Uma luz invade meu quarto de uma forma futurista. O relógio em minha cabeceira me avisa do horário-9:30. Minha criada, Juliet,toca em meu ombro e me chama impacientemente.

"Vamos Anna, levante-se"

Esfrego os olhos e me levanto. Olho para a janela-a vista do jardim é linda, e tudo se encontrava incrivelmente organizado:a espreguiçadeira bege um tanto gasta, meus livros e papéis de carta na varanda. Minha escrivaninha com minha câmera, o filme reserva se encontrava ao lado. Um dos meus hobbies era fotografia:amava como, por culpa do acaso, as coisas acabavam em lugares e organizadas perfeitamente. Algumas das minhas fotos se encontravam no mural que meu pai fez para mim, ou melhor, mandou fazer.

"Vamos Anna, não temos muito tempo!"

Resmunguei e me dirigi para o banho, que eu exigia que conseguia tomar sozinha. O mais irritante de ser princesa era isso: você era tratada como um bebê.As pessoas lhe seguiam e lhe cobravam resposta de tudo.

Saí do meu banho rapidamente. O ar lá fora estava fresco e com a leve brisa da manhã. Minhas criadas me vestiram num lindo vestido florido, com rendas brancas na manga, onde eu podia ver um pouco da minha pele pálida.

Agora vinha a parte difícil. Meu cabelo. Não que eu reclame, na verdade eu o adoro, mas por mim andaria com ele solto e emaranhado.Livre, como folhas no outono.

No final, elas o fizeram com uma trança escama de peixe. O ruivo destacava-se bem, e os olhos pareciam duas pequenas avelãs, com seu brilho natural. E por um momento pensei: "nunca serei igual a minha mãe".

América. América Singer. A linda e forte América Singer. A América que já enfrentou a morte de um querido pai, dois ataques terríveis de rebeldes, a rejeição de um rei...

Claro, meu pai também era bem legal, e eu o adorava. Maxon. Maxon Schreave.Que nunca tinha se apaixonado, depois da Seleção se encontrou em um grande labirinto, onde o principal prêmio era minha mãe.

A história deles foi linda, e eu me sinto muito bem toda vez que a escuto.

Saí do meu quarto um tanto nervosa, meus pais iriam me dar uma grande notícia.Com os pensamento borrando minha visão, trombei com alguém.

"Oh!Me desculpe, eu não o vi.."

Parei de falar assim que vi o sujeito:Peter.Ele me lançou um sorriso e me segurei para não o abraçá-lo. Nada mas era como antigamente.

Bom, eu e o Peter crescemos juntos.Ele é filho de Aspen e Lucy, um casal de amigos dos meus pais.A nossa unica diferença é que ele é... Um Guarda. Óbvio, bem diferente de mim, que sou princesa, e em breve serei rainha (contra minha vontade no entanto). Mas isso nunca importou para nós. Eu sempre gostei muito dele, mas atualmente, as pessoas acham que nós já tivemos algo. Mas nós não tivemos, e nunca vamos ter.

"Acho que deve prestar mais atenção por onde anda Singer."

Soltei uma risada. E comecei a perceber como ele era lindo: os olhos eram verdes como os do pai, e os cabelos castanhos claro como o da mãe. Lisos e lindos.

Acho que estou ficando louca.

"Desculpe Pe... Senhor Leger"

"Ninguém está nos olhando" ele disse com um sorriso malicioso ",me chame de Peter. Aliás, só para registrar, detesto chamá-la de Singer..."

"Meninos" minha tia Marlee disse, seriamente.

"Nós só estávamos..."

Ela soltou um riso acolhedor, e eu lancei um olhar gozador a Peter, que apenas o devolveu a mim.

"Eu não acredito nessa mentiras que contam sobre vocês. Claramente são apenas amigos. Todos precisam de algum amigo, e acho errado vocês ficarem separados."

Revirei os olhos. Aquilo era ridículo.

"Tente convencer meus pais, madrinha. Minha mãe, ela..."

"Sua mãe não gosta dessa separação, nem seu pai. Eles querem isso para o seu bem."

Já ia dizer que meus pais nunca sabiam ao certo o que era bom pra mim. Sempre andavam tão ocupados com a eliminação das castas e tudo mais... Eu andava sozinha, viajando nas minha fotos, aulas de piano, ao mesmo tempo lições do meu futuro reinado e...

Aí o chefe de Peter apareceu. Um homem alto, corpulento e um tanto forte. Seu nome? Josh. Eu o detestava. E ele não gostava de mim por ser filha da minha mãe. Ele era um dos milhões de guardas para fazer A Seleção daquela época, e torcia contra minha mãe, e totalmente á favor de Celeste: Celeste Newsome.

"Peter, continue sua patrulha. Não se distraia com conversas com a princesa, você e seu pai já conversaram sobre isso..."

"Sim, conversamos..."

Ele me lança um olhar que claramente transmite um pedido de desculpas.Eu soltei um sorriso acolhedor.

Os dois se foram, e eu olhei para minha tia.

"Minha querida..."

"Não me chame de querida. Detesto isso."

Ela riu e disse:

"É, você é igualzinha a sua mãe."

Notas finais
Caro leitor,
Apesar do final de A Escolha, essa história pode ter algumas pequenas e grandes mudanças do futuro imaginado por Kiera Cass (Imagino que ela tenha imaginado...)
bjsssssss