Uma Vampira Entre Nós.
20 Mundo Inferior
Notas iniciais
Ela olhou para o deus para o submundo com medo estampado nos olhos e ele percebendo isso deu um sorriso.
– Então minha querida, o que acha da nova casa?
– Não é minha casa, e não vou ficar aqui! – Ela levantou-se, correu ate a porta, mas foi barrada por dois esqueletos e trazida por eles ate a frente de Hades.
– Vamos ter uma pequena conversa de deus da morte para garota que provoca ela. – Disse ele com sua voz fria como navalha.
Os esqueletos a ajoelharam e o deus da morte começou a andar em volta dela. O deus começou falar:
– Soube do incidente na praia, me desculpa pelo meu filho...
– Ele não fez nada para mim. – Disse ela sem saber por que estava defendendo ele, a pessoa que a deixou tão brava.
– Pensei que estivesse brava por ele ter te iludido, fazer você ter sentimento para depois você descobrir que ele não gosta de você de verdade e esqueci de dizer a parte que ele queria te mudar. Ah! Tem nossa querida Mey, ela ajudou nisso tudo, na verdade ela que planejou tudo. Principalmente a parte...
– Cale a boca! Ela não faria nada! Cale a boca! – Gritou ela com lagrimas salgadas rolando por seu rosto.
– Parece que eu deixei a vampirinha de mal — humor, mas vamos deixar isso para lá. – Ele sentou-se em seu trono de novo. – A coloquem na sela a festa ainda não esta completa! – Falou ele para os esqueletos.
Eles a levaram para a sela que era praticamente uma caixa, pois não tinha nenhuma abertura para entrada do ar. Ela se encolheu em um canto colocou a cabeça entre os joelhos e começou a chorar. Chorar por todos os sentimentos que ela sentia agora, chorava por ter se apaixonado, chorava por ter sido iludida pela mesma pessoa que ela havia se apaixonado, chorava por ter certeza que morreria no submundo, chorava por causa do medo que sentia e chorava por que estava chorando. (N: Nossa como ela chorava.). Ela deve ter ficado uma hora chorando, o ar já começava a faltar ar quando os esqueletos vieram busca-la.
Quando ela chegou na sala do trono viu Mey e Nico todos ensanguentados e suados. Ela foi ajoelhada do lado de Nico, que estava com um corte imenso na cabeça.
– Agora a festa esta completa. – Disse Hades sorrindo.
– Pai, o que esta fazendo? Ela só será outra criatura das trevas em seu mundo, nada mudara. – Falou Nico olhando seu pai nos olhos.
As palavras doeram em Lavínia. – Criatura? Era isso que ele pensava de mim. – Pensou ela.
– Não meu filho, você esta totalmente errado. Ela não apenas uma criatura adoravelmente selvagem. Ela será a criatura que eu comandarei, ela levara o medo para terra com sua sede de sangue fará mais dela e assim eu serei mais forte, pois eu sobrevivo com o medo das pessoas e cada vez menos elas sentem isso. –Ele falava isso olhando sonhador para Lavínia.
– Eu nunca faria algo que você queira! – Gritou Lavínia com muita raiva.
– É mesmo? – Ele foi ate Mey e com uma adaga abriu um corte no pescoço dela. Ele a puxou segurando sua cabeça deixando o corte que sangrava a mostra. – Quantos dias você esta sem beber sangue? Soube que muitos, pois tinha que ficar uma parte da missão sem se alimentar ate ela acabar e que eu saiba ela não acabou. Você tem que se tornar humana para a missão acabar. Se você beber sangue agora não vai mais sentir nada, não vai sentir medo, paixão, tristeza, nada. – Hades jogou Mey na direção dela.
Lavínia segurou Mey e ficou olhando para o sangue.
– Por favor. – Suplicou Mey chorosa.
– Vivi não faça isso. Você não quer ser assim. – Falou Nico horrorizado com a situação.
Vivi deu um sorriso sinistro e lambeu o sangue que escorria do fermento aberto de Mey que começou a cicatrizar. Ela jogou a garota perto de Nico.
– Como esta sentindo-se ?- Perguntou Hades sorrindo.
– Perfeita!
– Ótimo! Quero que mate a garota e coloque o garoto na sela.
– Não!
– Como? – Perguntou virando-se para ela.
Ela só teve tempo de pegar Nico e Mey pelos pulsos e sair correndo. O mundo parecia mais lento correndo para fora do castelo. Ela recuperou suas forças com aquelas pequenas gotas de sangue e com isso conseguira correr como um vampiro devia correr... Rápido, mais rápido que a luz. Ela parou na margem do rio Estige e soltou os dois.
– Nico ache o caminho para fora daqui! Temos pouco tempo ate ele nos achar. Meu cheiro é mais forte. – Disse ela olhando para todos os lados menos para Nico.
– Como... – Ele ia perguntar algo, mas foi interrompido por Vivi.
– Cala boca e acha logo o caminho! – Gritou ela.
Eles acharam o caminho de volta e saíram para cidade de Nova York que estava iluminada com os raios de sol. O problema que eles saíram muito longe do Olimpo e era para lá que Vivi queria ir, sabia que só lá não estariam em perigo. Eles passaram o dia todo fugindo de monstros mandados por Hades, mas a noite pareceu que Hades se cansou e foi dormir. O que era pouco provável.
Eles estavam deitados sob a grama, Mey já estava dormindo, Vivi observava as estrelas e Nico observava junto.
– O que fez você mudar de ideia? – Perguntou Nico casualmente.
– Sobre?
– Não ter mais sentimentos. Não era tudo que você queria? – Eles conversavam, mas nem se olhavam.
– Eu sempre tive sentimentos só os reprimi.
– Não respondeu minha pergunta.
Eles ficaram em silencio por um grande tempo ate que Nico voltou a falar.
– Você voltou a ser como antes, meu esforço foi em vão?
– Não sou a mesma de antes, só estou tentando isso não parecer tão doloroso.
– Como assim?
Silencio e um suspiro.
– Gosto de você, posso ate dizer que estou apaixonada. – Nico sorriu. – Mas você não gosta de mim como eu gosto de você. Só fez o que fez para terminar a missão. E alem do mais morrerei assim que os deuses virem o estrago que fiz. Acho que era mais fácil eu ter ficado no submundo. – Disse ela rindo da ultima frase.
– Não brinque com isso. E quem disse que não estou apaixonado por você? –Ele se virou para olhar Vivi que olhava para ele.
– Você naquela praia não parecia gostar nem um pouco de mim. – Disse ela olhando de uma forma estranha para ele.
– Então deixe eu me desculpar. – Ele deu um sorriso travesso, uma sombra apareceu em volta deles e logo se foi.
Eles estavam de volta naquela praia linda, ele se levantou e puxou ela para ele.
– Me desculpa por eu ser um idiota e parecer um louco as vezes. – Ele beijou ela de uma forma tão calma, doce e fofa. Eles ficaram se beijando ate faltar o ar e quando eles terminaram de se beijar estavam de volta na clareira onde estava Mey ainda dormindo. Eles se olharam sorriram, se deitaram e voltaram olhar as estrelas ate dormirem.
Notas finais
Quero dizer que não vou abandonar vocês estarei escrevendo pequenas crônicas, que só terão sempre um cap.
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