Uma história agora explicada

9 Capítulo 9 - O mestre das poções, o Lembrol e a Cabana de Hagrid


Notas iniciais
Olá amors, mais um capítulo pra vocês, e dessa vez um capítulo mais comprido, boa leitura!

Oi diário!

Bom, fui almoçar e uma coruja de aparência desastrosa entrou no Salão Principal e entregou um bilhete e um embrulho pra Neville Longbottom.

–O que é?? — perguntei, curiosa.

–É da minha vó — falou ele, mais curioso que eu.

–Abre!! — falei animada

–Tá — falou ele ansioso. Ele abriu o embrulho e tirou uma bola com uma fumaça dentro — é um lembrol!! — ele exclamou feliz.

–Eu já li sobre eles, quando o fumaça ficar vermelha, é porque você se esqueceu de alguma coisa. — falei, admirando a bolinha, que estava ficando vermelha.

–O único problema...é que eu não lembro do que eu esqueci — falou ele, preocupado.

Terminamos de comer e fomos pra nossa primeira aula de poções.

Fomos pras masmorras, e quando o professor Snape entrou, começou a aula com a chamada e parou no nome de Harry.

— Ah, sim — falou ele encarando Harry — Harry Potter. A nossa nova celebridade.

Ficou encarando Harry e depois voltou pra sua chamada. Parou no meu nome.

–Vejo que temos mais uma celebridade — me encarou — vejo que sua inteligência é grande, sua beleza nem se fala, mas vejo que tem alguma coisa que pertence à Sonserina, acho que devia ter ficado na minha Casa.

–Está enganado, professor — falei, todo mundo achou que Snape iria me xingar e descontar pontos — eu estou muito bem na Grifinória, mas pra mim, todos são amigos, tenho um amigo que arranjei ainda hoje que é da Sonserina. Draco Malfoy.

Draco ficou vermelho mas satisfeito, Harry e Rony ficaram com ciúmes, mas o professor sorriu como Draco.

–Vocês estão aqui para aprender a ciência sutil e a arte exata do preparo de poções. Como aqui não fazemos gestos tolos, muitos de vocês podem pensar que isto não é mágica. Não espero que vocês realmente entendam a beleza de um caldeirão cozinhando em fogo lento, com a fumaça a tremeluzir, o delicado poder dos líquidos que fluem pelas veias humanas e enfeitiçam a mente, confundem os sentidos... Posso ensinar-lhes a engarrafar fama, a cozinhar glórias, até a zumbificar se não forem o bando de cabeças-ocas que geralmente me mandam ensinar. — começou o professor com sua explicação.

–Potter! — falou o professor de repente — O que eu obteria se adicionasse raiz de asfódelo em pó a uma infusão de losna??

Vi a cara de Harry de desespero, mas tentou disfarçar.

–Não sei, senhor — respondeu ele, tremulo.

–Pelo visto a fama não é tudo não é Potter?? — perguntou ele.

Harry ficou calado.

–Vamos tentar outra vez, Potter. Se eu lhe pedisse, onde você iria buscar bezoar?? — perguntou novamente.

–Não sei senhor — respondeu ele novamente.

–Achou que não precisava abrir os livros antes de vir, hein, Potter? — perguntou ele.

Harry novamente não respondeu.

– Qual é a diferença Potter, entre acônito licoctono e acônito lapelo? — perguntou o professor uma terceira vez.

–Não sei — respondeu Harry impaciente — porque o senhor não pergunta pra outra pessoa??

Simas deu uma piscadela pra Harry, mas Snape não gostou.

–1 ponto à menos pra Grifinória — falou.

–Alguém sabe as respostas que Potter não conseguiu encontrar??

Levantei meu dedo.

–Sim, senhorita Granger??

–Senhor, asfódelo e losna produzem uma poção para adormecer tão forte que é conhecida como a Poção dos Mortos Vivos. O bezoar é uma pedra tirada do estômago da cabra e pode salvá-lo da maioria dos venenos. Quanto aos dois acônitos são plantas do mesmo gênero botânico.

–Perfeito senhorita, conseguiu recuperar o ponto que Potter perdeu. Bom, porque não copiaram o que Granger falou?? — perguntou ele.

Meus olhos encontraram os de Harry, pensei que estava bravo, mas sorriu por ter recuperado o ponto que ele perdeu.

Ele escreveu como fazer uma poção simples pra curar furúnculos, ele passava nas mesas vendo como os alunos estavam fazendo a poção. Neville conseguiu derreter o caldeirão de Simas. e depois de criticar quase todos, chegou á Harry que estava trabalhando com Rony.

–Você, Potter, por que não disse a ele para não adicionar as cerdas? Achou que você pareceria melhor se ele errasse, não foi? Mais um ponto que você perdeu para Grifinória.

Depois, chegou á mim.

–Observem, como a senhorita Granger faz tudo corretamente, ao contrario de vocês. — foi interrompido por um gemido de dor que veio de Neville, que estava coberto de poção que espirrou pra ele quando o caldeirão derreteu. — leve-o pra Ala Hospitalar.

Depois fomos pro intervalo.

–Recebi um convite de Hagrid pra ir tomar chá na cabana dele.

–Legal. Hoje no fim da tarde??

–Sim.

Ficamos conversando e reclamando sobre o Snape.

Depois fomos pro voo.

A professora, Madame Hooch, chegou. Tinhas cabelos curtos e grisalhos e olhos amarelos como os de um falcão.

–Vamos, o que é que estão esperando? — falou ela — Cada um ao lado de uma vassoura. Vamos, andem logo.

A vassoura dos alunos era velha e tinha palhas espetadas.

–Estiquem a mão direita sobre a vassoura — mandou ela com rispidez — e digam "Em pé!”.

–EM PÉ — gritaram todos. Poucas vassouras de ergueram na hora, entre elas, a de Harry e a minha. Outros, como Rony e Neville, demoraram bem mais tempo.

Depois, a professora ensinou a montar na vassoura sem escorregar.

–Agora, quando eu apitar, dêem um impulso forte com os pés — ordenou ela — Mantenham as vassouras firmes, saiam alguns centímetros do chão e voltem a descer curvando o corpo um pouco para frente. Quando eu apitar... Três... Dois...

Mas Neville, nervoso, assustado, e com medo que a vassoura o largasse no chão, deu um impulso forte antes mesmo de o apito tocar os lábios de Madame Hooch.

–Volte, menino! — gritou ela, mas Neville subiu como uma rolha que sai sob pressão da garrafa, quatro metros, seis metros.

Eu vi a cara de Neville branca de medo espiando para o chão enquanto ganhava altura, viu-o exclamar, escorregar de lado para fora da vassoura e...

–BUM! — Neville tinha caído da vassoura e estava estatelado no chão.

Madame Hooch se aproximou e verificou-o.

–Pulso quebrado, você deve ir pra Ala Hospitalar. — falou ela — vou levá-lo pra enfermaria, não quero ninguém na vassoura, pois quem estiver nela será expulso.

Quando ela sumiu, Draco caiu na gargalhada

–Vocês viram a cara dele, o panaca?

–Cala a boca, Draco — falou Parvati Patil.

–Uuuu, defendendo o Neville? — falou a idiota da Pansy Parkinson — Nunca pensei que você gostasse de manteiguinhas derretidas, Parvati.

–Olhe! — exclamou Draco, recolhendo alguma coisa na grama — É aquela porcaria que a avó do Neville mandou.

O Lembrol cintilou ao sol quando o garoto o ergueu.

–Me dá isso aqui, Draco — falou Harry, se aproximando de Draco.

–Acho que vou deixá-la em algum lugar para Neville apanhar, que tal em cima de uma árvore? — falou Draco.

–Me dá isso aqui — falou Harry, mas Draco subiu na vassoura a começou á voar.

–Venha buscar, Potter!

Ele montou a vassoura, deu um impulso com força e subiu, subiu alto, o ar passou veloz pelo seu cabelo e suas vestes se agitaram com força para trás e numa onda de feroz alegria ele percebeu que encontrara alguma coisa que era capaz de fazer sem ninguém lhe ensinar. Isto era fácil, era maravilhoso. Puxou a vassoura para o alto para subir ainda mais e ouviu gritos e exclamações das garotas lá no chão e um viva de admiração do Rony. Virou a vassoura com um gesto brusco ficando de frente para Draco, que planava no ar. O garoto estava abobalhado.

–Me dá isso aqui — falou Harry — ou vou derrubar você dessa vassoura!

–Ah é?

Harry de alguma maneira sabia o que fazer. Curvou-se para frente, segurou a vassoura com firmeza com as duas mãos e ela disparou na direção de Draco como uma lança. Draco só conseguiu escapar por um triz. Harry fez uma curva fechada e manteve a vassoura firme. Algumas pessoas no chão aplaudiam.

–Aqui não tem Crabbe nem Goyle pra te salvarem, Draco — falou Harry

O mesmo pensamento parecia ter ocorrido a Draco.

–Então vai pegar — falou ele, atirando o Lembrol pelos ares.

Harry foi com toda a velocidade e apanhou o Lembrol. Mas ele estava muito rápido, não conseguia parar nem desviar. Montei na minha vassoura e fui com mais velocidade ainda na direção de Harry. Ele ia bater no vidro do escritório da professora McGonagall.

Cheguei á tempo.

Empalideci quando vi a professora McGonagall observando tudo. Desci pro chão. A professora Minerva se aproximou.

–Senhor Potter e senhorita Granger, me sigam por favor — ordenou ela.

Seguimos ela, estávamos achando que nunca mais veríamos o castelo, mas ela foi pra sala de DCAT.

–Professor Quirell, pode me ceder Wood um momento??

–C-c-cla-claro — ouvimos a voz gaga de Quirell.

Wood era um menino que aparentava ser bem mais velho que nós.

–Eu achei um apanhador e uma artilheira pra você.

–Que?? — perguntou ele. Seu estado de desespero era bem menor que o de Harry.

–Esta bem. O treino será amanhã ok??

–Ok — respondemos juntos.

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–VOCÊS VÃO JOGAR NO NOSSO TIME?? — perguntou Rony.

–Sim. Eu sou Artilheira e Harry é Apanhador.

–Uau!

Fomos pro Salão Principal comer.

–Grande lance — falou Jorge

–Olivio nos contou — falou Fred.

–Estamos no time também, batedores — falou Jorge baixinho

Fomos pra Cabana do Hagrid.

–Olá. Fiquem à vontade.

Entramos.

–Bom, você é...? — perguntou Hagrid à Rony.

–Sou Rony Weasley.

–Hum....vivo expulsando seus irmãos da floresta.

–Aceitem os biscoitos

Os biscoitos quase quebraram os dentes deles, mas Harry e Rony fingiram gostar e contaram a Hagrid como tinham sido as primeiras aulas. Canino descansou a cabeça no colo de Harry e cobriu as vestes dele de baba.

Harry e Rony ficaram contentes de ouvir Hagrid chamar Filch de guitarra velha.

–Quanto àquela gata, Madame Nor-r-ra, às vezes eu tenho vontade de apresentar o Canino a ela. Sabe que todas as vezes que vou até a escola ela me segue por toda parte? Não consigo me livrar da gata. É Filch que a manda fazer isso.

Harry contou a Hagrid a aula de Snape. Hagrid, como Rony, disse a Harry que não se preocupasse, que Snape não gostava praticamente de nenhum aluno.

–Mas ele parecia que realmente me odiava.

–Bobagem! Por que o odiaria??

Mas Harry não pôde deixar de pensar que Hagrid evitou encará-lo quando disse isso.

–Como vai seu irmão Carlinhos? — perguntou ele pra Rony — Eu gostava muito dele. Tinha muito jeito com animais.

Harry se perguntou se Hagrid teria mudado de assunto de propósito. Enquanto Rony contava tudo sobre o trabalho de Carlinhos com dragões, Harry apanhou um pedaço de papel que estava na mesa sob o abafador de chá. Era uma noticia recortada doProfeta Diário

O CASO GRINGOTES
Prosseguem as investigações sobre o arrombamento de Gringotes, ocorrido em 31 de julho, que se acredita ter sido trabalho de bruxos e bruxas das Trevas desconhecido.
Os duendes de Gringotes insistiam hoje que nada foi roubado.
O cofre aberto na realidade fora esvaziado mais cedo naquele dia.
"Mas não vamos dizer o que havia dentro, para que ninguém se meta, se tiver juízo", disse um porta-voz esta tarde.

Harry lembrou-se que Rony lhe contara no trem que alguém tentara roubar Gringotes, mas não mencionara a data.

–Rúbeo! — exclamou Harry — Aquele arrombamento de Gringotes aconteceu no dia do meu aniversário! Talvez estivesse acontecendo enquanto a gente estava lá!

Não havia a menor dúvida, desta vez, Hagrid decididamente evitara encarar Harry. Resmungou alguma coisa e lhe ofereceu mais um biscoito. Harry releu a notícia ”O cofre aberto na realidade fora esvaziado mais cedo naquele dia”.

Hagrid tinha mencionado naquele dia que tinha ido já á Gringotes meis cedo, por isso não queria acompanhá-los no Beco Diagonal.

Quando Harry e Rony voltaram ao castelo para jantar, tinham os bolsos pesados com os biscoitos que a educação os impedira de recusar. Harry pensou que nenhuma das aulas a que assistira até ali tinha lhe dado tanto o que pensar quanto o chá com Rúbeo Hagrid. Será que Hagrid tinha apanhado a coisa bem na hora?
Onde estava a coisa agora? Será que ele sabia alguma coisa de Snape que não queria contar a Harry?

Notas finais
Espero que tenham gostado amors !!