Uma Viagem Perfeita

1 Capítulo 1 - A proposta


Notas iniciais
Oláaaa, HONEYSSS MISTURADOS COM CARAMELOS E ENVOLTOS EM CHOCOLATE *---*Como estãaaoo? Pois é, voltei com uma fick nova que espero que agradem a vocês. Comecei a escrever do nada já que a ideia não me permitia dormir. Então... Aqui vai.Voalá, let's go to the first caption.

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Era um calmo dia de Setembro. O sol brilhava ao alto, as nuvens brancas e semi-transparente que insistiam em empalidar (n/a: Como a Maeve diz "quem se importa se o world não reconhece essa palavra?" ) um pouco o esplendor daquela esfera de fogo.

Como sempre, os humanos seguiam com suas vidas, tranqüilos e sem qualquer acontecimento anormal. Tudo calmo, como de se esperar.

Apolo sorriu enquanto olhava para baixo. Para os humanos. Causavam-lhe certo fascínio assisti-los.

Era....divertido ver como aproveitavam sua pacata e curta vida. Se divertindo, curtindo e tudo mais. Apesar de ser um deus, as vezes batia a vontade de ir morar por lá.

- Algo de legal lá embaixo? — questionou aquela voz conhecida de sua irmã, Afrodite. Sempre divertida também. Ele sorriu, se virando para ver a deusa do amor quase pulando de alegria.

Ah, não, conhecia aquele sorriso.

Apolo suspirou.

- O que você quer? — indagou, sem perder o tom alegre em sua voz. lá ia outra vez entrar em um dos planos de Afrodite para juntar algum casal do Olimpo. Incrível como ela sempre pedia sua ajuda.

Da ultima vez, quase se ferraram ao unir Atena e Poseidon, que, caramba, fora o mais difícil. Aqueles dois mais brigavam do que tudo. Chegava até ser estranho vê-los juntos. Mas com tudo nos acostumados, certo?

Para Apolo, tudo era questão de tempo para poder tudo sair do jeito que pensava.

Alem do mais, amor era algo inalcançável para o deus mais pegador do Olimpo, o que ele agradecia muito. Não queria se ver fraco como Hades as vezes era por causa de um Perséfone, ou como Poseidon fazia tudo por Atena. Sua vida era boa como estava e, em sua concepção, mulher só dão trabalhos desnecessários.

Afrodite sorriu muito, mostrando os dentes alinhados e brancos.

- Eu quero sua ajuda para juntar sua irmã com alguém.

Por isso, Apolo não esperava. E então riu.

- Artemis? A deusa casta? Minha gêmea?

A deusa apoiou as mãos delicadas em sua cintura e revirou os olhos, de fato com cara de chateada pela cara de deboche por parte do deus.

- E tem alguma outra deusa com esse nome? — rebateu Afrodite, com uma voz mais estridente.Outra vez mais, Apolo deu uma risada, colocando as mãos no bolsos.

Não que ele achasse estranho uma idéia assim vinda de Afrodite. Mas, por deuses, era usa irmã mais nova e tão correta que chegava a dar agonia. Nem pareciam que vinham da mesma mãe ou que eram gêmeos.

Apolo pode ver a ameaça silenciosa nos olhos claros da deusa do amor. Rápido, parou de rir. Podia ser meio levado, mas não se metia com o amor em pessoa. Obrigada, mas ele não desejava sua vida se tornar de cabeça para baixo por uma garota. Argh.

Ele parou de sorrir.

- Como faremos, Afro?

Sem avisar, a deusa o abraçou com força, dando risadinhas de felicidade que o fizeram ver que fez a escolha certa. Se havia algo que Apolo adorava, era poder ajudar alguém. O simples "obrigada" de alguém por coisas tão pequeninas o deixavam ainda mais feliz.

- Sabia que podia contar com você, Apolo. — ela o soltou e arrumou o cabelo de leve — Cherry, temos muiiiiiito o que fazer.

Apolo soltou uma gargalhada, se divertindo. Parecia que mais uma vez teria uma aventura a guardar.

~~~~**~~~~


Faltavam poucos mais de meia hora para a meia noite, quando Apolo apareceu em sua casa. Estava como sempre: calça jeans, gola pólo listrada e tênis. E o mesmo corpo de garoto de dezoito anos que apronta todos os dias.

E Artemis já sabia que daria em algo errado antes mesmo dele sorrir para ela.

- Ei, mana mais nova — disse ele com passos largos pelo tapete, diminuindo o espaço para estar ao seu lado.

- Primeiro, não me chame de mana — falava enquanto recolhia os papeis que tinham o estado de sua caçada que ao acaso estavam todos bons demais até para ser real — Segundo, somos gêmeos. Logo, temos a mesma idade e terceiro, o que você quer?

Ela cruzou os braços ao virar para fitá-lo.

Apolo estava totalmente a vontade em sua tenda, mexendo em algumas pastas sobre uma das mesas que haviam no local com certa curiosidade. Isso, foi segundos antes daqueles olhos azuis se passarem lentamente pelos sofá um pouco modernos em um tom branco-pérola que refletia com suavidade a luz fraca que vinha da luz sobre sua escrivaninha, pelas peles de animais que compunham o chão em algumas partes como tapetes e o arco que descansava em uma das poltronas na lateral esquerda da cama de casal com lençóis prateados com fios de prata em algumas parte que eram visíveis pela pequena fresta de brilho da lua saída da fresta que daria ao centro do acampamento.

Um pouco fria, a brisa folheou um pequeno livro sobre sua mesinha, que o tirou do transe permanente que havia ficado ao analisar o cômodo e o fez olhar para a irmã.

Ele notou como ela estava parecida com uma garotinha de dez anos. Pequena e com aquele rosto fechado em uma cara malvada. Apenas sua irmã. Seria uma luta encontrar alguém para ela, ele via ao fitá-la. Ela era tão... normal. Bonita sim, ele não era tão tosco a ponto de não seus traços delicados, mas era uma beleza igual a de todas as deusas. Não lhe chamava a atenção e se perguntava se chamaria a de alguém.

Ele suspirou.

Como Afrodite podia meter ele nessa enrascada?

Por que, sinceramente, arrumar um homem para sua irmã era a ultima coisa que queria fazer. Com certeza os irmãos humanos não tinham de gastar tempo procurando um bom partido para suas irmãs, correto? Por que ele teria que fazer isso?

Ah, Afrodite maldita.

Alem do que, Ártemis jamais arrumaria alguém com essa cara de criança.

Vamos ao trabalho.

- Eu só queria pedir uma coisa para você — sorriu para a deusa já a estender um retângulo para que a mesma olhasse — Como irmãos, eu queria que você aceitasse isso.

De fato, Artemis parecia perdida, mas apanhou das mãos dele a embalagem demorando-se em seus olhos azuis, sem nada a pronunciar, para depois deixar seu olhar cair sobre o objeto entre seus dedos. Eram quatro passagens de avião. Notou ela, ser uma para Paris, outra para Veneza e a uma mais para Califórnia, nos Estados Unidos, com uma ultima de volta.

- Tá de brincadeira comigo? — a sua voz soava ameaçadora — Só pode estar zombando, Apolo.

Ele deu de ombros, a rodar o globo de vidro jazido em uma estante, de costas a ela, mas quase pode ver um sorriso nos lábios dele. Anos de convivência fazem com que as pessoas já soubessem os atos das outras mesmo não estando vendo-as, isso era um fato.

- Eu pensei "faz tempo que minha irmã não se dá folgas, então... — o deus rodou nos calcanhares — Que tal viajarmos? Afinal, tudo esta indo de bem a melhor. Sem nenhuma preocupação." Ai — ele jogou as mãos para cima como em um sinal de "uow" — Eu vi esses três lugares. Peguei e comprei. Simples assim.

Artemis o fitava com descrença.

- E vai me dizer que isso daqui não tem nada a ver com alguma loucura de Afrodite, Apolo.

Para a surpresa dela, ele sorriu e negou.

- Claro que não, mana. Você não acha, só por um segundo, que se fosse algo de Afrodite seria muito pior o modo como você descobriria? Provavelmente envolveria algo com você presa com um cara em uma casa por semana seguindo um roteiro ou então você ser transportada para a casa de algum cara onde se apaixonaria — o seu tom casual fez ela tremer.

Sim, Afrodite era capaz disso.

Por boatos, disseram que Atena e Poseidon haviam sido presos juntos, literalmente durante dois dias, e o resto da tortura ninguém sabe.

Apolo continuou, curiando os livros

- Alem do mais, eu não sou muito fã de fazer isso com os outros. Ok, talvez eu me divirta, mas você é minha irmã e eu jamais faria algo de ruim a você.

Artemis só se deu ao trabalho de erguer uma sobrancelha e devolver o retângulo para ele.

- Ok, Apolo, obrigada pela oferta de ferias em família, mas estou ocupada, então, se me der licença, tenho mais o que fazer, sem contar que você é um... homem — a ultima palavra foi dita com nojo que o fez notar que seria pior ainda a idéia de Afrodite — É meu irmão, mas não deixa de ser um homem.

Apolo sabia que de nada adiantaria forçá-la, conhecia-a o suficiente para descobrir quando algo não daria certo.

Droga.

Suspirou, no entanto, sorriu juntamente.

- Se mudar de idéia — balançou as passagens de leve — Estarei esperando.

Afrodite pagaria por isso, Apolo prometia a si mesmo, ganhando chão para a porta da tenda, vendo que teria de arrumar outra forma de fazer sua irmã conhecer mais pessoas e sair dessa bolha "anti-homens" a sua volta que havia imposto, quando ela o chamou.

- Sim, mana?

Ela pareceu se contar para não brigar por causa do mana.

- Me responda só uma coisinha. Isso — seu dedo apontou para as passagens — Está marcado para que dia?

Ah, sim, agora eles falavam do que ele queria. Uma esperança nasceu no peito dele.

- Para amanha, as seis da tarde. Assim que eu puder sair do meu turno do trabalho."

Hum" foi a resposta dela.

- Como disse, se mudar de idéia — Apolo sorriu, com um gosto de vitoria em sua boca, estava conseguindo fazer a parte mais difícil, e descansou o retângulo em cima do sofá do qual teve de voltar alguns passos — Vou deixar com você. Se não quiser, sem problemas. — piscou — Boa Noite, Mana.

~~~~**~~~~

Ártemis o viu se desmanchar em uma nevoa que tinha cheiro de dia ensolarado, algo bem obvio e que a fez ficar pensando enquanto fitava as passagens contra uma de suas almofadas.

Talvez isso não tivesse nada a ver com Afrodite de fato.

Apolo nunca havia lhe feito mal, alem dos abraços e dos beijos usuais em sua bochecha que a faziam querer matá-lo e fazia-o rir de suas tentativas de batê-lo. Eram bons irmãos.

Fez uma careta.

Ok, apelar para bons irmãos era demais. Quem sabe "irmãos medianos"? Sim, ficaria bem melhor. Pois de todas as formas, Artemis odiava quando ele a tocava. Era... ruim. Afinal, era uma deusa casta que negava os homens.

Todos, sem exceção.

A não ser Apolo, se corrigiu mentalmente lembrando-se que conversava com ele, mas que se mantinha a uma boa distancia.

Ele podia ser seu irmão, mas invadir seu espaço, jamais o faria.

- Seu idiota — disse para o nada, apanhando aquela passagens e jogando-as em uma das gavetas de sua escrivaninha, de forma que ficassem escondida entre os demais objetos guardados ali.

Assustou-se com o suave assobio de surpresa de Thalia e fechou com força a gaveta, com um estalo alto.

Afinal, estava nervosa?

A deusa encarou a garota de olhos muito azuis

- Sim, tenente?

A filha de Zeus sorriu e arrumou de leve a aljava em suas costas.

Ao acaso, ela estava com vergonha de algo? Não era de seu feitio ficar insegura e aquilo lhe preocupou.

- Senhora Artemis, posso conversar com você?

A deusa não pensou duas vezes ao pedir que a garota se sentasse em uma das cadeiras de frota a mesa de mogno em que se encontrava. Assim que esteve acomodada, pousou suas mãos sob um livro que vinha lendo e encarou profundamente, como sempre fazia.

- É sobre a senhora.

Artemis franziu o cenho muito suavemente, sua forma infantil mal mostrando alguma marca de expressão, só a surpresa em seus olhos dizia o quanto estava pasma por ser o assunto principal.

- Sobre mim, tenente?

Thalia assentiu muito levemente.

- Não sou muito boa com as palavras, senhora, mas acho que... — engoliu a seco — Que deveria aceitar a oferta de Apolo.

Artemis não sabia se ficava com raiva pela garota ter escutado sua conversa ou se ficava impressionada pelo apoio que seu irmão teve agora por parte da tenente.

E por falta de opção, neutralizou suas emoções.Thalia continuou pesando bem as palavras.

- Acho que a senhora deveria descansar um pouco. A nossa caçada por agora está tranqüila, ambas sabemos e creio que já sou grandinha o suficiente para ficar sozinha em casa.

- Por que achar isso? — o tom foi suave, calmo e fez a tenente relaxar consideravelmente.

Claro que a filha de Zeus tinha medo dela, pois desejando ou não continuava a ser uma deusa. Mas, então, Thalia sorriu, sua segurança restabelecida.

- Por que ficamos essa temporada toda atrás de monstros, batemos o nosso recorde e tudo está sob controle. Tudo isso junto a promessas de relaxar com a família deixará a senhora pronta para a próxima temporada. — ao final, a garota deu de ombros, como se tudo fosse muito simples. — Eu posso tomar conta das coisas enquanto estiver fora, mandarei relatórios se assim desejar e não iremos caçar até a senhora chegar. É uma ótima escolha em minha opinião, senhora.

Artemis tinha de admitir junto com sua tenente que era uma oferta tentadora. Ter paz por poucos dias já era o suficiente para ela aceitar algo. E com certeza, estar com Afrodite e Atena seria o máximo, uma vez que elas também iriam provavelmente. Como Apolo mesmo havia dito "Vamos como irmãos" e "Programa em família" se referia a todos, certo? Ter todos em um mesmo lugar seria bom. Haveria com quem conversar e não correria ao risco de ficar perto de homens. Argh. Seria um ótimo programa de garotas.

A deusa balançou a cabeça de leve, sintonizando-se, e sorriu calmamente.

- Vou avaliar e lhe direi a resposta amanha.

Com um aceno positivo, Thalia levantou-se sorrindo.

- Boa noite, senhora Artemis. Licença.

- Boa noite, tenente.

Desviou o olhar para a gaveta, sabendo que Thalia se afastava quase imperceptivelmente e, por um segundo, teve a voraz vontade de colocar fogo naqueles papeis que diziam "Descida: Paris". Só não o fez por causa das palavras "Família" que lhe trouxeram a margem de seus pensamentos.

Agindo por uma segunda ação, encarou as costas da filha de Zeus.

- Thalia

A garota virou-se para a deusa com graciosidade, as mãos em sua blusa de frio preta que continha um "I hate Christimas" escrito em vermelho em seu peito e a fina fita prateada ente seus cabelos que mostravam seu posto.

Artemis sorriu para ela.

- Tome conta do acampamento, irei amanha. Devo sair mais cedo. Todos os dias, mande-me os relatórios, precisarei sempre estar informada no caso de algo ocorrer e eu precisar vir.

Thalia retribuiu o sorriso ao ouvir tais palavras.

- Não lhe decepcionarei, senhora.

- Sei que não vai — Artemis nunca havia confiado em alguém tanto quanto confiava naquela garota — Agora, vá dormir, terá muito o que fazer amanhã.

A filha de Zeus assentiu, dando dois passos antes de voltar e lhe dedicar um olhar feliz.

- Se divirta, senhora — e com isso foi embora a passadas rápidas para fora da tenda, para o frio da madrugada que não lhe afetava.

E depois de tanto tempo, Artemis finalmente sentiu que fazia algo correto.

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N/a: Sei que não foi TUUUUDO isso que provavelmente esperavam, mas, relaxem, isto aqui é apenas o começo.

Desta vez, devo postar um capitulo de dois em dois dias, geralmente a noite. (tempo curto)

Mas, pretendo terminá-la com muiiita alegria.

Essa historia está sendo deliciosa de se fazer e espero que gostem assim como eu *----*

Kisses, Honeys e torçam para que eu consiga entrar em um curso limitado de empreendedorismo ^^

Da pessoa que mais ama voces,

Niveaaaa ;D