Uma linda menina
1 Capítulo 1
Notas iniciais
CAP.1
Era uma linda menina que estava a caminho, sua mãe Irma, grávida do segundo filho estava muito animada, preparara todo o enxoval, queria escolher também o nome da menina, mas ela havia combinado com o esposo que como escolhera o nome do menino ele escolheria o nome da menina, mas a Irma era um pouco teimosa e queria escolher o nome da menina também.
_O nome dela será Ágatha – disse, a mãe.
Mas o marido era categórico:
—não eu já combinei com você que o nome dela já está escolhido antes do Júnior:
—Ah! Não! o nome dela será Crystine _teimava a mãe:
Mas o pai não mudava a sua opinião:
_O nome dela será Vyviane:
A mãe a acariciava na barriga esperando o dia marcado pelo médico para fazer a cirurgia, estava tudo preparado, Vyviane nasceu no dia 4 de julho. Rosada, loura, perfeita, sua mãe colocara uma linda roupa de pagão vermelha e uma tiara no cabelo quando saíra do hospital. Já em casa com os primeiros cuidados Irma pensou: como eu vou chamá-la? Pois quase não conversava com ela na barriga. E de repente pensou já sei:
_Nita! Cadê a Nita? Ela se espreguiçava toda parecia que sabia que estava falando com ela. Irma começara chamando de Nita porque esta palavra era o diminutivo de bonita no seu bom português. E assim a mãe a tratava sempre
_Nita! E ela se esticava, abria os olhos, parecia que entendia que a mãe estava falando com ela. Parecia uma bonequinha.
A mãe arrumava ela para sair, com vestidinhos, tiaras, e as pessoas elogiavam como ela é linda parece que foi desenhada, risonha, narizinho fino, cabelos loiríssimos no estilo curto parecia um corte de cabelo específico que a Fátima Bernardes (âncora do jornal) usava.
Assim a menina crescia suas primeiras palavras “ mã mã mã pá pá,” mas a palavra mais engraçada era quando ela falava “cairne” quando chegava a hora da sopinha, pois a vovó materna Maria, baiana arretada com mania de fartura ensinara nossa menina a comer. Vinha a vovó paterna D. Isaurina, idosa, guerreira, cultura da roça, mas que também adorava coser as suas coxas de retalho, descendente de italiano e brincava com Vyvi que caia na gargalhada e a menina pedia:
— Vovó faz um penteado!
E lá ia a menina para casa com os cabelos amarrados cheios de tiras de retalho, parecia a boneca Emília do sítio do picapau amarelo.
Vinha a bisavó materna D. Wanda com raiz afrodescendente e dizia:
—Meu Deus esta menina é igual a bisavó- todos caiam na gargalhada.
Essa menina além de todas as qualidades que ela tinha também era uma menina muito boa, às vezes ela chegava para a mãe e pedia:
_Mãe, quero água.
A mãe respondia:
_Está bem já vou.
Só que D. Irma se distraia com seus fazeres domésticos e esquecia-se de atender a menina. E ela vinha de novo:
_Mãe, quero água.
E a mãe respondia:
_Já vou – e novamente se distraia.
Neste momento, Vyvi vinha e falava:
_Mãe!!! Quero água! Quero água! Quero água! Quero água!
Irma assim atendia o pedido da menina.
Nossa menina era a coisa mais linda e tinha língua solta, o que falasse com ela, ela tinha resposta na ponta da língua, um dia o vizinho seu João falou assim para a menina que estaca com um pacote de biscoito na mão:
_Ei! Vyvi! Me dá este pacote de biscoito.
Ela respondeu:
_Dá não! Eu posso dividir.
Seus Pais ficaram perplexos com ela meu Deus como pode esta menina, deste tamanho, responder assim? Com quem ela aprendeu a dar essa resposta mas era qualidade especial dessa menina.
Vyvi brincava de boneca, adorava nadar com seu irmão na piscina plástica que o seu pai havia comprado, também seu irmão havia lhe ensinado uma música de capoeira e ela cantava e gingava _ Capoeira mata um. E os seus pais eram só risos.
Depois ela cantava e dançava a música que tocava no rádio:
_”Vem aqui que agora eu tô mandando vem meu cachorrinho a sua dona tá chamando”
Por onde Vyvi passava as pessoas chamavam:
_Xuxa! Xuxa! Xuxa! _Por causa da artista loura infantil.
Vyvi era uma menina muito criativa e empreendedora desde pequena, certa vez ela comprou uma cestinha de flores e foi rifar para a vizinhança, a menina ficava muito feliz com as suas ideias. Também gostava de ver as apresentações matinais de desenho depois ela ia para frente do espelho e começava a fazer a apresentação dela:
_Oi gente! Tudo bem com vocês? Chegou a hora de a gente curtir mais um desenho e está na hora do “Avatar”!
_Agora chegou a vez da batalha naval! Vamos ver quem está na linha? Alô! Quem fala?
Qual o número e a letra que você escolhe? Muito bem acertou, você acaba de ganhar um prêmio! um lindo patins. E assim era a Vyvi, apresentadora.
Certa vez Vyvi, com uns quatro anos percebeu que já podia andar de bicicleta e pegou a bicicleta do seu irmão que ainda tinha rodinhas para andar . Não demorou muito e ela falou para o seu pai:
_Pai! Tira as rodinhas.
E o pai comentou com a mulher:
—Mas não é possível ela acabou de pegar a bicicleta e já quer que tire as rodinhas. De tanta insistência de Vyvi, o pai falou:
—Está bem! Vou tirar uma.
E Vyvi, tornou a andar de bicicleta. Não demorou muito e ela volta a dizer para o pai.
—Pai, tira as rodinhas, tira as rodinhas, tira as rodinhas, se o senhor não tirar, eu não vou parar de pedir_ e o pai vendo que não tinha jeito tirou a segunda rodinha da bicicleta e qual não foi o espanto a menina estava andando de bicicleta sem rodinhas, mal acabara de pegar.
Os pais de Vyvi eram só orgulho.
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