Uma Viagem Perfeita
6 Capítulo 6 - Tatuagem?!
Notas iniciais
Re-li TRES vezes TODOS os rewis e fiquei que nem boba, sorrindo kkkk'' Enfim... Nem dei oi! OIIIIIEEE PESSOAS LINDAS, MARAVILHOSAS E PERFEITAAS DO MEU MUNDO *---* (viram como rewis deixam uma pessoa feliz?) Então, vim aqui de novo postar e esse vai ser mais... chatinho (pelo menos, eu acho) desculpeem =s mas, leiam, vai ser essencial para a historia. Nos vemos lá embaixo ^^
Apolo nada disse ao sentar-se em uma das cadeiras abaixo do enorme sombreiro da sacada, de frente a Artemis.
O clima tenso não pedia para ser quebrado e aquilo agoniava a ambos. Essa era para ser uma viagem divertida e legal, na qual os dois aproveitariam todos os dias terrestres. E no segundo já encontravam-se calados, sem fitar um ao outro.
Discretamente, as vezes, de tempos em tempos, Apolo dava uma olhadela para cima, afim de ver Artemis. Ela estava muito bonita, notou o deus descendo o olhar da face delicada até o vestido de mangas três quartos em forma de tubinho de uma cor suava de azul que destacava seus olhos e seu cabelo negro como ônix. Se ela sentiu seus olhos sobre si, não quis dar sinal disso.
Lia entretida uma revista sobre bandas de rock. Caso o deus não se enganasse, achava ser a Rolling Stones. Nunca havia visto a ela gostar de algo ao menos próximo disto. E, no entanto, ela parecia mudada.
Suas roupas geralmente completamente protetoras davam lugar a sofisticação e provocação.
Enquanto a analisava sutilmente ao fingir apanhar uma maça, a deusa cruzou as pernas, mostrando outra vez sapatos de salto alto, desta vez,abertos de modo a deixar a vista de quem desejasse os seus pés.
Era impressão sua ou ela tinha uma... Ele se espantou.
Aquilo era mesmo uma tatuagem? Pelo seu pai!
Era mesmo!
Quando ela havia feito este desenho em seu calcanhar?
- A curiosidade matou o gato — sussurrou a voz dela, o tom não muito amigável, sem tirar as orbes prateadas das paginas da revista. — E ela pode te matar também.
Ele não respondeu, completamente envergonhado por ter sido pego encarando-a. Ao mesmo tempo que uma idéia andava por sua mente. Ela também o olhava então! Caso contrario não teria notado isto.
Um sorriso serpenteou seus lábios muito lentamente.
- Você também pode morrer, garotinha.
Ela corou com aquelas palavras. Ele sabia que havia a pego no ato. Não era bobo, muito menos lerdo.
Poucas vezes a palavra lhe falta. Era bom de lábia. Seu status de maior pegador do Olimpo não seria apenas algo sem sentindo. Conseguia convencer até mesmo Atena. Sua persuasão era impressionante e Artemis cada vez mais recebia provas disto.
Dando um suspiro um pouco pesado, ela deixou de lado a Rolling e encarou Apolo, os olhos azuis colados aos semi-prateados. Uma de suas sobrancelhas erguidas.
- Esqueça, Apolo, você não vai conseguir brincar comigo — sem deixar tempo de resposta, Artemis foi embora.
Mas, Apolo, estava ciente de que ou a prendia agora, ou a perderia.
Talvez devesse deixá-la ir embora, como a mesma desejada e como havia escutado mais cedo.
Por outro lado, se desistisse fácil...
Bem, este não seria Apolo.
O deus analisou, de onde estava com os braços atrás da cabeça e sorrindo, o modo de andar da irmã. Seus quadris se moviam em um ritmo rápido e mesmo assim sensual. O vestido lhe dava um ar de mulher e a sua idade, que devia estar entre os vinte hoje, ajudava ainda mais a dar a idéia de madura e independente. Os saltos batiam na madeira que cobria toda a área da sacada.
Outra vez, algo seu ascendeu e teve de se esforçara para manter o sorriso e não ficar babando pela escultura a sua frente. (E sua mente gritava "É sua irmã" a todo momento)
- Está com medo de perder, maninha? — ele provocou, assistindo ela estancar perto da piscina.
Suas mãos pequeninas e macias que haviam estado trançadas com a sua na noite anterior, fecharam-se em punhos.
Orgulho era de família e assim como qualquer outro filho de Zeus, Artemis havia herdado tal qualidade e ao mesmo tempo maldição.
Agora, ele estava certo, era uma verdadeira maldição.
Ela, então, virou-se com lentidão em seus calcanhares e o encarou. Era impossível não notar que ela lutava internamente na chance de fugir da pergunta do deus. O sorriso que se seguiu por aqueles lábios rosados fora tão macabro e perigoso que fez até mesmo Deus se perguntar se fizera o certo ao atiçá-la.
- Apolo, esteja preparado — avisou.
Sim, ele havia ganho e a manipulado em uma só tacada. Nunca se sentira tão bem. Mesmo que ela estivesse indo para o quarto.
Que seja — pensou, colocando um pedaço de morango com chocolate na boca, vitorioso.
~~~~**~~~~
Como previra anteriormente, Artemis teve de esperar horas para Apolo finalmente estar pronto para sair.
Iriam, hoje, de acordo com uma carta mandada por Feath Sparks (leia-se: Afrodite), conhecer o Louvre. Mas podiam também fugir da rota, se quisessem, para assim encontrar alguém para sair com Artemis.
Quando queria, Afrodite se demonstrava um verdadeiro pé no saco.
E com muita cara de pau, mesmo sabendo que Artemis estava com raiva da deusa Barbie, havia deixado claro as palavras "Fazer Artemis beijar um cara". A deusa da caça implorou para, somente desta vez, Apolo concordar com as suas idéias. Não queria brigar com ele de novo. Estava virando rotina. Daqui a pouco estariam parecendo Atena e Poseidon nos tempos das "trevas" como denominava todos os deuses em relação ao casal.
Apolo a tirou dos pensamentos maléficos e doentios de como matar uma certa deusa muito vagarosamente quando parou a sua frente.
Suas inseparáveis jeans, um sapato mais social e uma gola pólo branca, com direito a um suéter azul envolta de seus largos ombros, eram o look de hoje. Nada parecia-lhe brilhantemente diferente.
A não ser pela careta que o deus fazia enquanto massageava com a ponta dos dedos a ponte de seu nariz afilado.
- Vamos — murmurou ele, soltando a mão e piscando algumas vezes até os olhos azuis se adaptarem. — Antes que eu desista.
- Vamos — ela tentou em vão parecer fria. Com ele, era muito difícil. Mas, algo estava ocorrendo ao deus.
Assim que as portas de ferro do elevador lacraram-se, Artemis fitou pelo rabo do olho Apolo.
Outra vez, apertava a ponte do nariz. Parecia respirar fundo e concentrar-se em manter o foco em qualquer outro lugar. Para surpresa dela, havia acertado em cheio. Antes mesmo de chegarem ao hall, o silencio que pairava por ali foi rompido pela voz masculina dele.
- Desculpe-me por ontem — sua voz tinha um tom suave de sofreguidão e de sinceridade. Decidido, ele a olhou. Os olhos azuis ainda escondendo algo dela.
Artemis ergueu uma sobrancelha, descrente, e quando ia perguntar o que havia, Apolo bateu com um baque um pouco alto a cabeça contra o vidro, de olhos fechados.
Seu peito forte subia e descia com rapidez.
Sim, havia algo muito errado.
Suas mãos apertavam com tanta força um corrimão que jazia ao fundo, que seus dedos ficaram brancos pela capacidade que que ele amassou usando seus músculos. Seus dentes trincaram em um estalo audível.
- Apolo — chamou-o, pelo calor do momento esquecendo que estava com raiva de seu irmão.
Por instinto, algo superior a ela, que desencadeou o que fez. Suas pequeninas e geladas mãos inclinaram aquele rosto viril em sua direção e massageou de leve suas têmporas, aquela veia em sua testa que sempre pulsava quando ficava nervoso dando as caras.
O deus aos poucos, acalmou-se, a respiração voltando ao normal.
Foram longos minutos, que calados, assim ficaram.
No instante em que seus ombros relaxaram,desabando, ela desceu as mãos pela sua bochecha e viu os olhos azuis se abrirem. Aquela agonia (agora reconhecia o que ele sentira antes) sumira. Alguns traços semi-invisiveis de dor ficaram, mas eram fracas, suaves.
Ela jamais pensara que um dia fosse ficar tão preocupada com ele como neste momento. Muito menos que estaria pronta para ajudá-lo.
- O que foi isso? — perguntou, pasma e temerosa por ele e por outra onda de dor.
Um sorriso fraco sombreou os lábios finos.
- Perigos do trabalho — explicou com a voz bem baixinha. E com muita dificuldade, que ele voltou a ficar nos seus um e noventa de altura, ereto e mascarando as fisgadas de dor. — As vezes, isso acontece. Mas, está mais freqüente.
- E você não me diz nada sobre isso, Apolo?- De repente, sentiu-se muito furiosa com o deus que acima de amigo, era seu irmão gêmeo! — Você deveria ter me contado.
Ele deu de ombros, seus olhos ainda presos um no outro, a suave briga familiar vindo a tona em acusações silenciosas. Delicadamente, a mão macia da deusa escorregou pelo seu maxilar, doce, majestoso gesto este era. Quase, ela viu, ele tornava a fechar os olhos.
- Não são coisas importantes de se dizer — explicou o deus. — Alem do mais, costumam passar rapidamente. Não haveria o porque de um alarde por coisas tão fúteis.
- Não é algo fútil, Apolo! É perigoso. Você é um deus, mas é suscetível a muitos tipos de danos. Principalmente aqueles que se tratam da sua cabeça e de seus poderes de visão — ela então se deu conta do que disse e seus olhos se expandiram. — É isso, não é? Essas dores são causadas pelas suas visões!
O loiro desviou o olhar e ficou agradecido que não houvesse ainda apertado o botão do hall.
Provavelmente, se tivesse afundado o botão, estariam tendo essa discussão divina entre um monte de humanos.
Ao fazê-lo, o pequeno espaço de ar existente entre ambos, saiu de cinco centímetros para praticamente nada. Seu peito sentindo o toque das mãos geladas , sua respiração em seu pescoço, seu calor (ou a falta dele) acordando instintos estranho e primitivos e, então, parou assim, logo apos deixar vermelho onde havia um "H" no painel. Seu braço praticamente a abraçava e, ao erguer o olhar, notou estarem poucos milímetros do rosto um do outro.
Outra vez, aquela repuxada fraca e deliciosa no estomago atormentou seu coração.
O que era isto?
E ele pode ler a mesma pergunta nos olhos prateados dela, alguma ligação que os fizeram pensar iguais. E as portas se abriram.
Foi a chance de Artemis fugir de perto de si. Corada e muito sem graça, ele a viu andar com pressa pelo saguão.
E de novo havia feito aquilo!
Será que alguma vez faria algo certo?
~~~~**~~~~
Artemis esperou impaciente a chegada de um taxi.
Se ele aparecesse, teria de dar um jeito de desaparecer. O que ele pensara que estava fazendo ao parar tão perto de seu corpo?
E como ele tinha aquele corpo?
Havia algo muito errado.
Algo estava florescendo rápido demais!
Ou seria reaparecendo? Argh!
A deusa balançou a cabeça.
Estava claro que não era questão alguma de química, era apenas uma relação de... irmãos.
Sua mente já se planejava para contraria suas respostas, quando um carro amarelo parou a sua frente.
Sem pensar que abriu a porta e já se meteria dentro, caso seu nome não houvesse sido pronunciado quase em um grito por Apolo.
- Louvre — foi o que ela lhe respondeu, antes de deslizar pelo banco de couro e pedir, em Frances, para que o taxista fosse ao tal museu.
Só voltou a respirar quando estiveram longe o suficiente para Apolo não ter a chance de segui-la e relaxou no banco.
Afinal, o que estava ocorrendo?
Notas finais
Sinceramnete? Sou completamente apaixonada por esse cara SEU LINDO *---*
Ok, pareei, e beijinhoos e até a proxima!
Não esqueçam os rewis. ^^
Ah, AMO TODOS VOCES MUIIITOOO *---*
Fale com o autor