Uma Semideusa com Voz
30 What I Did For Love
Notas iniciais
GBriel
POV Rachel
Eu estava no hotel, pensando... Em como meu irmão morreu, como essa missão me irrita, em como eu queria nunca ter saído da escola com o Grover naquele dia, em como tudo estava acontecendo... Antes minha única preocupação era ser atingida por raspadinha, e minha única surpresa era saber se o sabor dela era de morango ou de uva, estava sozinha, já que eu não tinha contado para ninguém, além do Finn, que meu irmão morreu, todos estavam apreciando New York, Percy havia conseguido controlar a Névoa, e fez todos pensarem que aquilo fora um sonho, eu estava realmente preocupada, por que Atlas havia pego Quinn, e não a mim naquele dia? Ele queria uma isca, mas tenho certeza que ele sabia que o Finn não gostava mais dela, me lembrei do dia em que Atlas e Híperon foram falar comigo no jogo da bandeira, eles disseram que havia uma semititã, que poderia ser de grande ajuda para eles se convencessem ela de ir para o lado deles, e que ela seria uma peça importante em uma guerra que estava por vir, será que a Quinn era essa tal semititã? Meus pensamentos foram interrompidos pela a porta se abrindo, era Finn, nós tivemos que contar para ele que ele um semideus, e que titãs do mal estavam atrás dele, para usá-lo como mapa, ele ficou assustado na hora, mas se lembrou do sonho que teve, e percebeu que era realidade, mas por que ele estava aqui?
-Oi Rachel, posso entrar? –Perguntou ele.
-Claro, esse quarto nem é meu, é de todas as meninas e...
-Eu sinto muito pelo o seu irmão Rachel. –Falou ele nervoso. –E eu sei que essa pode não ser a hora certa, mas... Eu ainda te amo Rachel, e quero voltar com você. –Aquelas palavras me atingiram forte, mas não podia dizer o mesmo, acho que mesmo ele me traindo, ainda sentia algo por Nico, principalmente agora que a Sofia me contou que amava o Mike, e que iria esperar até a morte se preciso para tê-lo, e não queria dar falsas esperanças para o Finn.
-Finn, é muito maduro de sua parte vir aqui e falar o que pensa, sem rodeios, mas sinceramente, sabe aquele garoto, o Nico? –Ele fez que sim com a cabeça. –Então, nós namoramos, mas terminamos, só que eu acho que... Ainda sinto algo por... –Fui interrompida, Finn encostou seus lábios nos meus, eu tinha me esquecido de como ele beija bem, eu não pude nos separar, aquilo foi tão bom, mas como eu tenho muita sorte, Nico passou pela a porta aberta nesse momento, eu não havia percebido e continuei o beijo, quando nos separei, vi ele ali, com a cara perplexa, e o queixo tremendo, nunca pensei em vê-lo assim, a ponto de chorar. Ele parecia não conseguir dizer nada, e só ouvi isso saindo de seus lábios:
-P- pa- parabéns, pombinhos... –Ele passou a mão na boca, como tentasse se concentrar em outra coisa para não chorar.
-Nico, não é o que você ta pensando... –Não consegui terminar a frase, ele simplesmente foi andando pelo o correr, de volta para o seu quarto. Eu pedi desculpas para o Finn, e fui atrás dele. –Por favor, Nico me escuta...
-O que? –Perguntou ele se virando para mim, e era verdade, seus olhos estavam vermelhos e já tinha uma lágrima correndo pelo o seu rosto. –Quer me contar como foi o beijo? Pois eu não quero saber, agente não ta mais namorando, eu não posso ficar bravo por que você ta beijando outro homem, sinceramente, Rachel, admito que errei ao beijar a Sofia naquele dia, mas um erro não justifica o outro, me deixa em paz agora, por favor... Acho que ficou bem claro que você não quer mais nada comigo.
Ele chegou ao quarto dos meninos e começou a colocar suas coisas de qualquer jeito na mala, juro que nunca pensei em vê-lo daquele jeito.
-Nico, deixa eu explicar, por favor...
-Explicar o que? –Berrou ele, e acho que o hotel inteiro deve ter ouvido, foi um grito bem alto mesmo. –Rachel, sabe qual foi, na minha vida inteira, a única vez que eu chorei? Quando minha irmã morreu, só ai, e nem foi tanto quanto agora, sabe, depois do baile, naquele dia no acampamento, meu pai veio falar comigo, ele falou que você era a mulher perfeita, igual a minha mão que morreu quando eu era criança, ele disse para eu não desistir de você, acho que ele se enganou...
-Nico... Para onde você vai? –Perguntei, e senti meus olhos queimarem, será possível que eu também estava chorando?
-Não sei, só sei que não posso ficar aqui, não vou aguentar olhar você todos os dias.
Ele saiu pela a porta e eu o segui, quando ele chegou ao elevador, não consegui por que a porta fechou, só consegui ver ele esfregando os olhos e fazendo uma cara de choro antes de sair... O que eu fiz?
POV Nico
Eu mal conseguia falar, todo aquele discurso que eu fiz para a Rachel, era verdade, mas eu quase me matei tentando falar cada palavra daquelas, sentia um aperto no coração e soluçava sem parar, eu tentava me aclamar, mas a dor era grande demais, cheguei ao bar do hotel, não sabia o que fazer, estava sentado em uma cadeira do bar, na frente do balcão, eu sei que não posso ficar aqui, não vou aguentar ver a Rachel todos os dias, não sei o que faria quanto a missão, acho que ia ter que sair, o Finn podia me substituir, todo o mundo gostava mais dele mesmo, claro né, quem eles iriam preferir, um bonitão, galã, alto e esportivo, ou eu, um emo, idiota e sem noção, por que alguém nesse mundo gostaria de mim, nunca vou ser especial para ninguém, todos só querem me usar, a garçonete chegou na minha frente.
-Oi gatinho, por que essa cara? –Perguntou ela tentando fazer charme.
-Me desculpa, mas, não to muito afim agora... –Falei, eu sei que foi meio grosso da minha parte, mas eu não estava afim de nem mesmo olhar para outra mulher agora.
-O que houve com você? –Perguntou ela, ela poderia ser intrometida, mas... Eu gostei, acho.
-Não é nada, posso pedir? –Perguntei friamente.
-Claro, o que quer? –Perguntou ela pegando um bloco e abrindo um leve sorriso, será que realmente ela havia gostado de mim? Eu pensei bem, queria esquecer o que havia acontecido hoje, e já tenho 16 anos, idade o bastante.
-Me dá... –Hesitei por um momento, nunca tinha bebido, mas reuni coragem e falei. –Me dá o drinque mais forte que vocês tem, por favor.
-Você já tem dezesseis anos? Só é permitido bebida para maior de idade. –Tentei levantar a cabeça, não tinha olhado para ela nenhuma vez, olhei para cima, confirmar minha idade, e vi uma mulher linda ali, ela tinha cabelos castanhos, olhos verde claro, e seu rosto era maravilhoso. –Senhor? –Ela me chamou ao perceber que eu estava desligado.
-Ah, claro, tenho sim dezesseis anos.
-Certo, trago em uns... –Começou ela, mas foi interrompida, pois a parede explodiu, simples assim, eu pulei em cima dela para que nenhum escombro caísse nela, olhei para o lugar onde isso havia acontecido, tinha muita poeira, e pessoas gritando, quando tudo se acalmou, vi uma Quimera onde a parede explodiu, droga, eu tinha me esquecido da minha espada lá em cima.
-O que é aquilo? –Gritou a garçonete.
-Você está vendo aquilo?
-Não imagina, como não ia ver... –Droga, ela enxergava através da Névoa.
Por um momento achei que morreria, mas não podia deixar que essa criatura machucasse gente inocente, então fui até perto dela, todas as pessoas tinham fugido, e só sobrou eu e a garçonete.
-Saia daqui, eu vou conseguir distrair ela por uns cinco minutos.
-Não, eu nunca deixaria alguém sacrificar a vida por mim.
-Sai daqui rápido...
Eu invoquei um pequeno exército de esqueletos, todo aquele esforço quase me matou, mas pelo o menos, iria morrer por uma boa causa, peguei uma espada com um esqueleto, ela era muito ruim, enferrujada e fraca, mas dava pro gasto, pulei em cima da criatura, mas ela me jogou para longe, acho que aquilo não foi muito heróico, a garçonete pegou a espada da minha mão.
-Vou te mostrar como se faz...
Ela pulou na criatura e acertou um golpe em suas patas traseiras, mais rápido do que eu jamais pensei, ela acertou tantas vezes a Quimera, que acabou se desintegrando.
-Como você... Mas como... –Eu não consegui terminar uma só frase.
-Não sei, só sei que desde pequena sei lutar com espadas, sem fazer esgrima, você está bem? –Perguntou ela, mas antes de eu responder, vi nuvens se formarem em volta dela, eu já tinha lido isso em algum livro do acampamento.
-V- você... É filha de Urano, personificação do céu... –Falei. E olhei para o crachá dela, o seu nome era Alex, e ela fez uma cara susto quando eu disse isso. –Mas como, Cronos matou ele...
CONTINUA...
Notas finais
GBriel
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