Uma Segunda Chance
23 Capítulo 21 - Bônus
Notas iniciais
primeiro quero desejar um Feliz dia das mães a todas as leitoras que acompanham essa fic, e as que não são, que passem minhas felicitações para as mães de você.
Quero agradecer especialmente a recomendação da Vitory Mona que me incentivou bastante a continuar a escrever e a CarolEdwMasen por ser a primeira fic do nyah que ela acompanhou. - Obrigada leitoras.
Beijos
Ao virar para a próxima página para continuar a leitura, vi algumas folhas dobradas dentro do diário.
Era um papel elegante que somente nós usávamos, Alice tinha feito de um material exclusivo, com uma tonalidade de creme única. E como nossas correspondências, essa também estava lacrada com cera pelo símbolo de nossa família, um hábito antigo de Carlisle que passou para o resto da família. Carlisle gostava desse formalismo e achou difícil abrir mão desse hábito.
Nossos olhos estavam colados naquelas folhas que sabíamos que nenhum de nós tinha escrito. Pelo menos não nesse tempo. Eles olhavam tão desconfiados como eu.
Abri lentamente, por algum motivo desconhecido. Sabia que era apenas folha de papel, mas desde que os diários apareceram parecia que minha obrigação era prestar atenção para todos os detalhes esperando uma bomba explodir a qualquer momento. Acho que por esse motivo estava tão cauteloso e sem vontade de apressar o que estava por vir.
- É minha letra. – falei com surpresa ao terminar de abrir.
- Você também anda escrevendo em diários Ed-Boy? – Emmett fez cara de horror fingido. – Sabia que existia uma adolescente interior em você!
Revirei os olhos para sua estupidez.
Alice deu um soco no seu ombro antes de se virar para mim. – Leia logo Edward. Podemos saber alguma coisa de como esses diários chegaram aqui.
Não tinha pensado nessa hipótese. Mas, pelo que me conhecia, se estivesse envolvido nisso, tentaria me comunicar comigo. Tão confuso como tudo parecia, era difícil se referir como se eu fosse duas pessoas distintas.
Isso é mais estranho do que imaginava, escrever sobre uma coisa que aconteceu comigo. Desde que me tornei um vampiro, minha memória é perfeita, então não deveria ter dificuldade em executar essa tarefa, mas sabendo que toda minha família e meu “eu” do passado estaria lendo o que está neste papel, torna as coisas mais complicadas.
- Oh. Meu. Deus! – ouvi a voz de Alice dizer.
E eu pensei que as coisas estavam indo bem. Não podia explicar o quanto era estranho, ler algo que eu escrevi, não sei quanto tempo no futuro. Parecia um daqueles filmes bizarros com viagem no tempo.
- Bom, sabemos agora que você está envolvido com o fato desses diários aparecerem aqui. – apontou Carlisle, analisando a situação. – Você tem certeza que essa letra é sua, certo? – sabia o que ele estava perguntando. Podemos falsificar a letra sem nenhum humano desconfiar, mas outros vampiros poderiam.
- Sim. – falei baixinho. – Tem meu cheiro no papel. – isso parecia completar o quão estranho era a situação.
- Pare de fazer suspense e leia o que você escreveu. Pode ser importante. – Rosalie falou com curiosidade.
Tanta coisa para dizer, sem saber como falar. Tenho vontade de dar ordens, dizer o que fazer e o que não fazer. Apontar os erros, falar sobre os acertos.
Porém, sei que ainda não é o momento. Não quando tanta coisa ainda está por vir. E infelizmente, é melhor você entender como tudo aconteceu, do que simplesmente eu lhe adiantar a história.
Para escrever essas palavras, tentei me lembrar como eu era nessa época. Sim, eu divido minha vida em duas épocas, A.B (antes de Bella) e D.B (depois de Bella).
Foi assim que imaginei o local perfeito para colocar os diários, na nossa clareira. Quer dizer, aí as coisas voltam a ficar confusa, quando meu “eu” encontrou os diários, era na sua clareira.
Essas horas que ser um vampiro tinham suas vantagens. Minha cabeça parecia girar imaginando vários cenários diferentes. Um Edward do futuro, planejando entregar informações para um Edward do passado. Quer dizer, o que levaria a uma atitude tão extrema como mudar o que já aconteceu? Isso não seria perigoso?
E podia ver seu comentário ter sido estranho, o lugar que encontrei os diários, era na minha clareira, não dividi esse lugar especial com ninguém, nem mesmo minha família, porém, depois de levar Bella lá, ela se tornou nossa. Podia ver levando constantemente para ficar longe das mentes humanas e ter um tempo só nosso. Minha vida mudou apenas ao ler sobre o que iria acontecer, imagino como seria como se tudo tivesse acontecido.
Sempre me considerei um ser racional. Para cada coisa da minha vida, a razão falava mais alto. Sempre fui um planejador, pensava antes de agir, analisava a situação. Quem diria que eu teria tanto em comum com o Major Whitlock?
Surpreso, olhei em direção a Jasper, que tinha descrença escrita por todo seu rosto. Nunca me referi a ele dessa forma, seu passado era quase como um assunto tabu. Ele nunca entrou em detalhes sobre sua vida, apenas um relato sobre o que aconteceu. Não precisava ser um gênio para imaginar que não foi uma coisa bonita, no meu caso, às vezes tinha alguns deslumbres em seus pensamentos e sabia o horror que ele passou. Por isso, nunca toquei nessa questão. Saber o quanto seu passado o machucava e o terror que ele viveu, nos fazia deixar esse tema distante.
Droga! Esqueci que ainda não cheguei nessa intimidade com Jasper nesse tempo. Viu como é complicado escrever para minha época de A.B? Minha vida era completamente sem sentido e sem propósito. Agora estou correndo o risco de mudar as coisas no futuro. Meu futuro com Bella. Quem iria ser louco o suficiente para arriscar?
Era isso que me perguntava. Se tudo estivesse bem, por que correr o risco de mudar algo?
Pelo visto um homem que a ama mais que tudo no mundo e que sempre a colocará como sua prioridade.
Senti um arrepio de medo passar por meu corpo. Não conseguia pensar em um motivo plausível para isso. Parecia um ato de desespero.
Vocês devem estar se perguntando o motivo que me levaria a tal extremo. Basicamente as minhas repostas para 99,9% das minhas atitudes, se restringem a uma coisa: A felicidade de Bella.
E isso que me levou a criar coragem para enviar esses diários, correr tanto risco de mudar algo que pode ser inalterado depois.
Não pensem que levei isso de ânimo leve, cobrir tantas bases como pude, com planos alternativos e não fiz isso sozinho. Tive ajuda de quase todos os envolvidos, mas é muito cedo para vocês saberem quem são.
- Urg! Pelo menos isso não vai mudar. – olhei para Emmett confuso. – Você continua tão chato no futuro como é agora! – exclamou irritado. – Porque você não conta de uma vez no lugar de ficar fazendo tanto suspense?
- Devo ter meus motivos. – me defendi. Confesso que estava um pouco irritado também com tanto suspense. As coisas pareciam ir tão bem entre Bella e eu, que não via motivo para tanta enrolação.
Posso até imaginar Emmett reclamando por estar sendo tão enigmático e meu “eu” do passado concordando com ele (mentalmente, é claro), por fazer tanto suspense.
- Ok, só sou eu que acho isso meio assustador? – perguntou Emmett. Era estranho imaginar escrevendo para meu passado, imaginando como cada um iria agir. – Ei Edward. – seu rosto tinha um grande sorriso. – Sabia que você concordava comigo.
Revirei os olhos para seu comentário. Gostaria que meu futuro tivesse mantido essa parte para ele.
Sim, sei que meu “eu” do passado não quer que Emmett saiba disso.
Preciso começar a chama-lo de alguma coisa, ficar chamando de “eu do passado” é estranho. Se Bella estivesse ao meu lado agora, tenho certeza que ela teria inventado um belo nome para você.
Ainda não acredito que ela me chamava de cacatua e disse que eu tinha TPM!
Nem eu! Ficaria feliz na ignorância de não saber todas as coisas ruins que Bella pensou de mim.
Apenas minha família parecia achar engraçada essa parte.
Agora, poderia falar sem parar sobre tudo que passa na minha cabeça, mas vou deixar isso para outra hora.
Acalme-se Emmett, tudo ao seu tempo!
Alice para de pular e tentar ver o futuro, você não vai conseguir.
Sim, Carlisle é possível. Nem tudo é explicado pela ciência.
Não entre em conflito com seu passado Jasper, você vai saber por que lhe chamei assim.
Obrigado Esme. Estou feliz.
Você vai ficar surpresa Rosalie. Acredite.
Sim Edward/passado. Bella e eu estamos juntos.
O Edward/futuro, simplesmente respondeu tudo que passada pela cabeça da minha família.
Emmett estava querendo todas as respostas de uma vez; Alice querendo, novamente, ver se via algo com seu dom, Jasper não parava de ser perguntar o motivo de ter sido chamado de Major, ele estava com medo de ter voltado para seu passado; Carlisle queria saber como isso era possível; Esme queria apenas a minha felicidade e saber se eu estava feliz; Rosalie queria saber se ela também ficaria surpresa com o que o futuro nos reservava e eu estava querendo saber apenas uma coisa. Se eu iria estar junto com Bella. Apenas isso me importava.
Saber que a resposta foi positiva era o suficiente para conseguir me acalmar.
Como esses pontos esclarecidos, resolvi escrever sobre o meu ponto de vista em alguns acontecimentos que considero importantes. E nada melhor para começar do que a conversa que tive com meu sogro.
Definitivamente, não foi fácil.
- Sim! – comemorou Emmett. Minha família riu imaginando o que passei nas mãos de Charlie.
Vou relatar o que aconteceu depois que deixei minha Bella em sua casa, para resolver o problema com o Billy Black.
- Isso foi muito astuto de você Edward. – comentou Jasper. Olhei em sua direção interrogativamente. – Dá próxima vez que você se apresentar ao Chefe, você já sabe o que esperar e vai se sair melhor sem o nervosismo. – vendo por esse lado, sabendo de antemão o que iria acontecer, vai facilitar minha vida e talvez me poupar de levar um tiro.
Era estranho imaginar tudo que se passava pela minha cabeça depois do meu encontro com Bella.
Apertei o pé no acelerador antes de mudar meus planos. Não imaginava o quanto seria difícil deixar Bella, mesmo sabendo que a veria em pouco tempo, ainda mais sabendo a companhia que ela estava.
Só lembrar os pensamentos de Billy Black me revoltava. Tanto pai, quanto filho me irritava profundamente. Seu filho idiota com sua paixão platônica por minha namorada. E Billy com suas concepções arcaicas arrigadas de preconceito achava que estava usando Bella para algum motivo nefasto da minha espécie. Ele estava cheio de planos para avisar Charlie para ele proibir de nos vermos, ou mandar Bella de volta para sua mãe, mas sabia o quanto machucaria seu amigo ficar longe de sua filha novamente.
A dor de Charlie não se aproximaria uma milha da minha. Então, nem perderia meu tempo sendo hipócrita ao dizer que a deixaria ir. Eu a iria seguir onde quer que ela fosse. Tinha perdido essa batalha há muito tempo e nem tentaria me manter afastado.
Apenas pensando nisso uma raiva me consumia e meu coração morto doía. Parei o carro na estrada e fui para uma corrida.
Precisa me acalmar. O dia tinha ido tão bem, não queria que fosse manchado pela família Black. Tanta coisa aconteceu desde a primeira vez que nos vimos.
Lembro quando a conheci, olhando para aqueles lindos e profundos olhos com sua cor única, eram tão claros e uma tonalidade completamente diferente do azul que beirava o lilás. Aqueles olhos que mostravam tantos pensamentos, diferentes de sua mente, que era completamente silenciosa para mim.
O dia em que a conheci foi completamente agridoce em minha memória. Estava em meu inferno pessoal, passando mais um dia no purgatório, também conhecido como ensino médio. Tentando ignorar ao máximo os pensamentos adolescentes, mas ficava difícil quando estavam todos focados em uma única coisa. Ou melhor, pessoa. Isabella Swan, ou Bella, como gostava de ser chamada.
Quando a vi no refeitório pela primeira vez com meus olhos, e não pela mente dos outros, sua beleza me chamou atenção imediatamente.
Bella tinha uma beleza única, sem maquiagem ou qualquer coisa artificial. Sua beleza era clássica, natural, que fazia ter dificuldade em desviar os olhos. Esses pensamentos me surpreenderam, pois nunca uma mulher tinha me chamado atenção desse jeito. Nem da minha espécie, nem os humanos.
Tentei ignorar o efeito que ela tinha sobre mim, pensando o que aconteceria assim que lesse sua mente, ela seria tão entediante e previsível como os demais. E isso me decepcionou.
Mas quanto tentei ler sua mente e não consegui, a decepção virou assombro. Ninguém nunca conseguiu me bloquear. Como essa simples humana podia?
E quando mais ouvia sua conversa, mais fascinado ficava. Bella se levantou em defesa de Esme como uma gatinha brava mostrando suas garras. Ela fez a insuportável da Jessica Stanley ficar em seu lugar depois de fazer comentários maldosos sobre Esme ter adotado todos nós. Mesmo sendo nossa matéria de capa, Esme sempre nos considerou como seus filhos.
Esse seu ato se juntou a lista de surpresa que era Bella Swan, me vi cada vez mais perdido em desvendar esse mistério. Não conseguia desviar o olhar e nem entender o motivo por trás de suas atitudes.
Mesmo assim, me senti grato por ter defendido minha família, ninguém nunca tinha feito isso antes. Eu só queria abraça-la e agradecer, porém as duas coisas eram impossíveis.
Fiquei tão feliz ao vê-la ser minha parceira de laboratório, assim teria uma chance de entendê-la melhor. Infelizmente, tudo mudou ao sentir seu cheiro.
Assim que entrou em sala de aula, um vento trouxe seu perfume em minha direção. O cheiro me atingiu como uma bola, como um bastão de jogo. Não há nenhuma imagem violenta o suficiente para encapsular a força do que aconteceu comigo naquele momento.
Naquele instante, eu não era nada nem perto do humano que um dia eu fui, nenhum traço da humanidade na qual eu estive tentando me esconder.
Eu era um predador. E ela era a minha presa. Não havia nada mais nesse mundo além dessa verdade.
Não havia uma sala lotada de testemunhas — na minha cabeça eles já eram uma avaria colateral. O mistério dos pensamentos dela estava esquecido. Os pensamentos dela não significavam nada, ela não iria passar muito mais tempo pensando.
Eu era um vampiro e ela era o sangue mais doce que eu havia cheirado em minha existência.
Eu nunca imaginei que um cheiro assim pudesse existir. Se eu soubesse que existia, eu já teria saído procurando há muito tempo. Eu teria vasculhado o planeta por ela. Eu podia imaginar o sabor…
A única coisa que me fez parar foi o olhar dela que encontrou o meu, e eu me vi refletido no grande espelho dos seus olhos.
O choque pelo rosto que eu vi lá salvou a vida dela por mais alguns momentos.
Vi o rosto do monstro em mim — o rosto que eu havia afastado com décadas de esforço e disciplina inflexível. Com que facilidade ele voltou à superfície!
E o mostro dentro de mim planejou seu assassinato. Os inocentes espectadores na sala, outras dezoito crianças e um homem, não poderiam mais ter permissão de sair dessa sala, tendo visto o que eles veriam em breve.
Mesmo em meus piores dias, eu nunca havia cometido esse tipo de atrocidade. Eu nunca matei inocentes em nenhuma desses oito décadas. E agora eu planejava matar vinte deles de uma só vez.
Eu não me importava.
Planejei a melhor forma de acabar rapidamente com todas as testemunhas, para poder apreciar o seu sangue...
Quando estava quase perdendo a batalha e a atacando, ela saiu de sala de aula.
Podia sentir o cheiro de seu medo e desespero.
E isso tudo foi causado por mim. O pior de tudo isso era a incerteza de ter me controlado se ela não tivesse ido embora.
Rugi com raiva de mim ao voltar a estes pensamentos. Nem tinha percebido que tinha drenado o sangue de um servo que estava no meu caminho.
Eu precisei parar de ler. Imaginar tudo isso estava me fazendo mal. Saber que poderia perder o controle era uma coisa, saber o quão longe eu iria por isso era outra.
Ler e imaginar o que aconteceu comigo, me fez ter um verdadeiro sentimento de medo. Pela primeira vez, pensei se realmente seria forte o suficiente para parar. Se eu não me importava em matar vinte pessoas inocentes, e acabar com a vida da única humana que chamou minha atenção, eu seria confiável em estar perto da Bella?
Minha família também estava preocupada, mas por algum motivo, confiavam em mim. Eu não estava tão seguro.
Vendo pela primeira vez o quão profundo eu cheguei perto de perder o controle me deixava angustiado.
E se eu não fosse capaz de parar? E se eu a machucasse?
Ouvi passos se aproximando. A voz mental de Alice surgiu em minha cabeça.
“Precisando de companhia?”
Em poucos segundo ela sentou graciosamente ao meu lado.
“O que está errado? Achei que hoje tudo foi melhor do que o planejado. Bella se saiu muito bem com nossa família. Todos a adoraram. Até Rosalie.”
Suspirei um pouco resignado. – Bella é perfeita Alice. Nos dois juntos que não tenho tanta certeza.
- Do que você está falando? Vocês são perfeitos juntos! – respondeu confusa.
- Muitos não acham.
Ela me olhou durante alguns instantes. – Derrame. – ordenou, ela sabia que tinha algo que não estava contando.
- Billy Black está na casa de Bella agora, tentando fazer que ela veja a razão e se não funcionar ele pretende contar ao Charlie e pedir para mandar Bella de volta para sua mãe.
Alice se concentrou por um momento mais do que o normal. Pude ver o final da conversa de Bella com Billy. Agora que ela sabia o que deixava embaçada suas visões, Alice conseguiu controlar melhor ao ver o futuro de Bella, ficava mais fácil quando nessas visões tinham outras pessoas.
Vendo Bella me defender, ou melhor, ter defendido nossa família. Era prova de que ela tomou um lado na briga e não posso negar o quão aliviado fiquei.
- Vai ficar tudo bem. – me tranquilizou.
- Talvez. – franzi o cenho com isso. – Mas não é o certo Alice. Nós estamos namorando menos de 24 horas e Bella teve que lutar por mim, por Billy não me achar adequado. Ela merece melhor. Um namorado normal, onde não teria tantos problemas.
- Não seja tão pessimista Edward. Você acha mesmo que Billy fará alguma coisa depois de tudo que Bella falou? Ela é forte.
- Ela não precisa ser Alice. Eu não quero que ela tenha que lutar minhas batalhas.
Alice revirou os olhos para mim. – Pare de ser dramático Edward, ou juro que vou contar para Bella!
Senti uma ponta de medo. Não era uma boa ideia irritar minha namorada. Ela tinha um temperamento forte.
Resolvi mudar para outro tema que estava me incomodando. – Você sabe como vai ser meu encontro com Charlie?
Ela deu uma risada de sinos. – Nervoso?
Não podia negar. – Alguma ajuda?
- Sinto muito. Você vai ter que improvisar. – fiz uma careta ao pensar nisso. – Temos que voltar. Você não quer chegar atrasado.
A última coisa que queria era que Charlie achasse mais um motivo para não gostar de mim.
- Vamos.
Corremos de volta ao meu carro e dirigi de volta para casa. Alice estava mantendo seus pensamentos tranquilos. Provavelmente, notando que ainda estava nervoso que Billy podia enviar algum tipo de aviso para Charlie.
Isso não podia acontecer. Eu não podia me manter longe. Não mais. E eu tentei. Lutei para ficar longe, mas não fui forte o suficiente para resistir. Ansiava por sua companhia, suas palavras, seus olhares. Tudo nela me atraia de um jeito que não sabia explicar. Bella me fazia sentir coisas que nunca senti antes, e para adicionar combustível no incêndio de meus sentimentos, ela cheirava maravilhosamente bem.
Não só para mim, mas para o monstro que residia no meu interior.
A parte obscura que queria ela de outra forma, que ansiava seu sangue para saciar a queimadura em minha garganta e a sede que aumentava ao estar ao seu lado.
Era difícil controlar meus instintos, não tanto como no primeiro dia. Foi ficando mais fácil, quanto mais tempo fique ao seu lado.
Quando estava dominando a sede de sangue, Bella me fazia sentir outro tipo de sede. Uma que era difícil ignorar cada vez mais, meu corpo ansiava pelo seu. Eu precisava toca-la. Beija-la...
- Edward! – Alice falou, ela tinha tentado chamar minha atenção pelo pensamento antes, mas estava distraído demais. – Chegamos.
Estava estacionado na garagem de casa. Perdido em pensamentos, não tinha notado. Estava mais distraído do que o costume, depois que me acostumei com os pensamentos alheios, isso não tinha acontecido há muito tempo.
Descemos do carro e entramos em casa, apenas para encontrar o resto da família espalhada pela sala. Esme foi a primeira a vir ao meu encontro.
- Oh Edward! – senti seus braços firmes ao redor do meu pescoço. – Ela é maravilhosa!
- Eu sei. – disse com um sorriso no rosto. Não havia dúvida em minha voz.
- Só não sei o que ela está fazendo com um perdedor como você. – Emmett disse em tom de brincadeira, mas pensei seriamente em sua questão.
- Eu sinceramente não sei.
- Por favor, esqueça isso. – pediu Alice. – É melhor ir se vestir. Use um casaco, vai chover quando você chegar a casa dela. – disse me entregando a chave do carro de Emmett. – É melhor você levar o carro dele. Assim Bella não pegará chuva. – esse era o lado bom de ter um vidente em casa.
- Obrigado Alice.
Antes de subir as escadas, avistei Jasper em um canto, ele começou a bloquear seus pensamentos assim que cheguei.
- Jasper. – chamei, fazendo com que ele virasse a cabeça em minha direção. – Sinto muito. – disse sinceramente. – Me desculpe por ter lhe tratado da forma que tratei, vou confiar mais em você e se não fosse por Bella nunca teria notado o quanto nossa falta de fé em você o afetava.
Ele deu um aceno de cabeça parecendo constrangido. Alice apareceu ao seu lado segurando sua mão e lhe dando um sorriso que o fez retribuir.
- Edward tem razão. Todos nos lhe devemos um pedido de desculpas. – disse Carlisle.
Parei a leitura para olhar em direção a Jasper. – Eu realmente sinto muito. Bella abriu nossos olhos para como nossa atitude lhe afetava. Devo um pedido de desculpas pessoalmente, não só pelo diário. – cada membro ia se desculpando com Jasper. Emmett o mais espalhafatoso de todos lhe dando um grande abraço o fazendo sair do chão. Tinha certeza que ele teria corado se fosse humano.
Foi bom para descontrair. Nunca tinha pensando quanto o magoamos. Mas agora lendo seus pensamentos, vi como isso o afetava. Nossa falta de fé nele abalava sua confiança. Sorte que Bella existia em nossas vidas e isso pôde ser corrigido.
Deixei minha família na sala e subir as escadas em direção ao meu quarto. Podia ouvir seus pedidos de desculpa para Jasper. Tive vontade de rir para o quanto ele estava constrangido em ser o centro das atenções.
Parei de prestar atenção na conversa em baixo para me arrumar.
Resolvi tomar um banho antes de sair, para tirar o cheiro do cervo que cacei. Não demorei em terminar de me arrumar, como Alice me avisou, coloquei um casaco, o tempo estava fechando e logo começaria a chover. Sai rapidamente murmurando que estava indo encontrar Bella.
Meu peito estava começando a doer de estar longe de Bella durante tanto tempo. Passar o dia inteiro com ela me deixou mal acostumado.
Quanto mais tempo passava ao seu lado, mais ansiava sua companhia.
Ao me aproximar da residência Swan, sentir um alívio sobre mim. As batidas do coração de Bella eram claras ao meu ouvido. Era tudo o que precisava para me acalmar.
Podia ouvir o barulho de seu pai, ele estava na sala, tudo que peguei de seus pensamentos era a raiva, preocupação, amor e fúria.
Suspirei um pouco infeliz. Não estava surpreso da reação de seu pai, mesmo assim gostaria de ser diferente, ou ter um acesso melhor aos pensamentos.
Talvez devesse ter uma conversa com Jasper, ele entedia de emoções melhor do que eu. Tendo livre acesso aos pensamentos por quase um século, deixa você um pouco relapso.
Andado no escuro era uma coisa nova desde Bella.
Bella.
Esse nome não parava de rodar a minha cabeça. Em tão pouco tempo, ela mudou minha vida completamente. Deu verdadeiro sentido a minha existência, e o pior é que não tinha consciência disso. Sua inocência a forma como ela afetou toda minha família era mais uma das coisas que me fizeram ficar apaixonado por ela.
Li rapidamente os pensamentos ao meu redor, nenhum humano estava prestando atenção a minha chegada. Aproveitei e corri em velocidade de minha espécie para não me molhar.
Ouvi os passos de Bella no andar de cima. Ela tinha escutado o barulho do carro.
Apertei a campainha para manter as aparências.
Assim que a porta abriu, a visão diante de mim tirou meu fôlego.
Lá estava ela. Minha Bella.
Meus olhos não conseguiam desviar do seu. O tempo que fiquei separado dela foi pura agonia, que com um simples olhar em sua direção se dissipou.
- Entre. – pediu deixando espaço para que eu pudesse passar. – Deixe que eu seguro seu casaco. – sua atitude parecia um pouco fora, fiquei preocupado se ela tinha mudado de opinião em relação a nós. Estava arrependido de não ter ficado e ouvido sua conversa com o Black. Talvez ele tivesse convencido a me deixar?
Todos meus pensamentos foram jogados pela janela quando finalmente meus olhos pegaram no que ela estava vestindo. Bella usava um uniforme de líder de torcida, uma minissaia plissada vermelha e uma blusa branca com detalhes em vermelho de mangas compridas, mas elas deixam uma parte de sua barriga de fora. Um casaco parte do conjunto e uma meia de várias cores que ia até o meio de sua coxa e um all star preto sem salto estilo bota que subia um pouco acima dos joelhos.
Não conseguia me controlar e meus olhos seguiam seu corpo de cima a baixo, minhas mãos coçavam para tocar em sua pele exposta.
Ouvi o barulho de alguém limpando a garganta e vi que era de Bella. Fiquei constrangido de ter sido pego a avaliando. Não queria que ela pensasse que só estava com ela por sua aparência, mesmo que sua roupa estava fazendo coisas inapropriadas para meu corpo.
Balancei a cabeça tentando ganhar alguma coerência. Tinha todo um plano de ação para conhecer o pai de Bella e ele foi jogado pela janela no momento que meus olhos pousaram sobre ela.
Respirei fundo, sentindo a familiar sensação de queimação em minha garganta, no momento ela era bem vida. Assim podia voltar a ficar centrando em meu objetivo.
Aproximei lentamente de Bella para poder colocar minha mão direita em sua bochecha. Ainda me impressionava o quão suave sua pele sentia. No lugar de se afastar, como qualquer humano normal, ela apreciou o contato, se inclinando em minha direção. Mantive ali até sentir seu calor natural ser transferido para minha pele gelada. Assim que me afastei, senti imediatamente a ausência de nossa conexão, precisava manter o contato entre nossa pele e segurei sua mão na minha.
O contato direto com sua pele, conseguiu me acalmar um pouco, podia sentir os pensamentos de raivas direcionados a mim, imagino que devido estar a só, há algum tempo com sua filha. Pisquei para Bella, tentando demonstrar que não estava tão nervoso como me sentia, levei em direção à sala. Bella soltou rapidamente sua mão da minha, e perdi seu calor. Olhei em sua direção, prestes a questionar seus motivos, quando a vi fechando o casaco. Senti a decepção imediata ao perder a vista de sua barriga. Gostei de ter meus olhos em um pouco mais de sua pele. Precisa voltar a me concentrar, em breve conheceria meu futuro sogro e não seria adequado ter pensamentos menos lisonjeiros de sua filha. Peguei sua mão de volta e a levei para dentro.
Deveria ter me acostumado com surpresas depois que conheci Bella, mas confesso que nem nos meus piores cenários poderia contar com o chefe de polícia em seu traje oficial, sentado em sua sala de estar, com uma coleção de armas espalhadas ao seu redor.
- Quase tenho pena de você. – Emmett falou sem um pingo de sinceridade. Ele estava gostando de me ver contorcer.
- Pai! – Bella reclamou com um tom acima do normal.
- O quê? – perguntou querendo parecer confuso. Logo em seguida ele dirigiu seu olhar em minha direção. – Você deve ser o novo namorado de minha filha. – não era uma pergunta, mas mesmo assim achei melhor responder por cortesia.
- Sim. Eu sou o homem de sorte que sua filha escolheu. É um prazer conhece-lo Sr. Swan. – cumprimentei seu pai, ele não estranhou meu toque, que estava em uma temperatura mais agradável do que normalmente era. Seu toque era firme e senti que ele estava fazendo mais força do que o apropriado.
- Bella, porque você não sobe e termina de se arrumar, enquanto eu converso um pouco com seu namorado. – Bella pode não ter notado, mas senti o que Charlie quis dizer em suas palavras. Ele ainda não tinha me aprovado. Não tinha ganhado o direito de chamá-lo por seu primeiro nome.
- Eu estou pronta. – respondeu Bella, imagino que não queria me deixar sozinho com seu pai.
- Não está. O resto da sua saia ficou lá em cima.
- Pai! – guinchou. – Eu não vou trocar de roupa.
Ele revirou os olhos dramaticamente. – Certo, vá lá para cima de qualquer maneira, preciso ter uma conversa com seu pretendente. – achava melhor Bella obedecer a seu pai o mais rápido possível, sua paciência estava no limite. Franzi a testa um pouco com sua colocação de palavras. Eu era seu namorado, não um pretendente. Não gostava como isso tinha começado.
Bella abriu a boca prestes a reclamar quando Charlie a interrompeu.
- Isabella Marie Swan. – sua voz tinha um tom autoritário que a fez obedecer na hora. Uma coisa rara de se ver, teimosa do jeito que é.
Ela me deu um aperto suave antes de correr pelas escadas.
Pela primeira vez, me vi sozinho frente a frente com o meu futuro sogro.
- Eu aposto 50 dólares que ele vai atirar em Edward. – Emmett falou empolgado.
- Emmett. – ralhou Esme. – Você não deve torcer para isso acontecer.
- Por quê? – Perguntou fingindo inocência.
- Porque você não pode querer que seu irmão levasse um tiro.
- Mas isso não iria mata-lo, só seria sangrentamente engraçado.
Não via graça alguma nessa situação.
- Comporte-se. – mandou.
Nas costas de Esme todos começaram a fazer as aposta.
A expectativa não era boa. Não precisava ser um leitor de mentes, o rosto e postura de Charlie passava toda a raiva que ele tentou suprimir na frente de sua filha.
Enquanto por fora eu aparentasse toda confiança do universo, por dentro eu estava morrendo de medo que o pai de Bella não me aprovasse. Sua opinião era muito importante para sua filha e queria sua aprovação.
Sua expressão não me deu muita esperança. O único lado bom é que eu era a prova de balas.
– Diga-me Edwin... – falou debochado.
- É Edward.
- Ok, Edmund. – continuou, ignorando por completo minha correção. – Me dê um bom motivo que eu deva aceitar de forma pacífica um moleque como você tentar desvirtua minha garotinha?
- A aposta ainda está valendo? – perguntou Jasper. – Eu realmente não quero perder meu dinheiro.
Resmunguei com raiva de seu comentário. O pai de Bella estava me dando um tempo difícil. Jasper tinha sido o único a apostar que eu não iria levar um tiro, mas ele estava mudando de ideia rapidamente.
Meu queixo quase caiu com o choque de suas palavras. Nenhum humano tinha me enfrentado desse jeito, com exceção de Bella.
Não sabia por onde começar a responder. Como eu falo com um homem que ainda vê a filha dele como uma criança?
- Chefe Swan, minhas intenções com sua filha são as melhores...
- Pare aí mesmo rapaz.
- É Edward. – eu não era um rapaz. Tinha idade para ser seu avô.
- Não me interrompa Edmilson. E não me venha com essa conversa de “melhores intenções”. Quantas vezes ouvi essas palavras? Mais do que consegue imaginar e lhe adianto uma coisa, em 99,9% estavam mentindo.
- Eu imagino como chefe de polícia o senhor tenha visto...
- Você não imagina nada Edgar. – interrompeu novamente. – Vi um pouco de cada coisa como chefe de polícia e não quero que nada aconteça com minha menininha.
- Me escute...
- Porque eu escutaria você Edivaldo?
- Sinceramente, Carlie...
- É Chefe Swan para você. – corrigiu-me com uma careta, segurando o impulso de me dar seu primeiro nome, mas se ele ia ficar me chamando por todos os nomes menos o meu eu me via no direito de estender a cortesia.
- Bom, como eu estava dizendo, Carly, você não tem nenhum motivo para confiar em mim, nem tem como saber se serei esse 0,01%. Tudo que posso garantir é que estou completamente apaixonado por sua filha, e por uma razão que não compreendo ela parece devolver meus sentimentos e eu seria um completo idiota em não aproveitar a chance que Bella está me dando.
- Você chamou o chefe pelo nome errado e não levou um tiro? Onde esse mundo vai parar. – Emmett disse com pesar.
- Você já imaginou essa relação daqui a alguns anos? Porque, Edilson, você é o primeiro namorado que Bella me apresenta e pelo que conheço minha filha ela não faria isso de animo leve. Mas, não quero que minha filha perca a cabeça no namoro e deixe seus estudos em segundo plano. Não quero que você atrapalhe sua educação.
- Eu nunca faria isso. Bella é uma menina incrível e tenho certeza que ela tem um futuro brilhante pela frente.
- Edilásio...
- É Edward.
- Humpf. – bufou. – Eu não confio em você. Eu não gosto de você. Eu não quero você perto da minha filha.
Tentei que suas palavras não me machucassem. Mas era difícil, Charlie era uma parte de Bella e não queria o seu ódio.
- Mas... – continuou. – Eu sei que Bella gosta de você e por alguma razão confia em você. Então vou lhe dar um voto de confiança por ela.
Fiquei um pouco aliviado ao ouvir suas palavras.
- Obrigado senhor.
- Eu só quero que você me faça duas promessas. – ele disse.
- Quais? – perguntei um pouco receoso.
- Não machuque minha filha. Eu não estou falando fisicamente, pois eu o mataria se um fio de cabelo dela fosse tirado à força. Estou falando emocionalmente. Bella sofreu demais para sua pouca idade. Eu só quero minha menina sendo feliz.
- Eu vou fazer tudo ao meu alcance para ela ser feliz. Eu prometo. – lembrei que ainda faltava uma promessa. – Qual a outra?
- Não a engravide ou juro que você não vai gostar do lugar que vou atirar, mas lhe garanto que você vai ficar impossibilitado de ter filhos.
- Não será necessário. – disse com uma voz apertada e fiquei feliz em não poder corar.
- Assim espero.
Não era como se eu pudesse ter filhos. Ainda não tinha pensado nisso. Como Bella reagiria ao saber que minha espécie é estéril? Espero que ela não fosse me abandonar por causa disso.
- Então, onde você irá leva-la?
- Minha família a conheceu hoje, e estamos levando ela para assistir nosso jogo. Garanto que eles não levam qualquer pessoa para ver, eles já a consideram um membro da família. Bella faz todos ao redor dela a querer por perto, eu não sou imune aos seus poderes. – ouvi uma movimentação no quarto de Bella.
- Certo. – disse um pouco resignado, imagino que ao saber que era um programa de família, imagino se fosse um encontro sozinho estaria recebendo uma série de recomendações.
Bella estava descendo as escadas, fazendo mais barulho do que o necessário provavelmente para benefício de Charlie.
Assim que chegou à sala nossa conversa tinha terminado. – Então Edward lhe contou para onde vamos? – perguntou com uma expressão doce.
- Sim.
- E você não se importa? – perguntou com os olhos arregalados. Estranhei sua reação. Não via problema. Minha família estaria presente, Charlie não se importaria, certo? – Vai deixar viajarmos juntos? – perguntou com um pequeno sorriso esperançoso. Agora fiquei mais confuso ainda. Que viagem? Será que ela entendeu errado? Não precisávamos sair de Forks para jogar.
- Que viajem? – os olhos de Charlie se estreitaram em minha direção e seus pensamentos pareciam tomar uma direção ameaçadora.
- Edward me convidou para casar em Las Vegas. – falou calma e eu entrei em pânico.
Casar?
Não que eu me importasse. Mas gostaria de ter feito um pedido formal. Ainda tínhamos coisas para conversar, como sobre eu não poder ter filhos. Teria que deixar isso claro para ela.
- O quê? Seu delinquente juvenil corruptor de menores eu vou te matar, esfolhar, trucidar e depois lhe prender!
Ouvi de longe as reclamações de Charlie, mas não dei atenção.
Comecei a fazer planos para nossa viagem. Não queria que nosso casamento fosse celebrado pelo Elvis. Gostava de algo mais tradicional, porém se era o que Bella queria não podia me importar.
Era um milagre, ela querer casar comigo, não podia ser exigente.
Ouvi uma risada parecida com a de Bella. – Você precisava ver a sua cara!
– Isso não é engraçado. – Outra voz disse.
- Você fala isso porque não tinha um espelho em sua frente. Olhe para Edward, acho que ele ainda nem está respirando. – sim, acho que era a voz de Bella. Ela estava interrompendo meu planejamento, poderíamos estar casados em 18 horas. Esse seria o tempo para planejar tudo e fazer nosso voo.
- Seu namorado parece mais pálido que o normal. – ouvi Charlie comentar depois de alguns risos.
Espere. O que estava acontecendo?
Olhei para o rosto sorridente de minha namorada e para meu sogro. Demorei a perceber que tudo era mais uma brincadeira de Bella, provavelmente querendo me fazer levar um tiro.
Estreitei meus olhos em direção a Bella. Isso não iria ficar assim. – Isso vai ter volta mocinha. – sussurrei de uma maneira que Charlie não escutasse. No fundo estava decepcionado que nossos planos seriam adiados, mas prometi a mim mesmo que um dia Bella seria minha esposa.
- É melhor irmos. Está ficando tarde. – falou Bella.
- Não volte tarde, Bell.
- Não se preocupe Charlie, eu vou trazê-la cedo – prometi para não abusar da minha sorte. Queria fazer uma boa impressão.
- Tome conta da minha garota, está bem? Ela é coisa mais importante em minha vida. – pediu.
- Ela estará segura, senhor, eu prometo. – falei com toda a sinceridade. Bella era o ser mais precioso para mim também. Daria minha vida por sua felicidade e segurança.
- Me chame de Charlie. – um sorriso largo se espalhou pelo meu rosto. Charlie estava me dando uma chance. Era a primeira vez que ele pediu para me chamar pelo seu primeiro nome. Ia fazer o possível para provar que era merecedor de sua filha.
- Boa noite Charlie. – falei de uma maneira respeitosa.
– Tomem cuidado. Até mais Edward. – foi a primeira vez que Charlie me chamou pelo nome correto.
Finalmente as coisas pareciam ter dado certo no final.
Não tinha ideia o quanto estava enganado.
Notas finais
Queria me desculpar pela demora, mas minha ideia inicial era escrever apenas a conversa entre o Edward e o Charlie e postar o capítulo Bônus, mas achei a conversa muito curta e ficou faltando algo mais.
Então estendi até o momento em que ele se separou da Bella para ter um melhor olhar para como era o Edward/futuro
Espero que tenham gostado.
Beijos
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