Uma Segunda Chance
1 Prólogo
Notas iniciais
POV EDWARD
Estava em meu quarto com o som ligado em um volume mais alto do que o necessário, sem realmente conseguir dar o devido valor à música que saia pelo aparelho. Era bastante difícil me distrair, mas eu tinha que tentar. Principalmente, para conseguir ignorar os pensamentos dos outros, estando a uma distância tão pequena dos membros da minha família, tornava a tarefa sempre difícil.
Sabia o que cada um pensava; mesmo os pensamentos mais insignificantes. Tentava a todo instante dar liberdade para eles, porém isso era praticamente impossível, não fazia por querer, era como estar em um local pequeno e ouvir uma pessoa falando em voz alta ao seu lado, mesmo você não querendo você acaba ouvindo a conversa. Ouvi os pensamentos de Emmett e Rosalie, meus irmãos, que começavam a ter pensamentos mais íntimos, essa era minha deixa, precisa sair um pouco, dá um pouco de liberdade a minha família. Sai pela janela do meu quarto e fui correr.
Um dos poucos prazeres que essa nova vida me deu. Vida. É até irônico chamar assim essa minha meia-vida, ou melhor, meia-morte. Deixei o instinto me levar e quando vi estava correndo com toda a velocidade que conseguia, não passava de um borrão na floresta, só parei ao encontrar a minha clareira.
Era um local que acabei encontrando por puro acaso, mas me dava grande tranquilidade em ficar lá, não podendo ouvir nada ao meu redor a não ser meus pensamentos. Há tanto tempo que convivo escutando o dos outros era bom poder se concentrar nos meus.
Senti um aperto no peito ao chegar lá. Estranho. Quando vi no centro da clareira, tinha uma pilha de livros um pouco desgastados.
Será que foi a Alice? Ninguém conhece esse lugar. Ninguém, exceto eu. Mas, ela pode ter previsto onde estava indo. Aproximei da grande pilha de vários... livros? Não, não era isso... Cadernos eu acho. Isso era diferente, me aproximei com mais cautela. Com minha visão poderia dizer facilmente que os de cima eram mais antigos que os debaixo e em cima tinha um bilhete. Abri e fiquei surpreso ao ler.
“Quem não gostaria de ter uma segunda chance? O difícil é ter a oportunidade de tê-la. Mas, se você fosse esse privilegiado o que você faria? Concertaria seus erros? Ou erraria de novo? Você fugiria? Espero que não. Essa é uma oportunidade única, aprenda com seus erros, pegue essa nova oportunidade. Não deixe que os erros do passado se repitam, aproveite o presente e não fuja dos seus sonhos.
Não esqueça: Tudo que é por amor vale a pena.
Com carinho, para os Cullen.”
Surpreso é eufemismo para o que senti na hora. O que era aquilo? Quem o colocou? Achei melhor deixar os questionamentos para depois. Peguei tudo rapidamente e em um piscar de olhos já estava correndo de volta para minha família. Eles teriam que vê aquilo comigo, afinal o bilhete era para todos.
Cheio de perguntas na cabeça, nem reparei que já estava em casa, abria a porta bruscamente e fui direto para sala deixando tudo em cima da mesa de centro e chamei a todos.
– Carlisle, Esme, Emmett, Alice, Jasper, Rosalie – falei apreensivo, começava a formar hipóteses em minha cabeça, mas nada fazia sentido.
– O que foi meu filho? – Esme respondeu preocupada
– Algum de vocês colocou isso na minha clareira? – falei um pouco ríspido, imaginava ser algum tipo de brincadeira de mau gosto. Li rapidamente o pensamentos de todos, mas estavam tão confusos como eu e resolvi logo acrescentar – Encontrei isso junto com esse bilhete. – Li rapidamente o que estava escrito e logo todos ficaram tão surpresos e intrigados quanto eu.
– O que estamos esperando, vamos abrir e vê o que tem! – Disse Alice apreensiva mais do que eu por não ver nada no futuro. Isso me surpreendeu ainda mais. Como assim Alice não conseguia ver?
– Por que você não tá conseguindo prever nada Alice? O que você acha que está te bloqueando?
– Eu não sei – disse frustrada. Isso nunca tinha acontecido antes, Alice sempre se valeu do seu dom para tudo e pela primeira vez está às escuras e, não ficou nada contente com isso.
– Como assim não vê nada? – perguntou Jasper surpreso. Não precisava ter o dom de Jasper para saber que confusão era o sentimento predominante naquela sala.
– Eu não estou conseguindo vê o futuro é estranho eu tento olhar para frente e nada acontece é tudo escuro! Isso nunca aconteceu antes.
– Abra logo isso Edward! – Disse Rosalie de forma ríspida. Podia vê que ela estava realmente preocupada com isso.
– Rosalie fique calma. Não precisamos entrar em pânico, vamos primeiro vê o que tem aí para depois tomarmos qualquer atitude – Carlisle tentou acalmar os ânimos de todos e Jasper ajudou um pouco mandando uma onda de calma.
– Carlisle tem razão – peguei o primeiro e quando vi franzi o cenho confuso – Isso não é um caderno como pensei, são diários.
– Como você os encontrou Edward? Invadiu a casa de todas as adolescentes de Forks? Não conhecia esse seu lado pervertido – Emmett completou a frase com uma estrondosa gargalhada, amenizando a tensão do ambiente.
– Cala a boca, Emmett! – disse dando um soco no braço dele. Fiquei constrangido com o comentário dele. Ainda pude ouvir uns risinhos dos demais.
– Chega, me dá aqui Edward – Alice puxou o grosso diário de minhas mãos e começou a ler...
Fale com o autor