Uma Segunda Chance para Viver
28 Capítulo 28- 27º Revelando o inevitável
Notas iniciais
Hermione continuava ali deitada, sentiu quando a Sra. Weasley a deixou alegando que seria bom ficar um tempo sozinha, ouviu quando Gina entrou no quarto e a chamou para almoçar, mas nem se quer deu o trabalho de olha-la. Estava muito imersa em seus pensamentos, lembrou-se do dia que foi conhecer sua nova casa.
“-Ficou perfeita. – Hermione estava encantada. No andar de baixo tinha uma sala de visita, outra de estar, uma de jantar, o escritório e a cozinha e um banheiro, no segundo andar, quatro quartos de visitas, uma biblioteca e outro banheiro e no ultimo andar tinha mais três quartos sendo todos suítes – Mas porque tão grande?
- Sempre quis uma casa grande e espaçosa e outra com todo aquele boato de gravidez andei pensando, que quero ter muitos filhos com você! – disse a beijando apaixonadamente.”
Foram tantos planos que fizeram, e agora que estava se acostumando em seguir em frente sem ele, isto acontece. O que faria? O que falaria para quem perguntasse quem era o pai de seu filho? E o que Voldemort faria se soubesse que teria um herdeiro? O mataria? Ou o pegaria para criar-lo para seu sucessor? Qualquer uma das hipóteses era terrível demais. Não desejava seu filho morto, muito menos um herdeiro das trevas.
Precisava de um plano, precisava conversar com alguém. Mas quem? Perguntou-se. Na mesma hora veio a resposta. Dumbledore! Ficou em dúvida onde encontrar-lo, mas se lembrou de que amanhã haveria uma reunião da Ordem, então provavelmente estaria por perto. Resolveu descer para perguntar a Sra. Weasley sobre o diretor e também para comer, passara a maior parte do dia no quarto deitada e realmente estava faminta, por algo sólido.
Passou no banheiro e notou como estava mal, pálida com olheiras profundas e estava mais magra que o normal, seu rosto inchado de tanto chorar e seus olhos vermelhos pelo o mesmo motivo. Seus cabelos estavam bagunçados e ainda vestia o pijama no qual dormiu. Parecia uma pessoa doente e bem mais velha do que seus dezesseis anos.
Respirou pesadamente e resolveu tomar um banho, deixou a água escorrer pelo seu corpo e em um gesto natural, passou a mão pelo ventre inexistente. Um leve sorriso surgiu nos lábios, por mais que a hora fosse péssima e o pai fosse o bruxo mais procurado e temido de todos os tempos, se sentiu feliz, porque agora sabia que tudo que viveu com Tom Riddle foi real, e seu pequeno milagre de um imenso amor que sentiu por ele, estava crescendo dentro dela. Não importa que seu pai faça, ou que tente fazer a nós. Quero que saiba que eu já te amo e te defenderei contra tudo e todos. Até mesmo dele, por você!
Sentiu-se mais aliviada, depois disto e tomou coragem para descer e enfrentar o olhar de todos, claro que em seu intimo pedia a Merlin para que a Sra. Weasley não tivesse contado nada a seus amigos. Assim que desceu viu que só a mulher estava na casa.
- Oi, Sra. Weasley. Onde estão todos? – perguntou se sentando a mesa da cozinha onde Molly cortava com auxilio de magia alguns legumes.
- Limpando o Jardim, com o casamento de Gui e Fleur em poucos dias, já estou adiantando os afazeres deles. – disse fitando Hermione com carinho.
- Não deixe de me incluir nestas obrigações – falou se sentindo mal por parecer um peso na casa.
- Não se preocupe você tem coisas mais importantes a resolver. – disse com a voz calma – Me parece que esta melhor.
- Sim, estou mais calma um pouco. –falou timidamente – Sra. Weasley a senhora falou com os garotos sobre o que descobriu?
- Não querida, fique tranqüila, é algo que você deve contar a seus amigos, não eu. — respirou e falou com a voz mais séria – Mas você contara ao pai da criança, não vai?
- Não! –exclamou rápido, Voldemort não poderia saber. A mulher a olhou interrogativamente estranhando a resposta agoniada que Hermione deu, a garota percebendo isto continuou – Acho melhor não, é complicado. – suspirou cansada.
- Querida, ele como pai terá que saber. – falou mansamente – É algum garoto de Beauxbatons, não? Pelo tempo que está de gravidez só pode ter ficado grávida em seu intercambio. – concluiu.
- Sim, mas realmente é muito complicado. – neste momento seu estômago roncou alto, o que a deixou constrangida.
- Nossa que cabeça a minha, vamos. Coma alguma coisa passou o dia em sua cama, não pode ficar sem comer, agora terá que se cuidar pelo pequeno que está ai também. – disse levitando vários bolos e pães pra Hermione.
A garota não se fez de rogada e começou a comer, estava com muita fome. Depois que estava satisfeita retirou a duvida com Molly.
- A Sra. sabe onde o diretor Dumbledore está?
- Não exatamente, se não me engano deve estar no castelo. — concluiu.
- Posso usar o pó de flú para falar com ele? É muito urgente. – perguntou timidamente.
- Claro, acho que não terá problema já que a lareira daqui esta ligada diretamente com a da sala dele, fique a vontade querida.
- Obrigada Sra. Weasley eu irei agora mesmo ver se ele esta lá. – levantou-se e caminhou a sala, mais antes de jogar o pó de flú ouviu Molly dizendo.
- Não se preocupe, nós estaremos ao seu lado Hermione, sempre! – parou um momento — E não volte tarde para não perder o jantar.
Hermione sorriu era por estas e outras que amava aquela família como se fosse dela mesma. Sabia que poderia contar com eles para qualquer coisa, assim como com o Harry.
Assim que saiu da lareira na sala do diretor, o viu sentado em sua mesa fazendo notas em alguns pergaminhos.
- Boa Noite Srta. Granger! – disse sem ao menos levantar os olhos – Só um segundo, por favor, que nós já se falamos. – disse terminando de escrever ao pergaminho.
Hermione caminhou até próximo a mesa do diretor e ficou ao lado da cadeira, o aguardando terminar, viu o levantar e colocar o pergaminho na fênix e esta levantar vôo.
- Me desculpe era urgente. – disse com um sorriso, olhando Hermione pela primeira vez – Minha querida você não me parece nada bem! Em que devo sua agradável visita? — Hermione sentou-se conforme Dumbledore fez sinal a ela e falou séria.
- Boa noite, diretor. Descobri algo que tenho que falar ao senhor. – disse direta.
- Me diga querida , parece algo grave e importante.
- Eu descobri esta manhã que... Bem... Eu... – Hermione ficou nervosa, toda a força que vinha fingindo ter, ruiu quando viu aqueles olhos azuis a fitando tão bondosamente – Eu... Eu to grávida! – despejou de uma vez.
Hermione por um momento viu o diretor sorrir, mas foi algo bem rápido. Logo ele assumiu um rosto sério e preocupado que em poucas vezes ela viu no diretor. Ele não falou nada, nem demonstrava qualquer emoção. Hermione também ficou calada, assim como ela, o diretor provavelmente não gostava de ser interrompido enquanto pensava.
- Você sabe que corre perigo, não? — Perguntou depois de um tempo.
- Sei, só que não sei como fazer. Estou perdida! – exclamou – Ninguém pode saber quem é o pai do meu filho nem o próprio pai. – lágrimas já escorriam pelo seu rosto.
- Calma Hermione, eu sei que será difícil, mas nós explicaremos a Ordem e tenho certeza que você ficara segura. – disse.
- A ordem? Como assim? — perguntou nervosa.
- Teremos que explicar o motivo de tanta proteção a você, e também sua gravidez logo ficara evidente –disse como fosse obvio – Amanhã conversaremos na reunião da Ordem.
- Mas diretor o que digo a Harry e Rony?
- Diga de sua gravidez, creio que ficarão chateados se não contasse a eles primeiro, mas em hipótese nenhuma conte algo do pai. Se eles perguntarem diga que será tudo explicado na reunião. Enquanto eu estiver explicando, apenes concorde.
Hermione olhava o diretor ainda desconfiada, não que não confiasse nele, mas era sua vida que estava em suas mãos. O diretor percebeu e concluiu.
- Confie em mim, dará tudo certo Hermione, você e seu filho estarão protegidos.
Hermione concordou e voltou par a lareira, onde retornou para a Toca, agora veria a coisa mais difícil para ela, contar a seus amigos e mentir para eles. Assim que chegou os viu sentados na sala. Rony jogando xadrez de bruxo com Harry e Gina folheando uma revista.
- Oi. – cumprimentou a eles.
- Oi Mi, onde estava? – perguntou Rony, enquanto ainda permanecia sua atenção ao jogo – Não te vimos a tarde toda.
- Fui falar com Dumbledore. – respondeu se sentando na poltrona – Cada o resto do pessoal.
- Mamãe está na cozinha, conversando com Fleuma, papai , Fred , Jorge e Gui ainda não chegaram do trabalho. — Respondeu Gina.
- Falta muito ainda para sua mãe terminar a janta? Será que ela precisa de ajuda? – perguntou Hermione.
- Se eu fosse você não passava a menos de vinte metros da cozinha, quando ela estiver falando com a Fleuma se não quiser servir de escape. –disse Gina divertida – E acho que sim, o jantar irá demorar já que estaremos esperando mais algumas pessoas.
- Certo. – Hermione ficou em silencio por um tempo até que tomou coragem – Eu preciso falar com vocês. – disse chamando a atenção do grupo para ela.
- Fala Mi. – disse Harry.
- Acho melhor subirmos... Bem é meio complicado. – falou mordendo os lábios inferiores, gestos que os amigos sabiam que ela fazia quando estava nervosa com algo.
- Então vamos. – falou Harry já levantando acompanhado de Rony e Gina – No quarto do Rony?
- Pode ser. – respondeu – Só vou falar para sua mãe que já cheguei e subo em seguida.
Hermione foi para cozinha e viu que Sra. Weasley conversava com Fleur com uma cara de poucos amigos, se sentiu péssima em atrapalhar, mais estava faminta.
- Sra. Weasley?
- Oh, querida chegou que bom! Como foi lá? Tudo bem? – perguntou abraçando a garota.
- Sim, amanhã tudo será esclarecido na reunião. – olhou para Fleur – Olá Fleur!
- Olaa He... errmioone – disse com um sotaque bem carregado.
- Eu vou subir para falar com os meninos.
- Ah! Claro pode deixar que não deixarei ninguém interrompe-los, tome leve estes bolos e sucos, para acalmar os ânimos. – disse entregando uma vasilha com pedaços de bolos e uma jarra de suco.
- Obrigada.
Hermione com um pouco de dificuldade subiu carregando as coisas, e se preparando para enfrentar seus amigos.
- Oba, bolos. – Rony falou levantando-se da cama que estava para ajudar Hermione.
- Mi, o que é de tão sério para falar. Estou curiosa e preocupada. – disse Gina.
- Certo. Mas primeiro me prometem que me escutaram e não me forcem a falar nada a mais que eu possa? — disse olhando para os amigos.
- Sim. – responderam os três.
- Vocês sabem que eu fui numa missão para a Ordem lá para Beauxbatons, lá conheci muitas pessoas inclusive um rapaz. — Hermione notou que as orelhas de Rony começaram a ficar vermelhas achou melhor ignorar – Bem nós começamos a namorar e ele chegou a me pedir em casamento, o que achei um absurdo por ser tão nova. Mais nós... Bem... É... -começou a gaguejar.
- Fala Hermione o que aconteceu? — Disse Harry.
- Eu estou grávida! – falou rápido.
- O QUE? – disseram os três.
- É eu estou grávida, e bem ele não sabe e nem deve saber. – disse já começando a chorar.
- Mas Mi, o que aconteceu com ele? Tipo por que ele não deve saber? – perguntou Harry tentando consolar a amiga.
- Eu não posso dizer, é complicado demais. – falou abraçando o garoto.
- Mi não fica assim, nós vamos te ajudar. – falou Gina.
- E ele vai assumir este filho! Onde já se viu? Usar e você e depois fazer isto Hermione? Como você também pode cair no papo destes aproveitadores? Você sempre foi tão sensata? – Rony falava fumegando de raiva.
- Não fala o que você não sabe Rony! – gritou Hermione — Você não sabe o que eu vivi com ele, então não se meta.
- Ele é um idiota e provavelmente te largou depois que conseguiu o que queria. – disse rude.
- Rony é melhor você sair. – disse Gina séria para o irmão.
- É mesmo cara, a Hermione não pode ficar nervosa e você não esta ajudando muito.
Rony fez uma careta para os amigos e saiu batendo a porta.
- Mi agora que aquele idiota se foi, fala o que realmente aconteceu. – disse Gina calmamente.
- Nós nos apaixonamos de verdade, sabe? Eu sei que ele me amava. Mas depois descobri que não tínhamos os mesmos ideais e eu resolvi desistir, resolvi voltar. – disse triste.
- Quer dizer que você pensou realmente em ficar lá? — perguntou Harry chateado.
- Pensei Harry, mas me entenda eu nunca senti algo assim por ninguém, e bom ele foi o primeiro homem que conheci... E... — falou timidamente.
- Tudo bem Mi, tudo bem o importante é que você voltou e vamos ajudar no que puder, meu afilhado não vai sentir falta de nada. – disse Harry para amiga.
- Afilhado? — perguntou confusa.
- Porque? Você ia dar para outro?- disse tentando disfarça a tristeza.
- Na verdade não tinha pensado nisso ainda, eu descobri hoje cedo que estava grávida, mais com certeza as primeiras pessoas que confiaria meu filho era em você e na Gina. –disse sorrindo para o amigo.
- Mas Mi, porque não quer que ele descubra, e que idéias tão diferentes são estas que você o abandonou? — perguntou Gina intrigada.
- Eu não posso responder, mas amanhã vocês saberão na reunião da Ordem.
- Na reunião? O que sua gravidez tem a ver com a Guerra? – perguntou Harry.
- Algumas, mas não posso te dizer, só me prometa que seja lá o que for não deixe de ser padrinho do meu filho e de ser meu melhor amigo? – falou com o olhar suplicante.
- Tudo bem Mi, sempre estarei ao seu lado. Você sabe que é a irmã que eu não tive, não sabe? — falou com carinho.
Harry e Hermione se abraçaram e logo Gina se uniu ao grupo. Hermione estava mais aliviada, tinha pelo menos um de seus amigos ao seu lado. Estava triste por Rony mais sabia que ele estava ferido, e precisava de tempo para entender as coisas.
- E o Rony será que está muito bravo? – perguntou depois de um tempo.
- Logo ele para pra pensar e vê que agiu como um imbecil. – disse Gina – Agora vamos se arrumar para jantar, que já estou ouvindo movimentos lá embaixo.
As meninas foram tomar banho enquanto Harry procurava Rony. O encontrou sentado embaixo de uma arvore no jardim da Toca.
- E ai cara? — perguntou Harry assim que chegou.
- Eu sou um imbecil, não sou? — respondeu Rony cabisbaixo.
- Sim você agiu como um, não que você seja. – disse divertido – Eu sei que você deve estar sofrendo, agora que você assumiu para você mesmo que gosta dela, mas acho que você demorou muito par isto e perdeu sua chance. – disse com simplicidade.
- Nossa, belo amigo que você é, em vez de falar “vai lá Rony, você consegue, agora que ela esta sozinha e triste” e estas coisa não, você me fala que eu cheguei tarde? – falou um pouco bravo.
- Rony eu, como seu amigo, não devo mentir para você. Não viu como Hermione chegou da missão. Totalmente transtornada? Ela não ficaria assim se fosse algo passageiro, não sei o que este cara fez com ela, mas seja lá o que foi a deixou despedaçada por dentro. E agora com mais esta, dela estar grávida, não vai ser fácil, Rony. Não quero te ver sofrendo por isto. Porque se eu dissesse para fazer conforme você diz, provavelmente, daria certo, porque ela ira precisar de alguém do seu lado, mas só porque estaria carente, e não por amor de verdade, e os dois acabariam sofrendo. Isto eu não quero para meus melhores amigos. Nunca.
Rony olhou para Harry, sabia que o garoto tinha razão, mais ainda era difícil aceitar que ele a perdeu. Doía admitir que chegou tarde. Continuaram a conversa mais um pouco e logo entraram para jantar, várias pessoas já se encontravam lá, Tonks, Hermione e Gina conversavam perto da lareira. Moody, Fred e Jorge que já tinham voltado da loja, estranhamente conversavam mais afastados dos outros. Sr. Weasley que conversava com Gui, Lupin e Fleur, na cozinha já sentados a mesa.
O jantar foi descontraído, como quase todos eram quando estavam na Toca, até que Sr. Weasley falou algo que fez Hermione estremecer.
- Alastor, você têm idéia que Dumbledore convocou todos da Ordem para a reunião de amanhã.
- Não, mais deve ser um assunto sério para chamar a todos – concordou.
- Eu realmente estou curioso, da ultima vez que fez isto, foi quando você-sabe-quem havia voltado. O que será de tão grave ele quer nos dizer? — falou Gui.
- Seja lá o que for ele só descobriu hoje, pois me mandou uma coruja no final da tarde somente – disse Moody.
Hermione sentiu quatro pares de olhos a queimar, Sra. Weasley, Gina, Harry e Rony. Todos se fazendo a mesma pergunta o porquê da gravidez de Hermione ser tão importante. O que ela escondeu?
O outro dia passou em um abrir e fechar de olhos, quando Hermione se deu conta, já estavam na frente da lareira, indo paro o Largo Grimmauld 12, a Toca era o único lugar que tinha conexão direta por rede de Flú para lá.
- Não sei o que será revelado Hermione, mas conte comigo. – ouviu Harry falar a ela.
Rony ainda estava chateado com ela, mais deu um olhar amistoso e de apoio, o que fez a garota se sentir mais segura. Chegando lá se encontrava muitas pessoas cerca de mais cinqüenta, alguns rostos conhecidos, outros nem tanto. Hermione se sentiu gelada, suas mãos soavam, e tinha dificuldade para respirar. O que Dumbledore irá dizer? Esta pergunta não saia da cabeça dela.
As dezenove horas em ponto Dumbledore, acompanhado de Minerva e Snape chegaram a cozinha, que foi magicamente ampliada para reunião. Todos os Weasley estavam ali, até mesmo Carlinhos que Hermione só reconheceu depois,
- Boa Noite a todos, e agradeço que aceitaram meu convite. – disse educadamente e foi respondido por todos. – Creio que estejam curiosos para saber o motivo de estarmos todos aqui. Primeiramente devo adiantar que trago boas noticias. — o silencio na sala era geral, todos muitos atentos e curiosos no que o diretor falava.
“Descobrimos uma maneira de destruir Voldemort completamente. – várias pessoas murmuravam com alegria – E já conseguimos dar o primeiro passo para isto. A segunda tem um pouco haver com a primeira e certamente não será tão agradável – Hermione sentiu as bochechas queimarem, e recebeu um aperto firme de Harry e Rony que estavam ao seu lado.
“Descobrimos recentemente que Voldemort possui horcruxes. – uma onda de indignação passou por todos – Isto explica por não ter morrido anos atrás, como sabemos se não destruir as horcruxes nada poderá deter-lo.”
- E como descobriremos isto? Pode ser qualquer coisa? — falava vários bruxos preocupados.
- A boa noticia é que descobrimos o que são e quantas são, só que a pessoa que descobriu isto agora corre um certo risco, por este motivo quero pedir que a Ordem se concentre não só em proteger Harry mais também esta pessoa”
- Mais quem é ela? — perguntou Sr. Weasley
- Arthur creio que coloco em suas mãos e em sua casa mais uma pessoa em risco, fazendo assim sua família, mais uma vez a frente de tudo isto. – disse Dumbledore com visível tristeza.
- Não entendo.
- A pessoa que descobriu todas estas informações foi Hermione Granger. – o diretor apontou para a garota, que ficou muito vermelha.
- Mas ela é só uma menina, como pode descobrir tudo isto? – disse uma bruxa muito elegante.
- Bem não sei se todos sabem, mas Hermione apesar de pouca idade é muito habilidosa e sua inteligência é incomparável, por este motivo no ultimo ano letivo ela foi para Beauxbatons, em busca de informações para a Ordem, sabíamos que Voldemort tem muito aliados lá, Hermione iria observar e nos contar o que descobriu. Mas os planos saíram um pouco do esperado e ela descobriu muito mais.
“Peço que por favor não a julguem, todos nós já fomos adolescentes e nos envolvemos com pessoas erradas. – falou lembrando de si mesmo mais novo – Bem ela conheceu muita gente e entre eles um rapaz, o mais inteligente daquela escola assim como ela. Começaram ter um relacionamento e ele contou a ela sobre as horcrux que seu mestre havia feito”
Harry e Rony olharam para garota, era isto ela tinha se envolvido com um comensal, estava decepcionados com ela, mas mesmo assim não largaram suas mãos.
- Por favor Dumbledore e você acreditou em uma adolescente apaixonada? — perguntou um bruxo mal humorado.
- Não tenho o porquê duvidar dela, meu caro. Simplesmente porque por suas informações a primeira Horcrux já foi destruída. Quando Hermione descobriu que ela era um comensal, e vejamos ele não é um simples comensal ele é o braço direito de Voldemort – Dumbledore não podia falar a verdade, mas queria que entendessem que não era qualquer pessoa -, ela o largou e voltou para cá. Mas ele descobriu que ela é da resistência e provavelmente a quer morta antes que seu mestre descubra que ele deu informações para o inimigo – concluiu.
- Dizemos assim que Hermione é a cabeça número um agora? — perguntou alguém.
- Dumbledore, acho que estamos um pouco atrasados. – interrompeu Snape, com a voz fria de sempre – Voldemort já sabe da informação e ultimamente perguntou-me sobre a Srta. Granger, se ela já havia voltado do intercâmbio, no momento não sabia de nada disto e confirmei.
- Fez correto, Severo. Dificilmente Voldemort deixa passar algo despercebido. Hermione assim como Harry terá que ter vigilância constante, e pelo seu estado não poderá aparatar, então...
- Que estado? — Perguntou Minerva, Hermione amaldiçoou sua antiga amiga por ser tão detalhista.
- Ela esta grávida deste homem. – um sonoro OH!! , Saiu da boca dos presentes.
- Pelo menos sabemos o porque que ele falou algo tão sério. – disse Moody maldoso.
- Respeita ela, Alastor, como falei todos nós já fomos jovem um dia. – disse Dumbledore sério.
- Como podemos confiar nela? Sua relação com este homem foi muito séria?
- Eu confio em Hermione. – disse Harry nervoso pela colocação de um bruxo — Ela me salvou muitas vezes e se não estivesse Hermione comigo talvez já havia morrido antes.
- E sabemos que ela mata e morre por nós, literalmente. Na batalha do ministério ela matou um comensal que ia me matar. – disse Rony.
- Confio em Hermione tanto quanto confio em qualquer um aqui presente, então não duvide, ela poderia ter ficado ao lado da pessoa amada, e não digam que ele não queria pois chegou até mim que ele chegou comprar uma casa para ambos e ficaram noivos, mas assim que ela descobriu a quem ele servia, ela desistiu de sua felicidade para passar esta informações para a Ordem, então não duvidem. — Dumbledore falou sério, ninguém ali teve coragem ou ousadia para descorda.
A reunião terminou algum tempo depois e Hermione se sentiu vigiada a todo o momento, sabia que muito ali não acreditaram em Dumbledore, e lançavam olhar de desconfiança a ela. Como prometido Harry, Rony e Gina não saíram de seu lado. E a Senhora e o Sr. Weasley lhe lançavam olhar de pena e admiração.
Voltaram para Toca, Hermione pedindo licença saiu em direção ao quarto sabia que queriam falar sobre o que aconteceu e não se sentiu mal por isso. Eles tinham este direito de chegar a qualquer conclusão a respeito dela. Neste momento ela só precisava dormir e esperar para que este pesadelo terminasse.
Notas finais
Mas o recado não era esse, quero agradecer a todas minhas queridas leitoras que me mandarão recomendações, gente sério voces não sabem a satisfação que tenho quando entro no meu perfil e vejo as recomendações, me da mais vontade ainda de escrever, para saber suas opiniões e os comentarios. Leio todos atentamente, mais agora meus agradecimentos para aquelas que recomendarão esta semana.
jujume, Lyandrnha,Luanny,leleeticinha,Miranda Kaiba,kah_aluada,S2PattyS2,vivianni e Amis.
Gente muito obrigada pelas suas palavras, se escrevo ou se a fic esta este sucesso 90% disso é por todas voces, q sempre leem e acompanham. Valew. Beijos mesmo e prometo tentar sempre agradar a voces.
OBS: O capitulo que tanto voces querem esta com a beta, pelo menos a primeira parte!!!Bjs
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