Uma Viagem Perfeita
13 Capítulo 12 - Que Venha Veneza.
Notas iniciais
RECADINHO RÁPIDO:
Antes de deixar vocês lerem, posso pedir uma pequeeeeena coisinha? *sorrindo* Como muitos aqui devem gostar de Apolo&Artemis, please, poderiam dar uma olhadinha na minha One *------*
Bem, o nome dela é "A Bela e a Fera".
Link: http://www.fanfiction.com.br/historia/167271/A_Bela_E_A_Fera.
Deem uma olhadinha. Vou ficar feliz.
Agora chega de comercial e vamos voltar para a fick.
Com vocês....
Apolo não acreditava no que via até George sentar na poltrona, ao lado da sua. Sorria muito e inclusive deu-lhe alguns tapinhas no ombro apos terminar de acomodar-se.
- Claire pediu que eu sentasse aqui, dizendo ela para "podermos nos conhecer melhor" — o granfino piscou — Então acho que teremos uma longa viagem pela frente.
- Sem dúvida — concordou Apolo, escondendo todo e qualquer tédio de sua voz. Talvez, Artemis estivesse de fato gostando dele e esperava sua aceitação. Ou talvez só estivesse de sarro com sua cara. Por via das duvidas, mostrou-se amigável com o humano. — Ei, me conte, já foi pra faculdade — O deus sabia ser uma pergunta tosca e totalmente clichê, mas aquele havia sido o seu melhor.
Provavelmente acostumado com esse tipo de questionamento, George nem vacilou, mostrando-se muito humilde.
- Já passei a algum tempo. Fiz direito e Relações internacionais. Mas, já se passou muitos anos.
- Faculdade é um ótimo lugar — suspirou, fingindo recordar-se de alguma aventura, o que de um ponto era verdade. Sim, já havia feitas muitas bagunça. Só que não era um aluno. — Quando fiz, fui para Yale. Era de lá também?
George negou com um aceno de cabeça.
- Era de Harvard. Grande rival de Yale.
Apolo quase riu da ironia, que ao acaso, apareceu em sua mente.
- Então quer dizer que eu sou seu arquiinimigo?
- Um dos maiores, Jensen. — bateu sua mão em seu peito. — Vou dizer-lhe, podemos ser os maiores concorrentes, mas as garotas mais bonitas estavam em Yale, sem dúvida. As festas daquela faculdade.
Apolo, agora, riu. Por incrível que pareça, ele estava certo.
- Prefiro nem mesmo dizer meu histórico por ali. Melhor deixar escondido.
George deu uma risada clássica e olhou para onde Artemis lia um livro, inconsciente dele a fitando.
- Eu gosto mesmo de sua irmã — então se voltou para encarar Apolo com uma seriedade desconcertante. — Eu realmente invisto nela. Seu jeito descontraído, seu sorriso e... Devo estar parecendo um idiota apaixonado ao falar isso para você.
- Relaxa, eu sei que ela gosta de você — falou falsamente animado, mas algo fisgando seu peito que não compreendeu. Uma tristeza abatendo-lhe. — E pode se dizer que ela não poderia estar mais feliz quando chegou ao hotel aquele dia no Louvre.
George suspira.
- Cara, ela é perfeita. Diga-me, ela é uma deusa? Por que, cara, só pode ser! Linda e inteligente. Alem de um beijo devastador.
Todos os músculos de Apolo congelaram ao escutar a ultima parte, pasmo, infeliz e com uma dor aguda dentro de seu coração. A vontade ridícula de beber para chorar, como fazia às vezes, possuindo-o com força. E teve que segurar com mãos de ferro estes sentimentos. O deus estava completamente sem ação. Algo interiormente destroçando. O que era isso? O que estava acontecendo com ele? Dessa vez, não achou a resposta certa, nem mesmo um consolo dentre o furacão de entorpecimento que o acolhia em sua manta.
- Ela... Ela te beijou? — perguntou, perplexo, mas por fora com um sorriso. Ele poderia de verdade dizer que conseguia ocultar emoções.
George riu, balançando a cabeça, como se nem mesmo acreditasse que havia contado aquilo para o irmão da garota.
- Hoje, mais cedo — sua voz soava como se fosse um segredo. — Assim que fui deixá-la no hotel.
Se ficasse um minuto a mais ali, socaria George ou então... Nem sabia como reagiria. Estava total e completamente por fora de suas próprias ações. Fazia coisas fora de seu ramo. Mas de uma coisa estava certo: precisava descobrir por que doía seu peito. E a melhor forma seria sozinho.
Forçando-se a mais uma encenação, ficou de pé e deu um soco sem força em seu ombro.
- Por que não me disse antes? Era só falar isso que eu trazia Claire para cá! Já volto.
Sem tempo de resposta, caminhou cem por cento estável até a poltrona de sua irmã. E uma mão feminina tocou seu ombro. Quente como era, nunca seria de Artemis.
- Senhor, volte ao seu lugar, por favor — pediu a aeromoça loira, de bonitos olhos azuis escuros e de corpo curvilíneo, além de alta. Uma modelo em potencial, sem dúvida. Ela, como ele observou, desconcertou-se por um segundo por sua inspeção detalhada. Sem perder a pose, Apolo sorriu e piscou.
- Dê-me apenas um segundinho, anjo, e estarei voltando — a voz sedutora e macia — Só preciso falar algo rápido para minha irmã. Certo?
Artemis, que assistia um pouco imparcial (por fora) aquela cena, assentiu com um sorriso.
- Seremos rápidos, prometo.
Com um "Um minuto", a aeromoça sumiu pelas cortinas azuis divisoras dos setores. E Apolo seguiu todo o caminho que a moça percorreu, por um segundo a dor substituída por uma luxuria fora de contexto. Mas, só de olhar aquelas orbes prateadas, tudo caiu como uma cachoeira em sua cabeça, forte e avassalador.
- Troca de lugar comigo — não fora um pedido, e sim uma ordem que veio sem piedade do deus. Uma película de frieza impregnada em cada palavra dita. Artemis piscou, surpresa pelo tom rude.
- Apolo, que foi que...
Ele a interrompeu com um movimento de mãos e sorriu sarcástico.
- Troca, agora.
Muito perplexa, mas ciente de que algo esteve errado, Artemis resolveu aceitar o que ele "pediu". Juntou suas coisas e passou rente ao corpo musculoso que se retraiu para não tocá-la. O deus desviou o olhar do dela, quando tentou conectá-los, e pela primeira vez, ela sentiu algo. Como se houvesse o... Perdido. Não, jamais perderia Apolo, era impossível disto ocorrer. Era seu irmão!
Sem dizer mais nada, acomodou-se ao lado de George. Este, familiarizado, deu-lhe um beijo suave.
- Seu irmão é divertido, temos muito em comum — falou animadamente para a deusa, assim que a teve ao seu lado. — Aprontou tanto quanto eu.
Artemis sorriu e devolveu-lhe o aperto suave contra seus dedos.
- Ele é legal — e então deixou seus olhos caírem no deus, a algumas cadeiras atrás da deles, do outro lado do avião.
A tal aeromoça, a loira que havia o repreendido, ria de algo que o deus dizia. Estava obvio que paquerava a garota. Quando este piscou e disse algo em seu ouvido, seguido de um beijo em sua nuca, Artemis quis afastar a interesseira de perto de seu irmão.
Mas ele não queria ser salvo, não mesmo.
Seu peito doeu ao vê-lo dando um selinho na garota que olhou para os lados, a procura de alguém que tivessem visto o que fizeram, mas todos pareciam muito mais interessados em dormir ou fazer qualquer outra coisa em vez de fitá-los. E pelos lábios dele, pode ler "Adoro infringir regras" que fez a garota sorrir.
A dor fora tanta, que Artemis escondeu o rosto no pescoço de um George surpreso pela sua ação, e segurou-se para não... Chorar. Ela queria chorar? Ah, sim, e como queria! Já podia até sentir as traidoras lágrimas desejando escorregar pelo seu rosto.
- Ei, que foi querida? — perguntou George, a passar os dedos com suavidade dentre seus cabelos, acarinhando-a e a consolando.
A gota fria que desceu pelo seu queixo fora o suficiente para encolher-se contra o homem que a abraçava amavelmente e segurar seu coração com a mão. Doía e ela odiava isto.
- Só quero dormir — foi o que disse, em voz baixa e estável. E sem mais perguntas, ele a embalou, quando em realidade, desejava que aquele cara, seu irmão, que estivesse em seu lugar.
Notas finais
Ok, chega de drama. Então, o que acharam? Cuidado Artemis, Apolo pode ir parar em outra praia (sou má) MUUUAAAHHH =)
Beijinhos e deixem rewis, please, please, please *--*
Podem até brigar comigo.
E claro, a campanha "FAÇA UMA PESSOA FELIZ, RECOMENDE A HISTÓRIA" ainda está de pé, sussa?
=*
AMO MUIIIIIITO VOCES, PERFEITOS *-------------*
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