Uma Vida Entre Dois Clãs
6 Estranhamente perfeito
Notas iniciais
Alec POV
Ouvi um escândalo do meu quarto e fui até a sala onde havia uma reunião ver o que estava acontecendo, Jane também ouviu e saiu do quarto juntamente comigo. Quando cheguei na sala vi a cena mais hilária do mundo Logan nosso recém — criado valentão, o meu melhor amigo, estava discutindo e aparentemente perdendo uma briga contra uma garota. Antes de eu entender o que estava acontecendo Demetri começou a filmar esta cena e tive a certeza que meu melhor amigo estava passando uma dolorosa situação e os tres grandes irmão rindo atrás dele o que piorava a situação.
a garota parecia alucinadamente brava, e ao mesmo tempo completamente divertida mas não parecia estar levando a briga a sério. sinceramente, eu nunca tinha visto uma garota tão perfeita: brava, divertida, e pelo visto conseguia criar rapidamente ironias perfeitas... o que eu amava em garotas..., diferente da minha irmã Jane que era um pouco... digamos, mal — humorada. mas a questão é que aquela garota não era normal... nem para um vampiro... era mais perfeita que o mundo, mais brilhante que as estrelas e iluminava mais que o sol... epa, essa ultima parte era por causa do sol que tava batendo no braço dela, mas mesmo assim, isso foi realmente muito romântico para mim, mas sei lá, no momento eu não estava me importando muito com isso. ela saiu e seu olhar se encontrou com o meu, e o entendimento foi repentino... eu entendia... ela estava com medo... muito medo. mas mesmo assim, eu podia ver a alma dela por seus olhos, e ela foi embora...
fiquei pensando nela a noite toda, mas isso não era difícil para vampiros, já que eles não poderiam dormir, e isso me enlouqueceu aos poucos. o que Aro queria com ela? e por que ela era tão valiosa?
mel pov.
ele me olhava de um jeito estranho, Alec.. esse era o nome dele, não sei por que mais ta! eu me simpatizei com o garoto, e daí? o que eu posso fazer?eu estou fragilizada. hunf. o pior é que o Edward, aquele sorrisinho malicioso que ele lançava para mim toda vez que falávamos da minha estranha conexão com Alec estava realmente me irritando, Emmet deve ter pedido para ele me tirar do sério. sinceramente, isso era o que menos me importava no momento... o que me tirou o sono, metaforicamente falando, foi o fato de eu ter visto o tal vídeo de mim e do meu irmão brigando... foi realmente hilário... já tem mais de um milhão de respostas, os vampiros realmente me amam, estão fazendo links sobre mim, mas e daí? eu tinha brigado com o meu irmão e eu simplesmente detestava brigar com o meu irmão. principalmente depois de ter recebido a notícia de que ele não tinha morrido e eu, juntamente com ele tinha aparecido em um mundo repleto de estranhezas, e eu tinha acabado de perder o meu único ponto de apoio com uma briga boba. instintivamente liguei para qualquer número no meu celular, talvez para pedir ajuda eu qualquer coisa do tipo, mas para a minha perfeita surpresa, não sei como mas eu sabia quem tinha atendido, mesmo nunca tendo a ouvido a sua voz.
- Alec?
- Mellany?
- mel.
- mel. — ele pareceu ponderar por alguns instantes. — como você sabe o meu número?
- simplesmente liguei para qualquer um, mas, fala... como você sabe que sou eu? você nunca ouviu a minha voz...
- eu te faço a mesma pergunta.
- sei lá, eu simplesmente sabia.
- boa resposta... acho que eu também simplesmente sabia. mas o que você está fazendo pegando o seu celular e ligando para qualquer um, deixa eu ver... quatro horas da manhã?
- o que mais eu posso fazer quatro horas da manhã além de te incomodar? — fiz um minuto de silêncio enquanto ele ria. — não consigo pensar em nada. — ele riu mais alto. senti uma onda repentina de entendimento... talvez ele me entendesse... talvez só não tivesse nada para fazer as quatro horas da manhã. Jesus Cristo! são quatro horas da manhã! — espera, não podem ser quatro horas da manhã. eu fui pro meu quarto dez horas e só pensei um pouco. não podem ser quatro horas da manhã.
- são quatro e cinco agora. você deve estar muito desorientada para pensar que pensou só um pouco.
silêncio.
- mel? desculpa, eu não quis ofender, mesmo não sabendo como eu poderia ter feito isso...
- não! — disse eu quando pensei que ele já estaria quase desligando. — só estava pensando. eu estou mesmo desorientada, eu estou sozinha, não sei onde eu vou ficar, e acabei de estragar a vida do meu irmão, é a vida pode ser bem melhor que isso...
- não fique assim... só vai te deixar pior, ei , você não quer caçar? eu conheço uma vila cheia de gente! não vão nem reparar se algumas pessoas sumirem... — ele iria continuar, mas eu não deixei ele terminar.
- eu não caço gente. — fui curta e grossa.
- desculpe, eu não me lembrei desse detalhe.
detalhe? ele é louco ou não sabe a diferença de gente e de bicho? quando eu iria falar mais alguma coisa, ouvi a porta do quarto dele abrindo... é vampiros tem uma ótima audição se eu ainda não comentei.
" com quem você está falando as quatro horas da manhã?" ouvi a voz do meu irmão,perfeito.
" com ninguém, só estava passando trotes." — engula essa, por favor.
" OK. então... de qual detalhe você não se lembrou?" droga!
" detalhe... A, eu fingi que era da pastelaria e não tinha me lembrado do detalhe: entregar os pasteis." jura? isso jamais ia dar certo com o Logan...
" sei, me passe o telefone." sei, cale essa droga de boca!
" não."
" o que foi que você disse?" Vish...ferrou.
" eu disse que não." ele ainda encara? beleza, esse é dos meus.
" se não estivesse escondendo nada você falaria." lógico sua anta.
" o que eu escondo não é da sua conta." Vish...
" OK." e ele pegou o telefone.
- alô? alô? alô?
ele acha mesmo que eu vou responder? burro, burro, burro.
_ mel? esse é o seu número.
- o que que foi? — respondi dessa vez.
_ você não pode dar em cima dos meus amigos! é contra as regras dos irmãos.
" regra dos irmãos?"
" cale essa sua boca."
- não estou quebrando regras de irmãos.
- não? então porque está dando em cima do meu melhor amigo? posso saber?
- você e suas perguntas... quem disse que eu estou dando em cima do seu amiguinho?
" amiguinho nada! eu tenho nome!"
_ hunfff! ...em cima do ALEC. — fiz questão de dizer bem destacado. — eu só liguei para qualquer número e acabou sendo o dele...
- vou fingir que eu acredito. boa noite. -
e o telefone ficou mudo. perfeito tinha estragado a vida do Alec também, a única pessoa que parecia se simpatizar comigo.
Fale com o autor