Uma história sem final feliz

1 Capítulo 1 - Grandes aventuras, grande dificuldade


Notas iniciais
Todos os capítulos vão ser pequenininhos... a história em si não é grande, na verdade foi um sonho que tive (sim, esse sonho teve bastante detalhe, mas confesso que acrescentei bastante coisa também). Eu não sou boa em fics porque não consigo terminá-las... mas essa eu consegui ♥ e estou feliz, por isso decidi postá-la. Sim, eu já fiz a fic, mas vou postar aos poucos os quatro capítulos. Espero que gostem, espero muito que gostem. Aliás, não vou interferir na imagem de vocês, imaginem elas como quiserem.

Grandes aventuras, grande dificuldade

6 meses depois da guerra de 2222, também conhecida como 4ª guerra mundial, duas meninas se encontram e decidem sobreviver juntas. Um mundo onde todos os líderes, pessoas importantes e todos que participaram da guerra morreram. Muitas famílias também. Os únicos sobreviventes foram pessoas inocentes que não tinham nada a ver com a guerra.
Taiza, uma jovem de 16 anos, teve uma infância sofrida no Circo. Seus pais inventaram poderes para ela só para se livrarem dela colocando num circo. O dono do circo, acreditando que a menina tinha alguma habilidade especial, a chicoteava sempre que pedia para ver o que podia fazer e ela, acreditava ele, desobedecia-o. Fugiu do Circo durante a guerra e passou a sobreviver como todos, até que encontrou Michelle, uma garota de 14 anos, filha de um médico e uma enfermeira, tinha habilidade com cura.
Taiza e Michelle passaram dois anos trocando apenas palavras que ajudavam na sobrevivência.
"Está com fome?"
"Está com sede?"
"Devemos seguir por ali."
"É melhor pararmos por aqui."
"Precisamos montar a fogueira agora."
"Precisamos fugir."
"Precisamos dormir."
"Não podemos continuar paradas... vamos."
Michelle achava que Taiza a usava para obter o que precisava, como água, comida e lenha. Toda comida era pega pela Michelle, mas a maior parte sempre ia para Taiza. Quando Michelle tentava fugir, nunca pegava nada, pensando que poderia causar ira em Taiza e acreditando que poderia encontrar o que precisava em outro lugar. Mas Taiza sempre aparecia e ela voltava a andar com ela.
O objetivo principal era chegar ao outro lado da montanha onde estaria se formando uma aldeia com sobreviventes confiáveis.
Nesse tempo, sempre havia pessoas que roubavam o que podia ser útil para sobrevivência e o número de mendigos só aumentava. Mas também tinham as pessoas que conseguiam sobreviver sem pedir ou roubar.
Durante a aventura das duas, várias vezes foram surpreendidas por ladrões e mendigos. Nunca abaixavam a guarda. Mas em um certo dia, Michelle saiu para procurar comida e encontrou um lago. Sem ter chance de beber um pouco da água, vieram homens e a envenenaram e prenderam. Eram canibais, piores que ladrões, por não conseguir comida, comiam os próprios humanos para sobreviver e pegavam de seus pertences. Felizmente, Taiza conseguiu fugir deles com Michelle.
Chegaram até o que parecia ser um banheiro de algum supermercado ou loja, que estava tão destruído que mal dava pra entrar. Taiza pediu para que Michelle abrisse a boca e cherou, procurando algum cheiro suspeito.
Taiza: Veneno.
Michelle: Fui envenenada? E agora?
Taiza: E agora você tem que liberar isso daí.
Michelle saiu do banheiro e viu um bebedouro quebrado. Ainda estava molhado.
Michelle: Posso vomitar?
Taiza: Faça o que quiser.
Por sorte, uma das torneiras ainda tinha água. Se limpou lá e, assim que terminou, apareceram os mesmos homens, dessa vez com chicotes. Já acostumada a levar chicotadas, Taiza ficou na frente de Michelle. Não podiam fugir porque estavam cercadas. Depois de ser chicoteada no braço, na mão e na testa, Taiza pôs Michelle na sua frente e assim que o chicote foi lançado para frente, Taiza jogou Michelle para trás, em cima dos homens que as cercavam e, aproveitando da distração, pegou a primeira adaga que viu e fugiu com Michelle, recuperando-a dos homens.
Michelle: Por que fez isso?
Taiza: Já estou acostumada com chicotes... se você fosse atingida daria mais trabalho para mim e seriámos pegas de qualquer maneira. Aproveitei da distração pdra fugir, só isso.
Michelle: Você me jogou em cima daqueles homens sujos...
Taiza: Melhor do que ser comida por eles, não?
Michelle usou sua habilidade para cuidar dos ferimentos de Taiza.
Taiza: Você acha possível cuidar de ferimentos mais antigos?
Michelle: Talvez... deixe-me dar uma olhada.
Taiza obedeceu e tirou a blusa, mostrando muitas marcas por toda barriga e costas. Curiosa, Michelle perguntou sobre e Taiza acabou se abrindo pela primeira vez em dois anos.
Taiza: Fiquei sabendo que pra preservar a história, cada cidade pegou toda a informação possível e colocou dentro de uma caixa que foi enterrada. Tem livros, tem fotos, tem tudo lá. Algumas famílias fizeram isso também. Inclusive o circo em qu cresci.
Michelle: Meus pais não tiveram nem tempo de fazer isso...
Taiza: Graças à isso, o Circo será lembrado até depois, na próxima geração. Ele não era famoso, mas ficará. Depois que morremos, as pessoas nos dão mais valor. O mesmo vai acontecer com o Circo. Mas eu viverei só pra mostrar que posso ser reconhecida até mesmo viva. E vou acusar o Circo das coisas ruins que eles fizeram pra mim e para outros... eles serão lembrados sim, mas de maneira negativa.
Michelle: Sabe... eu sempre sonhei em ter um final feliz. Mas eu tive uma vida muito feliz... nenhuma princesa teve uma vida feliz. Acho que não mereço um final feliz.
Taiza: Não penso que funcione assim.
Michelle: Mas funciona... já você... foi triste até agora. Mas não se preocupe. Você será feliz!

Notas finais
Tudo bem, eu sei que ficou bem bosta, mas me deem um desconto ;)