Uma Semideusa com Voz
1 Loser
Notas iniciais
POV Rachel
Nós estávamos na sala de coral praticando nossas notas agudas, isso já estava ficando chato, era toda a hora “Rachel, cante mais alto.”, “Rachel você tem que melhorar.”, e isso que eu era a melhor cantora do coral, o pior de tudo, o que eu mais odiava era quando eu não recebia o Sr. Schuster não me botava como cantora principal, por que eu não posso ter outra vida? Uma vida em que as pessoas gostem de mim por eu saber cantar, me admirem pela a minha voz, eu queria que eu não começasse todos os dias com suco na cara e um conjunto de roupas destruído, preciso de outra vida.
-Rachel você ainda não atingiu o seu potencial, quero que passe o fim de semana treinando ok? –Disse o Sr. Schu.
-Sr.Schu, eu sou a melhor cantora daqui e você ainda reclama, e só para me irritar mais da as músicas para outras pessoas cantarem, como você pode ser tão... Hipócrita? –Eu fiquei com raiva dessa vez.
-Rachel, você consegue fazer mais do que está fazendo, só quero...
-Me pressionar, você só quer me pressionar, não da de pegar um pouco mais leve? –Falei interrompendo ele.
-Rachel, eu sou seu professor e estou te mandando treinar mais as notas agudas. –Disse ele, que raiva. –Dispensados.
Ele faz esse tipo de coisa só para me irritar, quero ir para um lugar diferente daqui.
-Rachel, espera. –Falou Grover, um garoto novo da escola que entrou para o coral, mas ele não canta, só toca flauta, o estranho é que a flauta dele é de bambu e não de ferro, ele tinha virado meu amigo desde que chegou aqui, acho que é por nós dois sermos muito despopulares.
-Oi Grover, como vai voc... –Fui interrompida pois uns caras jogaram suco na gente. –Vocês são uns doidos brutamontes.
-Como é? Você e o seu namoradinho que são bisonhos, nós não queremos ficar olhando para vocês o dia todo. –Falou o maior.
-Ele não é meu namorado, e se vocês não querem ver coisas feias, é bom que nunca cheguem perto de um espelho. –Droga, escapou, eles vão me bater, sim eles batem em meninas também.
-Como se atreve sua vadia com voz de corvo. –Falou ele vindo para cima de mim, eu corri. –Volta aqui sua desgraçada. –Berrou ele vindo atrás de mim.
Eu juro que eu não sei porque, mas comecei a cantar, e me senti fraca, parei e olhei para trás e o cara que estava me perseguindo estava no chão com as mãos nos ouvidos, tinha um pouco de sangue entre os dedos deles, o que ouve? Vi Grover vindo rápido na minha direção, ele pegou o meu pulso e me conduziu até a porta do colégio.
-O que está acontecendo Grover? Por que ele estava com as orelhas sangrando logo que eu terminei de cantar, e para onde você está me levando? –Falei me soltando dele.
-Não temos tempo Rachel, algum monstro deve ter ouvido a sua voz e logo vai chegar aqui, monstros sabem que apenas semideuses podem ter uma voz dessa, mas só os filhos de Apolo. –Falou ele.
-Espera, monstros? Apolo? Me explica isso direito Grover. –Eu estava começando a me irritar.
-Na van eu te explico, pedi para Argos vir nos buscar, pedi para ele trazer o Percy e a Annabeth só para prevenir. –Falou ele, mas quem eram Percy e Annabeth?
-Grover, eu não vou dar mais nenhum passo até você me explicar o que aconteceu lá atrás. –Falei irritada.
-Tarde demais, olha para trás. –Eu me virei e vi uma criatura meio-homem meio-touro vindo na minha direção, eu sabia o que era aquilo, era um minotauro, eu gostava de mitologia grega. –Tenta cantar, ou você já está sem energia? –Perguntou Grover.
-Como assim cantar, isso não vai deter um minotauro, e como assim sem energia, parece até coisa de RPG. –Falei.
-CANTA. –Berrou ele, ta eu vou cantar. –Canta o mais alto possível, com notas agudas. –Disse Grover.
-Você não vai dar uma de Sr.Schu né. –Falei me lembrando que era exatamente isso que o Sr.Schu me mandava treinar.
-Vai logo, senão agente vai morrer.
-Ta bom. –Comecei a berrar o mais alto que consegui.
Logo depois vi o minotauro caindo, e eu vi uma van chegando e duas crianças da minha idade saindo dela, depois não vi mais nada porque quando parei de cantar eu desmaiei de cansaço, sentei alguém me levantando e abri de leve os olhos e vi um das crianças que saíram da van, ele era lindo, tinha uma pele linda, branca, olhos verde-água, lábios rosados de leve e dentes perfeitos.
-Não se mexa, deve ter perdido muita energia com aquele canto. –Falou ele.
-Mas, eu sou do clube do coral, canto toda a hora e não fico assim. –Respondi tentando sair dos braços dele, ele me segurou mais firmemente.
-Mas você não canta para estourar os tímpanos quando é no clube do coral, você deve estar muito cansada, pode dormir mais um pouco.
-Não eu consigo me virar sozi... –Eu tentei me levantar, mas acabei ficando tonta e desmaiando de novo, quando voltei a abrir os olhos, Grover e o garoto que me segurou estavam do meu lado, eu estava numa espécie de enfermaria. –O que houve? –Dessa vez eu não tentei me levantar porque eu sabia que poderia desmaiar de novo.
-Você está na enfermaria do acampamento meio-sangue, descanse mais um pouco e estará nova em folha, daí eu te levo para dar uma volta pelo acampamento para te mostrar tudo. –Disse o garoto da van.
-Qual o seu nome? –Perguntei quase sem voz.
-Ah, desculpa, eu não me apresentei, Percy, Percy Jackson. –Falou ele com uma voz muitíssimo doce e serena.
-Percy, o que está acontecendo? Eu estou confusa. –Perguntei assustada.
-Eu te explico tudo quando você descansar mais um pouco, agora vai, dorme para renovar as energias, não espera, toma isso primeiro. –Ele me deu um cantil com um liquido amarelado dentro, eu virei dentro da garganta e senti goste de Coca-cola. –Toma, come isso daqui também. –Ele me deu uns bloquinhos comestíveis, pareciam bloquinho de gelatina, coloquei tudo na boca e mastiguei, tinha gosto de lasanha a bolonhesa, minha comida preferida. –Deu, agora durma mais um pouco. –E foi o que eu fiz.
CONTINUA...
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