Uma amor depois da morte
1 Prólogo
Notas iniciais
João Pessoa, Paraíba
A rua não estava tão movimentada como de costume, era 14 de junho, todos estavam no meio das férias, estava frio, era tarde da noite, mas ninguém tinha pressa. Exceto Daniel, que procurava freneticamente a sua irmã, Serena havia fugido de casa de novo, e por mais que ele dissesse que só queria o bem dela, nada adiantava. Como se automaticamente, um carro a toda velocidade atravessa a rua exatamente no mesmo momento em que uma menina passa correndo. Daniel não havia prestado tanta atenção na cena, afinal, estava muito ocupado tentando encontrar Serena. E atrás de si, ele escuta uma freada do carro e enfim a batida. Vira-se devagar, e atônito, reconhece a menina atropelada. Sua irmã.
Lá estava ela. Estirada no chão, como uma qualquer. E não a princesa que ele sempre dizia ela ser. Não correu para ajudá-la ou qualquer coisa parecida, havia acontecido, o que ele mais temia.
Com a cabeça a mil por hora, Serena pensava em muitas coisas enquanto estava deitada naquele asfalto frio, como por exemplo, o porquê de ter sido logo esta a sua maneira de morrer. Um acidente de carro, que glorioso! Após ter fugido de casa dezessete vezes (sim, ela contou o número de fugas!), ela esperava que na décima oitava tudo desse certo. Por treze anos inteiros pensou em como toda a sua vida seria, lutaria durante todo o tempo e nunca perderia uma guerra, e pelo visto, estava errada.
Chovia fracamente, molhando seus cabelos castanhos, mas nada a incomodava, muito menos a multidão em sua volta, perguntando-a se estava bem, se ainda sentia algumas partes do corpo. Ela queria dizê-los que estava bem sim, e que não se preocupassem mais, pois agora, tudo estava como ela sempre quis. E mesmo morta, hoje ela estava livre...
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