Notas iniciais
Imagine, um lugar lindo, com muitas matas, uma população esforçada em fazer o seu melhor. Mas de repente vem um acontecimento que atrapalha a vida de muita gente, que interrompe vários sonhos, prejuízos emocionais, financeiros, para todas as classes. na verdade não estou sendo nem um pouco sincera. Foi muito pior, muitas estórias macabras que não estão relatas neste capítulo. É só um ensaio

CAP.3 A tragédia

Quando a família de Vyvi se mudou para Friburgo, a menina continuava com as suas brincadeiras de criança: bola, bicicleta e agora ela resolveu fazer caminhadas, corria pelas ruas do bairro onde morava, quando seu José da quitanda perguntava:

—Loura, o que você está fazendo?

—Ginástica.

— Pra quê? Você não é gorda?_Seu José perguntou:

Mas nada parava a menina. Um dia ela perguntou pra mãe:

—Mãe, Friburgo enche?

Sua mãe respondeu:

—Não filha, Friburgo está a novecentos e oitenta e cinco metros em média acima do nível do mar, se Friburgo encher, significa que o Rio de Janeiro vai ter uma catástrofe.

Passava algum tempo e novamente a menina perguntava:

—Mãe, Friburgo enche?

E novamente a mãe dava aquela aula de geografia, este fato se repetiu algumas vezes. Um dia em 11 de janeiro de 2011, D. Irma levantou à noite para beber água e observou que alguns vizinhos estavam conversando na rua. A mãe da menina conversou com seu Pedro e foram conversar com os vizinhos para saber o que estava acontecendo. Os vizinhos falaram que o rio estava enchendo. D. Irma perguntou?

—E em que altura a água vai?

—Geralmente a água na rua chega a uma altura máxima de trinta centímetros.

D.Irma ficou preocupada pois a casa era simples, o piso da casa era um pouco mais alto que o nível da rua, mas ainda assim um pouco baixa. D. Irma juntou com seu Pedro e colocou alguns eletrodomésticos no alto, pegou os documentos, e os vizinhos que tinham casa duplex convidaram para passar a noite até a chuva passar. E começou a chover, chover muito, sem parar, cada relâmpago “bum ka bum” e se repetia toda hora. As pessoas começaram a ficar assustadas, a água subindo, muito barulho, desciam muitas árvores, e objetos e carros, de repente a casa em que a família estava reunida, estalou e todos ficaram mais apavorados e decidiram ir para o terraço da casa, esperar e pedir a Deus para que todos ficassem bem, mas o terror era tanto que as pessoas passavam mal, vomitavam, houve um momento que uma criança de outra família deixou cair uma cadeira no chão e muita gente gritou:

—Ai meu Deus do céu!

Seu Pedro muito preocupado com Vyvi não desgrudava os olhos dela num instinto de proteção, preocupava-se com toda a família, mas como ela era a menorzinha ele a achava muito indefesa naquela situação. Dizem que relâmpago não cai duas vezes no mesmo lugar, pura conversa, o relâmpago batia uma, duas, três, quatro vezes no mesmo lugar parecua que o mundo estava se acabando.

A noite aquele dia foi muito longa, o dia só amanheceu pelas oito horas da manhã, as águas começaram a baixar, mas nós estávamos ilhados não conseguíamos sair, as pontes haviam sido destruídas. Aí as pessoas começaram a perceber a tragédia ocorrida. Muitas casas destruídas, carros que foram levados pelas correntezas, muitas pessoas feridas de alguma forma, foi algo que mexeu com todos no lugar.

O pânico agora era sair dali, pois todos imaginavam que não sobreviveriam uma segunda noite como aquela. Logo apareceu um bombeiro do local que não conseguiu ir trabalhar pois as estradas estava interditadas, ele pegou um barco e uma corda emprestado com o amigo se uniu com pessoas para ajudar atravessar as famílias de barco. A cidade ficou sem luz, sem água, sem telefone por mais de uma semana. E a família de Vyvi ficou abrigada na casa de uma prima da família a Ana que morava perto mas não havia sido atingida.

A cidade decretou estado de calamidade, o governo federal, estadual e municipal interveio, e muitas pessoas e organizações colaboraram com doações . D. Irma não gostava de filme de terror mas naquele dia ela se viu dentro de um com a sua família e amigos. Contudo agradeceu a Deus pelo milagre da vida pois todos que ficaram reunidos ali haviam sido poupados.

Logo após o governo começou a indenizar as vítimas da tragédia e as pessoas pouco a pouco foram se reconstruindo, a cidade foi limpa com a colaboração de outras cidades, com o passar dos anos algumas pessoas voltaram para suas residências, outras foram alocadas em condomínios, mas esta fatalidade ficou gravada na memória dos friburguenses.

Passado algum tempo Vyvi que também passou pela tragédia com sua família perguntou para D. Irma:

—Mãe, você se lembra quando eu perguntava se Friburgo enchia?

Irma ficou tocada. _ “Meu Deus, não!”_ Parece que Vyvi não era somente uma menina alegre e extrovertida, mas também tinha um sexto sentido.

Notas finais
Você gosta de filme de terror, suspense, imagine você sem querer ir parar dentro dele?
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.