Uma história de amor
11 Um beijo de amor verdadeiro
Notas iniciais
NOTAS ACIMA IMPORTANTE
Recapitulando: A Fran sofreu um acidente...
Vilu: O que? — eu disse já com os olhos marejados.
León: A Fran sofreu um acidente. — repetiu. — Vamos, ela está no hospital do cruzeiro.
Nos vestimos rápido e eu só podia pensar em o que aconteceu com minha amiga, olhei pro lado e vi que León também estava com uma expressão de preocupado, claro, Fran era sua melhor amiga, eles eram muito unidos. Eu já estava aos prantos, não conseguia pensar em minha amiga mal.
León: Calma amor, ela é forte, tenho certeza que vai ficar tudo bem. — ele estava inseguro do que dizia, ele queria que eu ficasse bem, estava tentando me fazer sentir bem, mas eu sabia o quão mal ele estava.
Vilu: Meu amor, não... — interrompia minha fala soluçando. — não tem que fingir comigo, sei que está mal por ela, assim como eu. Não tem que se fazer de forte. — ele assentiu comprovando o que eu dizia e me abraçou, um abraço aconchegante que me fazia esquecer de todos os problemas, aquele que só ele podia dar. Rompemos o abraço e continuamos andando em direção ao hospital. A mão dele encontrou a minha, que estava fria e trêmula. O silêncio reinou.
Chegamos no hospital do navio e logo vi todos aguardando na sala de espera. Marco chorava enquanto era consolado por Maxi e André e Broduei consolava Cami que estava com a cara entre os joelhos.
Vilu: O que aconteceu com minha amiga, ela está bem?
Marco: A gente... estava na piscina... — ele soluçava, mal podia falar, mas mesmo assim continuou — e a gente tava brincando, mas... ela quando tava correndo de mim, escor...regou e bateu muito forte a cabeça. É tudo culpa minha... Eu não consegui segurar ela e ela está em coma.
Eu o abracei consolando-o, e por mais ciumento que fosse, León nem ligou. Sabia como devia estar sendo para Marco, tão ou mais difícil que para ele. Só parei de abraçá-lo quando o médico apareceu.
Médico: Acompanhantes de Francesca Reys?
Marco: EU! NÓS! Como ela está doutor?
Médico: Digamos que ela está aguardando todos no ultimo quarto a direita, 39.
Fomos todos até seu quarto e quando abrimos a porta vemos Fran deitada adormecida na cama. Sem seu sorriso de sempre. Sem tagarelar como sempre. Sem seus laços de cabelo. Ela, apenas ela ali em coma. Marco foi na frente em sua direção, acariciou seu rosto e sua pele pálida e branca como neve. Seus cabelos negros compridos. Lágrimas escorriam pela face de Marco, assim como de todos nós. Era a nossa amiga ali deitada em uma cama de hospital, a nossa Fran. Acordando hoje, ou nunca. Só de pensar na probabilidade de nunca mais ouvi-la, seus conselhos, suas fofocas, seus desabafos... Eu sabia que a conhecia a pouco tempo, mas o suficiente para chamá-la de amiga, uma amiga que aparentava ser minha conhecida a anos. Marco se ajoelhou ao seu lado e ficou um tempo fitando-a. Aquilo era de quebrar o coração. Ver a culpa que Marco sentia, nem mesmo sendo o culpado. O silêncio reinou por um bom tempo.
Médico: Desculpe interromper o momento, mas o horário de visitas terminou, a senhorita Francesca vai passar por uns exames agora. Vocês tem mais 5 minutos para se despedir. — falou entrando e logo saindo do quarto.
Fitei minha amiga por mais um tempo e Marco se aproximou dela, colando suas testas, logo depois depositou um beijo em seus lábios. Sussurrou em seu ouvido algo e se virou da cama vindo em nossa direção, mas logo se virou de novo para a cama surpreendido por uma fala.
Fran: Onde eu estou?
Todos: FRAN!!!
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