Uma escola meio esquisita
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Don't let them other suckers hate on you
Cause we're all weird people and we're shaking
From the basement to the roof
You know the people on the bus and the people on the street
People like you and the people like me
Weird people (Let's get weird)
Weird People-Little Mix
Acho que pode- se dizer que sou uma adolescente relativamente normal, quer dizer, era. Claro, eu sempre tive minhas estranhezas mas quem não tem né? Pelo menos eu tenho uma coisa considerada normal a adolescentes: Eu não gosto muito de ir para escola. Principalmente para que eu estudo agora “Windfall Mower High”, digamos que não é lá um lugar muito aconchegante...Ela foi construída aos poucos à partir do século XV então ela é velha e desigual, cheia de portas que levam a salas, que levam a outras portas, que levam a outras salas. Eu estudo aqui a mais ou menos 3 anos mas duvido que vou descobrir todas as salas e portas que existem nesse lugar. Nunca me perdi por aqui, mas isso é por que eu decorei os caminhos que tenho de fazer e não ousei explorar o lugar, nem sei se vou algum dia, embora eu seja uma pessoa curiosa não quero correr o risco de encontrar as criaturas horrendas que passeiam pelos corredores, como as diretoras Ruth e Rosemary. Elas são gêmeas mas são completamente diferentes: Rosemary parece ter uns 100 anos e por alguma razão desconhecida só usa roupas vermelhas. Já Ruth parece ser bem mais nova e eu até diria gentil, mas sua aparência engana pois é ainda mais severa e má que a irmã. As duas só tem uma coisa em comum: não são pessoas que você gostaria de ter como inimigas.
Meu nome é Willow Manfred, tenho 16 anos e você pode não acreditar no que eu vou dizer, mas essa é uma daquelas histórias que merece ser contada.
13 de setembro,1989
—Filha Acorda!
—Ahn?
—Você vai se atrasar!
—Aham pai já vou...
É um dia frio e lá fora cai uma chuva torrencial, não tenho a mínima vontade de levantar da cama, acho que dá tempo de dormir mais um tempinho.
15 minutos depois...
—Filha...
—Quê?
—5 minutos...
—Ai Meu Deus!
Que ótimo, atrasada. Caminho pela escola silenciosa, todos já estão nas salas de aula. Tenho a sensação de que alguém está me seguindo, viro pra trás. Por que eu fico paranoica quando estou andando sozinha por aqui? Willow você tem 16 anos não 12, faça-me o favor...
Ando apressada pelos corredores desertos, que me dão calafrios, olho para trás novamente. Meu deus o que há comigo hoje?
Minha cabeça bate em algo:
—Vai a algum lugar senhorita Manfred? -escuto a voz da diretora Ruth perguntar
Ferrou penso comigo mesma.
—Desculpe Senhora Ruth eu...eu estou atrasada
—Percebi-Responde ela
—Posso entrar na aula ainda?
—Você acha justo interromper a aula dos outros que se esforçaram para chegar no horário?
—Não Sra.Ruth
—Me acompanhe até a diretoria terei de escrever em sua ficha sobre o atraso mas a senhorita pode entra na segunda aula.
Que saco...
—Sim Sra, obrigada.
O sinal da primeira aula bate e a Sra Ruth me acompanha até a sala. Que vergonha...
Entro na sala e as pessoas me olham como se eu fosse um animal exótico .Abaixo a cabeça e me dirijo até minha carteira.
—Apareceu a Margarida!-Diz minha amiga, Deidre
—Bonito né, atrasada. -Diz minha amiga, Lisa.
—calem a boca vocês duas.
Olá classe!-Diz o professor de Física entrando na sala.
Eu e minhas amigas descemos ao pátio para lanchar e Deidre tagarela algo sobre a nova dieta que está fazendo. Deidre está de dieta desde que eu a conheço, mesmo ela não precisando nem um pouco ela sempre está tentando algo novo; Dieta do Limão, dieta da água com açúcar e até dieta da Paçoca.
Vejo alguém passar por mim pelo canto do olho e viro a cabeça.
—Terra chamando Willow! -Diz Lisa
—O que há com você hoje? – pergunta Deidre.
O sinal bate e as meninas começam a andar em direção as salas
Vejo mais uma vez o vulto passando por mim
—Gente podem ir subindo quero ver uma coisa. Se alguém perguntar digam que eu fui na enfermaria.
—ahn ok...-Diz Lisa
Acho engraçado ela concordar tão rápido, achei que ela faria um bilhão de perguntas como ela sempre faz quando eu estou sendo “estranha”, mas quanto menos perguntas melhor.
O pátio vai esvaziando aos pouco e começo a procurar o vulto...nada. Alguém deve estar querendo mexer comigo.
—Tem alguém aí? -pergunto
Sem resposta.
Por algum motivo uma porta no canto esquerdo do pátio me chama atenção. Nunca tinha reparado nela antes, mas caminho até lá. Giro a maçaneta e a porta dá um estalo, ela dá para um estreito corredor que leva a uma pequena sala ao fundo. Vou andando receosa até lá, algo me diz que eu estou entrando numa fria, mas eu continuo avançando.
Assim que entro na sala um alarme conhecido começa a soar. O alarme dos perdidos, como foi apelidado, avisa que alguém desapareceu pelos corredores da escola. Normalmente uma criancinha, o que não né muito difícil por aqui, pois essa escola parece um labirinto. Ele indica que todos devem permanecer exatamente onde estão até que a pessoa seja encontrada.
Porque? – eu penso- Por quê justo agora?
Eu tenho duas opções: sair correndo daqui ou permanecer aqui até que o tumulto passe. Enquanto avalio rapidamente qual das duas opções me traz menos risco de ser pega escuto a porta bater e as luzes se apagam.
—Ô- ou...- uma voz diz sussurrando-Parece que estamos presas aqui.
Notas finais
Espero que gostem
Beijinhos S2
Não esqueçam de comentar se eu devo continuar ou não.
Fale com o autor