

Suni inclina-se sobre o balcão com um olhar malicioso no rosto, e um pano de prato sobre o ombro:

— Fico feliz que tenha se animado! – fala com um sorriso frágil no rosto — Em falar nisso, sua amiga Lisa pediu para que fosse lá assim que acordasse...

— Falou com Lisa hoje? – pergunto ao terminar de comer. Levanto e levo meu prato até a pia, onde entro em contato com a água fria. Chego a tremer.

— Sim, quando fui colocar o lixo para fora ela estava se despedindo da mãe. – murmura ao limpar os lábios com o guardanapo – Ela parece ser encrenqueira! — comenta franzindo o cenho.

Você não tem ideia! Penso, mas não concordo! Pelo contrário, suspiro e vou a favor de Lisa:

— Aquele estilo meio bad dela não tem nada a ver com sua personalidade! – respondo secando as mãos após terminar com a louça.

— Ainda assim, qualquer coisa, não hesite em me contar!

— Pode deixar! – sorrio dando-lhe um beijo na testa – Eu vou vê-la, volto mais tarde

Seus olhos encontraram-se com os meus, mas fora bem rapidamente, escondi-me por trás da trança. Eu era completamente transparente diante daquele olhar.

— Está tudo bem! Só não demora tá?

— Por que? –

— Tenho que sair hoje à noite, reunião chata, e vou comprar algumas coisas – seu sorriso brilhante ressurgiu – Se quiser vir, podemos fazer compras!

Agora, de fato, o que estava brilhando, eram os meus olhos, eu amava fazer compras. Novamente a beijei, porém agora na sua bochecha fofa, e disse em seu ouvido:

— Já volto!

Abro a porta deixando que a brisa a qual eu tanto amava invadisse a sala. Após respirar o ar que ainda considero tóxico, fecho a porta, e subo a rua, em direção a enorme casa dos Watson. Lisa havia me contado por alto que seu pais eram médicos e trabalham juntos em um grande hospital no centro da cidade, que pelos meus cálculos ficavam longe daqui.

De frente para a casa dos Watson cheiro – só para sentir seu perfume – uma das diversas rosas brancas que fazem parte do pequeno canteiro particular da senhora Emma. Quando paro para pensar, fica mais visível para mim a diferença de mãe para filha. Enquanto eu sempre fiz de tudo para cada vez mais ser parecida com a minha, Lisa me parecia capaz de tudo para não ser comparada a sua mãe.

Inclino-me para bater na porta, mas antes que isso ocorra, a mesma se abre, revelando um peito nu masculino. Percorro-o lentamente enquanto sinto meus rosto arder em chamas. Chegando em seu rosto másculo, e aparentemente bravo, surpreendo-me com os olhos frios dele sobre mim. Pertenciam a Noah Watson

— Olá, bom dia! – digo abanando meu rosto, torcendo para que não esteja corado.

— Ah é você! – diz com desdém revirando os olhos – O que você quer?

Sua voz, o tom que ansiava ouvir, estava cheia de hostilidade. Dou um passo para trás, e tento não me sentir intimidada. Noah me seguiu, olhando por cima do ombro, voltou sua atenção para mim.

— O gato comeu sua língua?

Busquei minha voz, mas simplesmente ela havia desaparecido. Quando consegui falar, queria morrer:

— Sua irmã... ela quer, sabe...

— Não, eu não sei.

— Me ver!!! Me ver, era isso que eu ia dizer. – rosno ao falar. E sinto vergonha imediatamente por usar aquele tom.

— Agora só falta da a patinha. – usou toda sua indiferença para falar. Havia um cinismo em sua voz, que estava me deixando para baixo.

Todo meu constrangimento evaporou, deixando apenas uma nevoa cheia de fúria. Ele de fato havia acabado de me chamar de cachorro? Respiro fundo, não tão fundo, porque o perfume que encobria o corpo de Noah era forte e profundo, correndo o risco de me fisgar

Bufo e ele mostra impaciência.

— Olha quero que você vá se danar. – explodi recuando passos.

— Não gosto de você – Noah diz sem rodeios. Ele chega mais perto, tão perto, que eu sentia sua respiração. Sendo alto, teve que curva-se para me olhar dentro dos olhos – E eu falo sério!

Mas o que eu fiz para esse ser diante de mim? Tomo uma postura rígida e digo em alto e bom tom:

— Faço de seus palavras as minhas!

— Então não haverá problemas em se manter distante de minha irmã?! – Com o corpo rígido, diminuiu dramaticamente a pequena distância que havia imposto entre nós dois. Como posso me concentrar em suas palavras, quando meu coração está quase explodindo meu peito.

— Minha amizade com Lisa não está relacionada de forma alguma a um idiota como você. – meu tom amenizou. As palavras saiam como ácido. Ultimamente eu estava fazendo e falando coisas foras do meu costume, mas é que ele estava me irritando.

— Oh, me acha um idiota? – fingiu-se de ofendido. Ele riu, com um sorriso descarado que fez seu rosto ficar completamente angelical. Seus olhos brilhavam de forma única. Eu sabia, tinha certeza, mas não queria acreditar que existiam pessoas tão estupidas ao ponto de rirem das outras em sua cara. – Esse idiota aqui consegue arrepiar qualquer garota.

— Por isso é um idiota. Eu me arrepio por qualquer coisa! Varia muito, é claro. – respondo secamente torcendo para aquela discussão acabasse.

Novamente, Noah arqueia a sobrancelha, agora levando ambas até o couro cabeludo.

— Da para se notar! Garotas como você não sentem o calor de um homem. Por isso, arrepiam-se até com o sopro de uma criança.— seu tom fora mais que ofensivo, até mesmo, senti muito nojo e vergonha.

Era difícil ter confiança em si mesma quando um homem gato como Noah diz coisas desse tipo. Acho que fiquei mas magoada porquê de certa forma, ele tinha razão, nem me lembro a última vez que senti meu corpo arrepiar pelo toque de alguém. Sim, eu amo Connor, e apesar de seus beijos serem aconchegantes, não posso dizer que uma onda de calor passou entre mim e ele.

Minha bochechas ardiam. Que mistura de sensações são essas? Eu não sei explicar, ao mesmo tempo que sinto raiva, tenho receio de dizer tudo o que penso. Apesar de que, meu cérebro diz constantemente: Gato, sexy e estupido!

Noah abaixa a cabeça e passa a mão entre os fios. Eu ouço uma gargalhada profunda e aguda vir dele. Riu tanto, tanto, que chegou a ficar sem ar. E eu não pude me aguentar:

—Está rindo do quê, seu imbecil?! – pergunto estarrecida. Meu coração quase sai pela boca quando termino de falar.

Uma sombra cintilou em seu rosto mais que perfeito. Por que diabos eu expliquei isso? Acho que não é necessário que eu fique repetindo para mim mesma o quanto quente Noah Watson consegue ser.

— Uou, cuidado, posso gostar de todos os adjetivos que usa para me apelidar. Mas pensando bem, reconheço que essa sua árdua tentativa de convencer a si mesma de que me odeia, não passa de uma defesa. Por que diferente de mim, que tenho quem eu quero. Você jamais, com essa cara de alienada, poderia ter alguém como eu.

Nossa, foi como um tiro bem no rosto. Minhas mão tremiam, ele acabou comigo. Com a coragem que me restava, respirei fundo, e soltei com os olhos se enchendo de lagrimas. Eu e essa mania ridícula de chorar por tudo.

— Não tenho interesses por caras como você. E outra, só porque você deve se encher de meninas desesperada, não significa que tenha capacidade para encontrar alguém que te ame de verdade. Diferente de você, amo, e fui amada. Você pode até ser belo por fora, mas por dentro, apodreceu faz tempo. – Fui bem clara em minha palavras com um nó engasgado em minha garganta. Ela ardia.

Seu olhar furioso me pegou desprevenida. Sua mão grossa preencheu facilmente meu pulso quando Noah me puxou para bem perto, bem perto mesmo, centímetros apenas de seu lábios carnudos.

— É isso que pensa de mim? – passou a língua nos lábios. Meu corpo se arrepiou automaticamente – Então escute algo vindo diretamente de mim: Eu vou fazer com que fique tão apaixonada por mim, que implorara para ter meus lábios no seu. A partir de hoje será minha cadelinha particular – Noah chega até enrolar a língua quando me ofende – E como você não é adestrada, pode deixar que eu faço isso! – afirma prendendo meus olhos no seus.

A sensação que me preenche é de medo, com um pouco, eu disse, um pouco, bem pouco de excitação. Fico sem resposta, sem ar, sem tudo. Que sensação é essa meu Deus? Preciso acalmar meu coração que tenta abrir caminho pelo meu peito.

Seus lábios estavam tão próximos, que minha impulsividade empurrava-me para frente. Me livrei do seu toque que parecia eletricidade, para respirar bem longe dele.

— Que barulheira é essa? – Lisa surgiu nas costas do seu irmão.

Ela vestida apenas um blusão sem estampa que ia até a altura de seu joelho.

— Eu perguntei o que está acontecendo aqui... – insistiu batendo no ombro do seu irmão.

Noah mudou completamente a expressão de "vou ferrar com você" para "eu te amo". Ele beijou a mão de sua irmã ao dizer:

— Está péssima! Deveria tomar um banho. – se afasta com um sorriso inocente — o qual eu estava convicta que não pertencia a ele — estampado em seu rosto – Vou dá uma volta, estarei em casa antes da mamãe chegar.

Era difícil ouvi-lo dizer palavras tão aconchegantes depois de ouvir toda a baixaria que saiu de sua boca. Lisa acena para ele, mandando-o embora.

Me recompus tentando não demonstrar o quão abatida aquela conversa me deixou; olho para Lisa novamente e percebo algo que achei um absurdo:

—O que houve com você? – pergunto elevando meu olhar até sua cabeça, negando-me acreditar que havia goma de mascar grudado em uma pequena parte do seu cabelo.

— Noite difícil! – resmunga esfregando os olhos inchados – Está vestida feita uma boneca... – abre a boca para continuar a frase, mas decidiu por algum motivo deixar pala lá.

Ela abre caminho para que eu possa passar, faço isso adentrando a casa, em seguida ouço a batida da porta. Ela a chutou com tanta força, que chegou a me assustar.

— John voltou? – pergunto ao sentir um clima pesado na casa.

Os Watson eram problemáticos demais. Minha cabeça doía a ponto de explodir graças ao idiota do Noah.

— Que nada, aquele idiota não apareceu novamente. – afirma ao guiar-me pela ampla sala escura até uma pequena escadaria ao final da mesma.

— Então?

Lisa ri, virando-se para mim.

— Passei a noite com um vampiro! – seu sorriso alargou-se deixando claro que sua noite havia sido até então divertida. Porém de certa forma, eu não entendia o por que dela está daquela forma. Toda, bagunçada.

— Parece ter sido boa...

— Você nem imagina. – concorda enquanto subíamos as escadas.

— Então, por que esse estado?

Ela para e pensa por alguns segundos:

— Que curiosa... Foi assim que cheguei em casa essa manhã. – respondeu-me com naturalidade ao abrir a porta do seu quarto.

Entramos juntas em um cômodo amplo. O quarto de Lisa era bem menos assustador do que eu imaginava. Na verdade, minha cabeça naquele momento estava uma confusão. Tudo o que passeava nela era a terrível discussão. E eu sentia ainda o nó preso em minha garganta. Acho que estava doendo, minha dignidade, havia em algum momento, se perdido.

Voltei minha atenção para o pequeno quadro repleto de fotos pendurado na parede. Lisa quando pequena parecia um anjo de madeixas longas. O cabelo estava preso em pompons grossos e coloridos. Seu sorriso era diferente, bem diferente do que é agora. Ela até usava um vestido rosa! Rosa, jamais imaginei vê-la vestindo outra cor senão preto. Ao analisar com calma o mural, notei que havia uma foto dela com o Noah. Apesar de serem jovens, aparentando 13 a 14 anos, noto que já era muito belo. Mas Lisa, me pergunto quando fora que ocorrera essa mudança drástica em seu visual.

— Que mural lindo! – falo virando-me para Lisa, e tudo que vejo é o vazio. Onde ela foi? – Lisa, cadê você?

— Banheiro... – grita para ser ouvida – Preciso de um banho realmente.

Tão distraída, nem notei que ela havia se ausentado. Realmente não estava boa das "ideias". Bufei e sentei-me na poltrona que ficava virada para a tv na parede. Um quarto bem colorido, com corações e tudo desenhado na parede, para ser dela. Eu não deveria pensar tais coisas.

— Então o que você e meu irmão conversavam, ou melhor, berravam antes de eu chegar?

Ai meu Deus, o que eu deveria dizer? Talvez eu devesse experimentar: "seu irmão além de dizer que não gosta de mim, ainda disse que vou ser sua cadela. E olha que eu só disse olá." Não, eu não posso dizer tal coisa. Não quero admitir que ele abalou minha estrutura.

— Seu irmão não disse nada demais! – resmungo brincando com minha trança. Acho que só faço isso por que estou nervosa.

Lisa sai do banheiro com o cabelo respingando. Ela veste, como sempre, preto: jeans escuro, blusa de manga escura. Passou lápis de olho com uma sombra marrom. Estava naquele momento sem batom, ainda bem.

Ela enxuga o cabelo passando a toalha diversas vezes em um modo frenético. – Conhecendo o Noah, ele deve ter sido como um príncipe para você.

— Ah, com certeza! – bufo levantando minhas mãos ao céu – Como um anjo!

— Oh, serio? – Ela arqueou a sobrancelha igual seu irmão.

— Não! – resmungo cheia de drama – Me desculpe, mas seu irmão é um demônio.

— Eu sei! – afirma fazendo uma careta – Ele é um galinha...

— E rude, ignorante e idiota! Muito idiota. – continuo.

— Nossa! – exclamou jogando a toalha em cima de mim – Ele foi tão ruim assim?

— Você nem imagina. – confesso com lagrimas nos olhos – Me tratou pior do que um animal.

Lisa bateu com o punho na parede:

— Aquele bastardo! – gritou – Eu vou arrancar a cabeça dele.

— Não precisa ameaça-lo. – peço alisando meu braço. Que desconfortável penso querendo retirar minhas palavras ditas antes.

— Não defenda-o, não vê que é por isso que se aproveitam de você? – pareceu muito irritada ao falar.

— O que quer dizer com isso? – revoltada, pergunto levantando-me da cadeira.

Lisa assobia como fizera em minha casa. Ela rapidamente pegou uma tesoura e cortou uma mecha do cabelo, era exatamente a que estava com o chiclete. Sem remorso jogou os fios dentro da lixeira a sua frente.

— Porque cortou seu cabelo? – pergunto ao me desesperar com a cena.

— É só um fio de cabelo... – informou passando uma escova no restante do cabelo – Não me faz falta.

Me pergunto se não era por isso que seu cabelo era picotado. Seu jeito me assustava um pouco, o jeito que falou comigo antes... fiquei com uma pulga atrás da orelha.

— Porque pediu que eu viesse aqui? – pergunto no intuído de amenizar o clima.

— Ah, sim... – estalou os dedos dando uma viradinha. – Lembra-se que eu te disse que nos vingaríamos daquele seu ex noivo?

— Sim.

— Então, eu pesquisei muito sobre isso e descobri muitas coisas sobre ele. – afirma pegando seu notebook em cima da escrivaninha de madeira e sentou-se em sua cama – Venha veja!

Aproximo-me, sentando ao seu lado. Ela digitou alguns números quando a tela de abertura pediu sua senha. Após alguns segundos, pensei que meu coração iria parar quando vi Connor. Não pessoalmente é claro, mas sim em uma de suas fotos antigas.

Quem diria que um terno cinza não ficaria bem em seu corpo escultural? Bem, eu disse isso a ele, e me lembro que passou uma semana usando cinza só para que eu me acostumasse com aquela cor. E no final das contas, acabei gostando daquela cor que não lhe caia bem.

— Por que está sorrindo? – Lisa deu um tapa na minha cabeça ao perguntar.

— Lembranças! – respondo de cabeça baixa.

— Lembranças, uhm!

— Boas, eu acho. – continuo ao deixar que as lagrimas caíssem. Eu chorava por qualquer coisa.

— Isso é irritante! – ela fecha a tela do notebook – Você chora muito e atoa. Toda vez que olho pra você, está enxugando as lagrimas com os dedos. Juro que quando te conheci pensei que seria insuportável.

Viro-me para ela com um semblante assustado, mas ela insisti em falar.

— Bem poderíamos fazer essas coisas que amigas fazem, sabe?! Você me conta o que se passa, e eu, tentarei ajuda-la. Mas o que não posso fazer, é te ajudar sem saber por onde começar. Parece que você curte esse negócio de moda, então tira esse vestido e boneca e compre roupas que combine mais com você. Moda americanizada, porque sinceramente, esse Connor é um tesão. Mas não vale essas lagrimas.

Eu deveria ficar "americanizada" meus vestidos cut não estavam bons? Sempre acreditei que vivesse da moda. Era estranho receber dicas de alguém que só veste preto.

— Lisa eu- – tento falar, mas ela me impede colocando o dedo em meus lábios.

— Se não vai abrir a boca para me contar a verdade, então nem fale! Sei que sou uma pessoa que apareceu do nada, mas lembre-se que quando optou em salvar minha vida. Recebeu minha amizade como presente.

Eu só não sabia se isso era bom de fato. E na verdade, eu havia agido por impulso quando acertei John com a agenda, não fora nada programado.

— Então... aceita minha ajuda? – pergunta com os olhos brilhando – Caso decida isso, farei com que você tenha o homem que quiser.

Eu deveria pensar em sua proposta. Eu não queria qualquer homem, na verdade, havia um especifico em minha mente. E se, por acaso, a ajuda que está me oferecendo for verdadeira, então aceitarei. O meu único intuito, mesmo que seja em segredo, será recuperar Connor.

— Eu aceito sua ajuda! – decidida digo a ela. Que sorrir.

— Quando acabarmos com Connor, não sobrara nenhum vestígio de quem ele foi.

— Eu quero ser uma mulher americana! – digo convicta.

Lisa rir da minha cara.

— Amiga sua louca, se for assim, nasce de novo! O que posso te fazer é americanizar. E outra, aqui no condomínio tem vários seres gostosos. Vamos criar sua fama.

— Serei odiada pelas meninas se fizer isso. – retruco nervosa.

— Mas será amada pelos garotos. É como dizem por ai: "amada por uns, e odiada pelos invejosos"

(Meninas suas loucas, aqui quem fala é Lisa... Lisa Watson. Vim dizer para ficarem ligadas (o) no próximo capitulo, to sabendo por alto, que no quarto capitulo ajudarei na transformação de Sophia para se adequar ao país. Como sou a melhor amiga que alguém pode ter (nem tentem se convencer ao contrário) Vou tentar juntar Sophia com um dragão milenar. Ele é muito gostoso, e sarcástico. Edgar é seu nome, guardem esse nome, vão querer pegar o número dele. Mas faze-la se esquecer daquele babaca vai ser fo** então vou ter que usar minhas artimanhas. Sem mencionar, que segundo as minhas fontes (to ligada nesse história) Terá cenas quentes com meu irmão. Para quem ama o Noah. É só não perder as tentativas dele para conquistar Sophia que vai penar. Mas Só quero saber como essa escritora ira colocar tanta coisa em um único lugar. Problema é dela. Ela sabe o q eu quero, e eu sei o que vocês querem: que a protagonista pare de chorar, porque não aguento mais. Bjs suas louquetes* (como chamo vocês agora) até o próximo capitulo. Bay bay)