Uma Viagem Perfeita

42 Capítulo 39 - Palavras Finais?


Notas iniciais
Gente, desculpa por não vir comentar aqui, mas é que estou com a vista embaçada, logo, tá horrivel... Odeio terminar uma história *chora*

Depois de algum tempo calados, quando Artemis não mais chorava, que resolveram tomar banho. Apolo esperou pacientemente a deusa sair do banheiro, e só assim que estiveram os dois prontos que saíram, juntos para tomar café da manha.

Se o dia amanhecera feliz, agora o sol se escondia atrás de uma nuvem. E sob um conjunto de sombreiros, todos os deuses Olimpianos faziam seu desjejum. De mãos dadas, Apolo e Artemis chegaram. Ouve momentaneamente um silencio bizarro, mas Atena fez tudo aquilo se desmanchar em conversas. Puxando a cadeira para a deusa, Apolo assistiu Artemis sentar e, por fim, acomodou-se ao seu lado, sem deixar de ter a mão segura na dela. Só pela força que ela exercia em seus dedos, podia sentir o medo que a afetava ao ter os olhos azuis relâmpago de seu pai sobre si. Agindo com naturalidade, o deus sol dividiu o café da manha com Artemis, fazendo-a rir uma vez ou outra, e tentando de tudo para mantê-la sorrindo. Se Zeus quisesse agir, que agisse, mas que visse também o amor que existia entre os gêmeos.

E a hora que Apolo mais esperou chegou quando todos já haviam terminado e conversavam sobre vários assuntos.

- Preciso falar com vocês – a voz de Zeus calou todas as demais ao ser dita em um tom frio, direcionado intencionalmente para Apolo que, com um braço a volta de Artemis, brincava de acertar um dardo que por ali havia, sempre acertando no meio. A deusa da caça abaixou a cabeça e Apolo ergueu uma sobrancelha, como se estivesse entediado.

- Diga, pai – piscou, virando-se de lado a fim de ver o rosto cruel do deus dos deuses.

Devagar, dando seu clássico olhar malvado, Zeus passou os olhos de Apolo para Artemis.

- Vocês estão juntos?

Se o clima antes era pesado antes, nada se comparava a agora. Todos os deuses fitavam os gêmeos, curiosos e temerosos, a espera de uma resposta. Mas, antes que Apolo tivesse a chance de dizer, Artemis respirou fundo e encarou o pai, o prata no azul relâmpago que uma vez lhe dera conforto.

- Sim, Apolo e eu estamos juntos.

Interiormente, Apolo se sentiu o cara mais sortudo do mundo por ter uma mulher tão corajosa. Seguindo o fio de pensamento dela (ou não), ele segurou a mão da deusa e sorriu para seu pai.

- E vamos nos casar.

E foi ai que todos os deuses começaram a fofocar e a fazer seus inúteis comentários, contudo, o que se sobrepôs foi o de Artemis, que surpresa, olhava pasma o deus da música que sorria.

- Vamos o que?

Apolo deu de ombros, sorrindo.

- Nos casar, ou você acha mesmo que eu só estou querendo namorar você?

Era claro que Artemis estava petrificada pelo pedido súbito do deus e Apolo aproveitou-se disto para dar um selinho, esquecendo de todo o resto, na deusa e discretamente escorregar um anel que desde que chegara a aquele navio guardava dentro de sua bolsa na esperança de usá-lo.

Artemis encarou os olhos dourados do irmão, cheios de amor por ela, e não pode fazer outra coisa que bater nele, fazendo-o soltar um “Ai”.

- Seu idiota – e lhe deu outro beijo.

Todos riram do casal, assim como todos calaram quando Zeus, com cara de poucos amigos, falou:

- Eu proíbo vocês de casarem. – e encarou Artemis, deixando-a ver tudo aquilo que sabia. – Com a quebra de um voto de Estige, Artemis está determinadamente exilada do Olimpo.

- É O QUE? – gritou uma Atena muito surpresa.

E com a perplexidade da deusa da sabedoria, todos desencadearam nos mesmo.

Apolo olhou para Artemis e viu, apesar da posa de durona, seus olhos enchiam-se de água.

- Prefiro ser exilada, então – disse a deusa da caça, surpreendendo a todos. Os deuses sabiam bem como era Artemis: a deusa mais certa que Atena e mais séria que o próprio Zeus durante os conselhos. A que jamais faltava com sua promessa ou com seus deveres. Se havia alguém que jamais deveria ser expulso do Olimpo, sem duvida que esta era a deusa da caça. E momentaneamente, todos ficaram em choque ao ver a deusa mais linha dura entre olimpianos, se erguer e retirar do pescoço um colar prateado onde havia seu símbolo que significava não só o que esta exercia, mas também sua imortalidade. Cada deus tinha o seu, escondido “magicamente” em sua pele, e era a primeira vez que viam um retirar o seu colar de si próprio.

Zeus escondeu bem a surpresa e estendeu a mão.

Antes que Artemis pudesse deixar cair o objeto e perder para sempre sua vida de deusa, Apolo o pegou, sentindo-o extremamente gelado contra seus dedos quentes, e se recostou na cadeira, calmamente.

- Você não pode exila-la – falou Apolo, com o tom mais serio que todos já haviam visto.

Zeus ergueu uma sobrancelha, em sinal de “está duvidando de mim?”.

- Ela já está exilada.

Apolo sorriu de lado, de leve mexendo no pingente da vida de sua mulher.

- Uma vez, pai, você me disse que eu era igual a você, recorda? – o deus da música amargamente deu um sorriso – Pois é, me culpei por um tempo por ter me tornado um monstro. Por ter me tornado você. E, sabe, esses dois meses foram muito bons para que eu pudesse saber mais sobre mim. E se existe alguém muito diferente de você, esse alguém sou eu. E juro que agradeço a minha avó por isso. – Apolo encarou os olhos do pai – Mas, tenho que admitir, que em algumas coisas, sou igual a você. Como, por exemplo, passar a perna em alguém. Há algum tempo atrás, Afrodite havia me entregado uma carta endereçada a Artemis. Estávamos em Veneza ainda e fingi ter dado em mãos o pacote a Artemis. – deu de ombros ao olhar pasmo da deusa da caça. – Eu tive que fazer isto, Art. Eu sabia que Afro desconfiava de algo e precisava descobrir o que seria. Pela primeira vez, não me arrependi de ter pegado uma carta feita pela Afrodite. Então, logo após termos entrado no avião para Califórnia, assim que Artemis dormiu, eu fui abrir a carta. Claro, jamais entendi de primeira, ainda estava começando a descobrir o que sentia por Artemis, mas, depois de nosso pai ter-me feito terminar com Art, eu liguei os pontos. E tive dois meses para pensar em tudo. – sorriu – Eu sabia que provavelmente Afro me ajudaria a ter Artemis de volta, que era o que eu realmente desejei desde o primeiro pé que coloquei aqui neste navio, e assim que você descobrisse, bem... – como se fosse um mágico, Apolo retirou uma carta do punho de sua blusa. – Eu teria um Ás na manga. Eu jamais poderia dizer algo para Art, pois teria o perigo dela desabafar com Afro e Afro dizer algo para Ares e assim sucessivamente. E eu não queria perder outra vez Artemis. Dessa vez eu faria certo. – e colocou o “Ás” de Copas sobre a mesa, com um sorriso de pura satisfação para o pai.

Zeus pigarreou.

- Mas, ainda assim, ela continua exilada.

Com um mega sorriso, Apolo bateu a mão sobre a mesa, acima da carta, apontando para o pai.

- E era essa a frase que eu esperava – piscou – Pensamos iguais, pai. Então, sabendo que você escutaria tudo isso e não associaria, vou abrir os demais naipes para você. – Puxando uma carta com uma dama de Copas do baralho que colocou sobre a mesa, escorregou-a até o meio da mesa – E ela foi o começo. A rainha do amor que poderia mexer com todas as demais cartas.

Afrodite sorriu.

- Sou eu.

Apolo anuiu, piscando.

- Exato. – colocou o dedo sobre a carta – Era ela o naipe mais importante para que eu ganhasse a jogada. Afrodite me dera a primeira dica sem nem saber que me ajudaria. Dois dias depois que havia deixado Artemis, eu reli a carta e finalmente havia encontrado o que eu precisava para ter a segunda carta – Apolo escorregou a Rainha de Espadas para frente – A Rainha da Caça, Artemis. Eu tinha total ideia de que seria difícil depois do que eu havia feito à Rainha, mas eu precisava mudar. E para isso, eu precisava de mais uma carta – jogou sobre elas, a Rainha de Ouros – A Rainha da Sabedoria, Atena. Era claro que ela já havia compreendido muito mais do que os demais e fora ela quem, indiretamente, conversando com Artemis, a trouxe de volta para mim. E eu meu jogo estava quase completo. Mas, antes que eu o termine, vamos aos detalhes. – colocando as três cartas ao canto, Apolo puxou duas. O Rei de Paus e o Rei de Espadas. — É bem claro saber quem é quem. Então, vamos lá. Assim que eu voltei para a nossa família, eu andei prestando mais atenção em você, pai. Devagar, eu fui permitindo que você descobrisse sobre mim e Artemis. Claro, eu tomei cuidado de não deixá-la saber disso, uma vez que eu a deixaria um alvo fácil para o Rei de Paus manipular. E eu estava cansado disto. Pensando assim que eu a protegi de você dia e noite. E a cada vez que você comia mais um pedacinho de pão que eu ia deixando no caminho, mais eu fechei o circulo protetor envolta dela. E, enfim, eu resolvi terminar com esse jogo, porque eu odeio mentir para Art. Sendo assim... – pegou as demais três cartas e mais uma, da qual deixou de cabeça para baixo. Lado a lado, colocou o Rei de Paus, a Rainha de Ouros de um lado e Rainha de Espadas do outro. Um pouco abaixo, colocou a Rainha de Copas, grudada na de Ouros. – Zeus e suas duas filhas favoritas. Mas, como eu sempre soube, Atena era a mais influente e nada melhor do que Afrodite, que aos poucos, ia dizendo a ela o que dizer ao nosso pai. Sem perceber, Atena havia traçado o perfil de duvida em Zeus e, obvio, ele ia tentar desvendar os mistérios existentes nos naipes. Como eu esperava, Afrodite teria que conversar sobre Orion com Atena e aproveitei disto quando sai com Afrodite e, vendo-a bêbada, contei só que queria matar Orion. Não que eu tenha desistido de trucidar a alma daquele caçador, mas eu precisava disto. Afrodite, depois de duas garrafas de Absinto, soltou tudo com Atena. E, ai entrava a ira do poderoso Zeus. Este, vendo a intimidade entre as irmãs, ameaçou Atena, como Poseidon não deve saber – Apolo jogou a Rainha de Ouros escrito uma palavra em grego. Poseidon olhou perplexo para Apolo que deu de ombros. – Sim, Atena está grávida de você, tio. Ah, a propósito, parabéns. Mas, Zeus teria de tirar a informação de Atena, certo? – sorriu – E ameaçando que tiraria dos braços da mãe o filho do irmão, Atena não pode fazer outra coisa se não contar. Historia vai, história vem, Zeus ameaçou mais um, Hades cedeu e Orion foi interrogado. Aceitar um voto quebrado? Jamais! E quando soube que esta... – apontou para a Rainha de Espadas – Havia feito algo imperdoável aos padrões ridículos dos olimpianos, ainda mais sendo sua segunda filha predileta, o próximo passo que ele daria seria o de exilar Artemis. E aqui... – puxou a carta da manga – Vêm o As de Copas. Acho que todos sempre souberam que eu tinha uma queda por Artemis, ainda que eu demorasse a perceber isso. E é claro que eu faria tudo agora que o jogo estava em minhas mãos e tudo dependeria de como Artemis fosse me tratar. – Apolo sorriu para a deusa que roubou seu coração – E, por fim, ela me perdoou. Zeus, sabendo disso, tinha de intervir imediatamente. Mas, outra vez, eu estava um passo a frente. E, com a ajuda da deusa principal, eu ganho o jogo.

Apolo colocou os braços atrás da cabeça, orgulhoso.

- Tá, mas, e ai? – incentivou Afrodite – Só isso?

Outra vez, Apolo piscou.

- Claro que não, Rainha de Copas... Eu precisava que você, falasse para Artemis sobre Zeus, nosso Rei de Paus, que ele havia descoberto, uma vez que Atena, nossa Rainha de Ouros, tinha desabafado com você por causa do medo que sentia do pai fazer algo ao herdeiro de Poseidon, seu Rei de Ouros, e da culpa que sentia por ter traído a confiança da Rainha de Espadas. Quando Afro veio avisar mais cedo, eu já estava preparado para isto. – o deus tamborilou os dedos sobre a carta virada para baixo – Antes de eu ter encontrado Artemis na Loja de CDs, eu havia saído da cabine dessa deusa. Eu havia implorado, e por fim, ela resolvera me ajudar. Mas, claro, eu teria de dar o primeiro passo. Ela me avisou que poderia demorar até o final da viagem, mas, o medo havia me domado, e perder Artemis era a ultima coisa que eu queria do mundo. Com a certeza de que teria a benção dessa deusa, eu fui atrás da minha garota, Art. – Apolo apertou entre os dedos o colar da deusa da caça – Vamos pular uma parte e finalmente chegamos ao dia de hoje. Vamos ver... Era obvio que Zeus iria querer exilar Artemis hoje, uma vez que me viu chegar com ela, então, eu fiz a penúltima peça do jogo – o deus da música desceu o Rei de Espadas ao lado da Rainha de Espadas. – Pedi Artemis em casamento. E, a ultima deusa, que já havia me abençoado e aceito isso era... – Apolo virou a carta e todos ficaram pasmos – A Rainha de Paus.

Demorou um segundo para Zeus compreender e olhar para Hera. Esta tinha um sorriso feliz e estava indiferente a raiva do marido.

- Você os abençoou, Hera?

A deusa dos casamentos revirou os olhos.

- Seria hipocrisia eu dizer não a eles uma vez que eu e você somos irmãos, sem contar que o amor deles é muito mais forte e real que o nosso, diga-se de passagem – ela sorriu – E Apolo se mostrou muito forte ao fazer e passar em todos os testes para saber se aceitava ou não. Você tem alguém que realmente te ama, Artemis.

Tentando considerar tudo o que foi dito por Apolo, que Artemis se sentou ao lado dele e segurou a cabeça entre as mãos.

- Mas, isso também não deixa de anular o exílio, Apolo – falou amargamente Zeus.

Apolo sorriu e segurou entre os dedos a ultima carta: Rei de Espadas.

- Pai, sabe por que você nunca vai pode retirar o Rei do jogo? Pelo simples motivo de ele ser um dos mais importantes – jogou a carta, deixando-a escorregar até a frente de Zeus – E eu, pai, sou um Rei. Você não pode me mandar embora, porque todos vocês precisam de mim. Eu sou a fonte de luz que rege a terra e toda a humanidade que os mantém aqui, intactos. E não era a toa que Hélio era muito respeitado, tanto que na troca de deuses para ser o sol, eu fui o único que sobreviveu. Não há como selecionar outro para o meu lugar, porque se não isto já teria ocorrido. E não há como me exilar, porque se não todos morrem. E... – jogou a Rainha de Espadas para o lado do Rei de Espadas – Como Artemis é minha noiva oficialmente e irá se casar em breve comigo, assim como a lei mais antiga de todas que impede a separação dos deuses após se casarem, assim como ela é a minha guia, pois sem a lua, a Terra fica desequilibrada; eu afirmo, após muito procurar vários modos de como você impedir e ver que não existe como, Artemis não poderá ser exilada já que será minha esposa. – e então Apolo sorriu, entregando de volta o colar da deusa.

Todos pareciam surpresos com a defesa que Apolo fizera e foram longos minutos, antes de Zeus suspirar e olhar para o deus da música.

- E o voto do Estige?

Apolo deu de ombros.

- Quebrado antes mesmo de feito.

- Acho que vai ser o jeito aceitar.

E, ali, se encarando, um sorrindo e outro furioso, com o clima tenso que Afrodite deu um tapa na cabeça de Apolo, fazendo-o olhá-la, confuso com a agressão.

- Afro!

A deusa Barbie revirou os olhos e o empurrou da cadeira, ordenando-o que ficasse de pé.

- Poderia, por favor, fazer um pedido de casamento mais decente. Eu sei que você conseguiu enganar a todos só para ter essa mulher incrível pela qual eu fiz você amar, mas dá pra ser romântico?

Rindo, um pouco nervoso, depois de todo o estresse que teve de aturar sozinho, Apolo viu que poderia, sim, ser romântico por aquela mulher. Puxando-a pela mão, de forma que ela ficasse de pé, Apolo retirou o anel (levando todos a risada, inclusive a própria Artemis que sorria, impressionada com ele) e a puxou até o centro do convés, onde banhistas e famílias juntavam-se para tomarem o café da manhã, para pegar as mãos delicadas da deusa e sorrir para todos os que fitavam.

- Senhoras, senhores, senhorita, peço sua atenção, por favor – pediu ele em alto bom som, fazendo os passageiros virarem-se para olhar. Com tanta atenção, Artemis corou. E mesmo assim, Apolo continuou, apertando de leve os dedos femininos entre os seus. – Esta mulher aqui, na minha frente, é a mulher mais difícil de conseguir no mundo. – Artemis riu – Meses e mais meses, depois de anos, eu finalmente consegui perceber que esta é a mulher da minha vida. Ela não é perfeita. Adora me dar murros. Briga comigo. Chama-me de meu docinho. – riram – Mentira, mentira, o máximo que ela me chama é de “maravilhoso”. – ele sorriu ao vê-la revirar os olhos. – Ela é complexa demais, mas eu adoro ter sempre um quebra-cabeça para desvendar. E, acima de tudo, eu a amo mais do que qualquer outra pessoa pode amar. Eu passaria todo o sufoco para estar outra vez aqui, fazendo o que vou fazer agora. E, com todos vocês como testemunhas... – soltando uma mão da dela, Apolo ajoelhou-se, a segurar entre os dedos a aliança – Eu, Jensen, peço, perante todos aqui presentes, Claire, quer casar comigo?

Prata se encontrou no azul claro e em meio a toda aquela verberação de “SIM”s , Artemis sorriu e acenou com a cabeça, sem acreditar que tudo aquilo real, como sempre sonhara ser pedida em casamento a “La Humanos”.

- Sim – ela falou alto e, então, o anel escorregou pelo dedo da deusa. Mal houve tempo de contemplação da peça de ouro com um diamante em forma de lua, quando um beijo foi colado com avidez em sua boca. Ali, nos braços do homem que amava, que iria se casar, soube que tudo seria possível. Foi um show de palmas, pessoas tirando foto, Afrodite chorando enquanto dizia “Eles são tão lindos” para Ares que tiveram de separar logo que Hermes jogou água neles.

Apolo sorriu daquilo e a abraçou, escutando-a rir.

E para ele, nada poderia estar melhor. Depois de meses, finalmente, a paz. Suspirou, fechando os olhos e colando os lábios ao ouvido da deusa.

- Desculpe-me por não ter te contado nada – sussurrou, a acarinhar o cabelo dela – Eu queria te proteger e fiz o máximo que pude para isso. E, me perdoe por ter usado Orion.

Ele sentiu o abraço a sua volta apertar e um beijo se colado em sua nuca.

- Eu te perdoo, mas nunca mais faça.

- Nunca, nunca.

Artemis suspirou, acomodando-se ao calor, quando recordou algo.

- Mais cedo, quando eu soube sobre... – ela o deixou compreender o nome – Por que você estava chorando?

Afastando-se um pouco, Apolo segurou entre as mãos o rosto da deusa, a fitar aquelas orbes que o fez mudar por completo e de todas as formas inimagináveis.

Ele sorriu.

- Eu estava com medo de que quando eu tivesse de falar toda a história, você resolve-se que eu havia te usado – suspirou – Quando eu falo que tenho medo de te perder, Artemis, eu falo sério.

Surpresa com a declaração, ela sorriu, de leve a contornar a face dele com os dedos, amorosa.

- Você é muito bobo por pensar que eu jamais te perdoaria, Apolo. Eu te amo.

E, erguendo-se na ponta do pé, beijou outra vez... Seu futuro marido.

Notas finais
E lá se vai o ultimo capítulo... Pois é... Ok, ok, vou deixar os créditos para o Epílogo *--* Só sei que já estou sentindo saudades de vocês =s