Notas iniciais
Oi gente...Comente esse capítulos e os próximos. Está meio corrido então não consigo escrever direito, mas espero que gostem...

Parecia que quanto mais eu tentasse,ficava mais difícil de ver que o Victor não queria minha presença com ele.Todos os dias eu acordava me arrumava,passava pela sala dele e ele estava esperando a porta ser aberta com o fone de ouvido no ultimo volume.Eu chegava perto dele e ele já meio que fazia uma cara tipo “lá vem a doida da minha amiga tentando me animar”.Sim a doida da sua amiga que quer te animar porque você anda muito depressivo.E ela quer te animar porque ela sente falta daquele menino fofo e engraçado que era o melhor amigo dela.

Uma desse dias de fevereiro que ele estava chateado na troca de aula eu sai e fiquei na porta.Olhei para o lado e lá estava ele falando com a professora de matemática,a Luciana.Ele abaixava a cabeça e concordava com ela.Só isso,depois coçava o nariz e então a Esther chegou do meu lado e falou:

– Nossa.Por que aquele bebe chorão ta chorando? – E deu uma risada meio de lado

– Esse bebe chorão é meu amigo.

– É ele que você disse que gosta...

– Na verdade eu não gosto,eu o amo.

– Ui,já está a esse ponto?

– Que ponto?

– Nada

Conforme os dias foram passando eu e Esther tomamos bastante intimidade.Conversamos bastante o tempo quando estávamos dentro da sala de aula.Eu sempre falava do Victor.Tudo que eu mais fazia era falar dele,eu não parava até porque tudo que eu visse eu dava um sorriso de lado e a Esther já falava “olha o amor ai”.Pois é.Eu lembrava dele para tudo.Não havia nada que eu não olhasse e não lembrasse dele.

Mas será que eu estava apaixonada?Não!não podia.Aquilo tudo seria loucura.Nós éramos amigos a cinco anos,não era possível que tudo aquilo tenha virado um sentimento contraditório.Meu padrasto sempre disse que não existia amizade entre homem e mulher,mas não.Existia sim!Claro que sim.Eu e o Victor era a prova disse.A mais pura amizade.É!Sim!Mais pura amizade.

Nesse mesmo dia eu fui novamente a sala do Victor.Ele estava de costume lá no fundo,mas não estava de cabeça baixa,estava com a mão entre os olhos.Cheguei perto dele,sentei-me na cadeira da frente e puxei uma das mãos.Ele logo olhou para mim como se eu fosse a salvação dele.Me olhou serio e disse:

– Eu...Eu...

– Victor,respira fundo e me fala oque está acontecendo.

– Eu...Eu...

– Eu vi você e a professora de matemática conversando no meio da segunda aula.Me conta porque!

– Eu estava conversando com ela,na verdade...todos os professores vieram falar comigo por que...por que eles disseram que eu não sou mais o mesmo.Que eu sou...que eu estou diferente.

– Como assim diferente?

– Que eu to muito quieto.Que antes eu interagia com todo eles,que interagia com todos meus colegas da sala de aula e agora não sei o nome de ninguém...

– Ai Victor.Não fica assim...Isso não é verdade.Você continua o mesmo,mas só está chateado.Será que ninguém entende que as pessoas tem sentimento?

Nesse momento dois amigos do Victor apareceram e começaram a conversar com ele.Ele tentou disfarçar o soro,mas estava muito explicito.Estava muito obvio.Os olhos inchados,as bochechas inchadas e vermelhas.Ele ficava tão fofo daquele jeito.Era a coisa mais perfeita do mundo.Eu sempre gostei de homem que chora,porque eles ficam tão fofos.Mas eles,justo os homens que dizem que dizem que não choram,quando choram ficam a coisa mais fofa do mundo.

– Olha Sofia,não quero falar disso.Mas eu sei que todos os professores vão vir falar comigo.

Os amigos de Victor ainda estavam lá e um deles o qual nome era Guilherme disse:

– Cara é só estudar.

– Não,não é Gui – Disse o Gui.

No mesmo momento percebi que ele não queria muito responder esse assunto então eu intervi:

– Olha ele tem dislexia.Então é mais difícil o aprendizado.

– Ta bom senhora inteligência. – Disse ele com sarcasmo.

No mesmo minuto eles se despediram do Victor e saíram.Ver ele daquela forma foi tão difícil.Ele já estava contendo o choro,mas ainda estava muito chateado.Logo em seguida o sinal bateu e disse a ele que tinha quer ir pois tinha prova.No mesmo minuto ele secou as lagrimas e começou a dizer:

– Ah,a minha totosa já vai?

Eu apenas ri.Aquele sim era o meu amigo.O melhor de todos.

– É ela já vai.

Antes de sair ,eu já estava no meio da sala para sair.Não sei porque,eu olhei para trás e ele estava me observando.Tive vontade de voltar,dar um beijo na bochecha dele e depois ir embora.Mas me faltou coragem e era capaz dele pensar que eu estava gostando dele.Não eu não estava.Mas se eu não estava,como aquele pensamento havia chegado a minha cabeça?Era algo a se pensar.NÃO!Pensar não.Se eu pensasse era capaz de um sentimento da minha imaginação se tornar real.Não,nada daquilo era nada.É,nada.

Voltei para minha sala pensando nisso.Logo a Esther chegou em mim junto a Beatriz e disse:

– Hm...Estava com o seu “amigo”? – Dizendo isso ela fez aspas com as mãos.

– Sim estava com ele.

– Essa Sofia... – Disse a Beatriz. – O amor está no ar.

– Claro que não.Nós somos apenas amigos!

– Amigos...Sei... – Disse Esther

– Eu to vendo essa amizade virar outra coisa. – Disse a Bia completando.

– Não.Mesmo que eu quisesse não aconteceria.Ele não iria querer.

– Então você dona Sofia,gostaria? – As duas se entreolharam e sorrirão.

– Não é nada disso.Não inventem!

Dizendo isso eu entrei e deixei as duas lá fora.Era só oque me faltava!Duas amigas doidas querendo juntar apenas bons amigos.Sim bons amigos.Somente bons amigos...Ou não?

Notas finais
Bem...Se gostaram podem ler a minha outra fic,que é no mesmo estilo.Mas já vou avisar,são historia diferentes.Não são entre-ligadas... Beijinhossss