Uma garota nem um pouco clichê
13 A Festa - Parte 2
Notas iniciais
Me encaminhei até ele e segurei o urso nos braços.
– Sim, eu quero. Eu também não gosto nem um pouco de admitir e você sabe disso, mas eu sempre gostei de você também. — Foram essas as palavras que eu consegui falar na frente de todo mundo.
Todos gritaram muito, estavam com os celulares erguidos gravando e tirando fotos.
Ele abriu a caixinha, colocou a aliança de prata no meu dedo e eu coloquei no dele e em seguida ele me deu um beijo e me abraçou forte. Foi outro momento de muita gritaria.
A festa continuou, o som voltou a tocar...
Alana, Alexia, Clarice e Bryan se aproximaram.
– Nossa até quem fim admitiram. Seus perfeitos! — Disse Alexia batendo palmas.
– Gente que fofos que vocês são, parabéns! — Exclamou Alana com uma voz manhosa, fazendo coraçãozinho com as mãos.
– Eu sabia que vocês iam ficar juntos desde a primeira vez que eu os vi sobre o mesmo teto! — Disse Bryan convencido.
– Obrigada gente. Vocês sabiam de tudo né?! — Falei contraindo os olhos.
– Eles foram meus cúmplices, até sua mãe e sua irmã me ajudaram! — Disse Brandon.
– Nossa e eu não desconfiei de nada! — Falei incrédula.
– Por que você acha que sua mãe mandou você buscar sua tia e ninguém quis ir com você...? — Completou Brandon.
– Nossa, nunca que eu iria imaginar que vocês estavam tramando — Falei.
A festa continuou até cerca de 5:30 da manhã.
Eu e as meninas fomos dormir um pouco antes Alana e Alexia foram ao banheiro escovar os dentes e tirar a maquiagem. Enquanto eu e Clarice entramos no quarto, eu estava arrumando minha cama, quando Clarice falou comigo.
– Sophia! — Ela me chamou, me observando sentada no colchão que estava no chão.
– Oi?! — Falei olhando para trás.
– Parabéns, acho você até que legal e vocês formam um lindo casal. Afinal agora você é minha cunhada — Disse ela com um tom de voz suave e um quase imperceptível sorriso.
– Obrigada! — Falei sorrindo.
– Mas não se acostume, não sou de elogiar ninguém — Disse ela mudando o tom de voz.
Dei risada, estava doce demais para ser Clarice.
A noite quando elas já estavam dormindo, eu fiquei passando a mão na minha aliança com um sorriso bobo no rosto, foi quando ouvi bater na porta.
Levantei cuidadosamente para não fazer barulho e abri uma fresta da porta, era Brandon.
Saí para o corredor e fechei a porta.
– Errei de porta! — Disse ele sorrindo da sua própria mentira esfarrapada.
– Conta outra né Brandon! — Falei rindo.
– Ta bom, não deu certo né?!
– De jeito nenhum.
Nos encaminhamos até o jardim de casa, no qual tinha duas cadeiras de balanços de frente para o jardim, próximo a janela.
Sentamos e ficamos observando a lua e o céu que tinha tons de azul bem escuro.
– Obrigada! — Falei olhando para o jardim a nossa frente.
– Pelo que? — Perguntou ele me encarando.
– Por você sempre me proteger mesmo eu sendo tão durona com você...sei lá, por tudo, simplesmente obrigada! Você sabe o quanto é difícil para mim falar essas coisas — Falei desviando o olhar.
Ele me observou por alguns minutos e me abraçou forte sem falar nada, entrelaçou seus dedos nos meus, eu encostei minha cabeça em seu ombro, e ficamos ali por um bom tempo, desejei que aquele momento não acabasse nunca!
No dia seguinte eu acordei 12:00, ninguém havia acordado ainda, logo em seguida Bryan também levantou.
Peguei um prato com alguns biscoito e um copo de leite, e sentei na beira da piscina, o dia estava nublado, mas em alguns momentos o sol insistia em sair. Bryan sentou ao meu lado, ainda com cara de sono.
– E aí, como foi ontem com a Clarice?
– Ah sei lá, ela não é o tipo de garota que eu pensei que fosse! — Respondeu ele, pegando um biscoito do meu prato.
– Ah, talvez tenham pessoas atrás de você que você não esteja vendo... — Deixei a frase no ar.
– Você está falando da Alexia né?! É, eu estava querendo fazer ciúmes para ela, acabei fazendo papel de moleque. — Disse ele com uma pitada de arrependimento na voz.
– Pois é... Ela ficou bastante chateada com isso — Falei.
A maioria acordaram 14:00 horas da tarde, estavam exaustos.
– Gente que cansaço é esse? — Disse Megan se jogando no sofá.
– Festa! — Falei.
– Ah, nem tive oportunidade de falar com você ontem. Parabéns! O aniversário foi meu, mas o presente foi seu né?! — Comentou.
– Obrigada! — Falei encostada no balcão da cozinha, observando o pessoal que haviam acabado de acordar.
– Acordou faz tempo? — Perguntou Brandon me dando um beijo na testa.
– Faz um pouco!
Mais tarde minha irmã abriu os presentes, ela ganhou muitos, muitos mesmo.
A noite minha mãe fez lanches naturais, por conta da festa resolveu fazer algo mais leve.
– De volta para o colégio amanhã... — Disse Alana, sentada à mesa.
– É mesmo, nem me lembre disso. — Falei.
A noite eu e Brandon estávamos deitados no sofá assistindo um filme.
– Qual será a reação do meu tio quando souber sobre nós? Estou curioso. — Comentou ele.
– Tenho certeza que ele não vai aceitar de início. Mas depois acaba aceitando.
– Também acho!
No dia seguinte, acordamos de madrugada com minha mãe batendo na porta dos quartos.
– Levantem! Tenho que levá-los de volta para o colégio. — Gritou ela, com sua voz ainda sonolenta.
Levantei esfregando os olhos, coloquei uma calça jeans e uma blusa de moletom preta e fiz um rabo de cavalo no cabelo.
– Levanta gente! — Falei cutucando Alexia, Alana e Clarice.
Elas levantaram quase se arrastando.
– Que sono! — Reclamou Alexia.
Pegamos nossas malas, eu abri a porta, Brandon também tinha acabado de abrir porta de seu quarto.
– Bom dia! — Disse ele me beijando.
– Boa madrugada né?! — Corrigi sorrindo.
– Oi gente! — Ele acenou para as meninas.
– Oi — Elas falaram juntas, com voz de sono.
Assim que saímos para garagem o céu ainda estava escuro, parecia que ainda era noite.
– Entrem gente que a caminhada é loga. — Disse minha mãe, fechando o porta-malas.
Entramos no carro, Clarice no banco do passageiro como sempre, Alana, Alexia e Bryan no banco de trás nessa mesma ordem. Eu e Brandon nos dois últimos bancos.
Bem diferente da vinda, estava todos em silêncio, todos com sono. Bryan tentou puxar assunto com Alexia, mas ela o ignorou, dormindo em seguida.
Eu deite no ombro do Brandon e dormi quase a viagem toda.
Chegando lá, já estava claro. Levamos as malas até os quartos, e mais tarde encontrei Brandon no refeitório, íamos a sala do diretor falar sobre nosso namoro.
– Vamos lá? — Disse ele segurando minha mão.
– Vamos! — Falei respirando fundo.
Bati duas vezes na porta.
– Pode entrar! — Disse ele.
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