Uma Viagem Perfeita

40 Capítulo 37 - Eu e você... Somos um.


Notas iniciais
Meio... Rei Leão esse titulo né? (Pra quem assistiu o Rei Leão 2: Reino de Simba, sabe do que eu falo *---*)... Enfim, vim dedicar esse capítulo para Bia Farache que completou, com sua (muito, muito obrigada MEEESMOO *---*), nove recomendações. Nem sei como agradecer por tanto carinho de vocês, serio mesmo :D Só sei que vai ser difícil me desfazer dessa fick... E então, eu venho com a bomba... Só temos mais dois capítulos pela frente e um epílogo... *todos choram, inclusive a escritora*... Pois é, está tudo quase pronto e logo, logo diremos tchau para essa fick =s
MAAAAS... Por enquanto... Vamos curtir esse capítulo...
Pessoas menores de idade: Não peguei pesado por que acho que tem que ser fofo "aquele" acontecimento, então, relaxem, mas leiam longe de suas mães ou pais SHAUSHAUSHUASH
E como acompanhante, fica a dica de ouvir "I'm Slave For You - Britney Spears[a rainha da p*taria SUHAUSHAUSA -adoro essa mulher *--*]"
E com voces... MUUAAAHAAA... Muiiiiiiiiiiiiiiitas coisas quentes.
*suspira* Já disse que amo o Apolo?
E outra coisa, se quiserem, deixem carregando "Last Kiss - Taylor Swift"... Vão entender ^^

- Eu jamais pensei que te acharia bem aqui.

Uma voz calma e extremamente sexy para a deusa a fez elevar os olhos do CD do 30 Seconds To Mars que "namorava" há algum tempo. Ao seu lado, Apolo vistoriava sem qualquer desejo os outros volumes de DVDs, passando os olhos indiferente até fitá-la, com um sorriso maroto. Artemis revirou os olhos, mas a sombra de um sorriso pintava-se ao canto de sua boca. Como se ele não tivesse a tirado de devaneios, voltou a admirar o objeto entre seus dedos.

- Eu também gosto de música — respondeu, calma, logo após devolver o CD ao lugar onde os demais se encontravam — E música boa, e de preferência.

Surpreso, Apolo retomou o objeto que ela acabara de guardar e a seguiu, uma vez que a deusa andava vagarosamente para o lado de rock clássico, a parte sul da loja, contraria ao lado Pop em que observavam os produtos.

- Você não vai comprar?

Artemis se limitou a erguer uma sobrancelha.

- Se você tentar me vender este Cd, vou jurar que você agora trabalha aqui.

O deus a surpreendeu ao soltar uma risada.

- Você tem um humor estranho para uma garota, Têmis, mas eu gosto dele, então... — ele deu de ombros — Acho que vou ter que comprá-lo.

- Nem pense em fazer isto.

A deusa segurou-se para não sorrir quando Apolo fez um pequeno biquinho que o deixava ainda mais bonito.

- Nem mesmo se for como um presente?

- Não mesmo, obrigada, mas — recolocou o Cd em seu devido local — Você não vai gastar dinheiro com isso.

- Não seria com "isso", seria com você.

Outra vez, Artemis revirou os olhos e fitou os orbes douradas de seu irmão. Praticamente sorriam para ela. Odiou-se por ser tão fraca, tão fácil e maleável por aqueles sentimentos confusos que a faziam amá-lo ainda mais. Deveria estar expulsando-o. E aqui estavam discutindo sobre um presente que ela rejeitava. Um rubor tomou conta das suas bochechas. Agora, odiava-se por ter corado em frente a ele. Sem contar o fato de estarem se encarando com tanta intensidade.

E Apolo que os tirou de tal estado.

- Eu vou comprar e sem mais discutições.

Artemis não iria reclamar, esta era a ultima de suas ideias. Só conseguia visualizar em sua mente aquele beijo que fora guardado com brutalidade. Quem diria, ela, gostando de ser atacada? E desejando que ocorresse de novo!

Aquela boca, aquele modo nada gentil, aquelas mãos... Viu-se tremer de leve e desviou o olhar.

- Compre. Se quiser — quis soar fria, rancorosa, contudo, sua voz saira melódica e um pouco tremula, mas sem qualquer denotação de agressividade com o deus. Sem esperar uma resposta, afastou-se em passos rápidos, como se fingisse que havia achado algo que procurara há muito tempo e usou disto a sua forma de esconder-se. Caminhou com agilidade, passou por algumas pessoas, achando-se uma completa idiota por estar fugindo daquele cara que amava, e após duas fileiras completas de paredes com CDs, adentrou na primeira porta aberta que achara ao apalpar a maçaneta de ferro. Só voltou a respirar assim que esteve no escuro, a escutar tudo o que ocorria ao lado de fora.

Seu coração pulava, em um galope desgovernado tanto que até se perguntava se fugia de um assassino, quando tentou, sem sucesso, parar de pensar nele.

Deveria esquecê-lo. Apagá-lo. Deletá-lo. Tudo o que pudesse ser somente uma sombra em seu passado.

Estava passando a temer os sentimentos de amor que se sobressaiam dentre o de ódio. E não sabia qual seria o fim daquilo tudo.

Artemis ficou por voltar de dois minutos ali dentro, acalmando-se. Seus pensamentos a faziam mal, cenas estranhas até a ela, quando escutou um clique de porta fechando-se.

O medo tomou conta.

O que diriam os seguranças ao encontra-la por ali? Pensariam que estava roubando? Não sabia, mas era mais cautelosa e medrosa até mais que Atena com isso. Quebrar regras não era sua praia.

Manteve-se quieta, como uma estátua, a espera de que a pessoa saísse, implorando em sua mente que passasse por indiferente quando um par de braços colocou-se aos dois lados de seu rosto, a prender sua cabeça entre eles. Se Artemis tinha medo antes, agora, então, quase podia ver sua razão esvaindo-se.

Então, calmamente, lábios quentes colaram-se com extrema suavidade, mas não sem um pingo de luxuria, em seu pescoço. Resfolegou.

- Sempre imaginei te beijar aqui — a voz acalorada e rouca de Apolo sussurrou em seu ouvido. — Só não esperava que eu também pudesse brincar de pega o ladrão.

Um riso tremulo, causado por um beijo e uma mordida do deus em sua nuca, denunciou-a.

- E quem te... — suspiro — disse que eu sou o ladrão?

Sem avisar, como se ela fosse apenas uma pluma em suas mãos, o que de fato deveria ser, Apolo a girou, prendendo-a de costas contra seu peito. Artemis fechou os olhos.

- Garota má — murmurou em seu ouvido e ela riu de sua fala. — Jamais deveria fugir. Só eu fujo.

- Apolo, não deveríamos estar... — um arfar expulsou as palavras que iria dizer. Mãos, hábeis e ásperas, esparramavam-se em sua barriga, abaixo de sua blusa, puxando-a para mais perto daquele corpo quente. — Isso é...

- Errado? — mordiscou o lóbulo de sua orelha — Adoro ser errado.

- Você é completamente errado. — um sorriso e uma mordida em seu ombro. Mãos subindo e prendendo-se com a suas. Um peito a apertando. — Sem deixar marcas.

Ela escutou sua risada.

- Eu já deixei, querida. Muitas — mordiscou sua bochecha, inclinando seu rosto — Muitas mesmo.

- Apolo — suspirou.

Com força, lábios masculinos colaram-se aos seus. Algo estranho ocorreu a ela assim que as línguas entrelaçaram-se, brigando. Era um desejo. Aquele, o mesmo que havia sentindo dias atrás, quando foi beijada em Veneza. Aquelas cenas voltaram com um grande impacto a sua mente e não sabia muito bem o que era aquilo. Jamais havia sentindo algo, se quer, semelhante por alguem. Era rude, primitivo, puro instinto. E a deixava sem qualquer pingo de razão. Só a querer que aquilo continuasse. Como se ouvindo seus pedidos, Apolo tornou a trazê-la a sua frente e, segurando seu cabelo entre os dedos, voltou a beijá-la. Entre os peitos colados, os corações pulavam, e Artemis poderia jurar que ele sentia o mesmo que si. Mas, diferente dela, conhecia o que fazia. Tanto que chegou a perguntar-se se era normal aquele calor ou se era apenas Apolo, como um sol, literalmente em chamas. Batendo as costas dela, sobrevoando-se como uma torre de músculos poderosos, ela ouviu o som farfalhante de algo a cair ao chão e depois, com o tato, assim que se viu beijando-o com ardor, notou que ele havia retirado à camisa. Seus dedos gelados sentiam as suaves chamas escorrerem até sua palma, incontroláveis, deliciosas e, sem duvida, extremamente quente, em seu lado mais errôneo da palavra.

Seus olhos praticamente expandiram-se ao notar aquilo, ainda que a boca mordendo abaixo de sua orelha retira-se grande parte de sua concentração.

- Apolo — sua voz soava fraca e tão rouca como a dele, sem ar — Você está pegando fogo, literalmente.

- Artemis, o que... — as palavras morreram. — Isso nunca aconteceu.

A deusa esparramou os dedos, surpresa com aquela beleza, em seu peito. Ele era lindo. E não a queimava. Como uma parede protetora, a sua pele tornara-se mais gelada e o esfriava por poucos segundos o local onde o tocava, como uma solução a aquela aglomeração de poder. Ela sorriu, delineando seus músculos extremamente dourados, e o fitou.

- Isso é...

Antes que tivesse a chance de terminar, ele a beijava outra vez. Desta, ela percebeu, ao ceder aos encantos daquelas mãos quentes a, mesmo sem querer, queimar um pedaço de sua roupa, e daquela boca que a arrepiava, ele não estava segurando-se em algo. Nada, alem dela. E achou-se amando aquela sensação. Deliciando-se com as lambidas do fogo em sua pele, prendeu os dedos em seu cabelo loiro, aprofundando o beijo. Em dois movimentos, ele a tinha contra a parede, com suas pernas ao redor do quadril do deus, agarrando-se a aquele corpo para que não fosse ao chão. Apolo mordeu seu lábio inferior. Resfolegou. Ele jamais estivera assim, tão quente, disto, ela tinha certeza. E também nunca esteve tão inclinada a aceitar que ele tomasse as rédeas e mostrasse, ensinando-a aquilo que jamais descobrira. Quando parou para respirar, olhou ao redor, muito rapidamente e deu-se conta de que o cenário havia mudado... E diretamente ao quarto dela. A parede uma vez gelada contra suas costas da loja de CDs, agora fora trocada por aveludado do papel de parede avermelhado com desenhos em dourado. E a escuridão total, deu local a uma janela enorme da qual o sol adentrava, em tons diferentes, refratados e espaçados por causa do magnífico pôr do sol.

- O que... — sussurrou a deusa, surpresa.

Um beijo rápido a fez calar e fechar os olhos.

- Sh, deixe que eu te mostre. — dito isto, mãos ásperas deslizaram pela sua cintura, trazendo-a mais para si, delineando. Artemis arfou sem espaço para respirar. — Sinta — murmurou em seu ouvido, jogando ao chão a peça de roupa antes de roçar os dedos quentes pelo seu braço com calma — Desligue-se — desceu os dedos pelo meio de seus seios (um suspiro) até o botão de sua calça onde o abriu. — Solte-se — com a ajuda dele, que ainda a segurava, retirou os jeans. — Escute — seus peitos nus tocando-se, o batimento rápido dos corações, as respirações falhas, o som das expirações e inspirações rarefeitas, das mordidas, dos beijos, das peles tocando-se — Conceda-me o que tem, sem medo — seu lado esquerdo da face tocou a parede e ele mordiscou seu pescoço, seu busto. — Deixe a preocupações para lá — braços deram a volta por seu corpo pequeno e ele a segurou, beijando-a com luxuria. — Permita-me te mostrar, te ensinar...

Sem ar, sem conseguir pensar em outra coisa que não fosse ele, travou com mais força as pernas ao redor do deus e ergueu-se um pouco, com os dedos travados nos fios loiros, o beijou com tudo o que tinha, sem ligar para o final.

- Mostre-me — sussurrou, entorpecida, entre seus lábios.

Ainda em seu colo, Artemis sentiu Apolo andar, prendendo-a contra si com as mãos em suas costas, seguindo seus desejos. Então, seda deslizou pela sua pele assim que se viu sendo jogada em cima da cama, com ele, sem afastar-se, sobre si. Artemis arfou com o peso, mas agradou-lhe mais que tudo tê-lo ali, entre seus braços. Suas bocas brigavam, seus dedos juntaram-se acima do travesseiro, prendendo-a.

- Sem medo — segredou ele em seu ouvido, rouco — Relaxe. Deixe seu corpo confiar em mim.

Sem mesmo notar, viu que tinha se retraído um pouco. E tratou de acalmar seus músculos. Com os beijos dispersos pelo seu busto, pela sua pele, logo se achava arfando ou a segurar a colcha de cama, mas, jamais, tensa. Apolo mordeu sua barriga, devagar, seu calor fazendo-a suar, gotas escorrerem pelo seu corpo em pequenos pingos. Suas mãos escapuliam por toda parte, apertando-a, deslizando, acarinhando, apenas roçando. Deixando-a louca. Agora, seus pensamentos eram nada.

Apolo, então, parou e ergueu-se acima de si, o suor ao ser esfriado por ela descendo pelos seus músculos. Os olhos dourados agitavam-se, líquidos, cheios de desejos e amor. Um amor tão puro que a surpreendeu. Parecia-lhe tão... Menos disperso. Mas, com o coração em mesmo compasso que o seu, abaixo do dele.

- Siga seu instinto — sussurrou enquanto a encarava — E jamais se esqueça de quem esta aqui.

Assentindo, ignorando o medo pequeno que espalhou em seu peito, ela escorregou um dedo, pegando uma gota, em sua bochecha.

- Confio em você — e o beijou de volta.

Com cuidado, Artemis sentiu seu corpo se erguido um pouco pelos braços dele e, aproveitando-se dos beijos de distração, tentou esquecer algumas cenas que vinham a sua mente.

Recorde quem está aqui. É Apolo. Seu Apolo. Não aquele outro...

Seus pensamentos foram cortados quando seus corpos uniram-se e os lábios dele engoliram o som estranho que nem acreditava que fazia por ser tão... Animalesco.

Orion, boate...

- Apolo quem está aqui — a voz dele a trouxeram de volta, ainda a segurá-la.

Sem deixar que ele falasse mais, para depois evitar de ficar desculpando-se, ela tomou as rédeas e trouxe sua boca para mais perto, e o beijou com todo o medo, amor, ódio e desejo que tinha. Não fora preciso outra sugestão para Apolo continuar, soltando seu peso completo em cima dela e mostrando o que havia muito alem daquela dor que sentira ao começo.

Mais beijos, mais mordidas, mais instintos, mais arranhões, mais fogo e mais gelo, e então se viram em um redemoinho de cores, sensações e um grande entorpecimento de alegria.

[Se quiserem escutar "Last Kiss — Taylor Swift" é uma música fofa com qual escrevi essa parte *--*]

Com um suspiro, o deus recaiu sobre a deusa, sem ar, sem força e Artemis o aninhou, os olhos no teto.

- Seria idiotice que eu falasse "Isso é o céu"? — perguntou ela assim recuperou-se do estado de lentidão.

Ainda contra si, ela sentiu seu corpo tremer ao escutar o riso dele com essas palavras. Um pouco devagar, ele apoiou-se nos cotovelos e a fitou, um sorriso bobo e com os fios loiros todos desalinhados.

- Eu chamaria isso de... — roçou os lábios — Paraíso.

Um beijo calmo, lento, vagaroso selou aquele fogo que haviam tido poucos minutos atrás. Abaixo dele, Artemis sentia-se feminina e doce, tão diferente da mulher mandona e sem humor da qual se costumara a ser. Pequena como era, acomodava-se bem naqueles braços fortes e sorriu entre o beijo, a prender com carinho os dedos nos cabelos loiros. Ficaram assim, por alguns minutos, em uma esfera de felicidade até pedirem por ar.

Artemis aninhou-se contra ele quando o mesmo girou, deitando-os de lado, abraçados e fechou os olhos, a sentir a respiração quente dele em sua nuca.

- Como você quebrou uma promessa de Estige? — perguntou ele, baixinho, em seu ouvido, curioso, descendo e subindo, distraidamente os dedos pelo seu braço.

Ela sorriu.

- Eu não tinha este voto.

Quase pode vê-lo franzir o cenho ante aquela resposta.

- Mas, você havia jurado ser vigem para sempre.

Sem girar o corpo, ela virou a cabeça a fim de encarar os olhos dourados, um pouco pasmos e confusos. Colou um beijo naqueles lábios antes de responder.

- Apolo, como eu poderia jurar ser virgem para sempre, quando já havia ocorrido o que aconteceu comigo e com Orion?

Ela assistiu vê-lo calcular e digerir aquilo.

- Então, tecnicamente...

- Eu não prometi, pois não tinha aquilo a oferecer. Só o fiz por causa de nosso pai, que nem se quer sabia ou sabe sobre Orion.

Para sua grande surpresa, Apolo riu.

- Você é a garota mais errada e linda que eu conheço — e beijou-a cuidadosamente. Separou de leve seus lábios. — Merecia um premio por enganar nosso pai.

Agora, ela riu e revirou os olhos, voltando a encolher-se em seu peito, sentindo o aperto forte daqueles braços a sua volta.

Bocejou.

- Como já posso estar com sono? — reclamou, adorando a suave expiração do deus a suas costas, que tremeu devagar.

- Explico outro dia, agora — beijou seu ombro — Durma.

Seguindo o que lhe foi dito, relaxou o corpo e deixou-se ser aquecida por ele e pelo fino lençol que os cobria.

Praticamente dormia quando, lábios colaram-se ao seu ouvido e mãos prenderam-se as suas, trançando os dedos.

- Eu te amo, Artemis — escutou ele sussurrar, e sorriu.

Com um suspiro, ela devolveu o aperto dos dedos juntos fracamente.

- Eu também te amo, Apolo.

E sentiu um beijo colar-se em seu ombro nu, demonstrando aquilo que ele dizia.

Sim, jamais poderia fugir dele. Amava-o. Mais do que deveria. Mais do que podia.

E assim, dormiu, com toda a certeza de que voltariam a estarem juntos e amando-se.

Assim como no céu, juntos, a lua e o sol, em um eclipse ocorria, marcando aquele dia para sempre.

Notas finais
Como estamos ao final, amigos invisíveis que adoram ler minhas ficks, help me a saber quem são cada um de vocês, ok? *-----* E mesmo sem deixar rewis, obrigada ^^
Ps: Já nem sei como vai ser sem essa fick para postar =s