Uma Vampira Entre Nós.
7 Mudando de chalé
Notas iniciais
POV Narradora
Lavínia vinha chegando muito pálida, e Nico vinha atrás com sua expressão normal. Lavínia se sentou do lado de Mey e colocou a cabeça em seu ombro.
– Você está bem? O que vai comer? — Perguntou Mey.
– Nada. Estou bem. Qual a próxima aula? – Perguntou ela para qualquer um que respondesse.
– Arco e flecha. – Disse Percy com a boca cheia. – Onde você esteve esse tempo todo?
– Pedi desculpa para Nico, e fui para floresta e o resto não precisa saber. – Disse ela ríspida.
– Você parece acabada. O que houve na floresta?Você viu um monstro por lá? – Perguntou Percy preocupado.
– Nada que ti interesse, e não vi nenhum monstro. – Ela se levantou e começou a andar.
De soslaio Percy viu Nico olhar para Lavínia enquanto andava, ele a olhava com um sorriso bobo, mas logo ele viu o que fazia sacudiu a cabeça e focou na comida. Percy entortou a boca.
– O que houve Percy? – Perguntou Mey enrolado o espaguete.
– Parece que vou que ter uma pequena conversa com um filho de Hades. – Percy se levantou e caminhou duro ate Nico.
Ele o cutucou, Nico se virou lentamente.
– Oi, o que houve? – Perguntou Nico despreocupado.
– Oi, eu estava falando com Lavínia e ela disse que tem... Um... Relacionamento estranho com você. E também andei ouvindo rumores sobre a aula de esgrima. – Disse Percy com aquela expressão sou o irmão mais velho.
– Não posso dizer que é um relacionamento, talvez uma amizade, nem isso. Na aula de esgrima só tivemos uma pequena briga, mas já foi resolvido. – Disse Nico sem a maior preocupação.
– Ok, mas queria te dizer para você manter uma distancia segura de minha irmã, não quero que ela seja influenciada pela sua... Aura. – Disse Percy com o melhor tom ameaçador.
Nico deu uma gargalhada e todo refeitório olhou para ele.
– Por favor Percy. Por que estaria interessado na sua irmã? Só vi ela três vezes. – Disse Nico se levantando.
– Ótimo. Que continue assim! – Disse Percy bem convincente para qualquer um ficar bem longe de Lavínia.
Percy voltou para sua mesa, e começou a comer vorazmente.
– Tchau mano... – Mey arregalou os olhos. – Me desculpa Percy não foi minha intenção te chamar assim.
– Não tem problema. – Disse ele com um sorriso enorme.
– Certo. Tchau mano. – E Mey saiu correndo para aula de arco e flecha.
Na aula de arco e flecha Mey e Lavínia foram horríveis não acertaram nenhum alvo. Uma flecha de Mey acertou uma arvore, e quase acertou Quíron e também quase acertou uma filha de Afrodite. Com Lavínia foi a mesma coisa, mas o que aconteceu de estranho foi quando Alisha uma filha de Afrodite tentou acertar o alvo mas a flecha acabou indo em direção a Vivi. Todos gritarem “Abaixa!”, mas Lavínia simplesmente pegou a flecha no ar como reflexo. Todos ficaram de boca aberta.
– Reflexo! – Ela exclamou com um sorriso amarelo.
– Isso não é reflexo! Eu vi o que você fez na arena, e ninguém tem tanta força assim. E agora isso! Você é uma aberração! – Gritou a filha de Afrodite Alisha.
Os olhos de Vivi voltaram a ficar vermelhos, e as feições do seu rosto ficaram ameaçadores. Ela andou calmamente ate Alisha, quando chegou perto dela disse:
– Garota, pegue a flecha. – Alisha fez o que ela disse como se estivesse hipnotizada. – Agora, empale-se!
Alisha sem saber o que estava fazendo lentamente levou a flecha ao seu peito. Nico apareceu atrás de Lavínia e segurou seus braços para trás, afim de não deixa-la machucar ninguém.
– Diga para ela parar! – Nico falou ríspido.
Um pequeno filete de sangue descia do pescoço de Alisha.
– Por quê? Ela merece. – Disse Lavínia com seu olhar ameaçador.
– Ninguém merece ter a mente confundida. – Disse Nico mais ríspido e brabo.
– Pare garota! – Disse ela alto e olhando nos olhos de Alisha.
Ela parou imediatamente e sacudiu a cabeça. Ela correu para enfermaria para ver seu corte no pescoço.
– Isso não foi legal! Nico, Lavínia para casa grande. – Disse Quíron olhando serio para Lavínia.
Nico e Lavínia estavam sentados no sofá da casa grande, olhando fixo para Quíron.
– Meus Deuses! – Exclamou Quíron passando a mão pelo rosto. – Se é isso que você está dizendo, não sei o que fazer. Cura para isso que eu saiba não existe. Nem sabia que isso existia.
– Hey! “Isto” está aqui. – Disse Lavínia levantando a mão.
– Desculpa criança. Nico, o que você faz para acalma-la?- Perguntou Quíron curioso.
– Sei lá, só tenho o pulso forte. E ela me contou hoje, e eu resolvi ficar por perto. – Disse Nico como se estivesse falando do dia ali fora.
– Faz sentido. Nico é filho do Deus do mundo Inferior, você, me desculpa, é uma criatura do mundo inferior. – Disse apontando para Lavínia. – Talvez só Nico saiba como te acalmar, igual o Cérbero.
– Está me chamando de cão de três cabeças? – Perguntou Lavínia.
– Acho que todos pensam assim. – Disse Nico implicando com ela.
Ela rosnou para ele, e ele piscou de volta.
– Ta! O que faremos agora? Eu vou embora do acampamento? – Perguntou ela despreocupada.
– Não! Você pode matar alguém! Melhor ficar aqui onde podemos ficar de olho em você.
Ela revirou os olhos.
– Vamos esperar um mês, ver se isso se intensifica, ou se você ataca alguém. Enquanto isso Nico você cuida dela, acompanha ela por toda a parte, mesmo se ela for, sei lá, pra onde, você vai junto. – Disse Quíron serio. – E, não acredito que estou falando isso, Lavínia mude-se para o chalé de Nico, não queremos ataque a noite.
– O que?! – Gritaram os dois em uníssono.
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