Uma Semideusa
6 Capítulo 6: A Caça
Eu e Annabeth seguimos por um caminho diferente dos outros. Parecia que ela sabia exatamente onde estava a bandeira deles.
Até que duas garotas apareceram no nosso caminho. Piper, a garota que tinha me mostrado o acampamento e a outra era Gwen, a idiota que ficava se oferecendo para Chris.
A raiva subiu minha cabeça. Antes que qualquer uma pudesse dar um suspiro, desarmei Gwen com aquele truque que Percy tinha me ensinado, e que aprendi muito facilmente. Não queria deixar Gwen sair ilesa dessa. Fiz um corte não muito grande em sua bochecha. Virei ela de costas e apoiei minha espada em seu pescoço.
– Mostre o caminho – Disse a ela.
Annabeth e Piper estavam olhando com cara de espanto para mim.
– Ok, posso não ser filha de Atena, mas sou esperta o suficiente para saber quando é hora de me render – disse Piper – Por aqui.
Piper seguia na frente, eu com Gwen no meio e Annabeth atrás. Em quanto caminhávamos achei um arco e uma aljava com algumas flechas no chão. Peguei os dois. Não se sabe quando será útil. Eles eram bem pesados. Andamos mais um pouco, até que chegamos em um lugar com uns três campistas. Só então notei que era uma armadilha. Rapidamente fiz um corte pequeno e não muito profundo no pescoço de Gwen, mas mesmo sem gravidade nenhuma ela deu um gritinho. Dramática. Joguei ela no chão. Peguei o arco e posicionei uma flecha. Acertei no pé de um dos campistas. Ele caiu imediatamente. Fiquei com pena dele, não queria ferir ninguém. Mas se não fizesse isso eles é que iriam me ferir.
Annabeth duelava com Piper. As duas eram muito boas com a espada.
Um dos garotos veio correndo até mim com uma espada nas mãos. Larguei o arco e voltei para a espada. Só que ele era muito experiente, foi difícil no início, mas depois de um tempo consegui derrota-lo. Annabeth também havia acabado de derrotar Piper. Sem pensar, lancei logo uma flecha no pé do outro campista.
Annabeth e eu corremos de lá. Depois de muito corremos, vimos uns filhos de Ares lutando com outros campistas. Vimos que eles haviam encontrado a bandeira. Estavam todos lutando em volta dela. Lancei as últimas três flechas que restavam.
Corri direto para o centro seguida por Annabeth. Em quanto corria notei que havia uma esfera dourada em frente a bandeira. Merda! Os filhos de Hefesto estavam na equipe adversária! Fiz uma parada brusca, fazendo com que Annabeth parasse também.
– O que foi? – Perguntou ela.
Apontei para a esfera. E ela fez uma cara de compreensão.
Me agachei e fiquei atrás do escudo, que neste momento era maior que eu. Annabeth fez o mesmo pois percebeu meu plano. Passei o braço pelo lado do escudo e joguei a esfera para o lado usando minha espada. Ela fez um barulho de estouro, porém nenhum sinal de explosão. Olhei por cima do escudo. Nada.
Me levantei e peguei a bandeira. Que estranho. Olhei para Annabeth, ela também estava confusa. Percebi que todos ainda estavam lutando, com se nem tivessem notado eu e Annabeth.
– Ei! – Gritei e agitei a bandeira. Todos olharam para mim – Ganhamos.
Todos começaram a gritar. Os da equipe azul, de felicidade; os da equipe vermelha, em vaia.
Começamos a nos retirar. Conforme íamos passando por campistas eles iam nos seguindo. Fomos até a fogueira. Quíron estava lá. Quando todos estavam sentados ele disse:
– E pela quinta vez seguida... A equipe Azul vence!
Metade aplaude, metade vaia.
– Parabéns a todos!
Quíron se retirou. Gostei daquilo, a fogueira era um momento apenas dos campistas. Sem qualquer supervisão. Annabeth veio até mim e levantou minha mão.
– Palmas para a nossa nova vencedora!
Novamente, alguns aplaudem e alguns vaiam. Ela ri.
– Nada mal, Collins.
– Valeu.
– Ah, e parabéns! Conseguiu não matar Gwen!
Nós duas rimos. Christopher vem até nós.
– Acho que vou deixar os dois sozinhos – diz Annabeth e se retira.
– Oi – diz ele sorridente.
– Oi.
– Nada mal, para sua primeira caça.
Levantei uma sobrancelha com quem diz “ Oi? Está falando comigo querido? ”
– Acho que não devo subestimar você.
– Não, não deve.
Ele sentou ao meu lado.
– De onde você é? – Pergunto a ele.
– Long Island
– Sério?
– Sim, de vez em quando vou visitar minha mãe. A casa não é muito longe daqui. E você é de onde?
– Temecula.
– Teme o que?
Ri dele.
– Temecula. É uma cidadezinha próxima a Los Angeles.
– Ah, e quanto ao meu so... quer dizer, seu pai? Me fale sobre ele – Disse ele com um sorriso no rosto
– Bom, acho que a última vez que ele esteve sóbrio foi quando conheceu Atena. Já me acostumei a ver ele bêbado. Passa o dia inteiro no bar, volta para casa durante o jantar e depois volta para o boteco. Todos os dias de manhã vejo ele jogado no sofá fedendo. Não sei o que Atena viu nele – O clima tinha ficado um pouco tenso agora.
– Ah, sinto muito.
– Tudo bem. Por mais que tentasse nunca consegui amá-lo. Ou sentir qualquer coisa positiva.
Ainda não tinha parado para pensar em meu pai. Acho que desse ano ele não passa. Eu tinha que fazer a comida para ele. Não sabe fazer nem um ovo. Talvez alguns amigos, se ele tiver algum, lhe ajudem. Caso isso não aconteça ele vai morrer de fome. Estava devendo milhões em apostas e não trabalha.
– E sua mãe? – Perguntei.
–Não tenho do que reclamar. Ela é incrível, eu a amo muito. Ah e ela faz uma pizza incrível. Alguns anos depois de eu ter nascido, ela se casou com um cara chamado John. Eu adoro ele. É como se fosse um pai para mim. Eles só têm um defeito.
– Qual?
– Ficam o tempo todo falando de Beisebol e sexo.
–Para qual time eles torcem? – Perguntei ignorando completamente a segunda coisa que ele disse.
– New York Yankees.
– Hum. Pizza e Yankees. Parece que vou me dar bem com minha sogrinha.
Estava na hora de começar a investir. Ele olhou para mim com olhos arregalados, em seguida ele deu aquele sorriso lindo.
– Talvez um dia eu te leve para conhece-la. Ah – Continua ele como se tivesse se lembrado de algo – e saiba que estou de olho em você!
– O que?
– Acha que não vi o jeito que os filhos de Ares estavam olhando para você antes da caça?
– Do que está falando?
– Se eles já se encantaram por você antes da caça, imagina agora que mostrou que é uma boa lutadora. Apenas saiba que estou de olho.
Own que fofinho! Ele estava com ciúmes! Só então me lembrei de Gwen.
– Você também mocinho! – Ele olha para mim confuso. Ele é tão lindo – Também vi Gwen se oferecendo para você.
– Quan... Ah, está com ciúmes?
– Talvez. Por que?
Ele chega mais perto de mim e coloca um braço em volta de mim.
– Saiba que NUNCA trocaria alguém assim como você por uma garota que nem ela.
– Assim como eu?
– É, tão linda assim.
O que ele viu em mim?
Eu alternava a minha visão entre os olhos dele e seus lábios. Quando começo a me aproximar, um garoto surge.
– Desculpe por interromper, mas estão todos esperando você para começar a música – diz ele à Christopher.
– Tudo bem, Will. Não quer vir conosco? – Pergunta ele.
– Ok.
Sentei lá na rodinha, ao lado de Christopher. Ele pegou o violão e começou a tocar. Da para entender o motivo de esperarem ele para começar as músicas. Ele toca muito bem. Passa os dedos pelas cordas com a mesma facilidade que eu atiro uma flecha. Ele fazia parecer tão fácil. Ainda não o sei o que ele viu em mim e que, de acordo com ele, os filhos de Ares também viram. Fiquei feliz ao saber que ele não tem interesse nenhum em Gwen.
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