Notas iniciais
Eu quase acertei a data dessa vez É um avanço, não? :v Enfim, espero que gostem :v

Era noite novamente, quando levamos o corpo inconsciente de minha irmã para a delegacia. Ela precisava de atendimento medico urgente, ou não sobreviveria.

Não havia dito uma única palavra para meu companheiro, pois ambos havíamos feito um acordo silencioso de luto antecipado.

Deitamos o corpo dela no laboratório, e Gui me deu assistência enquanto eu limpava e costurava todas as feridas. Eram muitas.

Vou pular essa parte da historia. Odeio medicina. Os únicos acontecimentos notáveis nos quatro dias que levaram para Yas acordar, foram: Eu deixei Gui tempo demais sozinho com uma garota semi nua e inconsciente. Talvez isso tenha sido um erro, mas eu não havia pensado nisso na hora.

O segundo acontecimento, foi quando eu decidi que precisava buscar vingança sobre Luke.

Foi na segunda noite. Eu já havia explicado para Gui tudo que ele deveria fazer, e quase todas os possíveis problemas que poderiam aparecer, mas noventa por cento do trabalho já havia sido feito no primeiro dia. Só faltava aguardar.

Um dos meus maiores problemas: Não sou bom em aguardar.

Deixei Gui vigiar Yas e os monitores que indicavam se ela estava viva ou morta (Era assim que nós nos referíamos aos monitores cardíacos) e disse que iria dormir. Carreguei minha arma, e comecei a andar até o patio onde matamos a fúria.

No caminho, os prédios derrubados e os incontáveis corpos de zumbis mortos — que foram atraídos pelas balas de minha irmã, e massacrados pelas balas disparadas por mim e por Gui — criavam uma atmosfera que fazia jus a expressão “Inferno na Terra”.

Olhei para o prédio e senti um leve formigamento no peito, de nervosismo. Não tinha certeza do que faria quando entrasse no prédio, mas eu possuía um desejo por sangue gigantesco.

A Porta da frente estava trancada com um cadeado.

Era uma porta de madeira simples, mas robusta e resistente. Não iria conseguir abri-la a força, mas não precisaria disso. Poucas fechaduras resistem as mãos de um filho de Hermes.

Abri a porta, e dei de cara com um armazém improvisado. Varias caixas estavam amontoadas atrás de algumas barricadas também improvisadas. Era um esconderijo muito bom contra zumbis.

Escalei algumas das barricadas, tentando não fazer barulho (Ou ficar preso nos arames) enquanto tentava atravessar a sala em direção a escada do segundo andar.

O segundo andar e o terceiro estavam vazios, a mobilia que deveria ter enfeitado o espaço deles havia sido arranjada de maneira a proteger atiradores defendendo a base, no caso de um ataque de horda.

Quando me aproximei da porta do quarto andar, comecei a ouvir os sussurros.

Não conseguia entender o que as vozes diziam, mas definitivamente eram conhecidas.

Abri a porta lentamente, quase sem respirar.

Esse andar era mobiliado de forma que parecia um quarto. Três beliches em um canto, um sofa próximo a porta, uma mesa grande no centro, com um tapete. O que chamava atenção no quarto era a janela menor no centro, com um rifle de precisão se projetando pra fora. Fora aquela a arma que Luke usou para nos assustar.

Três formas eram iluminadas pela luz fraca da lua. Provavelmente duas estavam acorrentadas, e a terceira estava sentada, olhando para as outras duas.

Me abaixei atrás do sofá, tentando reconhecer as figuras. Todas pareciam familiares.

Enquanto eu me esforçava para compreender a situação, eles pareciam estar entrando em um acordo.

A forma sentada se ajoelhou perante as outras duas e ouvi o som de algemas se abrindo.

Reconheci duas formas femininas se levantando, afagando os pulsos e sorrindo.

Luke — a terceira forma — se levantou, e entregou um revolver e uma cartucheira para as suas novas aliadas.

Eu precisava atacar logo.

Me movi entre as sombras, e me posicionei diretamente atrás de Luke. Quando vi a cara de espanto em uma das garotas, deixei o homem sentir minha pistola em suas costas, e sussurrei:

–Bu.

Não pude ver a expressão de seu rosto, mas as duas garotas entraram nas sombras atrás delas e levantaram suas armas, apontando-as para mim.

Luke fez um gesto, para que elas soltassem as armas. Depois, levantou as mãos e pediu para que elas fizessem o mesmo.

–Hm… Acho que você não é uma testemunha de Jeová. Posso me virar, para encarar o rosto do homem que invadiu minha casa e me apontou uma arma?

–Faça com que elas joguem as armas para trás de mim. — Respondi serio.

Depois de alguns segundos — que pareceram uma eternidade — elas obedeceram.

Relaxei um pouco, e dei um passo para trás.

Ele se virou para mim, e parecia perplexo.

–Por que voltou?

Atirei no pé dele.

–Nunca mais mexa comigo. — Finalizei a frase com um soco em seu nariz, enquanto ele se agachava para segurar o pé (O que fez com que ele perdesse o equilíbrio e caísse no chão).

Luke começou a gritar de dor, e olhei para suas ajudantes, apontando a pistola para elas.

–Vão embora. Não quero gastar balas atoa.

Elas começam a se retirar, hesitantes, para o ultimo andar. Uma delas estava olhando para trás incessantemente, como se estivesse deixando alguma coisa para trás.

Acertei um chute na barriga dele.

–Foi pela minha irmã.

Me ajoelhei em cima de seu corpo arrebentado no chão.

Coloquei a arma dentro de sua boca, e engatilhei.

–Me dê um bom motivo, para eu não puxar o gatilho agora, Luke.

Ouvi passos apressados descendo a escada. A garota que havia hesitado mais em deixar o aposento estava trazendo uma outra pessoa, e apontando para mim.

Elas não pareciam ameaçadoras, e eu as achava estranhamente familiares.

–Você quer um bom motivo… Ok, Stoll.

Grace saiu das sombras, acompanhada por Giselle.

–Poderia por favor sair de cima dele?

Notas finais
Para as pessoas que andam acompanhando a historia, obrigado. O melhor incentivo para escrever é ser lido :v Agora só terça que vem
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.