Autora.


Exceto para Shindou, aquele caminho era extremamente novo.


Nenhum dos outros amigos tinha estado ou sabia aonde o rosado morava.


A única coisa que sabiam era que ele morava longe, pois sempre chegava exageradamente cedo ou muito atrasado.


Eventualmente Kirino tinha parado de chorar, entretanto isso não era necessariamente bom, pois agora ele estava afogado no silêncio.


Apenas caminhando no piloto automático, tanto que nem notará as dificuldades de seus amigos para acompanhar seus passos.


Mas quem poderia exigir algo dele?


Nesse momento nem ele sabia o que estava acontecendo, e nem tinha absorvido.


Após vinte minutos andando por ruas de barro e mal iluminadas, eles finalmente tinham chegado a algum lugar.


Na frente deles, uma enorme trilha que dava não sei aonde, como se fosse uma montanha acobertada por robustas árvores e um estreito caminho.


Sem pensar duas vezes o de olhos azuis cor de céu, adentrava aquele caminho de mãos dadas ao menino de madeixas chocolate.


Por fim, sendo seguidos pelos demais...


Em determinado momento o sol começou a se por e um aviso foi dado.


- Permaneçam juntos, a noite aqui vira um labirinto... Não quero perder mais ninguém.


Com isso, todos deram as mãos formando uma corrente.


Alguns reclamavam assustados, já outros... Conseguiam ver a beleza por entre aquelas folhas.


A maneira com que o sol refletia no verde das folhas.


O som da água correndo pelo pequeno riacho o qual tinham passado.


A cantoria harmônica dos grilos e cigarras...


A mais pura arte.


Aquele caminho combinava com a beleza exuberante do rosado...


Enfim, eles finalmente haviam chegado.


Logo a frente um grande portão de ferro bruto, esculpido em suas grades majestosas orquídeas, assim como as que envolviam o mesmo.


Então, um velha chave é tirada de um esconderijo por debaixo daquelas flores, Ranmaru abriu o portão.


A visão de uma grande casa antiga feita com matérias escuras iguais as árvores do caminho anterior bem diante dos olhos de todos.


Por alguma razão, ao ver sua casa desse ângulo, o jovem se sentiu mais leve.


Uma sensação de familiaridade o toma como nunca, podia ver lembranças embasadas de sua mãe correndo atrás dele e de sua irmã pelo gramado.


Logo adiante ela estaria lá.


Parada rindo de algo bobo que ambas as crianças rosadas tinham contado aos gritos eufóricas.


Via também, ela sentada no deque lendo algum livro fantasioso ou contando sobre a magia que ali existia.


Por fim, às lágrimas retornaram, mas trazendo consigo um sorriso e nostalgia.



Ela faria falta...