Uma Viagem Para Paris
15 Eu nunca vou te esquecer.
Notas iniciais
Nathy's POV
Acordei com o Louis me chamando.
–Nathy. -Ele me cutucou. -Nathy, você tá bem?
–To. -Respondi como se fosse obvio. -Por que?
–Você teve algum pesadelo?
Aquilo me fez lembrar do meu sonho. Ele tinha motivos para me perguntar aquilo. Eu estava suada, minha respiração estava ofegante. Mas não foi um pesadelo, foi um sonho muito bom.
–Não. -Respondi me levantando. -Dorme, eu vou tomar banho.
–Qualquer coisa me chama tá?
–Tá.
Passei por todas as pessoas dormindo na sala e fui para o banheiro, liguei a torneira, tirei a roupa e entrei na banheira.
O meu sonho era uma das coisas que eu mais sentiria falta, o Louis. Foi um sonho ótimo, um sonho bem erótico, uma coisa que vai me deixar triste em deixar pra trás. Eu não podia ficar longe dele, daquela boca perfeita, daqueles olhos azuis, daquele corpo dos Deuses. Eu não poderia viver longe do meu Louis.
Enquanto pensava nisso, minha mão foi descendo pela minha barriga e chegando na minha intimidade, e, como se eu não comandasse mais os meus movimentos, penetrei dois dedos nela. Fechei os olhos e mordi meu lábio inferior. Eu segurava os meus gemidos para não acordar ninguém.
Mas foi em vão.
Louis's POV
A Nathy não tava bem, eu conheço ela. Eu não iria conseguir dormir assim. Então levantei devagar e fui ao banheiro ver se a Nathy tava bem.
E ela tava bem. Bem até demais.
Ela tava se masturbando? É, o sonho foi bom. Aquela cena era completamente excitante e eu sei que não iria aguentar muito tempo vendo aquilo. Até que ela deu a minha deixa.
–Louis. -Ela gemeu e eu não pensei duas vezes antes de tirar a roupa e entrar na banheira também.
Ela estava de olhos fechados e nem tinha reparado que eu estava aqui.
Se ela me queria alí fazendo aquilo por ela, eu não iria negar.
–Louis. -Ela chamou de novo e eu respondi.
–Calma meu amor, eu to aqui. -Falei no ouvido dela e percebi que ela se arrepiou.
–Louis? -Ela se afastou e ficou vermelha.
–Você fica linda assim sabia?
–Assim como? -Ela pensou. -Vermelha?
–Não. -Cheguei perto do seu ouvido de novo. -Pensando em mim.
Ela sorriu e eu a beijei. Minha mão passou pela lateral do seu corpo. Fiquei por cima dela e investi nela, fazendo ela sentir o quanto eu a queria. Desci o beijo para o seu pescoço e dei um chupão que fez ela gemer baixinho no meu ouvido, me deixando ainda mais louco.
–Não me tortura. -Ela falou e eu obedeci.
Penetrei nela e ela mordeu o meu ombro. Comecei a fazer vai e vem e ela torturava as minhas costas, o que me fazia ir mais fundo e mais rápido. Ela gozou e eu também. Sentei do lado dela e esperamos a respiração voltar ao normal.
–Vou sentir saudade do seu corpo, de você. -Eu disse e beijei o pescoço dela.
–Eu já to com saudade. -Ela me beijou.
–Então vem cá. -Puxei ela pra sentar no meu colo. -Tá cansada? -Dei uma mordida de leve no pescoço dela.
–Não. -Ela me olhou com cara de safada e começou a cavalgar em cima de mim.
Eu abafava os gemidos dela com beijos para não acordar ninguém. A gente gozou juntos e ela deitou no meu ombro até a sua respiração voltar ao normal. Saimos da banheira, coloquei uma calça e ela pegou a minha blusa, resolvemos deitar na minha cama mesmo, voltar lá em baixo podia acordar alguém.
–Eu não sei se vou conseguir viver sem você. -Ela disse e encostou a cabeça no meu peito.
–Parece que nós dois vamos ter que aprender. -Dei um beijo na testa dela e ela logo dormiu.
Fiquei observando ela dormir. A Nathy, a minha Nathy ia pra longe de mim. Quem ia salvar ela do perigo e dos pesadelos dela? Quem ia aturar ver um filme de terror com ela? Quem ia fazer ela dormir depois? Quem ia fazer ela rir quando ela quizer chorar?
Não aguentei. As lágrimas escorriam pelo meu rosto.
–Eu nunca vou te esquecer. -Eu disse.
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