Uma Vida Qualquer, Ou Quase Isso
5 O Labirinto
Acordo, na esperança de tudo aquilo fosse minha própria imaginação, achando que estaria deitado no sofá de casa, mas, mesmo o meu sonho, teve um pingo de verdade. Lá estava eu no tal de "palácio subterrâneo", como? não sei. Nem quero saber. Meus olhos se abriam devagar, minha visão estaria meio borrada, mas percebia a presença de duas pessoas. Um velho, barbudo, alto e magro e, um menino, baixo, cabelos negros e olhos azuis. "Vamos ajudá-lo, Perdiz" disse o velho ao menino, "leve-o à cama, vou lavar as mãos" concluiu este. Me deixei levar, estava exausto.
–Quem é você? Onde estou? Quero ir a casa!
–Ah, desculpe, me chamo Perdiz, e aquele é o meu tio, Dédalo. Este lugar foi todo construído por ele mesmo. Ele é fantástico!
– Não, pera, Dédalo? O arquiteto? Não pode ser! Ele está m...
– É o que dizem os mitos. Primeiramente. Antes de saber quem somos nós, sabes que sois? — Interrompeu o velho.
– Chris Rodriguez. Claro que sei quem sou! Um garoto normal, que não deveria estar aqui.
– Normal? Sei... Eres o tal de o escolhido. Tens muito poder menino! Vossa capacidade me surpreende! Ou é que não sabes de nada? Olhe, sentai, vou contar tudo.
– Escolhido?? Como assim?! Capacidade? — Confuso, sentei-me. O vocabulário daquele velho me deixava inquieto. Queria saber mais um pouco sobre mim mesmo.
– Conhece a Mitologia Grega? Os deuses, os monstros, os heróis, e tudo isso?
– Sim — Respondi. — O que tem?
– Tudo isso, é real. E você faz parte de tudo isso. Eres um semideus. Sabes o que significa? Um deus Grego, veio à Terra e conheceu um mortal, apaixonou-se, e aí, nasceste.
– Ah, conta outra vai! E se, vamos supor, isso realmente fosse real...
– ISSO É REAL, GAROTO! QUAL A DIFICULDADE DE ENTENDER? — Interrompeu o velho
– Emfim, de que deus, eu seria filho?
– Ah, aí está o problema, garoto. Nem eu, sei.
– Poxa, difícil mesmo acreditar em um velho que aparece do nada dizendo que sou filho de um deus que ele mesmo nem sabe quem é! Vou embora daqui! Seus palhaços! Adeus!
– Mas... — E assim, desapareci, saí pela primeira porta que encontraria na minha frente e sumi.
Aquele lugar era como um labirinto, havia vários caminhos, mas nenhuma saída. Estava sozinho, de novo. Tinha sede e fome. Não aguentava mais. Foi quando vi algo se mexendo a minha direita, vi, então, uma criatura diferente, corpo de mulher e umas pernas que mais pareciam caudas de serpente, vestia uma armadura e carregava uma lança
– Maisss uma refeisssão para mim! — Disse a criatura, correndo — quero dizer, rastejando — em minha direção.
CRASH!!
Desmaiei, a criatura me atacou, me espancou, mas por um motivo misterioso, não me matou nem me devorou. Estava eu, inconsciente.
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