Uma aventura sem escolhas
5 O pai da FoxFace se manifesta.
Notas iniciais
Não tinha ido no café-da-manhã. Não gosto de comer, nunca gostei, prefiro passar fome á engordar e também não queria falar com Leo, acho que peguei pesado com o meu olhar. Não consigo explicar como faço isso, apenas me vem a vontade de controlar os pensamentos. Estava treinando quando me disseram que haveria um Capture a Bandeira. Leo me contara sobre esse jogo. Era que nem um Capture a Bandeira normal só que tinha sangue, espadas, escudos, inimigos, armadilhas e você podia morrer ou se machucar gravemente. Só isso. Fiquei no meu quarto até dar o horário do jogo. Eu fiquei lendo meus velhos gibis, eles sobreviveram muito tempo comigo. As folhas já estavam amassadas e amareladas, sem falar que de vez em quando encontrava pó dourado de monstros neles. Quando deu o horário fui para o início da floresta onde ia começar o jogo. Todos os campistas estavam divididos em dois grupos: Vermelhos e Azuis. Eu queria ficar no azul, pois vermelho chama muito a atenção dos monstros.
–Precisamos de um time para essa menina- Quíron, o homem-pônei gritou.
–Ela fica conosco!- Um menino que aparentava ter uns 17 anos de olhos verdes gritou.
–Ok, Percy-Quiron disse- Deem um elmo e em escudo á ela.
–Não preciso- Eu disse.
–Se eu fosse você aceitava. Os filhos de Ares são realmente bons- Percy disse.
–Eu disse que eu não preciso-Falei- Confie em mim.
–Ok- Percy se retirou- Cavaleiros azuis, vamos lá!
Corremos para a floresta, me escondi em cima de uma árvore que era um ponto estratégico. A trombeta soou, já podíamos agir. Um filho de Ares passou por baixo de mim. Deixei ele ir. Quando ele passou pulei da árvore e corri em direção a bandeira vermelha me desviando de todos que podia. Me cansei e parei para beber água, parei quando percebi que depois do pequeno e raso rio estava a bandeira do inimigo. Avancei. Estava prestes a pega-la quando uma menina pulou da árvore. Ela tinha cabelos castanhos presos em uma trança com uma bandeira camuflada na cabeça. Imaginei que era uma filha de Ares. Ela tinha uma lança enorme. Ela investiu contra meu peito, eu desviei e a lança passou raspando em meu braço e eu levei um leve choque. Tratava-se de uma lança elétrica.
–Ei! Por que você não me deixa sair com sua bandeira e a gente resolve isso depois?- Brinquei.
Ela não riu e nem retrucou. Ela fez uma careta e investiu em meu peito e eu me abaixei, mas a lança acabou rasgando minha camiseta do acampamento. MINHA camiseta nova do acampamento.
–Ok, você que pediu-Falei.
Ela riu em desaprovação, o que me deixou com mais raiva ainda. Ela investiu contra meu peito e eu bloqueei. Ela investiu novamente e eu bloqueei novamente. Investi contra sua lança e acho que concentrei de mais minha força, pois a lança voou para longe. Dei um mortal e acertei seu rosto com meu pé e ela caiu no chão. Ela estava prestes a se levantar e eu pudia ver sua raiva em seus olhos. Peguei a bandeira e sai correndo. Cheguei super feliz onde todos olhavam boquiabertos para mim, mas não era por eu ter derrotado aquela menina ou a bandeira em minhas mãos. Eles olhavam para o elmo entre chamas verdes em cima de minha cabeça e eu sabia o que significava... eu era filha de Hades. Olhei para eles e corri para a floresta, não sabia ao certo para onde estava indo, mas continuei correndo. Estava muito longe do acampamento quando parei e cai de joelhos nas folhas. Eu não gostava de chorar me deixava fraca, mas dessa vez eu não aguentei.
–Oi-Uma voz falou-Você esta bem?
Olhei para cima e Nico pulou de um galho e caiu no meu lado.
–Tudo bem, maninha?-Nico falou.
–Me deixe em paz!-Eu disse com a voz trêmula.
–Ser filho de Hades não é tão mal assim-Nico disse.
–Se você acha que ter um pai que é dono da morte é legal...-Falei.
–Na verdade é bem legal o mundo inferior-Nico disse-Na minha opinião ser filho de Hades é o mais legal.
–Pois então prove-Falei.
–Então ta-Ele disse- Venha!
Ele me puxou pelo braço e me levou até um canto afastado do acampamento. "Acho que ter um irmão assim ia até que ser legal" pensei.
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