Notas iniciais
Olá leitoras...
Mais um capítulo, esse capítulo finalmente aparece o Jacob.
Espero que gostem desse capítulo.
Queria deixar um agradecimento a Arqueira de Ártemis pela recomendação que deixou. Muito obrigada.
Notas no final.

Confesso que eu também não queria que ele fosse. Apesar de tudo, eu estava começando a gostar da companhia de Edward Cullen.


– Acho que você está começando a amolecer o coração da Bellinha. – disse Emmett feliz. Devo confessar que me sentia da mesma maneira, uma felicidade estrangeira tomou meu corpo. Bella estava começando a gostar de mim, da minha companhia. Ela sentiria a minha falta também. Tenho certeza que meu sorriso tomava todo o meu rosto. Sei que é impossível Bella sentir qualquer sentimento mais forte por mim, mas eu estava extremamente feliz com qualquer sentimento positivo que ela tenha ao meu respeito, eu me contentaria como um pombo em busca de migalhas. Eu buscava cada migalha de seus sentimentos por mim. Esme estava radiante, pensando em um futuro comigo e Bella juntos. Eu não podia pensar tão positivo. Bella ainda não sabia o que eu era de verdade. Esme estava tão empolgada que pegou o diário da mão de Alice.



– Minha vez. Deixa que eu vou ler. – disse pulando como fosse Alice o que nos fez rir. Carlisle amava ver sua mulher tão feliz.




Eu não estava nem um pouco ansiosa pela sexta-feira, teriam motivos duplos para fofocar, além de meu mal-estar, tinha o fato da atitude estranha de Edward sentar comigo no almoço.


– Isso é verdade. Tudo naquela escola é motivo de fofocas. – disse Alice sentindo compaixão pela Bella. Fiquei tão feliz em me sentar com ela no almoço que não pensei no que isso acarretaria na rotina de Bella. Não queria seu nome envolvido em bocas de pessoas maldosas.


É claro que houve alguns comentários, na realidade, vários e incontáveis comentários. Apenas em uma cidade que nada acontece para virar um evento público o fato de alguém mudar de mesa na hora do almoço. Passar mal em sala de aula então? Quase um feriado escolar.


– Bella está certa, esse povo invejoso de Forks não tem sobre nada melhor do que falar. – falou Rosalie franzindo o cenho, pensando em como os alunos falavam mal um dos outros. Com nossos sentidos apurados conseguíamos ouvir facilmente o que comentavam mesmo a distância.



Eu sentia os olhares em minha direção para onde eu ia. Logo hoje o esperto do Cullen resolve fazer uma viagem, que conveniente. Como se eu não fosse um chamariz de fofocas sem a ajuda dele.



Abaixei minha cabeça um pouco envergonhado. Tinha vontade de ter adiado minha viajem de caça com o Emmett. Quando Bella chegasse eu faria isso, não a deixaria enfrentar a fofoca sozinha.

O que estou pensando? Eu já estou contando com a presença de Bella em nossas vidas. Esses diários não apareceram por acaso. E se a lição a ser apreendida é para eu me afastar da Bella? Meu peito se apertou com essa hipótese. Não, não podia ser isso. Tinha que ter outro motivo.



Ele podia me ensinar verdadeiramente a usar seu Olhar-do-Mal tenho certeza que ajudaria muito a diminuir tanta especulação ao meu respeito. Lembro que no acidente com a van de Tyler ninguém ficou o rodeando, ele tem a capacidade de afastar as pessoas com facilidade.



Bella nunca teria o meu “olhar-do-mal” como ela chama. Isso eram olhos de um assassino, Bella nunca seria nada parecida comigo. Bella é o tipo de pessoa que transmite bondade. Não existe nada maligno em sua aura. Tão diferente de mim.



Enquanto eu, sem dúvidas era seu oposto, todos pareciam querer alguma informação, especialmente Jessica que parecia já estar totalmente atualizada com a história. Por sorte, ou por puro orgulho, Mike ficou calado e não comentou com ninguém do envolvimento de Edward ao me levar a enfermaria.



– Sem dúvidas orgulho. Não deve ter gostado nado que o Ed-boy aqui ganhasse toda a glória do salvamento. – disse Emmett sorrindo.


– Isso é verdade. Imagino a raiva que ele deve ter sentido do Edward. – completou Jasper. Eu estava sorrindo largo com essa informação. Nunca pensei que gostaria tanto de chatear o Newton. Incrível como essa vontade só aumentava.




Jéssica, no entanto, tinha algumas perguntas. Perguntas? Você quer dizer futricar até encontrar pontos de fofoca. Sim, minha V.I. estava completamente certa, Jessica parecia uma repórter em busca da fofoca do ano.


– E aí, o que é que Edward Cullen queria ontem? — Jéssica perguntou na aula de Trigonometria.



Fiquei um pouco tenso. O que será que Bella falaria para Jessica? Que eu disse que não conseguia mais ficar longe dela? Que eu era perigoso?



– Nada demais. — eu disse sinceramente. — Ele queria apenas conversar. – Sobre assuntos que não lhe dizem respeito.



Respirei aliviado. Não sabia o motivo de ter me preocupado. Bella apesar de eu não merecer, sempre me protegeria dos outros. Parecia até irônico uma humana tentando me proteger.



– Você parecia meio chateada — ela jogou verde. Oh, eu sei jogar esse jogo, vamos ver quem perde.


– Parecia? – disse com expressão vazia, não iria lhe dar essa alegria. Ela estava começando a ficar irritada. Tive que suprimir o sorriso. Acho que estava ganhando.



– Ela é boa. – disse Rosalie sorrindo. Ela estava gostando da forma que Bella tratava Jessica. Rosalie não ia com a cara dela, desde o momento que ouviu Jessica comentar que Rosalie deveria ter feito plástica e que seu cabelo era pintado. Tivemos que contar com a ajuda de Jasper para conter a Rose. Jessica tem sorte de ainda ter todos os membros.



– Sabe de uma coisa, eu nunca o vi se sentar com ninguém a não ser a família dele. Aquilo foi esquisito.


– Também não. — eu disse. Ela pareceu ficar mais nervosa, ela balançava seus cachos pretos impacientemente. Como se eu fosse falar algo de crucial importância. Jessica era o tipo de pessoa que não falaria nem o nome do meu shampoo.


– Você não acha que eu tenho razão? – insistiu cada vez mais impaciente.


– É a sua opinião, não tentaria muda-la. – disse por fim, recebendo em retorno um bufar de seus lábios. Virei o rosto para o outro lado para esconder um sorriso. 1 x 0 contra a fofoqueira de plantão.



– Bella conseguiu fazer a Jessica desistir. – Jasper estava impressionado.


– Imagine sua frustração em não ter nenhuma informação para passar. – falou Alice sorrindo.




Na minha mesa isolada de sempre, eu voltei a colocar o fone de ouvido e fazer minha refeição. Estava tão distraída, que não vi a aproximação de Mike, ele parecia hesitante.



Soltei um rosnado involuntário. O que ele queria na mesa da Bella? Eu não acredito que eu fui caçar logo nesse momento. Definitivamente deixar a Bella sozinha na escola estava descartado. Eu não repetiria esse erro. Manteria o idiota do Newton o mais distante possível.



– Err... O-oi Bella. – disse ficando vermelho.


Tirei os fones delicadamente. – Oi. – ele continuou parado. — Quer alguma coisa? – perguntei por fim, já que ele não se manifestava.


– Bom, s-sabe... eu só queria dizer que o h-homem do tempo disse que haverá sol a-amanhã. – falou a cada minuto mais vermelho e gaguejando. Informação de crucial importância, quem não gostaria de saber a opinião do homem do tempo para ter uma boa refeição na hora do almoço? Segurei a vontade de revirar meus olhos.



– Veja pelo lado bom Edward. Você não é o único precisando de lições de como não ser um completo imbecil na frente de uma mulher. – disse Emmett rindo do constrangimento do Newton.


Peguei o primeiro objeto que encontrei na minha frente e taque em direção a cabeça de Emmett. Ele o pegou facilmente.



– Meninos comportem-se. – nos reprimiu Esme.




– Ok. – disse sem saber o que mais acrescentar. Esse é o tipo de conversa que nem com muito esforço eu conseguiria manter. Voltei a colocar o fone. Senti que ele ainda ficou ao meu lado um tempo. Não sabia o que ele estava esperado, então resolvi perguntar. – Mais alguma coisa?


– N-não. – abaixou a cabeça e voltou para sua mesa. Senti um pouco de decepção e não entendi o motivo. Vai vê ele queria que você o convida-se para se sentar. Nem em seus sonhos mais remotos. Você é má. Olha quem fala.


Sorri com isso. Só a Bella para fazer meu humor melhorar tão rápido. Ela não estava interessada na companhia do babaca do Newton. Ela sentou no almoço comigo, não com ele. Toma essa Newton!




Gostaria de saber qual o problema desses garotos com o clima. Eles não tinham um assunto melhor não?



Ouvi uma risadinha de Emmett e Jasper. Só Bella conseguia fazer meu humor ruir tão rápido.



Por mais distraída que eu estivesse interceptei algumas olhadas pouco amigáveis de Lauren no almoço em minha direção, e eu não entendi o motivo de sua cara como se tivesse acabado de chupar um limão bem azedo, até que todos nós fomos andando juntos para a sala.

Eu estava bem atrás dela, a um passo do seu cabelo liso, louro cinzento, e ela estava claramente inconsciente disso.


– ... Não sei por que Bella– zombou com o meu nome a Srta. Cara-de-que-chupei-um-limão-malditamente-azedo — não se senta com os Cullen de agora em diante.



– Ela é uma víbora. – falou Alice revoltada. Eu lembrava vagamente dos pensamentos maldosos que rondavam a cabeça de Lauren. Ela era uma das pessoas mais mesquinhas e invejosas da Forks High School. Queria correr e proteger Bella de uma pessoa tão ruim quanto ela.


– Temos que manter Bella longe da Lauren. – falei com determinação.



– Acho que a Bella consegue se proteger sozinha. – falou Jasper com a voz firme. Eu queria dizer que ele estava enganado. Bella era frágil, não estava preparada para as maldades do mundo.




Eu a ouvi cochichando com Mike. Eu nunca havia percebido que voz chata, nasal, ela tinha, e eu estava duplamente surpresa, primeiro com a malícia que havia nela e segundo, como eu nunca reparei que ela tem uma voz de taquara rachada?



Rimos com seu comentário. Sim, sem dúvidas ela tinha uma voz horrível. Eu me pergunto como seria a voz da Bella.



Eu nem sequer conhecia ela direito, certamente não bem o suficiente pra ela não gostar de mim. Eu podia fazer notar a minha presença e dá uma bela resposta para Lauren. Primeiramente, falar que eu sentei na minha mesa de sempre e quem se mudou de mesa foi o Edward, não eu. Em segundo lugar, a bunda é minha e eu a sento onde eu tiver vontade, independente da sua insignificante opinião. Terceiro, eu conheço uma ótima fonoaudióloga se ela quiser o telefone eu posso arranjar, apesar dela não gostar de mim eu sou uma pessoa legal e tenho certeza que todos ficaram felizes com isso, principalmente meus ouvidos. E quarto e não menos importante, a essa distância eu posso chutar o seu maldito traseiro gordo e murcho, se quer motivos para falar mal de mim pelas costas então que seja por um bom motivo. Sim, por favor, ignore as outras opções e fique somente com a quarta.



– Sim, escolha a quarta opção! – gritaram Emmett, Rosalie, Jasper e Alice ao mesmo tempo. Fazendo todos caírem no riso. Até mesmo Esme não repreendeu ninguém com esse comentário.


– Ainda acha que a Bella precisa de proteção Edward? – me perguntou Jasper.



– Relaxa mano, a Bellinha sabe se proteger muito bem. – falou Emmett ainda imaginando a cena da Bella chutando o traseiro de Lauren.




Não daria esse gostinho a Srta. Cara-de-mal-comida. Ah... Porque não? Só um chutezinho! Por favor! Tive que negar a imploração mental da minha vadia por mais tentadora que fosse a ideia, ela me parecia o tipo de pessoa que era justamente isso que queria, ficava procurando um motivo para continuar seus comentários maldosos, não daria esse gostinho para ela. Ainda me impressionava com esse tipo de pessoas. Eu não iria gastar um pensamento ou minhas palavras com ela, ela não as merecia. Esse tipo de gente eu quero é distância.



– Uma atitude muito madura. – falou Carlisle.



Além do mais, para ficar tanto tempo criando teorias e fofoca ao meu respeito ela deve estar com alguma tensão sexual. Eu poderia ser uma pessoa legal e falar para ela que um pouco de sexo de qualidade resolveria esse mau humor.



– Talvez nem tanto. – murmurou um pouco constrangido Carlisle, fazendo Emmett soltar uma estrondosa gargalhada.


– A Bellinha está completamente certa. – falou Emmett ainda rindo.



– Agora entendemos tanto mau humor em uma pessoa só. – completou Rosalie.



– Será que isso resolveria seu problema também Edward? – me perguntou Emmett.



– Não sei do que está falando. – falei ríspido encerrando o assunto.




– Ela é minha amiga muito antes daquele lá. — Mike disse lealmente, notei a ênfase que ele deu a palavra “minha”, como se tivesse demarcando um pouco de território.



Grunhi com isso. Quem ele pensa que é da Bella para falar desse jeito?


– E depois não sabe do que estou falando. – murmurou Emmett. Estava quase lhe respondendo quando Esme voltou rapidamente a ler para evitar uma briga.




Eu resolvi deixar isso para lá e não me envolver nesse assunto. Parei pra deixar Jessica e Ângela me passarem. Eu não queria ouvir mais nada. Tenho certeza que ela continuaria seus comentários maldosos. Eu evitaria ficar próxima a ela. Ela parecia uma bola de energia negativa. Pensei em lhe mandar um bilhete agradecendo suas horas de dedicação sobre a minha vida. Nem eu gastava tanto tempo analisando cada passo que dava. Tive a oportunidade até de ficar com um pouco de pena dela, se ela dedica tanto tempo a criar teorias e intrigas ao meu respeito, que tempo sobra para ela analisar sua própria vida? Lamentável.



– Não entendo como pode haver tantas pessoas maldosas. – disse Esme um pouco triste.



Naquela noite no jantar, Charlie pareceu entusiasmado com a minha viagem a La Push na manhã seguinte. Pelo que já conheço de Charlie ela já sabe com quem eu vou quem são os pais e provavelmente avós de quem eu sairei. Esse é o mal da cidade pequena, você analisa cada um pela sua árvore genealógica.


– Eu já a levei a La Push quando você era pequena, acho que não se lembra. – Charlie estava se tornando mais falante a cada dia que se passava. Eu gostava de conversar com ele.


– Eu lembro vagamente. Lembro-me da sua tentativa frustrada em me levar para pescar. – Charlie empalideceu com a lembrança. Rir de sua cara. – Não se preocupe pai, eu não vou pirar se você me levar para pescar novamente, só fique ciente de que se eu for com você, iremos devolver os peixinhos ao mar. – disse sorrindo.


– Eu posso conviver com isso. – respondeu por fim com um largo sorriso. Percebi sua animação com a ideia de me levar para pescar. Percebi quanto eu acertei em me mudar para Forks. Charlie parecia feliz e isso me deixava contente também. Se o tempo em Forks não fosse tão chuvoso correríamos com mais frequência de manhã, esses momentos juntos faziam aumentar nosso laço afetivo. E o fato de eu saber cozinhar provavelmente ajudava muito.

Resolvi fazer uma pergunta que estava me intrigando.


– Hum... Pai, conhece um lugar chamado Great Rocks? Eu acho que é a sul da Mount Rainier — eu perguntei casualmente.




Não entendi qual interesse Bella teria em perguntaria sobre esse lugar. Afinal é um lugar qualquer. Não tinha motivo para me preocupar com a resposta de Charlie.



– Sim, muita gente vai lá na temporada de caça. Tem ursos demais.


– Hum — eu murmurei. O que o Edward e o Emmett fariam lá? Iriam caçar ursos?




Oh, não! Sempre Bella tem um motivo por trás de suas perguntas. Perto demais, ficava repetindo mentalmente. A perspicácia dela me assustava. Ela não pode descobrir meu segredo e cada momento parecia mais perto.



Isso não fazia muito sentindo. Quando mais dicas eu reunia mais perdida eu me encontrava em todo esse mistério. Suspirei. Decifrar esse enigma era praticamente um desafio dos deuses, lembrei quando li sobre uma história da mitologia grega e me veio em mente o desafio de vida ou morte proposto pela Esfinge*: Decifra-me ou devoro-te. Um arrepio passou por meu corpo. Eu me sentia em um dilema parecido. Será que eu iria encontrar um Édipo que me ajudaria nesse enigma?


* Édipo derrotou a Esfinge que aterrorizava Tebas, que lançara um desafio ("Qual é o animal que tem quatro patas de manhã, duas ao meio-dia e três à noite?"), Édipo conseguiu desvendar, dizendo que era o homem. "O amanhecer é a criança engatinhando, entardecer é a fase adulta, que usamos ambas as pernas, e o anoitecer é a velhice quando se usa a bengala".




Suspirei. Eu sabia que era errado mais estava torcendo internamente para que ela nunca encontrasse um Édipo em sua vida. O desafio de saber o que eu era tinha um risco muito grande para segurança da Bella. Senti um estremecimento pelo meu corpo. Não conseguia imaginar coloca-la em qualquer perigo, mas só minha simples presença era um grande risco.



Eu sabia que já era de manhã, mesmo eu morrendo de sono não conseguia voltar a dormir. Fiquei revirando de um lado para o outro tentando voltar à inconsciência, mas uma estranha claridade amarela me acordou. Abri os olhos e vi uma luz amarelo-claro jorrando pela minha janela. Nem acreditei. Corri para a janela para me certificar se não estava tendo alguma alucinação. E para meu completo espanto, era verdade, lá estava ele, o sol.



– Pelo visto não iremos para aula. – bufou Rosalie. Há muito tempo o sol era sinônimo de problemas para nós. Tínhamos que ficar longe da vista humana. Acabávamos ficando trancafiados em casa para não correr nenhum risco.



Ele estava mal posicionado no céu, baixo demais, e não demonstrava estar tão próximo quanto deveria. Esfreguei meus olhos duas vezes para ter certeza. Comecei a comemorar. Levantei as mãos para cima dei uma rodadinha rebolando curtindo minha dancinha da vitória particular. Sério que você tá fazendo uma dancinha da vitória? Perguntou incrédula a minha vadia interior. É claro! Quando foi a última vez que você viu o sol? Deixa de mau humor e curte esse momento, falei. Depois de um pequeno suspirou minha vadia fez a dancinha da vitória também. Pulei feito uma criança que acaba de ganhar um presente que tanto queria.



– Parece que alguém realmente gosta de sol. – falou Carlisle com um sorriso.


– Não sei como ela consegue gostar de Forks então. – comentou Rosalie.



– Ela está com o pai dela, isso é um bom motivo. – respondeu Esme com um sorriso. Ela tentou esconder seus pensamentos de mim e não consegui. “Meu filho também é um ótimo motivo”. Revirei meus olhos. Eu nunca seria um bom motivo.




Fiquei observando o sol pela janela mais um pouco antes de ir me arrumar e ir para a loja dos pais de Mike. Comecei a me animar com a ideia de ir para praia, afinal ter sol era um item importante para mim.

A loja Olympic Outfitters, dos Newton, ficava no Norte da cidade. No estacionamento, reconheci o Suburban de Mike e o Sentra de Tyler. Enquanto eu estacionava próximo ao carro deles, pude ver o grupo parado na frente do Suburban. Lauren estava com sua cara de malcomida e cochichou com a garota do lado assim que eu cheguei. Revirei meus olhos. Ela realmente não tem o que fazer.



– Essa garota está me dando nos nervos. – falei entredentes. Quem ela pensava que era para falar mal da Bella dessa forma? Ela não era nem um centésimo da mulher que Bella era.


– Podemos dá uma lição nela. – comentou Alice normalmente.



– Crianças. – repreendeu Carlisle.




– Você veio! – gritou ele, contentíssimo. — E eu disse que ia fazer sol, não disse? – bom na realidade quem disse foi o homem do tempo, mas não iria discutir tecnicalidade com ele.


– Yeh, falei que viria — eu lembrei a ele.


– Só estamos esperando Lee e Samantha... A não ser que você tenha convidado mais alguém – acrescentou Mike.



– Senti uma ponta de ciúmes? – perguntou Emmett mexendo as sobrancelhas.


– Eu não tenho dúvidas. – confirmou Jasper.



Nem me preocupei de esconder o sorriso do meu rosto. Era bom saber que o idiota do Newton sentia que eu era uma ameaça. Meu sorriso foi morrendo aos poucos ao pensar que ele passaria o dia todo com ela e eu não.



Porcaria de sol. Maldito tratado. Praguejei irritado por coisas que me faziam ficar longe de Bella.




– Não estou esperando ninguém. – era verdade, Edward falou que não viria então eu sabia que ela não estaria lá. Uma pena.



Sorrir largo com isso. Ela queria a minha companhia.



Eu iria perder a cara que Mike faria caso ele viesse. Seria cômica.



Meu sorriso morreu. Ela só queria provocar o idiota da Newton.



Pelo lado bom, não teria que aturar o olhar de Lauren e a fofoca de Jessica se ele aparecesse.


Mike pareceu satisfeito.



– Claro que ele estaria. – murmurei. Eles não vão ficar sozinhos. Eles não vão ficar sozinhos. Fiquei repetindo esse mantra para tentar esquecer as imagens mentais que se formava em minha cabeça dos dois passeando pela praia sozinhos. Tinha certeza que o energúmeno do Newton tentaria alguma coisa com a MINHA Bella.



– Quer ir no meu carro? É nele ou a minivan da mãe de Lee.



Grunhi irritado. Alice, Rosalie e Esme suprimiam um sorriso.


– Cuidado Ed. O Newton vai apostar todas suas fichas nesse passeio. – comentou Emmett com um sorriso, fazendo que eu soltasse um rosnado. Eu queria impedir que a Bella entrasse no carro com ele. Esse diário estava parecendo uma máquina de tortura.




– Pode sentar na frente – prometeu ele.



– Eu disse que ele ia investir. Tá dando mole irmão. – Emmett falou. Como se eu não estivesse nervoso o suficiente sem a ajuda de seus comentários.



Eu podia ver Jéssica nos observando agora, ela parecia estar começando a ficar com raiva. Não queria ganhar mais um inimigo, então resolvi ser uma pacificadora. Uau, cuidado que a ONU pode lhe contratar.


– Acho melhor ir no meu carro. – notei a tristeza no rosto de Mike. – Com tantas pessoas vamos acabar ficando imprensados. – acrescentei. Mike concordou relutante.



Respirei aliviado. Ela não iria de carona com o Newton.



Eu chamei Angela e Ben para irem comigo. Eu tinha um sexto sentindo em realação a esses dois desde o momento que os vi juntos. Eles se olhavam timidamente a cada minuto. Resolvi bancar o cupido. Eu gostava de Angela, de todas as meninas ela é a única que não senti nenhuma hostilidade. Na realidade, ela sempre me pareceu uma boa pessoa.


– Maneiro seu carro. – disse Ben ao meu lado.


– Sim, sou apaixonada pelo meu bebê. – falei apontando para meu carro.


– Onde você comprou?


– Hum.... – hesitei um pouco. – Na realidade eu ajudei a restaurar. – editei um pouco a história.


– Uau, isso é demais. – liguei o som para mudarmos de assunto. Notei que Ângela batucava as mãos ao som da música.


– Gosta dessa banda Ang? – perguntei e ela corou.


– Muito, é a minha favorita. – disse baixinho.


– Sério? A minha também! – disse Ben animado. Fiquei feliz que eles tinham coisas em comum. Ficamos conversando o caminho todo. Abaixei a capota do carro e ficamos aproveitando o sol. Eles eram companhias agradáveis, então nem sentimos o tempo passar. Afinal era apenas 24 quilômetros de Forks a La Push, com as florestas verdes, densas e lindas margeando a estrada na maior parte do caminho e o largo rio Quillayute serpenteando embaixo.

Perguntei mentalmente como eu não me lembrava desse caminho, era de tirar o fôlego. A água era verde-escura, mesmo ao sol, com cristas brancas, e quebrava na praia cinzenta e rochosa.


Pegamos o caminho para a praia, Mike na frente, até um anel de troncos que obviamente tinham sido usados para festas como a nossa.


Depois de meia hora de bate-papo, alguns meninos queriam andar até as piscinas da maré baixa próximas. Eu amava essas piscinas naturais e segui o grupo. Mike me deu um sorriso gigantesco quando viu que eu estava vindo.



– Claro que deu. – murmurei a contragosto.


– Bella e Newton sentados em uma pedra se B-E-I-J-A-N... – nem deixei Emmett terminar a musiquinha que ele alterou e joguei o primeiro objeto que encontrei nele o pegando de baixa-guarda. – Qual é Ed... Foi só uma brincadeira. – disse rindo exageradamente.



– Não tem graça. – falei com raiva.



– Emmett deixe seu irmão em paz. – Esme concordou.




A caminhada não era muito longa. A maré estava baixa, e um rio de maré passava por nós a caminho do mar. Junto a suas margens seixosas, piscinas rasas que nunca eram completamente drenadas fervilhavam de vida, por causa da água despejada do oceano.



Nunca tinha entrando na reserva devido ao tratado. Mas a descrição de Bella era bastante precisa e me ajudava a visualizar o local. Eu queria compartilhar essa memória com ela.



Achei uma pedra que parecia muito estável na margem de uma das maiores piscinas e me sentei ali, encantada com o aquário natural abaixo de mim. Os buquês de anêmonas de cores vivas ondulavam sem parar na correnteza invisível, conchas retorcidas corriam pelas margens, escondendo os caranguejos dentro delas, estrelas-do-mar prendiam-se imóveis nas rochas e em outras estrelas, enquanto uma pequena enguia preta de listras brancas ondulava pelas algas verde-claras, esperando pelo retorno do mar. Fiquei completamente encantada com a natureza criando uma linda obra de arte a minha vista.



Encantado estava eu. A maioria das pessoas não repara nesse tipo de coisa. E lá estava a Bella me descrevendo cada movimento, criando uma cena perfeita em minha mente. Não é a toa que Bella reparou em tanta coisa em mim. Ela é observadora por natureza.



Por fim os meninos ficaram com fome e eu me levantei para acompanhá-los de volta.

Quando voltamos para a primeira praia, o grupo que deixamos havia simplesmente se multiplicado. Minha Nossa Senhora da Terra Fértil! À medida que nos aproximávamos, pode ver o cabelo preto liso e reluzente e a pele acobreada dos adolescentes recém-chegados da reserva que apareceram para fazer um social. Era um espetáculo da natureza a parte.



Grunhi audivelmente. Como se o Newton já não fosse dor de cabeça o suficiente agora aparecem um bando de adolescentes para a Bella admirar.



A comida já estava sendo distribuída, e os garotos correram para reivindicar uma parte enquanto Eric nos apresentava à medida que cada um de nós entrava na roda da fogueira. Enquanto Eric falava meu nome, vi um menino que aparentava ser um pouco mais novo sentado nas pedras perto da fogueira, olhando para mim com interesse.



Mais um? Se esses diários são para rever os erros passados, sem dúvidas meu maior erro foi deixar Bella andar sozinha por aí. Quando minha Bella aparecer de verdade não irei cometer o mesmo erro. Eu vou manter ela trancada dentro de casa e só irá sair ao meu lado! Só assim para livrá-la desse bando de lobo!



Reparei que quando o garoto que parecia ser o mais velho do grupo foi dizendo os nomes dos outros sete que estavam com ele, o rapaz que notou minha presença se chamava Jacob. De onde eu já ouvi esse nome? Parecia um nome bastante familiar. Será que já nos conhecemos?



Era só o que me faltava a Bella conhecer o moleque. Acho que eu entraria na história ao ser o primeiro caso de vampiro a ter dor de cabeça.



Enquanto terminavam de comer, as pessoas começaram a formar grupos de duas e de três pessoas e cada um foi para um lugar diferente. Não prestei muita atenção para onde iriam, preferi ficar sentada e saboreando meu lanche. Praia costumava me deixar faminta, pena que não tinha coragem de pegar algumas ondas. Não pelo mar, e sim pela temperatura da água, deveria estar gelada.



– A Bellinha sabe pegar ondas? Showwww... – falou Emmett empolgado. Fiz uma careta com isso. Esse era um tipo de esporte perigoso. Pela primeira vez fiquei feliz que Bella não gostasse do frio, eu teria uma síncope nervosa se ela subisse em cima de uma prancha.



Alguns minutos depois que Angela foi embora com os andarilhos, Jacob veio sentar-se ao meu lado, no lugar em que era ocupado por minha amiga. Ele parecia ter mais ou menos a minha idade, e tinha cabelos pretos brilhantes e compridos, presos com elástico num rabo de cavalo na nuca, um cabelo que faria inveja a qualquer mulher. Em um segundo pensei em Edward, como ele ficaria de cabelos compridos, segurei a vontade de gargalhar. Ele pareceria com o cabelo de uma dupla sertaneja antiga de nome esquisito*. Sua pele era linda, sedosa e castanho-avermelhada, que fez um belo contraste com a minha palidez. E os olhos eram escuros e fundos sobre as maçãs altas do rosto. Ele ainda tinha um arredondamento infantil no queixo. Um rosto muito bonito no todo. Um típico moreno alto, bonito e sensual.


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Soltei um rosnado involuntário. Sempre elogiava os outros, menos a mim. Qual era o problema comigo afinal? A maioria das mulheres me achava bonito. Lógico que a Bella seria a exceção e ficaria zoando com meu cabelo. Quem disse que meu cabelo ficaria arrepiado comprido? Eu ficaria bem de cabelos compridos. Sem dúvidas melhor do que esse tal de Jacob Black. Será que eu teria que começar a usar gel para arrumar meus cabelos?



– Você é Isabella Swan, não é? – perguntou com um sorriso envergonhado. Achei-o fofo.



Fofo. Idiota isso sim. Vi que Jasper tentava a todo custo esconder um sorriso, mas seus olhos o traiam o quanto ele estava se divertindo as minhas custas.



– Pode me chamar de Bella. – falei sorrindo.


– Eu sou Jacob Black — ele me deu a mão num gesto amigável. – Você provavelmente não se lembra, mas costumava brincar comigo quando era criança.


– Oh — eu disse, balançando sua mão macia e brilhante. — Você é o filho de Billy, eu devia me lembrar de você. Acho que eu fazia um irresistível bolo de lama que você adorava. – ri com a lembrança.


– Então é assim que lembra-se de mim? Como filho de um amigo de seu pai que comia lama? Assim você fere meus sentimentos. – disse colocando a mão no coração e fazendo uma careta – Nos quase fomos noivos.



– Noivos? – gritei. Todos riram com a minha reação. Como eles podiam achar graça disso? Vou procurar saber melhor quem é esse tal de Jacob Black.



– Noivos? Você quer dizer escravo. Tenho um contrato em algum lugar com seu nome assinado onde você garante escravidão eterna. Acho que não mencionava que teríamos que nos casar no processo. – disse sorrindo largo. – Onde estão suas irmãs? Elas são minhas testemunhas. — eu examinei as garotas na beira do mar, imaginando se conseguia reconhecer alguma delas.


– Não, elas não estão aqui, pode desistir de sua busca. — Jacob balançou a cabeça me acompanhando no riso. — Rachel ganhou uma bolsa de estudos para um colégio interno em Washington, e Rebecca casou com um surfista de Samoa, agora ela mora no Havaí.


– Casada. Caramba. — Eu estava pasma. As gêmeas eram mais velhas que eu um pouco mais de dois anos e uma estava casada. C-A-S-A-D-A. Esse era um estado civil que eu não conseguia me imaginar num futuro próximo. Senti um arrepio com a palavra casamento.



– Qual o problema com o casamento? – perguntei surpreso. Não via motivos para ela repudiar tanto uma ocasião tão solene quanto essa. Eu podia imaginar Bella vestida de branco, entrando de braços dados com seu pai em um longo tapete vermelho com o noivo a sua espera no altar. Ainda bem que Bella não sonha em se casar tão cedo, essa imagem me destruiria. Bella nos braços de outro. Não, isso não podia acontecer. Eu era egoísta demais a ponto de aceitar esse futuro. Eu precisava de Bella ao meu lado.



– Gostei do seu carro. – ele falou.


– Como você sabe qual é o meu carro? – indaguei confusa. Meu carro estava longe da praia, não tinha como ele saber que era meu.


Ele pareceu bastante tímido e consegui ver um leve rubor em suas bochechas. – Eu fui buscar o carro com seu pai. – murmurou timidamente. – Ele precisava de alguém com alguns conhecimentos de mecânica para verificar se o carro chegou sã e salvo.


– Então você entende de carros? — eu perguntei impressionada. Era bom saber que alguém sabia mecânica. Eu não me garantia mexer em meu carrinho sozinha, por mais que eu tivesse uma boa noção em mecânica. Era bom ter uma pessoa de confiança para mexer em seu carro.



– Eu sei mexer em um carro, sem dúvidas tenho mais conhecimento do que esse menino Black. – disse com um tom de esnobismo. Um moleque não se compara aos meus conhecimentos e memória fotográfica. Eu era nascido praticamente desde que lançaram os primeiros carros. – Rose você poderia me ensinar um pouco mais de mecânica, certo? – perguntei quando uma ideia surgiu em minha cabeça. Eu saberia tudo de mecânica antes da Bella chegar. Black não teria chance nenhuma contra mim, pensei feliz. Ainda não conseguia entender porque toda minha família estava rindo.


– Claro Edward. – Rose ainda estava rindo e balançando a cabeça exasperada. Não tinha ideia do motivo.




– Não sou nenhum especialista, mas quando eu tenho tempo e se tiver peças eu costumo montar carros. – falou me impressionando um pouco mais. – Por acaso você não sabe onde posso conseguir um cilindro mestre de um Volkswagen Rabbit de 1986? – perguntou ele de brincadeira. Ele tinha uma voz rouca e agradável.



– Rouca e agradável. – murmurei com escárnio. Eu tinha uma linda voz aveludada. Ouvi isso em inúmeros pensamentos. Tenho certeza que minha voz era mais agradável que desse sujeitinho desagradável. Ouvi uma risada de Jasper e olhei em sua direção.


– Desculpe Edward. Mas você com ciúmes é muito engraçado. – falou fazendo com o que os demais lhe acompanhassem no riso.



– Não estou com ciúmes. – menti. – Eu sou muito melhor do que esse Black. – falei com raiva. Não gostei da familiaridade dos dois.




– Isso é legal. — eu sorri. – Hum... – fingi pensar colocando o dedo no queixo. — Não tenho visto nenhum ultimamente, mas eu vou manter meus olhos abertos pra você — Era muito fácil conversar com ele.

Ele abriu um sorriso brilhante, olhando para mim de um jeito que aprendi a reconhecer, avaliando-me. E eu não fui a única a perceber.



Fechei os punhos com força. Não gostei nada de saber que a Bella estava recebendo esse tipo de olhares. Se ele fizesse isso na minha frente eu arrancaria seus olhos. Sorri de lado, gostando dessa imagem que formava em minha cabeça.



– Conhece a Bella, Jacob? – perguntou Lauren, no que concluí ser um tom insolente, do outro lado da fogueira.



– Não sei como a Bella consegue ficar perto dessa cobra. – falou Alice irritada.


– Ela é uma víbora. – concordou Rosalie. – Aposto que tem mais veneno do que nós. – completou nos fazendo rir.




O que isso lhe interessa? Quis perguntar. Garota intrometida. Vou publicar um livro sobre a minha vida para ela manter como livro de cabeceira.


– A gente se conhece praticamente desde que nasci – ele riu, olhando pra mim de novo.


– Que legal.

Ela não parecia pensar que era legal, e seus olhos claros e impertinentes se estreitaram. Oh minha Nossa Senhora das Causas Perdidas fazei que essa garota tenha um pouco de sexo para amenizar sua frustração sexual!


– Bella – disse ela novamente, olhando atentamente meu rosto – eu estava dizendo ao Tyler que é uma pena que nenhum dos Cullen tenha podido vir aqui hoje. Ninguém pensou em convidá-los? — Sua expressão de preocupação não era nada convincente. Ela falava e tudo que eu ouvia era blá blá blá. Ela podia fazer um grande favor à humanidade e se manter calada. Eu apreciaria isso.



– Quer dizer a família do Dr. Carlisle Cullen? – perguntou o mais velho que parecia mais um homem antes que eu pudesse responder, para irritação de Lauren.


– É, você conhece? – perguntou ela de um jeito condescendente, virando-se um pouco para ele.


– Os Cullen não vêm aqui – disse ele num tom de voz que encerrava o assunto, ignorando a pergunta. Agora eu estava prestando atenção na conversa. O seu tom de voz e sua expressão me deixaram um pouco preocupada. Seria rancor? Raiva? Um pouco de ódio? Porque alguém odiaria tanto uma família? Eu vi seu rosto escurecer antes de virar em outra direção. Seja lá o que ele tinha contra a família do Dr. Cullen era algo sério. Tenho a impressão de que os Cullen não poderiam frequentar aquele lugar. O motivo eu não fazia ideia.




– Idiota. Não sei por que manter tanto rancor, nos respeitamos o tratado. – falou Rosalie com raiva. Esme estava triste ao saber do rancor que era mantido por nossa família. Eu ainda estava irritado com o Black para me preocupar com o outro.



– Então, Forks ainda não pirou você?


– Por incrível que parece eu estou gostando de Forks, acho que já me acostumei com a rotina – eu sorri. – Não posso dizer que esse sol não foi uma bela maneira em sair da rotina. – eu ouvi sua risada.


– Sim, o sol definitivamente não é uma constante em Forks.


Olhei brevemente para Jacob. Ele parecia ser amigo do mais velho, Sam se não me engano. Fiquei intrigado com a rispidez que ele demostrou para a família Cullen e resolvi saber o motivo.



– Isso não está me cheirando bem. – murmurou Jasper.



– Você quer caminhar pela praia comigo? — eu perguntei, com meu melhor olhar. Ele sorriu grande com isso. Foi mais fácil do que imaginava.



– Claro que foi. – falei a contragosto. Óbvio que o moleque estava interessado em Bella, só ela para não reparar.



– Então, porque nunca lhe vi na Forks High School? — perguntei intrigada.


– Eu estudo na reserva.


– Que pena... – falei tristemente. – Seria bom eu ter alguém conhecido nos primeiros dias de aula. – Lembrar-se do primeiro dia de aula sempre me causava arrepios – Você vai com frequência a Forks?


– Não muito — ele admitiu com uma careta. — Mas quando meu carro estiver pronto eu posso vir quantas vezes eu quiser, quando eu tiver minha carteira de motorista — ele emendou.


– O que não falta muito certo? Logo você completará os 16. Só não esqueça que eu sempre serei mais velha que você e você me deve obediência eterna.


– Claro. – disse com um sorriso zombeteiro. – Eu sempre respeito os idosos.


– Ei – lhe dei um empurrão no braço, o que não teve o efeito desejado. – Não é respeitoso falar de idade com uma dama.


– Dama? Onde? – perguntou olhando para os lados.


– Bobo. – falei lhe dando outro empurrão.



– Idiota. – falei sobre o fôlego. Não estava gostando nada, nada da interação dos dois. Acho que a palavra certa é odiar, eu estava odiando essa camaradagem deles.



– Quem era falando com Lauren? Acho que é Sam o nome dele. Ele pareceu um pouco mais velho que os demais.


– Sim, Sam... Ele tem 19 – informou-me ele.


– O que ele estava dizendo sobre a família do médico? — eu perguntei – Eles não vêm à reserva?


– Os Cullen? Ah, eles não podem vir à reserva. – Ele desviou os olhos, para a ilha James, enquanto confirmava o que eu ouvi pelo Sam. Isso ainda não fazia sentido. Eu precisava saber o motivo.



– Oh não. Isso não está acontecendo. – falei com raiva. Esse idiota não podia abrir a maldita boca. Era o tratado. Como ele se atreve a dizer que não podemos entrar na reserva? Ele ainda não percebeu o quanto a Bella é intuitiva.



– E por que não? – perguntei com olhos inocentes. Ele olhou novamente para mim, mordendo o lábio. – Não me diga que eles atropelaram o gato de alguém? Deixe-me adivinhar, foi o gato do Sam? – perguntei para quebrar um pouco o clima sério.


– Não é isso, é que bom, eu não posso falar sobre isso com ninguém.


– Ótimo, porque eu não sou ninguém. Além do mais, não é como se eu fosse espalhar isso por aí. Pode deixar que eu não conto para ninguém. – falei como uma criança pidona. Ele estava me deixando curiosa.



Não. Ele não podia. Ele não iria fazer isso. É o maldito tratado. Estava repetindo esse mantra para tentar me acalmar. Sem sucesso algum.



– Gosta de histórias de terror? – perguntou de modo agourento.



– Não – rugi furioso. Jasper teve que usar seus dons em mim. Isso não impediu a minha ira. Estava querendo ir a reserva matar o desgraçado do Black. Como ele se atreve?


– Acalme-se Edward. – falou Carlisle segurando o meu ombro.



– Me acalmar? – vociferei. – Você não está vendo o que está acontecendo? Ele vai contar para Bella! Ela nunca mais vai falar comigo! – eu estava ficando desesperado ao pensar nessa hipótese.


– Continuei lendo Esme. Não vamos nos precipitar, não esqueça que esse diário é para aprender com nossos erros, talvez seja um sinal. – falou tentando apaziguar. Ninguém estava calmo. Nosso segredo estava em risco. Pior do que isso. Tudo o que eu tinha conseguido avançar com Bella estava indo por água a baixo. Ela nunca voltaria a falar comigo. Pior era capaz de pegar o primeiro avião de volta para casa de sua mãe. Me joguei no sofá, de repente ficar em pé se tornou uma tarefa árdua. Fiquei puxando meus cabelos nervosamente temendo o que estava por vir.



– Claro que sim! – disse empolgada. Eu adoro filmes e histórias de terror, só não entendia o que uma coisa tinha a ver com outra.



Intensifiquei o aperto em meus cabelos. Cale a boca. Eu queria gritar para esse pirralho. Só, cale a boca.



Jacob andou até um tronco caído ali perto. Ele se empoleirou de leve em uma das raízes retorcidas enquanto eu me sentava abaixo dele no tronco. Ele olhou para as pedras, um sorriso pairando nas extremidades dos lábios grossos. Eu podia ver que ele ia tentar dar o máximo de si para me assuntar. Isso seria interessante.


– Conhece alguma das nossas histórias antigas, sobre de onde viemos... quer dizer, dos quileutes? – começou ele.



– Na verdade não – admiti um pouco perdida.


– Bom, são um monte de lendas, e dizem que algumas datam da grande inundação... Ao que parece, os antigos quileutes amarraram as canoas no topo das árvores mais altas da montanha para sobreviver como Noé e a arca. – Ele sorriu, para me mostrar como dava pouco crédito a essas histórias. – Outra lenda diz que descendemos de lobos... E que os lobos ainda são nosso irmãos. É contra a lei da tribo mata-los. E há as histórias sobre os frios. – A voz dele ficou um pouco mais baixa.



Estava quase arrancando os fios de meus cabelos. Ele não pode falar. Fizemos o maldito tratado. Se ele falar, nada irá me impedir de ir à reserva acabar com ele. Irei cortar sua língua fora para aprender a manter um segredo.



– Os Frios? – perguntei.


– É. Há histórias dos frios tão antigas quanto as lendas dos lobos, e algumas são mais recentes. De acordo com a lenda, meu bisavô conheceu alguns. Foi ele quem fez o acordo que os manteve longe de nossas terras. – Ele revirou os olhos.




– Ephraim Black. – falou Carlisle, lembrando-se de quando fizemos esse acordo. Acordo esse inútil do meu ponto de vista. A única pessoa que eu me importava que não devesse saber do segredo é justamente para quem ele está contando.



– Seu bisavô? – eu perguntei surpresa. Não imaginava que a história é de seu antepassado direto.


– Ele era um ancião da tribo, como meu pai. Olhe só, os frios são os inimigos naturais dos lobos... Bom, não do lobo, mas dos lobos que se transformam em homens, como nossos ancestrais. Você pode chamar de lobisomens. – acho que minha cabeça estava começando a dar um bug. Era fantasioso demais.


– Os lobisomens têm inimigos? – perguntei tentando me situar na história.


– Só um.



Sim. Nós. Erámos os únicos inimigos naturais dos lobos.



– Então veja você – continuou Jacob –, por tradição, os frios são nossos inimigos. Mas aquele bando que veio para o nosso território na época do meu bisavô era diferente. Eles não machucavam como os outros da espécie deles faziam... Não deviam ser perigosos para a tribo. Então meu bisavô fez uma trégua com eles. Se prometessem ficar longe de nossas terras, nós não os revelaríamos aos caras-pálidas. – Ele deu uma piscadela para mim. Isso seria uma indireta? Sem dúvidas minha cara era pálida.


– Se eles não eram perigosos, então por quê...? – Tentei entender.


– Sempre há um risco para os seres humanos que ficam perto dos frios, mesmo que eles sejam civilizados, como este clã. Nunca se sabe quando podem ficar famintos demais pra resistir. – Ele deliberadamente assumiu um tom de ameaça.




– Quem esse cachorro pensa que somos? – brandiu Rosalie indignada. Eu não podia tirar a razão deles. Eu mesmo coloquei a Bella em risco no primeiro dia de aula.



– Como assim, “civilizados”?


– Diziam que eles não machucavam seres humanos. Supostamente, de algum modo, conseguiam caçar só animais.


– E o que isso tem a ver com os Cullen? Eles são iguais aos frios que seu bisavô conheceu? – perguntei com dúvida.


– Não. – Ele fez uma pausa dramática. — Eles são os mesmos.


Ele deve ter pensado que a expressão de medo no meu rosto era inspirada pela história. Jacob sorriu, satisfeito.




E ali estava. A reação que eu esperava. Medo. Bella estava com medo. Ela iria embora e eu mataria o desgraçado do Black. Eu a perdi. Não, ela tinha que me deixar explicar. Agora explicar o quê? Que eu era um monstro que tentava ser melhor? Que eu já matei pessoas? Que eu quase a matei no primeiro dia de aula? Estremeci com isso. As explicações só pioravam minha situação.



– Agora há mais deles, têm uma fêmea nova e um macho novo, mas os outros são os mesmos. Na época do meu bisavô, já conheciam o líder, Carlisle. Ele esteve aqui e se foi antes que o seu povo tivesse chegado. – Ele reprimia um sorriso.



– Fêmea? Quem esse cachorro pensa que eu sou? Uma maldita cadela? – gritou Alice indignada.



– E o que eles são? – perguntei por fim. – O que são os frios?


Ele sorriu de um jeito sombrio.


– Bebedores de sangue – respondeu ele numa voz de dar calafrios. – O seu povo os chama de vampiros.



Ele contou. Ele falou a palavra. Agora não há mais segredos. Tudo o que eu não queria aconteceu. Porque eu fui viajar? Porque não impedi Bella de ir nesse passeio? Isso não podia ter acontecido. É assim que acaba nossa história? A dor em meu peito não tinha precedente. Eu podia vê o exato momento em que eu perdi a Bella para sempre em minha vida. Como ela poderia aceitar andar com um monstro feito eu?



Olhei a arrebentação eriçada depois que ele respondeu, sem ter certeza do que minha expressão demonstrava. Eu não conseguia pensar em nada. Minha mente estava em branco.


– Você está arrepiada – ele riu, satisfeito.



– Sim. – respondi um pouco surpresa ao notar que era verdade. – Você sabe como contar uma história. Acho que é a sua vez de assustar os mais novos como fazíamos com você, certo? – falei lembrando de como tentávamos assustar uns aos outros. Ainda não conseguia encara-lo nos olhos.


– É muito louco, né? Não surpreende que meu pai não queira que a gente fale sobre isso com ninguém.



Sim. Porque seu pai acreditava na lenda. Diferente do idiota do seu filho que pensava ser uma superstição boba. Tínhamos que ter avisado os mais novos. Claro que aos olhos deles essa história seria absurda. Ao contrário dos mais velhos que sabem sua importância. Não vou deixar esse infeliz ficar em meu caminho. Tinha vontade de ir nesse momento atrás do Black lembrar o tratado.



– Não se preocupe, não vou falar nada. – ele tinha a minha palavra. Eu jamais contaria isso a alguém.


– Acho que acabo de violar o trato — ele riu.



– Ele acha? Qual a dúvida de que ele quebrou o acordo? – perguntei a cada segundo mais raivoso. Eu iria lhe lembrar de o que aconteceria se isso viesse a acontecer. Bella não iria saber por ele. Não permitiria que isso acontecesse. Eu não a perderia da minha vida.



– Vou levar isso para o túmulo – prometi, e depois estremeci.



Estremeci também com isso. A palavra túmulo me enviou outra onda de dor. Por mais que eu me esforçasse para nada acontecer com ela, era um destino inevitável para os humanos. Cada segundo ao seu lado era precioso para mim. Como eu pude viajar e desperdiçar qualquer segundo ao seu lado?



– Mas, sério, não conte nada ao Charlie. Ele ficou muito chateado com meu pai quando soube que alguns de nós deixamos de ir ao hospital desde que o Dr. Cullen começou a trabalhar lá.



– Isso é uma pena. Fico triste em pensar que eles me evitam dessa maneira. Nunca quis causar nenhum transtorno para eles. – falou Carlisle pesaroso.

A única coisa que eu pensava era “ela sabe”. Bella sabia meu segredo. Não tinha medo de ela contar para alguém. Eu tinha medo dela se afastar de mim.



– Não vou, claro que não. – eu mantinha minhas promessas. Eu não iria contar a ninguém sobre... Não, eu não vou pensar sobre isso.


– Então, acha que somos um bando de nativos supersticiosos ou o quê? – perguntou num tom de brincadeira, mas com um toque de preocupação. Eu ainda não havia tirado os olhos do mar.

Eu me virei e sorri para ele com a maior naturalidade que pude. Repetindo que não iria pensar sobre essa história.


– Não. Acho que você conta histórias de terror muito bem. Ainda estou arrepiada, está vendo? – Ergui meu braço. Ele não precisava saber o quanto sua história tinha me abalado. Eu preferia história sobre E.T.


– Legal – Ele sorriu.




Ela não quer nem pensar no assunto. Como pode uma coisa mudar de um dia para o outro? Parecia a pouco tempo em que eu a carregava para a enfermaria e agora ela nem queria gastar um pensamento ao meu respeito.



Então o barulho das pedras batendo umas contra as outras nos alertou de que alguém estava vindo. Nossas cabeças levantaram ao mesmo tempo pra ver Mike e Jessica vindo em nossa direção.


– Aí está você, Bella — Mike disse.


– Esse é o seu namorado? — Jacob perguntou, alertado pelo tom de ciúmes na voz de Mike.

Eu estava surpresa que fosse tão óbvio. Parecia um cachorrinho que queria demarcar seu território.



Claro que ele não era o seu namorado. Seria muito martírio em um único dia para minha sanidade.



– Não, definitivamente não. – Eu cochichei. – Você acabou de me ofender novamente. Você deve aprender melhor a respeitar os idosos. – disse piscando para ele. Ele sorriu, estimulado pelo minha clara recusa ao Mike.


– Então quando eu conseguir a minha carteira de motorista... — ele começou.


– Você devia vir me visitar em Forks. Nós podemos sair uma hora dessas ou eu poderia cozinhar para você. O que você acha de um delicioso bolo de lama? Você nunca o recusou. – Eu realmente gostei de Jacob. Ele era uma companhia agradável.


– Que tal eu lhe pagar um jantar? Eu jamais lhe sujeitaria a ficar em uma cozinha, não esqueça que o trabalho escravo é meu. – disse sorrindo.



Ele a convidou para jantar? Ele marcou um encontro com ela? Eu irei acabar com esse sujeito! E eu achando que o Newton era um problema.



– Espero que isso não seja uma forma educada de se livrar de meus dotes culinários.


– De maneira nenhuma. –respondeu antes de cairmos em risadas.


Eu podia ver Mike avaliando Jacob e parecendo intrigado com nossa óbvia interação.



– Aonde você foi? – perguntou com uma pitada de acusação. Quis responder em Marte. Não era óbvio onde estava?


– Jacob estava apenas me mostrando um pouco mais da praia e relembrando algumas histórias. Foi bastante interessante. – Eu sorri cumplice para Jacob e ele sorriu abertamente de volta.


– Bem, estamos indo embora, parece que vai chover logo.

Todos olhamos aborrecidos para o céu. Certamente parecia chuvoso. E o sol estava tão bom. Pelo menos pude aproveitar alguns momentos e não ficar tão pálida como de costume.


– Tudo bem – Eu me levantei. – Estou indo.


– Foi bom ver você de novo – disse Jacob, e eu sabia que ele estava sacaneando um pouco Mike, que pareceu insultado. Estava me segurando para não gargalhar e resolvi entrar no clima.


– Foi realmente um prazer encontrar com meu ex-noivo. – falei fazendo Mike engasgar e Jessica ter uma crise de tosse. Jacob me lançou um grande sorriso, entendo o que eu estava fazendo.


– Podemos rever a parte do “ex”. – falou em um clima de flerte.



Rosnei de raiva.


– Credo mano! Já perdi a conta de quantas vezes eu lhe ouvi rosnar. Esta pior do que quando vai caçar.



– Cala a boca Emmett. – eu vou matar o pulguento do Black. Como ele ousa? Fiquei andando de um lado para o outro pensando em forma de tortura-lo até a morte.



– Calma Edward. Ele só estava brincando, eles queriam provocar o Newton. – Jasper comentou me lançando uma onda de calma.



– Você acha mesmo que o Black só está brincando Jasper? Lógico que ele está interessado. – falei voltando a me sentar.



– Quem mandou dá bandeira. – Comentou normalmente Emmett, fazendo com que eu fechasse os punhos.



– Isso é sua culpa! – Acusei.



– Minha? O que eu tenho a ver com isso?



– Eu não tenho dúvidas que foi você que insistiu para eu ir caçar com você. Sempre fica no meu pé para ir caçar ursos com você – continuei a acusação.



– Você poderia ter dito “não”. – disse petulante cruzando os braços.



– Chega vocês dois. Continue Esme. – falou Alice por fim.




Fiquei um pouco envergonhada e decidi mudar o rumo da conversa. – Então... Quando Charlie vier fazer uma visita eu vou vir junto. Você deve fazer o mesmo nas visitas de Billy a Forks. – disse com um leve sorriso.


O sorriso cresceu no seu rosto. – Isso seria legal.


– E obrigada – eu disse sinceramente por ele ter confiado em mim.


Andei calmamente até o meu carro. Novamente Angela e Ben me acompanharam. A viagem de volta foi mais silenciosa. Eu estava fazendo um esforço hercúleo para não pensar na história que Jacob me contou. Para isso eu precisava de distrações.


Levei Angela e Ben em suas respectivas casas, o que eles agradeceram diversas vezes por não terem que ir andando da loja do Newton. Quando eu cheguei em casa ela simplesmente parecia silenciosa demais. Dando um ar macabro ao ambiente, ou talvez esse seja o meu humor. Liguei o meu iPod em um volume alto para mudar o clima da casa e comecei a organizar diversas coisas para manter minha mente em branco. Você é uma verdadeira covarde. Cala a boca, murmurei para minha V.I. Eu não queria e não iria pensar. Até roupa para lavar eu coloquei.

Depois de tomar um banho e me sentir excessivamente exausta eu me joguei na cama, caindo no sono quase imediatamente.


Notas finais
Então o que acharam do Ed ciumento? Visualizaram o Edward com o cabelo comprido?
Finalmente apareceu o Jacob... O que acharam dele?
Gostaria de ouvir o comentário de vocês e sugestões. Elas são muito importantes. Por exemplo, a Bia Pattinson me perguntou se o Edward iria com a Bella no evento infantil que ela tem. Eu gostaria de fazer um episódio Bônus justamente sobre isso, estou tentando conciliar o horário desse dia, pois esse é o dia que eles vão para a clareira. Estou me esforçando justamente porque uma leitora gostou da ideia.
Por isso, lei e respondo cada comentário de vocês. O número de comentários não chega a 1/5 do número de leitoras e sempre é bom ouvir opiniões para saber onde precisa melhorar e sugestões também.
Esse capítulo não teve tanto humor, afinal finamente a Bella soube do segredo do Edward. Queria falar que o Edward também irá amadurecer ao longo da fic... mas será um processo bem mais lento, vocês sabem como ele tem um tendencia mais dramática.
O próximo capítulo será a reação da Bella. Como será que ela irá reagir ao pensar sobre o que o Edward é? Bom só posso adiantar que ela vai ter um pequena discussão com sua Vadia Interior. Sim, no próximo capítulo ela terá uma participação maior.
Beijos e até o próximo.