Uma Vampira Entre Nós.
2 Habitante do Mundo Inferior
Notas iniciais
POV Mérida
Estávamos tendo aula de esgrima no quintal e como sempre eu estava no chão com uma espada no pescoço, Lavínia sempre sai vencedora, e quando não sai é por que está com um problemão.
– Muito bem Lavínia, mas vamos dar um descanso a Mey. – Diz o pai de Lavínia, que é um puxa saco dela, mas sempre que perco para ela, ele diz para ela aliviar, pois sou nova nisso.
– Certo. – Diz ela se sentando no banco e tomando água.
Ding-dom, ouve-se a campanhia.
– Quem será que é? – Pergunto animada.
– Provavelmente alguém que se perdeu, ninguém vem para esse fim de mundo. – Diz Lavínia se levantando para ir ver quem é.
– Não querida, assuma para mim e eu vejo quem é. – O senhor Klaus vai abrir a porta, mas como nos não nos aguentamos de curiosidade, nos olhamos, sorrimos uma para outra e vamos ate uma parte do quintal que dá para ver a porta.
Só conseguimos ouvir o que o senhor Klaus fala, e não conseguimos ver o visitante.
– Senhor elas estão atraindo muita atenção não podem ficar mais aqui precisam ir para o acampamento.
– Mas elas são tão jovens. – Diz senhor Klaus em um tom de lamentar.
– Não, já passarem da idade, já deviam estar no acampamento há dois anos, mas o senhor se recusou a as deixar irem, tem que a deixa-las ir. – Diz o visitante serio senhor Klaus dá um suspiro e se dá por vencido.
– Vou chama-las, mas faça um favor para mim, não diga a minha filha quem foi sua mãe, já será suficientemente devastador para ela saber quem é seu pai.
– Não posso prometer nada senhor, mas não sei quem é a mãe dela, então por mim não saberá. – Eu olho para Lavínia que esta com os olhos arregalados, nos voltamos correndo para o treino para o pai de Lavínia não perceber nada.
– Meninas, venham cá. – Pede o senhor Klaus. – Quero que Mey vá para sua casa e pegue uma bolsa e nela coloque tudo que é necessário para uma viagem de dias, vocês vão embora. – Diz ele com os olhos marejados.
POV Lavínia.
– Faça o mesmo querida. – Diz meu pai para mim.
Eu corro para meu quarto e puxo minha mochila de baixo da cama, que já está pronta, e vocês devem estar se perguntando por que tenho uma mochila já pronta com corda, remédios, chiclete e etc... Sempre levo essa mochila para a floresta para se caso me perder (impossível) tenho tudo que necessito.
Sai correndo do meu quarto, vou para sala onde meu pai esta sentado no sofá e na sua frente de pé um menino de olhos azuis, cabelos negros e pálido.
– Quem é esse pai? – Pergunto para o meu pai.
– É o...
– Nete senhor.
– Hum. – Me sento do lado de meu pai e espero Mey. – Pai, posso levar meus bebes?
– Claro minha querida. – Eu vou ate meu quarto e pego minhas adagas preferidas e depois volto e lá está Mey.
POV Mey
Nem sei por que obedeci ao senhor Klaus, mas eu nunca vi falando tão serio então fiz o que ele me mandou, cheguei à casa do senhor Klaus no mesmo momento em que Lavínia descia as escadas.
– Posso saber aonde vamos? – Pergunto para senhor Klaus.
– Pode explicar Nete?
– Humhum, bom, sabem aqueles Deuses Gregos das historia? – Assentimos. — Eles existem e muitas vezes descem a terra e... tem filhos. – Diz ele no maior tédio como se já tivesse explicado isso milhares de vezes. – E esses filhos vão para um acampamento para treinar e aprender a controlar seus poderes.
– Está dizendo que... – Sou interrompida por Lavínia.
– Que somos filhas de um Deus Grego.
– Humhum, agora precisamos ir, pois seu cheiro ficou mais forte agora que sabem da sua identidade.
– Nosso cheiro? – Pergunto eu.
– No caminho explico.
– Despedimos-nos. — Do senhor Klaus e começamos a caminhar pela estrada de chão batido.
O silencio estava desconfortável, então resolvo quebra-lo.
– Então quer dizer, que os monstros da mitologia Grega existem?
– Sim, mas tente não falar o nome deles. Pois assim eles podem nos achar mais rápido.
– E onde fica esse acampamento? – Pergunto dando ênfases no acampamento.
– Long Island. – Diz ele calmamente.
– O que fazemos lá? Por que nossos pais não aparecem para nos? De que Deus somos filhas? Por que você veio nos buscar, de vez um sátiro que nem nas historias? – Metralho rapidamente que nem dá para entender direito o que falo.
– Aí meus deuses! Cala a boca, ta me dando dor de cabeça!
– Não, não calo.
– Pelo amor dos deuses, você não cala a boca, só fica bláblablá. Shhhhh! –Eu reviro os olhos e fico quieta.
– O que há com ela? – Pergunta Nete apontando para Lavínia, que caminha um pouco afastada, de cabeça baixa e com seus óculos de sol.
– Ela é meio calada, e deve estar se questionando.
– Hey!Você! – Grita Nete para Lavínia, ela levanta a cabeça. – Qual seu nome?
– Lavínia.
– E qual seu nome tagarela?
– Mérida.
– E o seu? – Pergunto eu.
– Eu sou Nete, posso chamar vocês de Mey e Vivi?
– Por mim. – Lavínia que agora é Vivi da de ombros.
–Já me chamam assim. – Digo de mal humor.
– Me conte sobre esse acampamento? – Pede Vivi para Nete.
– Lá pessoas como nos treinamos... – Nesse momento algo faz uma sombra sobre nos e olha diretamente para Vivi.
POV Lavínia
Já tinha visto aquele ser em fotos era uma... Fúria, elas são do mundo inferior.
– Me deem a habitante do mundo inferior. Devolvam a para sua morada. – Diz a fúria com sua voz áspera como uma lixa e fria como navalha.
A fúria desce ate mim e tenta me pegar pelos ombros, mas eu me esquivo rapidamente e acabo só ganhando um arranhão profundo. A Fúria saca seu chicote, e me ataca com ele, mas eu já estava com uma das minhas adagas em mãos e o chicote se enrolou nela, a Fúria que sinceramente achei que seria mais inteligente puxou o chicote para ela e minha adaga foi de encontro com seu peito. Quando adaga fincou em seu peito ela se transformou se em pó amarelo.
Nete veio ate mim e olhou amedrontado para mim.
– Por que você tem uma adaga de bronze celestial? E por que seu ombro esta cicatrizando?
– Não sei-i-i. – Gaguejei.
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