Tivemos um relacionamento duradouro por 3 meses, até que um dia, ele estava procurando pela minha melhor amiga e me dizia para manter a calma, que não era nada sobre mim. Mas eu sabia que era. Foram 3 maravilhosos meses, os quais eu desejei que durássem pelo resto da minha vida. Até que recebi a seguinta mensagem:


J: – Olha, você é uma garota incrível, a melhor que eu já conheci até hoje, você sempre me ajudou, estava aqui quando eu precisei, porém não aguento mais essa distância. É foda precisar de alguém e não poder abraçá-lo e beijá-lo naquele exato momento, mais tarde e nem no fim de semana. Desculpa, mas eu não consigo seguir com isso.
T: – Eu entendo, também me sinto assim,eu ficarei bem.


"Eu ficarei bem" ­- pensei – Porra, essa era a mentira universal. Por mais que eu soubesse que não ficaria bem, não seria certo descarregar tudo nele. Tudo bem, eu sabia desde o início desses riscos e estava disposta à corrê-los. Tenho que seguir em frente. MAS DE QUÊ ADIANTA SEGUIR EM FRENTE SE NÃO SERÁ AO LADO DELE?– um soluço interrompeu meus pensamentos, antes que eu tentasse impedir, estava chorando.
Naquele dia, eu tive uma das piores crises de enxaqueca da minha vida, junto com desânimo e assim, redescobri uma das minhas maiores paixões, ultra-romantismo, peguei meu livro de poesias "Lira dos Vinte Anos" e me deixei levar na fuga da realidade, pelo mal do século.
Assim como os dias se passavam, o resto da minha felicidade passava também. Minha playlist continuava apenas com The Smiths e Lana del Rey. Ainda que estivesse passando por tudo isso, mantinha um sorriso falso, para evitar perguntas, que trariam junto apenas choro e lamentações.
Fiquei assim durante 3 meses, até que finalmente, eu e Jonathan voltamos a nos falar. Não como ex-namorados, nem como namorados, mas como amigos.


J: – Soube que a senhorita está um pouco para baixo.
T: – Não usaria "para baixo" e sim "no fundo do poço", parece mais comigo.
J: – Você me disse que ficaria bem.
T: – E você me disse que ficaríamos juntos para sempre e que nunca negaria 15 minutos comigo, parece que ambos somos bons em mentir, não é mesmo?. Mas a minha mentira diz respeito à mim e não à nós, como a sua mentira.
J: – Porra, você tem que ser tão dramática e neurótica assim?
T: – Depende...Você tinha que mudar tudo assim?Do nada? Você me fez acreditar no amor e nas pessoas novamente, eu me entreguei de coração à tudo isso e agora junto com meu coração, minha cara está quebrada. Você me encheu de esperança e depois arrancou-as.
J:– Eu sei, desculpa, eu realmente queria continuar, mas eu não conseguiria. Preferi pensar no melhor para nós e não só para mim.
T: – Olha, tá tudo bem. Ok? Falando sério agora.
J: – Lembra o que tínhamos conversado, sobre a minha ideia de ir para fora do país?
T: – Sim, era seu sonho. Você queria ir para a Austrália, eu me lembro.
J: – Eu vou. No próximo mês eu vou para a Austrália.
T:– Ah sim, parabéns.. Boa sorte.Tenho que ir agora, tchau.


Para a minha sorte, nesse exato momento eu tive que entrar na van para ir ao colégio. Eu era 2 anos mais nova que o Jonathan, por mais que ele tivesse terminado o ensino médio e estivesse indo para a Austrália, eu ainda tinha mais 8 meses até estar completamente livre.
Pelo caminho, encostada na janela, ouvindo a "nossa" música, repensei a ideia da viagem de Jonathan, não consegui conter o choro. Seriam 2 anos sem o meu melhor amigo. Apesar de tudo que aconteceu entre nós, eu jamais gostaria de perdê-lo assim. Coloquei meus pensamentos no lugar a tempo de ouvir o refrão de "Still Ill", o que não me fez ficar nem um pouco melhor.

Debaixo da ponte de aço nos beijamos.

E embora eu tenha ficado com os lábios doloridos,

Não foi como nos velhos tempos.
Não, não foi como naqueles dias.
Eu ainda estou doente?
Eu ainda estou doente?


Eu ainda estou doente. De amor, por você.
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Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.