Uma história de amor um pouco diferente
4 Capitulo Três - Viro um motorista da noite pro dia
Talvez, durante os milhares de pensamentos que me ocorria, eu pudesse ter gostado de tudo aquilo. Um dos meus amigos me beijando, outro com ciúmes... Loucura, isso significaria, certamente a separação do nosso trio.
Acordei. Manhã de Segunda-feira, seis horas da manhã. Recebo uma mensagem, era Yuri: '' Não vou poder passar dai, espero você na entrada da escola. ''
Tomei café da manhã, escovei os dentes, troquei de roupa e sai. E lá estavam eles, Do lado direito um rapaz moreno de um e setenta de altura. Do lado esquerdo, um branquelo de um e sessenta. Os dois disseram no plural :
Oi, bom dia.
– Bom dia, como estão ?
– Bem. — Yuri
– Viadamente mal. Cara eu beijei você!
– Quer gritar mais alto pra todos ouvir ?
Quinze minutos depois. Yuri não se contém e diz:
– Gabriel, fiquei chateado com você ontem...
– Por ter beijado o Harry ?
– Também. Mas principalmente por não ter confiado em mim... O Harry me contou que você pirou quando ele disse que eu sabia.
É eu sei, desculpe não querer que um dos meus melhores amigos soubesse que eu sou um hétero gay.
– Cara, estamos juntos, acima de tudo!
Chego por trás ( estava no banheiro ) e pergunto :
– Posso saber o que as bonecas estão conversando ?
– Estava falando para o Yuri o quando você beija mal.
– Cara, acho melhor deletarmos esse assunto, sabe, pra sempre. — Argumenta Yuri
– Concordo. — Gabriel
– Concordo. — Eu — E Gabriel, você também beija muito mal. Entortou meus dentes.
Risos...
A primeira aula era Biologia. ( Sim, estudamos todos na mesma sala. E não, não sou repetente. Essa escola funciona assim. A professora começou :
– Quando uma espécie se envolve com outra, o macho faz de tudo para conquistar a fêmea.
E sem pensar falo :
– E quando um macho se relaciona com outro macho ? — A sala ri, Gabriel me joga uma bolinha de papel escrito '' PARA! ''
– Isso não existe na natureza Sr.Augustus. ( meu sobrenome )
– Discordo. Tem umas que até machuca o seus dentes. — Yuri. Gabriel o finta com um olhar do tipo '' você é o próximo ''.
– Sr.DiMattew, a sala não é local de diversão.
– Foi uma observação. — Eu
– Duas. — Yuri
– Espero que não tenha mais nenhuma.
A aula durou uma hora e quarenta minutos. ( duas aulas ) A aula seguinte era filosofia. Mas a professora Elizabeth era muito, digamos, boba.
Yuri, Gabriel e eu. O trio.
– Cara! Você disse...
– Eu sei, foi mal Bielzito. — Eu
– Ér, me desculpe também, não pude evitar zoar o machão do trio. -Yuri
Depois dessa aula teve mais três, então fomos embora. Yuri cuidar da sua mãe, Gabriel fazer coisas de '' homens '' .
Deitei na minha cama e não pude evitar. Cara, aquele beijo foi incrível! Curto, mas incrível. Aqueles lábios, aquele sorriso...
Mas também havia Yuri, eu senti que rolou um clima. Yuri... Gabriel... AAAA! O QUE EU FAÇO ?! — Grito no meu subconsciente.
Era onze da noite, estava quase dormindo quando Yuri me liga:
– São onze horas. — Eu digo
– Eu sei. Cara, estou com medo.
– O que aconteceu?
– A minha mãe, ela está dizendo umas coisas estranhas, o remédio dela acabou e eu não posso ir comprar.
– Qual o nome do remédio ?
– Ablock
– Chego ai em quinze minutos.
Bati na porta do quarto da minha mãe
– Mãe, sou eu
Ela abre a porta :
– Aconteceu alguma coisa ?
– A mãe do Yuri, ela não está bem, o remédio dela acabou.
– E ?
– E eu preciso ir comprar pra ela.
– A casa dele fica muito longe. Vai demorar muito
– A pé sim
– Harry ...
– Mãe eu já tenho dezesseis anos!
....
– Tudo bem... — Entrega-me as chaves do carro.
Passo na farmácia mais próxima, atropelando umas cinco latas de lixo. ( eu não sabia dirigir )Compro o remédio e vou até a casa do Yuri.
Dez minutos depois envio uma mensagem pra ele : '' Abra o portão ''
'' Já está aberto '', recebo dois segundos depois.
Subo com uma sacolinha da Ultra-Farma e a entrego pro Yuri.
– Como ela está ?
– Mal
– Sinto muito
– O carro da sua mãe é muito feio.
Yuri da o remédio pra sua mãe e me convida a conhecer o quarto dele. ( Eu já conhecia)
Sento na sua cama e ele me oferece biscoitos de chocolate. Recuso. Ele diz :
– Bem, eu, an... Sobre aquele dia, desculpe o ataque.
– Tudo bem cara, eu já até esqueci.
– Mas eu não.
Meu coração dispara.
– Bem, acho que já é tarde, minha mãe vai ficar preocupada.
– Não, espera, fique mais um pouco... Eu gosto de você, gosto muito! Não quero perder sua amizade, O.K. ?
– O.K. — O rosto de Yuri fica vermelho e seus olhos cheios de lágrimas.
Eu o abraço, num impulso. Novamente nossos olhos se cruzam, os rostos se aproximam, o hálito de menta...
Mas nada aconteceu. O Batman em miniatura dele havia caído, o que cortou o clima. Começamos a rir, eu dei um beijo no rosto da mãe dele e fui embora. Fim da noite.
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