Uma história sem final feliz
3 Capítulo 3 - Mais próximo da aldeia
Notas iniciais
Mais próximo da aldeia
Michelle: Por matar o cavalo...?
Taiza: Não. Pelo jeito que você me tocou.
Michelle: Quê?
Taiza: Esquece, não fala comigo.
Michelle: Mas... o que eu fiz?
Taiza: Apenas fique quieta.
Michelle: Sua voz está mais rouca que o normal.
Taiza: Não mude de assunto. Já disse para não falar comigo.
Michelle: Desça do cavalo.
Taiza desceu.
Michelle: Abra a boca.
Taiza: Quê? Não.
Michelle: Faça, por favor. Obrigada, agora ponha a língua pra fora. Sua garganta está inflamada.
Taiza: Eu sei, está doendo.
Michelle: Por que não falou? Eu poderia ajudar.
Taiza: Quem disse que quero sua ajuda?
Michelle ignorou e pegou um pedaço de carne mal passada e começou a espremer.
Taiza: O que está fazendo?
Michelle: Não tem sopa, então você vai tomar o suco da carne.
Taiza: Eca.
Michelle: Vai descer com mais facilidade e não vai doer quando engolir.
Taiza: Isso é nojento... e tem sangue nessa carne ainda.
Michelle: Você que não cozinhou direito. E é pouco sangue, não vai te fazer mal.
Taiza: Não me culpe por isso... o trabalho de esquentar a comida é seu. Eu cresci no circo, não na cozinha.
Michelle tentou acender o fogo, mas fracassou. Taiza sentou ao seu lado e sem esforço nenhum acendeu uma fogueira. Esquentaram a "sopa" e Taiza tomou. Mesmo com nojo, não mudou sua expressão, apenas disse que o gosto era ruim. Michelle deu o último gole de água, que já estava quente, para Taiza tirar o gosto ruim da boca. Logo ela dormiu.
Michelle: "Que bom que dormiu... agora... como vou apagar a fogueira?"
Não tinha água por perto. Então, inocentemente, assoprou como se fosse uma velinha de aniversário. O fogo aumentou.
Michelle: "Droga."
O verão tinha chegado à poucos dias e estava muito quente sem a fogueira, com a fogueira então. Ela sabia que o fogo não iria sumir dali de repente. Saiu pra procurar água.
Taiza acordou suando e quando abriu os olhos viu uma grande fogueira bem perto dela. Olhou em volta e não encontrou Michelle.
Taiza: "O que ela tá fazendo? Ela tá querendo me matar?"
Pegou as coisas e se afastou da fogueira. Mas o fogo crescia cada vez mais.
Taiza: "Por favor, chova."
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