Uma Segunda Chance para Viver

40 Capítulo 40 - 39º Reencontros


Notas iniciais
OI gente como prometido sabado e um novo cap. Quarta feira posto o próximo, lá em baixo tera uma inquiete.

Vou dizer que eu amei este cap e é um dos meus preferidos, espero que também goste. Obrigada a todas que mandam reens, estou muito alegre pq nunca imaginei em chegar a 1000 e faltam só 8. Obrigada mesmo, mais estou sentindo falta de algumas leitoras, meninas e meninos se tiver algum não me abandone, continue mandando comentários e indicações, isto que me da força e inspirarão. Bjs e não esquecem de responder.

39º Reencontros

Hermione aparatou junto com Kirk diretamente em seu quarto e a elfa a olhava com receio, Hermione percebendo isto logo a acalmou.

-Kirk não ligue seu mestre não ira castigá-la – falou gentilmente – agora prepare para mim um lanche leve e traga aqui no quarto, por favor, eu irei tomar um banho e depois comer.

-Claro senhora — respondeu Kirk fazendo uma reverência exagerada e logo em seguida sumindo.

Hermione foi em direção ao closet pegou uma troca qualquer de roupa e depois foi para o banho, ela estava muito mal. Sentia-se mais uma vez suja e boba por ter quase caído nos encantos de Tom. Ele armou tudo para ela, o encontro com Carmem, o almoço no restaurante trouxa, a visita a casa, a declaração. Tudo armado, tudo mentira para enganá-la e persuadi-la a fazer as pazes com ele novamente. Hermione estava triste, decepcionada, com raiva e tantos outros sentimentos que nem ela mesma sabia quais eram.

Encheu a banheira de água morna e vários sais de banho, deitou lá dentro deixando que a água acalmasse seus pensamentos, começou a pensar em coisas boas, lembrou-se com carinho e saudade seus amigos, a família Weasley, seus pais. Seus queridos e amados pais, deviam estar sofrendo pensando que a única filha está morta, enquanto ela está deitada em uma banheira relaxante, Hermione sentiu-se ainda mais perturbada, teria que arrumar uma maneira de avisá-los, seus pais não merecia sofrer assim.

Não aguentando mais de tanta angustia, ela levantou-se e foi se arrumar temia encontrar Tom no quarto mais para sua surpresa ele não estava, achou melhor assim, estava com uma mistura de sentimentos tão forte que dificilmente seguraria se o visse e temia pela própria reação. Trocou-se sem caprichar nos detalhes e colocou-se a comer um lanche que Kirk fez a ela, logo em seguida uma canseira tomou conta de seu corpo e não passado nem vinte minutos que tinha se alimentado já estava dormindo em sua cama.

Tom ficou mais alguma hora na casa, sentia que Hermione estava muito confusa e resolveu dar espaço a ela, sabia que não seria bom para o bebê se ela se alterasse. Logo que caiu a noite voltou para a mansão, a mesa do jantar já estava posta e alguns de seus comensais o aguardavam para jantar.

Sentou-se na ponta onde era seu lugar e colocou-se a comer em silêncio, nenhum ali falava, só ouviam-se os barulhos dos talheres e copos, quebrando o silêncio repentinamente Tom pergunta a Lucio.

-Como andam as coisas Lucio?- Tom fala com sua voz fria e baixa, o loiro se engasga um pouco mais logo se recompõe e começa seu relatório.

-Excelente Milord. Já temos uma comissão no ministério que está implantando novas matérias em Horgwats, e novas leis para o mundo mágico. Estão esperando só a aprovação do Milord.

-Sim amanhã cuidarei disto – respondeu –E as cidades da Alemanha como estão? – perguntou sem emoção.

-Milord as coisas não andam muito bem, Stravinsky é muito forte tem muitos aliados e nossas tropas estão precisando de mais reforços – respondeu Lucio temeroso, sabia que Tom odiava receber noticias ruins – as cidades de Munich, Augsburg e Landshut já estão sobre seu controle Milord – falou Lucio mais animado.

-Cidades insignificantes mais assim que chegaremos ao meu alvo – disse com reticência – e o outro Klaus Stravinsky, é poderoso mais eu sou melhor e mais astuto do que ele, sempre fui, deixe ele mesmo se enforcar – disse levantando-se da mesa – Preparam-se que iremos para lá em três dias, quero conquistar mais algumas cidades e Bella convoque Severo e peça para que ele me aguarde no escritório, logo desço para falar com ele.

Tom subiu em direção ao quarto, sabia que Hermione estava dormindo, pois sentia seus sentimentos calmos. Entrou calmamente e foi tomar um banho, pensava no que faria a seguir. Saberia que se isso não colocasse Hermione as boas com ele nada mais colocaria. Seria ariscado mais necessário, mesmo que odiasse pensar assim não suportava ficar sem ela, ainda mais ela estando tão magoada e triste por sua causa. Tomou um banho rápido e desceu para falar com Severo que já o aguardava no escritório.

-Milord – Severo o cumprimentou prostrando-se diante de Tom.

-Sente-se Severo – respondeu Tom seco – Te chamei aqui, pois tenho uma missão para você – disse fazendo uma pausa – quero que marque um encontro com Dumbledore, os Weasley, Potter e os pais de Hermione. Sei que em seu serviço de espião deve ter contado ao velho que me casei.

-Certamente Milord – respondeu Severo – era uma informação importante e que me deu varias informações úteis.

-Sei – falou Tom sem emoção – também sei que por causa de meu feitiço você não pode falar a ninguém quem é minha esposa, e muito menos dizer que Hermione está viva.

-Sim Milord, todos estão apreensivos em saber quem é a Milady das Trevas e também o Potter e os Weasley ainda estão muitíssimos abalados pela perda da Sra. Riddler, e creio eu que no íntimo culpam Dumbledore – Severo falou sinceramente, desde do que aconteceu com Hermione os Weasley e Harry não confiavam tanto assim nos planos de Dumbledore e a Ordem estava muito dividida.

-Acredito em você Severo, mais quero que marque esta reunião para que Hermione compareça.

-O que?- perguntou Severo extremamente assustado.

-Isto mesmo Severo. Hermione que ira comparecer lá e também ira conversa com estas pessoas que falei, cabe a ela explicar a eles e cabe a eles entender ela ou não.

-Milord o senhor não teme que ela o traia?- perguntou curioso.

-Não, sei que ela é leal a mim – respondeu com uma grande certeza na voz.

-Para quando será o encontro Milord?- Perguntou Severo.

-Amanhã, venha buscá-la as 18h00min e me traga antes da meia –noite, este é o tempo que ela terá para rever aqueles imundos – disse frio.

-Sim Milord – Severo fez mais uma reverência e saiu da sala indo direto para Horgwats para encontrar-se com Dumbledore.

Severo aparatou em frente os portões do castelo e de lá seguiu para a sala do Diretor, o castelo vazio parecia que nem os fantasmas queriam estar na atmosfera sombria que ocorria naquela noite. Severo falou a senha para a gárgula e ela se abriu dando passagem a ele.

-Boa noite, Severo. Vejo que me traz novidades – disse Dumbledore assim que viu Severo entrar pálido na sala — e por sua aparência não me parece das melhores.

-Estive com o Lord está noite e ele me pediu para que marcasse junto a você uma reunião – falou sentando-se em frente à mesa do diretor.

-Interessante, com quem exatamente conversaríamos?- perguntou Dumbledore.

-Com sua esposa, a Milady. Você sabe que não possa falar quem ela é – falou Severo ríspido.

-Não posso arriscar membros da Ordem para fazer um capricho de Tom, Severo...

-Quem disse que ele quer que a ordem esteja presente, apenas os Weasley, o Potter e os Grangers – Dumbledore ficou pálido e sentou-se na cadeira.

-É o que imagino Severo?- perguntou o diretor aparentando alguns anos mais novos tamanhos era sua felicidade e o brilho em seus olhos – Severo é o que penso, ela não morreu?

-Já disse a você que não posso comentar nada referente ao assunto, mas creio que deveria sim marcar esta reunião para amanhã.

-Claro, terá algum problema se for à Toca?

-Nenhum, levarei a Milady às 18h00min. Que estejam todos os presentes. – Severo ficou mais algum tempo conversando com Dumbledore e logo em seguida saiu, tinha que se prepara muito para a batalha que enfrentaria amanhã.

Hermione acordou cedo, notou que Tom ainda dormia em sua poltrona transfigurada em cama. O observou dormir, era tão lindo e calmo não cansava de admirar sua fisionomia tranquila, tão diferente quando estava acordado. Hermione aproximou-se dele, não poderia demonstrar fraqueza em sua frente, mas com ele dormindo não teria problema. Aproximou-se mais e abaixou-se próximo a seus lábios e os beijou delicadamente, depois sussurrou em seu ouvido.

-Você é tão bobo Tom, eu nunca deixarei de te amar, mas você simplesmente ignora este fato e faz muita estupidez para que eu deixe de te amar – Hermione passava o dorso de sua mão no rosto alvo de Tom – eu te amo Tom Riddler, amo às vezes mais do que a mim mesma.

Em um gesto rápido semelhante a uma cobra quando da um golpe, Tom segura o braço de Hermione e diz a olhando nos olhos.

-Eu também te amo e obrigado Hermione por você ainda me amar.

Hermione ainda estava assustada, fez um gesto brusco com a mão retirando o pulso de entre o aperto de Tom e foi em direção ao banheiro, Tom gritou para ela.

-Hoje vamos tomar café lá embaixo, tenho alguns convidados e quero você ao meu lado – falou levantando-se de sua cama. Pegou uma troca de roupa e foi para outro quarto se arrumar.

Hermione demorou mais que o necessário para se arrumar, assim ficaria o menos possível na presença de Tom e seus fieis seguidores. De propósito sabendo que Tom odiaria vestiu-se o mais trouxa possível, colocou uma bata vermelha com algumas florezinhas amarelas no decote em V que realçava sem vulgaridade seu busto que estava um pouco mais cheio que o normal, uma calça jeans própria para gestantes, porém era na altura da canela e para fechar um all-star vermelho e branco, prendeu o cabelo em um rabo de cavalo e colocou uma leve maquiagem. Estava uma típica adolescente trouxa se não fosse o fato de uma aliança em seu dedo esquerdo e uma barriga de aparente cinco meses de gestação.

Desceu as escadas com um sorriso satisfeito no rosto e um ar de alegria, sabia que isto irritava mais os Comensais do que uma cara zangada. Quando faltavam alguns degraus para adentrar na sala Hermione já podia ver que a mesma estava cheia, a mesa estava ocupada por pelo menos umas doze pessoas, viu Tom na cabeceira oposta de onde ela vinha ao seu lado esquerdo os cabelos loiros de Lúcios, ao seu lado Narcisa. No lado direito de Tom uma cadeira estava vazia, provavelmente a aguardando para sentar, no lado sentava-se os Lestrange.

Hermione fez uma careta ao perceber que todos os Comensais mais confiáveis estavam ali, inclusive um que ela atacou na batalha do Ministério, ele ainda tinha uma cicatriz que marcava seu rosto, obra que ela fez.

Respirou fundo e entrou a cabeça erguida mais com um sorriso maroto nos lábios.

-Bom dia – disse animada, todos na mesa a olharam quase espantados e jurou que viu uns dois Comensais movimentar a mão em direção a varinha, pensando provavelmente que fosse uma trouxa qualquer ou alguém estúpido entrando na sala.

Hermione olhou com arrogância para eles, e lançou um olhar ainda mais superior a Belatrix e Lucio que a fitava de cima a baixo com caras de estremo desprazer. Hermione viu o momento que Tom saiu de sua leitura do Profeta Diário e a olhou indagador, passando os olhos em sua roupa trouxa, Hermione lançou lhe o melhor olhar de “to nem ai para que você liga” e sentou-se ao seu lado – Bom dia – disse com a voz suave acariciando levemente sua mão.

Tom a olhou como se tivesse nascido mais uma cabeça nela, e seus Comensais o olhavam com cara de espanto, nunca imaginaram seu Lord recebendo carinhos ainda mais de uma jovem tão bonita e encantadora como Hermione, era o que pensavam.

-Bom dia – respondeu frio, voltando a ler o jornal.

Os outros continuaram a comer e a conversa, falavam das mudanças do Ministério e de novas leis que seriam em breve aplicadas. Hermione ouvia a tudo atentamente mesmo fingindo indiferença. Tomou um copo de suco de abobora e comeu alguns pães, sempre calada somente ouvindo. Soube que naquele ano os irmãos Crow dariam aula em Horgwats, um em Defesa Contra Artes das Trevas, que agora seria Artes das Trevas e o Avenco em Estudo dos Trouxas que agora seria matéria obrigatória.

Hermione pensou que achava as aulas de Snape ruins, agora seria um sonho em comparação as outras. Também viu que um dos Comensais, um homem alto e bem vestido de pele macilenta e amorenado, com longos cabelos castanhos bem penteados falava que agora todos nascidos-trouxas tinham que cadastrar-se para serem vigiados de perto, e que todas as crianças seriam obrigadas irem para Horgwats em idades escolares, se não fossem os pais ou responsáveis seriam seriamente punidos.

Queria muito pergunta o que Dumbledore faria, mais sua pergunta foi respondida antes mesmo de acabar de ser concluída em sua mente, por uma reunião do conselho Dumbledore foi afastado do cargo de diretor e quem assumiria seria Severo Snape. Hermione engasgou-se com o pão e tentou disfarça o choque da notícia, mais falhou na tentativa recebendo um olhar indagador de todos à mesa. Mais não foram loucos o suficiente de comentarem nenhuma palavra.

-Hermione me acompanhe até o escritório – disse Tom levantando-se e saindo.

Hermione o seguiu não o temia, mais estava receosa. Entrou e ficou em pé próxima a janela.

-Sente-se – disse Tom formalmente.

-Obrigada estou bem em pé – respondeu fria.

-Hoje ira sair, com Severo. – Hermione o olhou sem entender mais permaneceu calada – Quero que saiba que esta sendo muito difícil, muito mesmo, mais do que possa imaginar tomar esta atitude, mas vejo que será necessária para que me perdoe e para que possamos tentar viver como uma família.

Hermione continuava a olhá-lo sem entender, mais apertou firmes os lábios para não pergunta.

-Como disse hoje as 18h00min Severo irá vim te buscar e te levará para ver seus pais e amigos – Tom disse a ela com grande esforço. Hermione abriu o sorriso mais lindo que Tom se lembrava e seus olhos voltaram a brilhar de felicidade.

-Verdade, você me deixara ficar com eles?- perguntou ingenuamente.

-Não, eu vou deixar você ir até lá e explicar as coisas a eles. Você poderá contar tudo, mais — parou para aproximar-se dela – será por sua conta e risco, não se iluda eles vão lhe tratar mal quando souberem que agora você é minha esposa. Agora você saberá se o seu sacrifício valeu à pena – conclui baixo.

-Eu sempre soube que eu corria este risco, não fugi antes e não irei fugir agora – falou olhando para ele.

-Certo, pedi que Severo marcasse com Dumbledore e que chama-se seus pais também – chegou bem próximo a ela e a abraçou – tome cuidado por favor – disse com a voz suave.

Hermione sentiu seu corpo inteiro tremer ao abraço de Tom, e devolveu o abraço com carinho, afastou-se dele e disse.

-Obrigada – dando um leve beijo em sua bochecha e saiu ainda mais animada para fora.

Hermione estava muito feliz, reencontraria seus amigos e veria seus pais. Mais também tinha medo muito medo da reação deles quando soubessem o que ela fez, não sabia o que esperar.

Hermione passou o resto da manhã passeando pelo jardim e certo momento encontrou com Narcisa que também andava por ali.

-Oi Milady – cumprimentou Narcisa.

-Eu realmente odeio que me chamem assim – respondeu Hermione sem desmanchar o sorriso nos lábios – mais olá Narcisa, o que faz por aqui?

-Lucio veio tratar alguns assuntos e resolvi acompanhá-lo – disse andando ao lado de Hermione.

-Vocês veem muito aqui, não?

-É praticamente minha segunda casa – respondeu a mulher – Lucio tem até um quarto aqui, às vezes para que eu ou Draco falarmos com ele temos que vir aqui – disse com uma nota de tristeza na voz.

-Draco deve sentir muita a falta do pai – comentou Hermione.

-Já sentiu mais, agora se acostumou e outra ele têm bem mais coisas para pensar e se distrair, na verdade ele aproveita que não ficamos quase lá e enche a casa com seus amigos cujo os pais também estão na mesma situação que nós – disse agora realmente triste.

-Têm muitos? – perguntou Hermione.

-Quase todos os Sonserinos, os pais em sua maioria são comensais. Na verdade acho que quase todos os alunos do sexto e sétimos anos da Sonserina estão em minha casa, se não estão lá estão na casa de alguns deles.

-Não pensei que os sonserinos se comportavam desta maneira – falou Hermione surpresa.

– Pois é mais se comportam, nós somos frios, egoísta e colocamos nossos interesses em primeiro lugar, mais sabemos ser amigos quando algo nos interessa.

-Ah, explicado. Eles são amigos, pois interessa ter boa relação com os outros entre si, não?

-Exatamente – respondeu Narcisa – você entende as coisas bem rápidas, mas mudando de assunto como esta o bebê?

-Acho que ótimo...

Hermione e Narcisa passaram a tarde toda conversando as duas almoçaram na sala auxiliar e voltaram para o jardim em seguida, Hermione realmente estava gostando da esnobe e arrogante Narcisa Malfoy.

Às 17h00min Hermione subiu para se arrumar, tomou um banho rápido e colocou uma roupa parecida com que vestia de manhã, uma batinha de manga longa azul, calça preta e botas baixa preta, soltou os cabelos que estavam na cintura e colocou uma leve maquiagem, pegou o anel que Tom tinha dado a ela na noite passada e colocou em seu dedo.

Desceu as escadarias e foi aguarda Severo na sala de visitas que era grande e suntuoso, mais Hermione estava nervosa demais para repara nos detalhes. Foi para próximo a janela para ver a hora que Severo apareceria, faltava ainda quinze minutos mais sua ansiedade era muita, estava tão perdida que não sentiu mãos frias e gentis abraçá-la.

-Acalma-se você assim faz mal para o bebê – disse Tom ao pé de seu ouvido.

-Não consigo – disse Hermione não se afastando de Tom – Eu estou com medo, mas ao mesmo tempo tenho tantas saudades deles e...

-É natural sentir-se assim, mas você é forte Hermione e corajosa e isto são as coisas que mais admiro em você, você é minha fortaleza e minha maior fraqueza, só peço uma coisa, volte para mim – Tom que até então abraçava Hermione pelas costas a virou e a olhou nos olhos, Hermione via ali carinho, paixão, desejo e amor. Deu um sorriso leve e Tom aproveitando a oportunidade a beijou. Era um beijo doce, suave que ambos desejavam, transmitia um carinho muito forte e uma paixão contida, ficaram assim somente juntos, abraçados e trocando algumas caricias inocente, estavam tão envolvidos que não perceberam que profundos olhos negros observavam a cena perplexo.

-Milord – chamou Severo assim que percebeu que se não chamasse ficaria a li por um bom tempo. Tom afastou-se de Hermione e ela dele ficando com o rosto corado ao reconhecer o professor.

-Como sempre pontual – falou Tom sem emoção – a lareira esta ligada com caldeirão furado de lá vocês vão para a Toca, Severo se algo acontecer a Hermione é melhor que você suma se não eu te mato – disse gélido- e a traga de volta no máximo a meia-noite.

-Claro Milord – respondeu Severo fazendo uma reverência.

Hermione seguiu a Severo e juntos foram por rede de flur até o caldeirão furado e depois para a Toca.

Na toca todos os Weasley estavam presentes menos Carlinhos, para espanto deles os Grangers também estavam e naquele momento discutiam o porquê da reunião.

-Dumbledore porque nos chamou?- dizia Artur – Alguma novidade?

-E porque nós – perguntou o pai de Hermione – Sabe alguma coisa de nossa filha? Acharam seu corpo?- perguntou Jane, mãe de Hermione aflita.

-Não posso dizer sobre o que se trata, mais creio que será algo agradável.

-Isto é muito incomodo, não saber – resmungava Harry a Rony, que desde a suposta morte de Hermione estava mais calado que o normal, conversando somente com Gina e com Rony.

-Estou curioso mais deve ser algo... Da — Rony parou ainda era muito doloroso falar o nome de Hermione – da Mi – completou.

-É — concordou Harry sem emoção.

-Quem estamos esperando?- perguntou Jorge inquieto.

-Agora mais ninguém – respondeu Dumbledore assim que viu as chamas verdes na lareira.

Severu saiu de lá muito sério, todos olhavam interrogativamente para ele, as chamas ficaram verdes novamente e uma cabeleira castanha saiu de dentro das chamas. Todos estavam paralisados, ali na frente deles estava Hermione, ainda mais bonita, sua barriga agora já evidente e tinha um sorriso encantador nos lábios. Hermione não esperou que eles se recuperassem do choque e jogou-se nos braços dos pais.

-PAI!MÃE! – Hermione correu e os abraçou com toda a força que conseguia, sentiu que sua mãe tremia e seu pai chorava de emoção ao ver a única filha viva – mamãe, papai senti tanta falta de vocês – falava Hermione entre lágrimas.

-Hermione é você mesmo? — a mãe perguntava não acreditando que sua filha realmente estivesse viva.

-Sou eu mamãe, sou eu – respondia abraçada a mãe.

Soltou dos pais e olhou em volta, Harry veio e a abraçou forte.

-Mi, a Mi senti tanta sua falta – falava abraçada a Hermione, ali todos choravam de alegria, ninguém estava curioso para saber o que aconteceu ou onde Hermione estivera, eles estavam muito emocionados pela volta dela.

-Mi, me perdoa. Eu fui um estúpido Mi – falava Harry abraçado a amiga.

-Eu que te peço perdão Harry, me perdoa, por favor?– dizia Hermione.

Seguiu uma seção de abraços todos queriam abraçá-la até Sr. Weasley a abraçou muito emocionado, Gina grudou no braço da amiga e ninguém conseguia tira-la dali, a mãe de Hermione também como se tivesse medo de que Hermione sumisse no ar.

Passado as seções de abraços, as perguntas começaram a surgir.

-Hermione onde esteve?- perguntou Sr. Weasley.

-Não a incomode com pergunta agora Artur- ralhou a Sra. Weasley — deixe amanhã conversaremos.

-Não. tenho que conversa agora, pois não tenho muito tempo – disse com a voz baixa olhando para o chão.

-Como assim?- perguntou o pai de Hermione – não vai ficar conosco?

-Não- disse seca – eu vim por algumas horas para conversamos e eu explicar algumas coisas, mais depois tenho que volta – disse quase em um sussurro.

-Volta para onde?- indagou Harry.

-Serpents Hall – disse olhando para o amigo.

-Quer dizer que você esteve o tempo todo com ele? Morando com ele? – Harry tinha raiva, fúria e nojo na voz.

-Não, Harry respondeu Hermione firme – neste ultimo mês eu estive sendo prisioneira dele- enfatizou bem as últimas palavras – para seu conhecimento e todos aqui, eu tenho algumas coisas para contar – disse séria.

Todos os presentes acomodaram-se na pequena sala e Hermione se pôs de pé.

-Quando fui levada daqui, estava muito ferida como vocês mesmo testemunharam não sei o que aconteceu bem mais fiquei três dias desacordada, sei que Tom- parou e olhou para eles, todos olhavam com caras de que não sabia quem eram – sei que Voldemort – corrigiu ela para que eles entendessem- chamou uma curandeira para examinar e bem ela confirmou que eu estava grávida e que o bebê é muito poderoso , pois assim que sentiu o perigo fez como uma cúpula de magia para proteger – se , Tom como é muito sedento por poder e querendo ou não orgulhou-se do filho e me manteve viva, mais somente por que eu carrego seu Herdeiro – disse tentando sem efeito esconder a tristeza da última frase.

-Mi, mais o que aconteceu depois. Você fugiu?- perguntou Gina.

Hermione olhou para Severo em busca de apoio, ele olhou para ela e disse em sua voz baixa e sussurrada.

-Eles têm que saber por você – respondeu.

-Não, Gina. – Hermione respirou fundo – Eu e Tom fizemos um acordo só estou aqui por este motivo. Vocês podem saber o que aconteceu desde que eu os conte.

-Contar o que Mi? – disse Harry já desconfiado.

-Tom queria matar-me depois que nosso filho nascesse – deu um suspiro derrotada – ele ia dar para Belatrix criá-lo, eu me desesperei com aquilo e fiz um acordo com ele, ele me deixava criar meu filho, não mataria e nem mandava matar meus pais, nem vocês – disse apontando para os Weasley que estavam sentados todos ao seu redor – e nem iria contra o Harry.

-Como assim Hermione? Quer dizer que você fez um acordo com tudo isto em troca do que? – perguntou Harry levantando-se do chão onde sentava ao lado de Gina, já irritado – em troca do que Hermione?- perguntou aos gritos para ela.

-Deixa que ela termine Potter – vociferou Severo.

-Em troca de eu ser leal a ele e também casar-me com ele pelo os enlaço das Almas – disse já derramando algumas lágrimas.

As reações foram adversas, Molly, Arthur, Dumbledore colocaram as mãos na boca chocados, os outros não entendiam o que os enlaces das Almas significava, mais estavam horrorizados por saberem que Hermione casou-se com Voldemort.

-VOCÊ NÃO FEZ ISTO? VOCE NÃO FEZ ISTO HERMIONE?- Harry e Rony gritavam em pé em frente à amiga, Hermione concluiu que se não fossem seus pais ali talvez Rony e Harry tivessem ido para cima dela, não para bater mais para ver se aquilo era mesmo real.

-POR FAVOR, HERMIONE, FALA QUE ELE NÃO CONCORDOU E QUE DEIXOU VIM EMBORA? –Perguntou um Rony com os olhos cheios de lágrimas.

-O enlace das Almas?- perguntou Molly aproximando-se do sofá que Hermione estava sentada no meio dos pais.

-Sim – Hermione respondeu com um fio de voz.

-Mas... Vocês... Bem vocês já casaram?- concluiu Arthur.

-Sim. No sábado, nos casamos no sábado – disse chorando.

Molly a abraçou firme, Harry foi para um canto mais afastado da sala e andava de um lado para o outro nervoso, mas o pior ele ainda não sabia.

-O que é o encanto das Almas? – perguntou Percy.

-Todos os bruxos escolhem um feitiço quando vão se casar – respondeu Dumbledore – existem vários tipos, que protegem o casal de uma traição ou de algumas outras coisas. Mas este o Encanto das Almas, não é usado há séculos ele é extremamente egoísta, e da mesma forma intimo. Falavam antigamente que quem escolhesse este feitiço estaria unidos pela eternidade, pois só quem amava acima de tudo que morreria pelo outro. – Dumbledore parou por um momento, os novos e os pais de Hermione olhavam para ele em dúvida – este feitiço faz o outro sentir tudo que seu companheiro sente: amor, ódio, alegria, tristeza todos os sentimentos são compartilhados, e se seu companheiro morre você também morre, instantaneamente. – concluiu.

-QUÊ? — Perguntaram todos.

-E você aceitou isto?- perguntou a Sra. Granger.

-Aceitei o que seria meu sacrifício se vocês estão seguros? Isto que importa a segurança de quem eu amo.

-Você não percebe o que fez Hermione? – Harry perguntou a ela vindo para o centro da sala – Você nos trouxe segurança, mas acabou com as esperanças de por um fim a está guerra- falou irritado. Todos olhavam a discussão não entendendo o porquê Harry falava aquilo.

-Eu sei Harry, mas eu só peço uma coisa a você, espere meu filho nascer e você faz o que têm que fazer – disse levantando-se e indo até ele.

-Hermione você não pode pedir isto a Harry- falou Dumbledore com a voz cautelosa.

-Se não pedir a ele, pedirei a quem? – perguntou sarcástica. – o Senhor sabe que só ele pode matar Tom, só Harry pode fazer isto.

-Olha o que me pede Hermione se eu matar ele você também morre – disse olhando para amiga.

-Harry eu sempre soube deste risco, Tom armou para que isto acontecesse, ele sabia que se fizesse isto você não teria coragem de matá-lo, mais escute. Escute Harry — falou olhando nos olhos do amigo e pegando em sua mão – você me prometeu que cuidaria de meu filho não importa quem seria o pai? Lembra? – Harry não respondeu continuou a olhá-la, claro que ele se lembrava – Eu sei que você lembra então você espera eu ter meu filho depois, você destrua isto – disse entregando a Gina o anel da Horcrux que Tom deu a ela – isto é uma horcrux, Tom fez sem meu consentimento.

-Mais isto é impossível! – exclamou Dumbledore – Para fazer uma horcrux a pessoa tem que matar alguém.

Hermione olhou tímida para o chão, Dumbledore olhou com profunda compaixão para ela.

-Minha pobre criança, o que eu fiz com sua vida- disse terrivelmente triste.

Hermione não respondeu, olhou ao redor e o rosto de cada um ali era igual ou ainda pior do que de Dumbledore.

-Harry – Hermione voltou a falar com o amigo – você é a pessoa que mais confio além de meus pais, por favor, eu te peço quando meu filho nascer acabe com esta guerra – disse abraçando ao amigo – Gina você é minha melhor amiga, — olhou para ruiva que estava em pé ao lado de Harry – destrua isto quando achar que é a hora. – disse firme.

-Você não podia ter feito isto, Mi. Não podia – disse Gina a abraçando.

As duas ficaram abraçadas por um tempo chorando, ninguém ali tinha ânimo para falar mais nada, não podiam fazer mais nada. A vida e as escolhas de Hermione já estavam traçados, seus pais estavam inconformados, os Weasley admirados com a bravura daquela menina-mulher em sua frente e Dumbledore estava arrasado, nunca tinha se sentido tão arrependido de ter feito algo como naquele momento.

As duas separaram-se e o Sr. Weasley começou a falar.

-Hermione eu não tenho palavras para agradecer o que fez por nossa família, não que eu concorde com sua atitude, mas quero que saiba que você para mim e para Molly sempre foi como uma filha, e que não por seu sacrifício mais pela pessoa que você é eu reforço isto, não deixaremos que nada de mal aconteça com você buscarei em todos os lugares uma maneira de anula seu casamento ou este feitiço, mais se todas as forças esgotarem e o pior vim a acontecer prometo a você, seu filho nunca ficara desamparado e nós ajudaremos Harry no que ele precisar. – falou abraçando forte Hermione.

-Eu faço as palavras de Arthur, as minha também Hermione. Você sempre será bem-vinda aqui querida, e não se deixe corromper com a maldade que estará a sua volta.

Hermione sentia-se bem melhor agora que pelo menos os Weasley entenderam, olhou para os pais eles não falaram nada somente abraçaram com força a filha e disse que aproveitaria cada minuto ao seu lado. Hermione sorriu para eles, eles eram seus pais e sabiam que quando ela estava decidida a algo não mudava de ideia.

Aproximou-se de Harry ele virou e foi para a cozinha, Hermione respirou pesado. Ela sempre soube que com ele seria difícil, olhou para Rony ele sorriu um sorriso verdadeiro e veio falar com ela.

-Eu sofri tanto pensando que você tinha morrido — disse enquanto a abraçava – prefiro você com ele a morta.

-Ah, Rony como queria que Harry entendesse- disse triste apoiando a cabeça no peito do amigo.

-Da um tempo a ele que logo ele entende – disse acariciando seus cabelos.

Um barulho invadiu a sala o que fez todos olharem para onde Rony e Hermione estavam.

-Nossa Rony nem nestes momentos você esquece a comida?- falou Fred.

-Ow, não fui eu não – disse com as orelhas vermelhas.

-Não implica com ele foi eu – disse Hermione afastando-se do amigo e passando a mão na barriga – ele é muito faminto – disse sorrindo.

Todos sorriam, sabia que chorariam muito ainda, era melhor aproveitar os momentos alegres e assim foram para a cozinha jantar.

Notas finais
1º O que acharam do cap? Creio que foi uma surpresa para vcs pois todas acharam q seria somente com os pais dela o reencontro, então?

2º E agora o que vcs querem que aconteça com Tom e Mi, se reconcilie ou a Mi deve continuar dando um gelo nele ainda? Me responda pq não escrevi o cap ainda e isto sera muito importante.

Bjs e obrigada até quarta.