Uma hogwartiana em Beauxbatons
9 Capítulo 9 - Um lugar só nosso
No dia seguinte foi anunciado que aconteceria um grande baile de máscaras em Beauxbatons.Os alunos ficaram excitadíssimos com a notícia,e desde o primeiro momento,já começaram a preparar suas fantasias.
Depois de três períodos de poções,dois de Runas Antigas e um de História da Magia,Lenny se deitou exausta na cama.Havia pego alguma coisa qualquer para beliscar e foi pro dormitório.Sua coruja preta pousou suavemente sob seu ombro.A garota afagou o animal e retirou o papelzinho em sua pata.
"Preciso falar com você,mas em particular.Me encontre no jardim,no NOSSO jardim.G."
A lufana se levantou e ajeitou as roupas.Saia marrom por cima de uma grossa meia-calça cinza que combinava com o suéter sem da escola.Escovou rapidamente seu cabelo e colocou sua touca de texugo sobre ele.Calçou os coturnos e saiu,direto para a biblioteca da Academia.Ao chegar no lugar,deu um boa tarde para a bibliotecária e foi até o último corredor,que era por sinal o mais escuro.Retirou cuidadosamente o quarto livro à sua esquerda e uma passagem se abriu.Lenny soltou a coruja que voou até o pequeno feixe de luz no final do estreito corredor.Seguiu-a silenciosamente e escutou a porta fechar atrás de si.
No fim de sua caminhada,a garota pode sentir o cheiro de grama molhada pela neve daquela manhã.Seu olhar avistou o jovem sentado num banco e ela sorriu involuntariamente.Como um felino andou até o amigo e cobriu seus olhos com as mãos.
–Adivinha quem é? — O mais velho cobriu as mãos da mais nova com as suas e se virou.
–Quem mais poderia ser,além da minha irmãzinha? — Ele a obrigou a sentar junto a ele,puxando-a para baixo.
–Não sei,talvez a Elinor — A garota cruzou as pernas no banco e olhou para o nada,enquanto seu familiar pousava em seu dedo indicador.
–Ela já tem nome? — Perguntou Gareth,repetindo o gesto da outra e sentando-se de frente à ela.
–Já,Elinor.O sobrenome eu não sei,não quero saber e tenho raiva de quem sabe — O garoto riu.
–Não,sua azeda.A coruja,ela já tem nome? — Lenny deu de ombros e colocou o bichinho no ombro de Gary.
–Não — Os dois ficaram em silêncio,apenas ouvindo as fadas que naquele momento cantavam a variação da morte do cisne naquele pequeno pedaço do paraíso.Durante as provas,os alunos acharam uma passagem atrás do terceiro espelho da sala da Prof.ª Madeleine que dava para o lugar secreto.Macieiras convidativas cresciam sob a relva verde e rosas brancas e vermelhas floresciam entre os arbustos.Minúsculas fadas cantarolavam as mais belas variações.Aquele jardim havia se tornado o lugar secreto dos dois — E a propósito,o que você queria me contar?
–Bem — O rapaz suspirou — Eu...queria...eu quero,na verdade,fazer o teste para o Fantasma da Ópera.Só que...
–Só que o quê?
–Só que eu só vou fazer se você fizer — Por um momento Lenny se esqueceu de como respirar.Era óbvio que ela queria fazer o teste para Christine,mas com Laurie,Marine e Palome,uma menina sextanista no páreo,era praticamente impossível.
–Bem...eu estava querendo realmente fazer,mas acho que é quase impossível que eu passe — Sorriu tristemente — Mas tudo bem,eu faço — Gary a abraçou,girando-a no ar.Os dois riram e voltaram para o palácio,abraçados.
–Sebastian — o jovem falou de repente.Lenny torceu o nariz.
–Sebastian? Do que você está falando,sweetheart?
–Sebastian,o nome da sua coruja — A menina sorriu,lançando um olhar divertido ao irmão.
–Gostei.Você é bom com nomes — No corredor escuro,o rapaz segurou a mão da menor.
–Vem,vamos tomar uma cerveja amanteigada.
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