Uma Vida Tediosa.
11 Capítulo 11
Notas iniciais

–Você vai ter um encontro comigo mocinha.
-O quê?
-Você mesmo disse que queria um encontro comigo.
-Mas só por quê a Anelizy foi embora... Pois se ela tivesse aqui você não teria falado isso.
-E se ela tivesse ficado aqui você teria nos perseguido até ver que nada ia rolar entre nós.
-Hã? Como você sabe disso?
-Não importa agora.
-Importa sim! Como sabia que eu ia seguir vocês?
-Vamos supor que seis da manhã eu acordo com duas garotas conversando e rindo numa altura que não teve como não escutar.
Abaixei a cabeça e fiquei envergonhada.
-D-Desculpa...
-Não tem problema. Eu fiquei foi muito feliz por você ter ficado com ciúmes, pequenininha. -Ele colocou o cotovelo na minha cabeça.
-PARA DE ME CHAMAR ASSIM! Eu não sou pequenininha!
-Não... você tem um tamanho de uma criança de 10 anos... baixinha!
-NÃO EXAGERE! EU POSSO SER UM POUCO BAIXINHA, MAS SÓ UM POUCO!
-Só um pouco? — Ele disparou a rir.
-Eu odeio quando você faz isso... estúpido.
-Voltando ao assunto vai sair comigo ou não?
-S-Sim.
-Então vamos. -Ele me puxou pelo braço.
Então dali em diante tivemos um dia perfeito...totalmente perfeito, pelo menos pra mim foi maravilhoso. Saímos dali e formos para um parque de diversão, fomos em todos os brinquedos eu diria e bom pra ser sincera não trocamos palavras hora nenhuma apenas olhares e toda vez que ele me encarava dava aquele sorriso malicioso. Saímos do parque e formos comer uma pizza ele pagou, depois tomamos sorvete, EU paguei e por fim demos várias voltas no quarteirão. Quando pego meu celular já tem umas mil chamadas não atendidas da Hayley, ela vai me matar com toda certeza, se não me matar vai é me xingar pro resto da minha vida! Faz poucos dias que conheço ela, e sério já á conheço tão bem... ela diria o mesmo. Voltando ao mundo da realidade, Hiroto está admirando a noite. Droga... já está quase na hora de voltar pra casa. Eu não queria voltar e amanhã tem escola, vou rever aquelas pessoas estúpidas me encarando a manhã toda. Nunca pensei nisso... mas quando elas me encaram dá vontade de socar a cara de cada um.
Fiquei alguns minutos admirando Hiroto, o que aquele pervertido estava pensando? Eu estava tão concentrada nele que de repente ele olhou pra mim numa velocidade incrível e me pegou olhando pra ele.... merda. Corei e olhei pra baixo rapidamente e mesmo assim deu pra perceber que ele estava com um sorriso, não um sorriso alegre mais um sorriso mais calmo.
-Gamou em mim é?
-Jamais! Apenas tava vendo você olhando pro além. Vai saber o que se passa na cabeça de um pervertido.
-Eu? Pervertido? Por favor... sou uma pessoa decente! -Ele ri.
-Claro! Muito decente... o anjinho da família. — Risos.
-Sua irônia é um encanto.
-Sempre fui encantadora, não é? — Gargalhadas.
-Lógico. — Disse ele com uma expressão irônica.
-Faz tempo que não vejo seu irmão, ele anda muito apertado não é?
-Sim, eu também mal consigo vê-lo.
-Bem...Chegamos.
-É. Infelizmente chegamos.
-Queria ficar mais tempo comigo? É impressão minha ou você está me amando?
-Apenas impressão sua. Não queria que essa noite acabasse. Não to afim de ir na aula amanhã.
-Então falte.
-Como se minha mãezinha linda fosse deixar.
-Então mate aula.
-Como? Eu nunca matei aula na minha vida!
-Quão certinha você consegue ser? Estou impressionado!
-Então, você vai matar comigo? Por quê se for o caso irei avisar a Hayley.
-Sim. Vou te mostrar um lugar lindo amanhã. Se prepare "princesa".
-Estúpido.
Entramos pra dentro de casa e fui direto pro meu quarto. Nesse momento o que eu preciso é de um banho gelado. Peguei minha toalha, tirei minha roupa e entrei dentro do banheiro.
Abaixei minha cabeça deixando que a água gelada cai sobre minha nuca me fazendo ficar arrepiada. E cenas do dia de hoje vem todas de uma vez em minha cabeça.
Fico dentro do banho mais ou menos uns trinta minutos até eu me cansar, resolvi sair. Enrolei na minha toalha e saí indo para o meu quarto. Coloco meu pijama e me jogo na cama, só de pensar no amanhã fico totalmente cansada. O melhor é ir dormir mesmo. Já vi que amanhã será um longo dia.
Meu despertador toca ás seis horas em ponto, me levanto e me troco deixo meu cabelo solto pego minha mochila sem nenhum caderno e deço.
-Bom dia filha. — Disse minha mãe.
-Bom dia. — Sento na mesa.
-Bom dia Annica. — Diz Brieta com um grande sorriso.
-Er... bom dia.
Começo a tomar meu café da manhã e fico observando Hiroto. Ele está lendo um jornal, como se o pai da família fosse ele lógico. Ele me encara algumas vezes com aquele bendito sorriso malicioso. Que vontade de pegar o meu café e tacar naquele lindos rostindo dele.
Assim que ele terminou, se levantou e vez um sinal com a cabeça pra eu ir atrás dele, bebi meu café correndo despedi da minha mãe fui logo atrás dele que já estava lá na frente. Quando consegui alcança-lo, ele me olhou com aquele olhar profundo que eu fiquei até hipnotizada. Mas logo ele deu aquele sorriso desgraçado e eu revirei os olhos.
-Preparada pra isso?
Bufei.
-Não sou uma criança.
-Mas a aparência diz o contrário.
-Deixa de ser irritante. Antes que eu desista de matar aula com você e vou sozinha.
-Tá bom "princesa" não tá mais aqui quem falou.
-Você é um idiota.
-Mas você não pode negar que ama esse idiota né?
-Eu não sei se amo.
-Eu sei que ama.
-Não tenha certeza. O ódio ta em primeiro lugar.
-Bem as pessoas mudam Annica... no mesmo dia que ela pode odiar uma pessoa, no outro ela pode amá-la.
-Está romântico, não?
-Sempre fui, nas horas certas.
-Nossa. Então pra onde você vai me levar?
-Surpresa.
-Olha lá Hiroto...
-Calma, não é nada de mais. É um lugar bastante tranquilo.
-Eu não confio em você.
-Nossa obrigado.
-De nada. Já estamos andando ao um bom tempo, já passamos a escola há um tempão e nada. Isso fica aonde? Nos quinto dos inferno?
-É fica lá mesmo. Agora andamos mais cem metros e chegou, ok? — Disse ele sarcasticamente.
-Engraçadinho, é melhor ser mais perto antes que eu desista.
-Já estamos chegando pequena.
Reviro os olhos.
Caminhamos um tempão até chegarmos em um portãozinho branco e meio enferrujado.
-Feche os olhos e só abre quando eu mandar ok?
Bufei.
-Tá. -Fecho os olhos e ele segura na minha mão, quer aposta quanto que ele tá com o santo sorriso?
Caminhamos por alguns minutos até eu sentir um ar puro e um leve vento bater em meu rosto, Hiroto se solta da minha mão e consigo sentir ele se afastando um pouco.
— "Curicença" já posso abrir os olhos?
-Sim, já sim baixinha.
Abri os olhos rapidamente e pra minha surpreasa estávamos em um campo cheio de flores até o quinto dos infernos, era flor pra todo lado, mas era um lugar tranquilo, o ar era puro, conseguia escutar perfeitamente o som de casa coisa ali.
-Que...perfeito!
-Eu amo esse lugar, ninguém sabe desse lugar, só você agora.
-P-Por que me trouxe aqui?
-Bem, prometi a mim mesmo que o dia que eu me apaixonasse trazeria essa pessoa pra cá.
Corei violentamente, senti minhas bochechas queimarem. Ele disse isso mesmo? Ou eu estou ficando surda?
Ele para na minha frente e coloca sua mão no meu queixo, me fazendo olhar pra ele, e se aproximou muito do meu rosto.
-Namora comigo Annica?
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