Uma irmã meio... Louca!

4 Aquela que cria e aquele que desfaz


Autora/ Kirino.




De mãos dadas o jovem entra na casa sendo seguido e ao mesmo tempo guiado pelos seus amigos.




Ao entra na casa, todos eles ficam encantados com a beleza do interior, repleto por lembranças.




As paredes eram decoradas por artes, algumas inacabadas outras claramente feitas por crianças.




Eles não sabiam mas a mãe do rosado era pintora, apaixonada pelas cores e suas diversas tonalidades, se deixassem ela passaria horas e mais horas falando sobre os significados que cada uma delas trazia.




Sua mãe também presava pela liberdade de expressão, pelo direito de se expressar sem temer o diferente, traçar através dos rabiscos aquilo que brilhava em sua alma.




Ela acreditava que para crianças o importante era explorar a diversidade, assim poderem se conhecer verdadeiramente.




Kirino sempre se questionava como uma mulher tão livre e cheia de vida tenham entregado seu amor a alguém completamente incompleto e cinza como seu pai.




A conta não batia.




O senhor Kirino já falecido era o inverso da Senhorita Sakura.




Enquanto ela era repleta de vida.


Ele parecia ter sua ausência em cada partícula de suas células.




Como um pedra, sempre rigida e sem possibilidade de mudança.




Esse era o seu pai ao seu ver.




Alguém sem graça que apenas cobrava o que suas frustrações deixavam transparecer.




Tinha poucas lembranças dele pois sempre o via como uma figura distante, e levando em consideração que na maioria do tempo estava enfurnado dentro daquele maldito escritório fazendo sei lá o que.




Raramente o via.




Mesmo depois de sua partida Ranmaru não tinha conseguido traçar aquela porta rígida.




Sempre mantendo-se distante de qualquer lembrança referente ao seu genitor.




Mesmo sob os apelos aflitos de sua amada mãe, não cruzara até então a porta que dava de encontro ao escritório de seu pai.




Que ironia, ele nesse momento caminhava pelo corredor que sempre evitará.




Olhava as paredes e as fotos.




Passava a ponta dos dedos pelas marcas angustiantes que tinha feito quando mais novo, um pré adolescente revoltado com uma doença.




Enquanto isso, seus amigos exploravam sua casa, observando cada detalhe com admiração.




As lembranças no espaço extremamente limpo.




Em sua sala, algo que nenhum deles esperava, no seu centro lá estava uma majestosa arpa cor de Helianthus.




"ual que lindo!".




Alguns proferiam.


No canto da porta na cozinha umas linhas traçadas, indicando que duas alturas que foram medidas. Ao se aproximarem, viram escrito dois nomes "Ranmaru" de verde e ao seu lado "Ran" num azul claro, acompanhando os números medidos algumas idades.




Quem era Ran?




Esse questionamento surgiu em suas cabeças confusas.




Nenhum deles se lembrava de algum momento o outro ter tocado ou sequer mencionado tal nome.




Quem seria essa tal Ran?




Mudando para outro cenário, Ranmaru tinha finalmente chegado ao seu destino.




Se encontra então, na frente da porta que mais odiou em toda a sua vida.




Juntou forças que be


m sabia que tinha.


E em único fôlego adentrou o lugar...




"Por ela".