Uma Vida De Sofrimento
2 Capítulo 1
Notas iniciais
Capitulo 1
P O V I S A B E L L A.
09 de março de 2012.
Querido diário...Meu dia começou como todos os outros. Sinto que a cada dia que passa, mais as pessoas se importam menos. Eu acabo de voltar para Mystic Falls, mas é como se eu nunca tivesse saído daqui. As coisas estão exatamente como eram... Claro, tirando o fato de que não tenho mais meus pais aqui comigo. Sinto tanta falta deles... Tenho a tia Sue, mas não é a mesma coisa, apesar de ela se desdobrar para tomar conta de tudo e tentar me fazer ficar bem, ela não consegue. Não é igual.Ah, hoje eu começo no colégio que sempre estudei e que não frequento a mais de cinco anos. Soube que todas aquelas pessoas continuam por lá. Aqueles que eu costumava chamar de amigos. Estou até vendo como vai ser... Eles me virão, cochicharão e depois irão perguntar se eu estou bem e me dar os pêsames... Só queria que essa fase tivesse passado!
– Bella, querida, vai se atrasar. – disse tia Sue aparecendo na porta do meu quanto e me olhando daquele jeito maternal.
Esbocei um breve sorriso e fechei meu diário.
– Estou indo, Sue. – Ela assentiu e fechou a porta do quarto, deixando-me mais uma vez sozinha.
Me levantei e coloquei o caderninho que estava em minhas mãos, dentro da minha gaveta. É, iria enfrentar mais um dia de escola.
P O V J A C O B.
Estava ainda dentro do meu carro. Faziam anos que não colocava os pés nessa cidade, quem dirá via a escola. Precisava sair do carro e entrar enquanto não tinha muita gente.
Saí do carro e comecei a caminhar em direção a entrada do prédio. Podia sentir e ouvir a pulsação dos poucos alunos que ali estavam, mas conseguia me controlar. Me alimentei bem antes de chegar ao colégio. Eu precisava estar bem alimentado.
O único motivo para estar aqui e enfrentar o colegial mais uma vez, é que eu queria me sentir normal, comum, pelo menos mais uma vez. Queria não levantar suspeitas sobre o que eu sou, já que a cidade é alerta a isso e, acima de tudo, eu queria recomeçar. Longe da minha antiga vida.
Entrei a passos rápidos e largos no corredor e caminhei em direção a secretária, me esqueci de fazer a matricula e sabia que não me deixariam participar de nenhuma aula, mas poderia muito bem mexer meus pauzinhos.
– Olá, eu me chamo Jacob Masen. – Disse olhando por trás dos meus óculos escuros, a senhora que aparentava ter seus 60 anos.
Ela ergueu seus olhos das papeladas que estava analisando e ficou me olhando por alguns minutos antes de falar.
– Jacob Masen? – perguntou fransindo o cenho.
– Sim.
A senhora procurou em sua mesa alguns papeis e por fim abriu uma pasta que continha nomes dos alunos.
– Sinto muito, senhor Masen, mas seu nome não consta na lista de matrícula. – Então ela ergueu seus olhos para mim. – Tem certeza de que a fez?
Eu, lentamente, ergui minha mão e retirei meus óculos escuros, olhando diretamente nos olhos dela. Eu sabia que poderia não dar certo, já que faz tempo que não tento isso e que faz muito, mas muito tempo mesmo, que eu não bebo sangue humano.
– Sim, senhora. Eu tenho certeza.. – me concentrei ao máximo. Sabia que esse esforço teria consequências mais tarde, mas eu precisava disso.
Pude ver que os olhos da mulher perderam o foco. Foi então que percebi que tinha dado certo.
– Sim, está aqui. – disse ainda hipnotizada, voltando a olhar para uns papeis que tinha pego. – O senhor pode se dirigir a sua primeira aula. Aqui estão seus horários.
Sorri e coloquei os óculos novamente. Saí da sala e trombei com uma garota...
P O V E D W A R D.
Não conseguia entender porquê diabos o Jacob voltou pra cá. Ele realmente está querendo se martirizar e eu farei o possível pra que essa missão não fracasse.
Eu estava a poucos metros da casa dos Masen, ou o que sobrou dela... Tudo estava exatamente como me lembrava... Nem parece que se passaram tantos anos. Essa minha volta só me fez voltar ao passado e me deixar ainda mais furioso. Eu te disse, Jacob, não vou te facilitar as coisas...
L E M B R A N Ç A S...
Estávamos observando o criado colocar os cavalos dela no pasto.
– Tens uma linda casa.
Me virei para a mulher em minha frente e não conseguia não ficar encantado por ela.
– Agradeço, senhorita.
Ela se reverenciou e começamos a conversar.
– Pretende ficar quanto tempo na cidade? – perguntei com minhas mãos se unindo em minhas costas enquanto caminhava com Victória.
– Já me queres longe daqui? – ela tinha um sorriso divertido nos lábios.
Olhei para a ruiva e neguei.
– De maneira alguma, senhorita, apenas curiosidade. Quero saber se terei mais tempo em sua agradavél companhia.
Ela deu uma risadinha.
– Muito galanteador.
F I M D A S L E M B R A N Ç A S
Inferno, odeio quando me lembro dela. Odeio o fato de Jacob ter a tirado de mim, mas ele vai me pagar... Muito caro.
Vi um carro saindo da garagem da casa e pude ver que era meu irmãozinho. Agora que as coisas ficariam boas...
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