Uma mestiça com estilo
6 Regra numero 3 - A determinação
— Aquela vadia disse isso? — Lisa pergunta furiosa logo após tomar uma longa golada do seu café — Eu saio por um dia, e mundo parece ruir.
— Shiu... — peço tentando alcançar os lábios dela sem sucesso — Não quero que Suni saiba disso.
— Mas por quê? — pergunta-me ao fitar meus olhos — O mundo todo deveria saber que sua irmã é uma vaca. Sem ofensa! — novamente, toma o café.
Lisa e eu nos encontrávamos sentadas no chão do meu quarto. Ela tomava café e eu chá de camomila. Ambas ocupando cada uma um lado da mesinha se centro, aquele ambiente calmo, me deixava mais tranqüila.
— E, o que seu ex noivo, pensa disso tudo? — sua pergunta pareceu ser dita com muita precaução. Lisa média as palavras para não me machucar, mas se ela soubesse o quanto me sinto diferente.
— Eu não sei! — suspiro profundamente ao dizer.
— Cara, nem começou a chorar nem nada ao mencionar o carinha.
Como eu poderia explicar? Desde que Noah me beijou, sinto-me assim: Não se passaram muitos dias após isso. Para ele, é como se nunca tivesse acontecido, para mim, era irritante e confuso. Era como se um peso tivesse sido arrancado de minhas costas.
Quando acordei na manhã seguinte, tudo já havia acontecido! Suni disse que eu dormir por uma tarde e noite inteira, que acreditava que eu estava de fato cansada. Mas, eu sabia que fora algo feito pelo Watson.
Assim que o procurei para exigir explicações, Noah já não estava em casa, havia ido para a casa de uns parentes próximos, para alguma festa ou coisa do tipo. Negou-se a falar comigo por telefone, sim, eu liguei. O jeito, era esperar ele voltar, e descobrir a fundo a verdadeira história.
Apesar de meu corpo ser o mesmo, meus sentimentos que transbordavam haviam sido aliviados. Pergunto-me se não fora Noah que fizera de fato com que isso acontecesse.
— Planeta terra para Sophia! — Lisa estala os dedos a minha frente — Te fiz uma pergunta mulher.
— Eu não sei se Connor se importa. Ele foi frio comigo, e deu o telefone para a megera da Cassandra. — agora sou eu quem toma o chá.
— Homens, sempre se derretendo pela mulher errada! — afirmou revirando os olhos — Mas eu acredito que você tenha potencial para pega-lo de volta.
— Não o quero de volta! — as palavras fugiram da minha boca. Falei sem pensar, e me arrependi depois, como sempre.
Lisa pela primeira vez, revelou surpresa.
— Aconteceu alguma coisa que eu não saiba?
Penso em contar que fui beijada por seu irmão, mas a vergonha não deixa.
— Não aconteceu nada! Eu só... Nem sei porque disse isso. — confesso bufando.
— Tuuudo, bem! — agora Lisa prolongava as palavras? — Quando estiver pronta, conte-me a verdade, ok?
— Como sabe que estou mentindo? — inclino-me para frente ao perguntar. Estava na hora de saber a classe dos Watson.
— É fácil, você é mais transparente que o vidro! — responde rindo — Só não sei se é bom, ou ruim.
Sinto minha bochecha corar, eu era inocente demais?!
— Lisa qual tipo de ser sobrenatural vocês são? — pergunto anciosa pela resposta.
Lisa rir.
— Para que tanta animação? — seu sorriso a deixava mais bonita que já era — Somos anjos!
— Anjos? — por essa eu não esperava.
— Sim, anjos! Diferentes de nephilins que são uma mistura de humanos com anjos: Sean, Noah e eu, somos sangue puro. Meus pais não caíram — explicar fazendo uma careta engraçada — Quem me dera que fosse algo legal assim, eles simplesmente optaram por viver aqui na terra.
— E tem como anjos optarem por isso? — pergunto confusa.
— Não qualquer anjo, somos diferentes. Nossa classe, talvez, nunca fora ouvida pelos homens. Meus pais, são conhecidos como anjos sentimentais!
— Sentimentais? — pergunto já não entendendo mais nada.
— Deixe-me tentar explicar: o ser humano possui todos os tipos de sentimentos, que variam entre bom e ruim. Tem alguns que conseguem usar a todos, ou quase isso, e outros que não libera todos eles. Veja: Eu sou o anjo da coragem, dou coragem aos covardes. Meu pai, forças aos fracos. Minha mãe, sabedoria aos tolos, Sean, alegria aos tristes. E Noah, amor aos debilitados do coração.
O queee? Tapo minha boca para não gritar. Como assim Noah Watson é o anjo do amor? Tipo o cupido, com aquela cara de sem vergonha?! Não, não mesmo.
— Nunca te vi tão surpresa. — ela rir amargamente, como se o pior ainda estivesse por vir — Apesar de nossos dons serem uau existem tantos problemas aos usa-lo que nem posso sitar todos. — pela primeira vez vejo Lisa abaixar a cabeça — Quando dou coragem a alguém, preciso recolher sua covardia, e por dias, torno-me covarde. Por isso, não suporto usar meus poderes. E isso acontece com todos nós, foram poucas as vezes em que vi Noah chorar, e 99,9℅ eram dores que não pertenciam a ele.
Nossa, o que eu poderia dizer diante dessa revelação? Lisa estava sendo sincera, e eu, como pessima amiga que sou, não tenho palavras para dar incentivo.
— Lisa! — toco-lhe os ombros — Sinto muito ter perguntado.
— A culpa não é sua. — sua voz saiu em um suspiro — Tenho certeza que Noah fez de novo, tomou as dores de alguém. — sussurrou.
— Por que acha isso? — sinto minhas mãos trêmulas.
— Porque, ele fugiu só Deus sabe para onde, e só voltará quando a dor tiver passado.
Caio para trás, sentada. Então era por isso que eu estava tão aliviada! Noah, aquele cretino, tomou para si toda minha dor, e agora, está sofrendo por aí, até se recuperar. O que vou fazer?
— Por que está tão pálida? — Lisa ajeita a postura, trazendo de volta seu sorriso perfeito — Então, agora, me conte sobre seus dons.
Não consigo sorrir, olho para seu copo, e consigo um motivo para fugir, e recuperar a compostura.
— Vou pegar mais cafe! — digo ao levantar — Já volto, e te conto sobre meus dons especias.
Ela rir, eu saio do quarto as pressas. Desço as escadas, e ouço a voz de Suni, que parecia conversar distraidamente ao telefone:
— Ah, sim, entendo! — diz com aflição. — E quando pretendem vir passar esses três dias? Uhum, uh!
Com quem Suni falava? Ela parecia tão seria. Escondo-me para ser capaz de ouvir um pouco mais, sei que isso é rude. Mas se eu perguntasse, não iria me dizer.
— Prepararei o terreno. Não concordo, mas terei que aceitar. Passar bem Connor, nos vemos em breve.
Suni fica em silêncio, e eu volto correndo, subindo as escadas com o pouco que entendi: Connor está vindo para minha casa?
Adentro meu quarto, e fecho a porta as minhas costas. Lisa que estava mexendo em seu celular, desperta, e encara-me:
— O que houve Sophia, viu um fantasma? — pergunta guardando o celular.
Meu coração estava tão acelerado, que poderia sair pela minha boca.
— Ele está vindo! — digo tremendo a ponto de soltar o copo, e ter a sorte do mesmo não quebrar.
— Quem está vindo! — não respondo, mas Lisa, percebe — Connor? Ele está vindo?
— E provavelmente não estará só, minha irmã virar com ele.
— E o que vamos fazer?
Era sério isso? Lisa perguntava a mim o que seria feito? Não consigo nem se quer imaginar uma aproximação repentina de Connor.
Olho para o espelho pendurado em minha parede, a imagem que se reflete é de uma menina sem sal e confiança. Eu não queria ser vista assim.
Atravesso o quarto, vou até o criado mudo, onde abro a gaveta e retiro uma tesoura grande de cabeleireiro.
— O que vai fazer com isso? — Lisa pergunta seguindo-me com os olhos.
— Mudar! — respondo repleta de confiança — Se Connor e Cassandra estão a caminho, quero ter certeza de que irão conhecer meu lado "americano".
Lisa sorrir e vem ao meu encontro:
— Como desejar! — ela pega a tesoura e desfaz meu coque — Vamos nessa Sophia!
Sim, agora sera minha vez, de mostrar a todos, que posso ser, e serei melhor do sou agora. Adeus Sophia Koong, e olá, Sophia Miller.
***
Oieee, meus anjos, tudo bem? Eu venho aqui para explicar porque adiantei o capítulo ( calma sexta terá normalmente) Eu só postei adiantado, porque gostaria que vocês entendessem mais ou menos o q se passa. Pense nesse capítulo como algo especial, pois eu já havia o escrito faz um tempinho, e fiquei pensando se o postava ou não. Espero q gostem!!
Se gostarem, deixe seu voto+ o comentário que é importantíssimo. Bjs, até a próxima meus anjos!
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