Uma Viagem Perfeita

5 Capítulo 5 - Péssimo Fim de Dia


Notas iniciais
Oláaa pessoas maravilhosamente lindas *-----* Como estãao? Bem, vim eu, mais uma vez, correndo. (tá virando rotina né?) Enfim... Fiquei um pouco triste com o numero de rewis =s A hirstória tá chata? É isso? =s Mas, ok, vim aqui postar... Espero que gostem ^^

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Artemis andou por horas pela cidade luz, as mãos nos bolsos do sobretudo, os passos vagarosos e os olhos um pouco avermelhados por estar chorando.

Passeava agora pelo jardim da torre, fungando baixo as vezes e com o coração doendo.

Sentia-se traída, ainda mais por causa de ser seu irmão, o único homem que acreditava poder confiar. Nem isto mais, e isso a incomodava mais do que desejaria admitir.

Viu um casal andando de mãos dadas, igualmente ela e Apolo haviam feito mais cedo quando tudo parecia estar perfeito, e lembrou-se do que seu irmão lhe dissera. "Você precisa de alguém que a proteja". Era exatamente esta sensação que via ao analisar o casal a sua frente. Havia uma preocupação mutua e o amor se sobressaia.

De fato, era bonito ver um sentimento.

Mas, Artemis não desejava isso para si. Tinha medo de se magoar, ao final de contas.

Homens costumavam trair e não dar a mínima atenção para as sua mulheres. Seu pai era a prova disto. Simpatizava muito com Hera e muitas vezes havia aquela vontade de jogar tudo na cara de seu pai, mandando-o ver a garota legal que ele tinha ao seu lado.

E ai entravam seus votos. Jamais abriria mão deles. Não por um homem. E se ele somente a usasse? Não era burra a esse ponto e saber que Afrodite procurava um amor para ela, lhe dava arrepios.

E tristeza.

Por que, mais uma vez, não podiam aceitar a sua opinião?

Era sempre assim, sempre escutavam os outros, menos os seus desejos.

Ela suspirou, o ar gelado adentrando seus pulmões enquanto apanhou seu celular em seu bolso. Já haviam dez mensagens de um Apolo extremamente preocupado com a sumida súbita dela desde o restaurante. Odiava admitir, mas sair sem terminar de comer, lhe dava raiva. Seu estomago roncava e, mesmo com fome, sentia-se fora de forma para comer, quase como se ao ter algo em sua boca não fosse fácil de engolir, haveria uma trava. Teria de parar em algum lugar para comprar algo comestível.

O relógio do aparelho mostrou ser duas da manha e perdeu as esperanças de encontrar algo aberto. Estava tarde demais para achar ao menos uma padaria.

Realmente chateada, e com os pés doendo dos saltos que havia escolhido, retirou o sapatos e passou a voltar o caminho em direção ao hotel. Seus pés adoraram a sensação da grama, ainda que houvesse a meia entre estes. Relaxou-a consideravelmente, de modo que dava espaço para pensar em tudo que passava ao seu redor.

Apos alguns minutos em silencio, que fora só quebrado pelo som de um motor de carro que passava pela via a sua frente, ela escutou mais uma mensagem chegar.

Desta, não era Apolo, era Thalia, dando-lhe a noticia que havia mandado o relatório para seu e-mail.

A deusa respirou fundo e atravessou a rua, não sem antes olhar um lado e o outro, a mente divagando em fatos como a sua caçada, seu irmão e a proposta de haver um homem em sua vida. Não poderia chorar, não agora, já havia se mostrado fraca ao fugir. Teria de arcar as conseqüências e dizer aos dois deuses planejadores dessa viagem que não queria um marido, pronto.

Será fácil.

Os seus dedos gelados e delicados empurraram a porta giratória e encontrava-se mais uma vez no hall do hotel. Com seus passos curtos, ainda a segurar o seu sapato entre seus dedos, apoiou-se e inclinou-se na mesa que era a recepção.

Evilyn sorriu ao recordar seu rosto.

- O Senhor Jensen subiu a muito tempo — informou ela, profissionalmente, apanhando algo em uma gaveta. Este, mostrou-se ser uma chave igual a outra da cobertura. — Mas, pediu que eu lhe entregasse esta chave aqui assim que chegasse.

Era visível que seu irmão estava preocupado.

- Ahn, obrigado — disse-lhe suavemente apanhando o objeto em mãos, colocando-o em um de seus bolsos antes de voltar-se para a atendente. — Poderia me informar se por aqui há um bar ou algo do tipo?

- Temos sim, vou chamar alguém para lhe mostrar.

Poucos segundos depois, apos uma ligação em um walktolkies preto, um homem entre seus trinta anos apareceu trajando um terno risca giz, de cabelos pretos e sorriso que pareceu a ela ser imprenso em seu rosto por todas as horas.

Ele lhe estendeu a mão em cumprimento, os dedos fortes e muito másculos.

- William Brown — apresentou-se.

A voz deste era calma e profissional, perfeita para acalmar pessoas em situações extremas. E pela primeira vez, um homem, alem de Apolo, não lhe deixou na defensiva.

Um pouco temerosa por causa de contatos, apertou com leveza sua mão estendida.

- Claire Spencell — sorriu, um pouco surpresa consigo mesmo por conseguir falar tão normalmente com ele.

- Prazer, Claire. Venha, vou mostrar-lhe o bar.

Artemis seguiu o homem de ombros largos e olhos azuis por entre enormes corredores.

Pararam em um que havia um enorme bar que estendia-se de um lado a outro do cômodo, algumas mesas de cadeiras altas espalhadas pelo piso de madeira nobre devidamente polida. Muitas e muitas bebidas se destacavam ao fundo, por causa de uma luz azulada que refletia-se sobre estas. Taças estavam suspensas de cabeça para baixo, rente ao balcão.

Um sorriso cresceu em seus lábios e virou-se para o homem ao seu lado.

- Creio que por aqui, conseguira achar o que deseja — falou ele com uma voz divertida, para depois fazer-lhe uma mensura, curvando-se de leve, quase brincando. — Sinta-se em casa, madmoseille.Para voltar ao hall, somente siga o corredor, irá encontrá-lo com facilidade.

Artemis assentiu e agradeceu, vendo-o sumir calmamente dentre as demais pessoas hospedadas por ali e que bebiam drinks finos.

A deusa sentou-se em um dos bancos posto a frente do bar, uma vez que estava sozinha, com as pernas cruzadas, pouco se importando com os olhares atônitos para seus sapatos jogados ao lado de seus pés, e olhou a enorme coleção de garrafas com bebidas alcoólicas. As embalagens eram elegantes e bonitas, convidavam a uma noite com elas. Ela nem viu o sorriso do barman para ela quando este escorregou um pequeno livreto com todas as bebidas disponíveis.

- O que vai desejar, senhorita? — perguntou-lhe, as mãos apoiadas no balcão em um movimento casual.

Ela não chegou a abrir o "cardápio", mas sorriu, ciente do que desejava.

- Um Martini, por favor.

Ele piscou indo preparar-lhe a bebida, deixando a sozinha com seus pensamentos.

Ficou repassando todas as cenas do dia em sua mente, até este momento.

Quem diria ela tomando uma taça de algo alcoólico alem de vinho?

É, as coisas estavam mudando.

Sem dizer uma palavra, o barman posicionou o liquido transparente a sua frente e sumiu. Nem mesmo chegou a tirá-la de sua linha de raciocínio, e mentalmente ela o agradeceu por fazer isso.Havia muito a pensar e pesar. Atos novos estavam lhe levando a loucura e precisava ser racional por agora.

Ela bebericou a bebida que desceu com um delicioso ardor em sua garganta.

Aquilo realmente era bom.

Bom o suficiente para fazê-la desligar-se por minutos ou horas, tanto fazia.

Depois da quarta taça, da qual já via algumas coisas embaçadas, no entanto mantinha-se em pé, que Artemis decidiu ser a hora de parar. Pediu ao competente barman que colocasse na conta da cobertura e caminhou estável até o elevador único que levava a parte superior do prédio. Por tal fato que a chave era inserida ali, e não em uma porta que escondesse o quarto, como era de se esperar.

A deusa estava paciente e ciente de que Apolo estava dentro daquele quarto, fazendo sabe-se lá o que, e com tanto álcool em suas veias (já que tinha permitido que seu sistema ficasse danificado com o Martini), aquela imagem lhe aqueceu e ao mesmo tempo a fez querer embora.

Era seu irmão!

O irmão mais preocupado e idiota existente na face da terra.

Seu coração já desejava perdoá-lo pelo que estava aprontando, quando as portas de ferro se abriram.

O silencio era incomodo, mas Artemis o manteve assim. Não tinha certeza de como estava ou como reagiria caso conversasse com seu irmão.

Logo depois de descansar seus sapatos ao lado do elevador, andou calmamente até a cama. Os lençóis mantinham-se na mesma posição de antes, esticados e bem arrumado.

Ela franziu o cenho.

Esperava encontrá-lo na cama.

Um pouco preocupada, voltou a sala e o achou.

Apolo estava deitado no sofá, um dos travesseiros entre seu braço e sua cabeça, inerte em um sono calmo e profundo. O coberto estava em seu quadril, provavelmente havia sentido calor, deduziu ela, sentindo um suave vento, agora, frio abater-se aonde estavam.

Algum lado maternal em seu corpo bocejou e a ordenou a cuidar dele. Fora a passos suaves, para que não acordasse, que puxou para cima o cobertor, até estar em seu ombro desnudo.Usava uma blusa cavada que lhe mostrava os bíceps e os músculos bem esculpidos do deus.

Suspirou, inconsciente de sua mão pousar em seu rosto, o polegar afagando de leve.

Quando dormia parecia tanto aquele pirralho pequeno que Artemis acostumara a repreender.

Os cabelos loiros bagunçados, os lábios fechados em um linha fina e as sobrancelhas levemente arqueadas. Um sonho ou uma visão, sem duvida, ela sabia. Conhecia o seu rosto quando isto ocorria.

O calor dele a fez tremer de leve, evidenciando a enorme diferença de temperatura. Sob a sua palma, a sua bochecha era confortavelmente quente, com gostinho de lar e família. Ele era sua família, de fato. O único que se preocupava mais do que com as demais divindades.

Esse pequeno demoniozinho.

Sorriu por alguns segundos, sentada na ponta do sofá que o corpo enorme dele se estendia, a deslizar a mão pelo seu cabelo liso e macio. Apolo.

- Boa noite, irmão — sussurrou. Segurando seus fios negros com uma mão, inclinou-se com cuidado para não dar alarde de sua presença e colou um beijo suave e demorado em sua bochecha. — Durma bem.

Com isso, ergueu-se e, uma vez mais acarinhou seu cabelo, foi tomar seu banho.

~~~~**~~~~

Apolo abriu os olhos assim que o som estalado da tranca da porta do banheiro ecoou pelo cômodo silencioso, torpe e pasmo.

Havia, de verdade, dormido (depois de muitas brigas internas por causa da burrada que tinha desencadeado), mas não tinha acordado.

Não até sentir gelados dedos contra seu rosto.

Fora um gesto que lhe fez se perguntar como Artemis tornara-se em uma pessoa tão fria. Era delicada e cuidadosa. E sentiu-se mal por tentar impor que deveria encontrar um homem para ela.

Seu rosto ainda estava em choque térmico causado pelo roçar de seus dedos e sua bochecha praticamente queimava aonde seus lábios tinham tocado. Seu peito fez uma dor fraca querer se contorcer. Mas, era incrivelmente uma dor boa, gostosa de sentir.

O deus fitou o teto, perdido nas sensações de seu corpo, aproveitando aquele repuxar no estomago e na vontade que tinha de suspirar, quando a porta do banheiro fez o barulho.

Não fechou os olhos, tão pouco deu alta de estar acordado, mas ficou esperando para ver sua irmã.

Artemis apareceu em um short nem curto, nem longo e uma blusa de alcinhas.

Então era assim que ela dormia? perguntou-se maravilhado como ela ficava bem naqueles trajes. Sedutoramente bem. Outra vez, sentiu seu corpo reagir de forma estranha.

Ao acaso estava sentindo... desejo?

Franziu o cenho.

Desejo por sua irmã gêmea e mais certa que a própria Atena?

Ele esperou por uma confirmação que, se veio, não mostrou as caras. Estava voltando-se louco com tudo isso! Era tudo apenas por medo! Sim, tinha medo por sua Irma! Medo de alguém machucá-la, era por isso que seu peito não relaxava.

Ignorando a sua confusão mental, ele a assistiu retirar alguns travesseiros com o notebook em mãos e cobrir-se até a cintura, deixando a vista um busto bonito e o suave vale entre seus seios.

Seus olhos quase viraram pratos ao notar o que havia visto em sua irmã!

Como podia, ele, Apolo, estar olhando para o lindo pedaço de pele exposta entre os seios de sua irmã?

Trincou os dentes e tratou de encarar mais acima.

O rosto da deusa estava sereno, relaxado enquanto lia algo no computador. Os olhos prateados pareciam brilhar ainda mais, se possível, e o lábio inferior prendia-se em seu dente quando ela dava mordidas de leve.

Seu sangue esquentou e tratou de fechar os olhos.

Devia dormir, parar de encarar sua irmã. Só podia ser o álcool que fazia isso com ele. Só podia.

Com um ultima tentativa de evitar analisá-la, rodou para ter o rosto contra o encosto do sofá e assim, poder dormir em paz. Uma paz que demorou muito a chegar.

~~~~**~~~~

Artemis ergueu o olhar quando viu Apolo revirar-se no móvel que parecia pequeno para seu corpo malhado e seus ombros largos.

Parou tudo o que fazia, evitando que o acordasse, e analisou as costas que ficaram as sua vista. Eram bem formadas e muito delineada.

Sentindo-se culpada por tais pensamentos, respondeu o e-mail de Thalia sucintamente e desligou o computador, deixando-o de lado.

Por varias vezes, fechou os olhos, tentando em vão cair em um sono calmo. Mas, somente o rosto de Apolo vinha a sua mente, aquela imagem fixa dele dormindo como um anjo.

Suspirou.

Por que tinha de ficar pensando nele?

Por Zeus, só queria dormir.

Ambos, acordados, mesmo sem saberem deste fato sobre o outro, flutuaram em varias e varias recordações que ficaram em suas mentes.

Momentos únicos.

Perfeitos.

Juntos.

Apolo, por fim, dormiu, mesmo sem deixar de pensar em sua irmã.

Artemis caiu em um sono calmo com o cheiro suave de dia ensolarado de seu irmão.

Um pensando no outro.

Juntos.

Notas finais
Então o que acharam? *----* Deixeem rewis, que mesmo que eu não estou a responder, amo ler e me incentiva a escrever ^-^ Kisses e eu amo todos voces *--*
Ps: meio sem diálogos, néh?