Notas iniciais
Sinopse do Capítulo: Depois de uma noite de revelações veremos a reação de Bella com tantas descobertas. Edward está preocupado como será que sua amada lidará com o mundo sobrenatural.
Antes do capítulo agradecimento especial para: LittleDoll e Dayane Caracas. Muito obrigada pelas recomendações. Adorei as palavras das duas. Fiquei muito feliz com os elogios de vocês e saber como estão gostando da história. Sem delongas vamos ao capítulo. Explicações no final.

“... estava começando a pensar nele mais do que deveria”.

Senti um agradável aperto no peito ao ouvir Carlisle ler esse trecho específico do diário. Era uma sensação tão revigorante, estava experimentando uma euforia nunca antes sentida dominar meu corpo. Um sentimento tão leve de finalmente começar a ter esperança de ser correspondido. Sim, esperança. Essa é uma palavra nova em meu vocabulário. Jamais permitir ter qualquer esperança em minha vida, ou uma perspectiva diferente da rotina que dominava essa minha existência vazia. Agora era diferente, ver a evolução do nosso relacionamento passo-a-passo fazia um sorriso surgir em meu rosto com uma facilidade absurda.


– Tadinha da Bellinha, esses pensamentos não serão nada agradáveis. – e era com uma facilidade absurda que Emmett fazia meu sorriso sumir do rosto.


– Não fale bobagens Emmett. – defendeu-me Esme. – Bella já deixou claro que não se importa com o que Edward é.


– E quem disse que estou falando algo relacionado a ele ser vampiro? – indagou confuso. – Estou falando por ser simplesmente Edward. – agora quem ficou confuso fui eu. O que ele queria dizer com isso? – É capaz de a Bellinha morrer de tédio, existe um vampiro mais chato que ele?


– Acho que só perco para você Emmett. – resmunguei com raiva.


– Chega! Vocês dois parecem crianças. – Carlisle estava um pouco nervoso com nosso comportamento infantil. – Emmett pare de provocar seu irmão. Edward pare de dar tanta importância para o que Emmett fala e...


– E nada. Me dê logo esse diário. – Alice puxou o diário das mãos de Carlisle. – Homens. – resmungou. – Se depender de vocês é capaz da Bella aparecer antes de terminarmos de ler esses diários. Ainda estamos no primeiro!


Fiquei aflito e eufórico em pensar nessa ideia. Faltaria pouco para encontrar finalmente minha Bella?


– Tire esse sorriso do rosto Edward. – Alice apontava o dedo em direção do meu rosto. Fiquei surpreso com sua atitude. – Será que você não percebe que estamos por algum motivo tendo uma segunda chance? Se Bella aparecer agora é capaz de você fazer alguma burrada e estragar tudo.


– Você acha isso Alie? – Jasper afagava os braços de Alice para acalma-la. – Parece que tudo está se encaminhando para um lado bom.


Concordava com os pensamentos de Jasper. Bella aceitando aquilo que sou já era mais do que um dia sonhei em pedir. Jamais magoaria ou a decepcionaria. Tentaria ao máximo ser merecedor dos sentimentos de Bella.


Alice soltou um suspiro de frustração. – Tenho a impressão que sim. Infelizmente. Como não consigo ter nenhuma visão, o melhor é terminarmos o mais rápido possível de ler. – fiquei um pouco apreensivo com as palavras de Alice. Tinha a certeza que estava enganada, por via das dúvidas fiquei atento à leitura para observar se cometeria algum deslize.



Fiquei rolando na minha imensa cama por algum tempo. Quando Charlie me ligou perguntando sobre as alterações no meu quarto meu único pedido foi uma cama grande e confortável. O único problema era a dificuldade para levantar de manhã. Acordei com a sensação de ter sonhado, mas não conseguia lembrar com o quê. Algo me dizia que tinha um certo Cullen relacionado.



Tive a impressão de que meus olhos saltariam das órbitas. Bella teria sonhado comigo? Um sorriso foi se abrindo lentamente em meu rosto.



Espero realmente que não seja o Dr. Cullen. Isso séria errado, murmurou sonolenta minha Vadia Interior.



Cruzei os braços com raiva da Vadia Interior por ter acabado com minha felicidade em pensar que Bella sonharia comigo não com meu pai. Ouvi um riso baixinho vindo de Carlisle, mas ignorei.



Balancei a cabeça indignada. Tinha certeza que não tinha sonhado com o Papai Cullen.



Rapidamente a tensão do meu corpo diminuiu com essas palavras.



Eu acho.



Tão rapidamente como foi, a tensão voltou.



Observei pela janela o quanto estava nebuloso e escuro lá fora. “Adeus, sol. Foi bom revê-lo”, pensei mentalmente. Infelizmente não consegui mudar muito a minha brancura natural com o pouco de sol em Forks.



Não entendia o motivo de Bella querer mudar a cor dela. Será que ela não gosta de ser tão branca? Então o que ela acharia da minha pele?



Comecei a me arrumar tranquilamente, o clima de Forks sempre deixava um sentimento de preguiça no ar. Olhei em direção ao casaco de Edward e rapidamente lembrei a noite anterior. Como as coisas tinha mudado em tão pouco tempo.



Fiquei tenso novamente. Agora que Bella teve tempo de pensar sobre a noite passada, será que as coisas mudaram? Os humanos tentem a mudar de ideia rapidamente. Será que ela me rejeitaria agora por ter noção do que sou?



Estava morrendo de fome. Precisava comer alguma coisa com urgência.



Porque ainda me surpreendia que a prioridade da vida de minha Bella seria sempre comida? Tinha que me contentar em ficar em segundo plano.



Quando desci, encontrei com Charlie na cozinha.

– Bom dia, Pai. – o abracei de lado o pegando de surpresa. Demorou poucos segundos para corresponder ao meu abraço.

– Bom dia, Bells.


Conversamos amenidades enquanto preparava o café da manhã. Minha barriga já estava começando a reclamar da demora. Que grande novidade. Você parece que tem um buraco sem fundo na sua barriga, como pode caber tanta comida em um corpo tão pequeno é um mistério para mim. Segurei minha língua para não responder aos comentários maldosos da minha V.I. Não comia tanto assim.



– Duvido! – falamos ao mesmo tempo, o que nos fez rir.



Comecei a preparar a massa das panquecas e fritei alguns ovos, separei a gema dos ovos de Charlie para não aumentar seu colesterol. Quando coloquei os ovos no prato dele ele me olhou indagativo.

– Posso saber por que meus ovos estão tão brancos? Parece que só tem a clara aqui ou sua brancura contaminou os ovos?

Olhei com raiva para ele. Não tinha culpa de ter pouco sol aqui. — Acho que está assim por não ter a gema. – sua expressão ficou incrédula. – Nem me olha com essa cara Chefe Swan. Já disse que você tem cuidar da sua saúde. Como estava chovendo deixamos de fazer nossa corrida. Enquanto não voltar a se exercitar só comerá coisas saudáveis e pouco gordurosas. – quando ele ia abrir a boca para protestar me adiantei. – Não, jogar pôquer com os amigos na delegacia não é se exercitar. – quando meu pai ia falar novamente, acrescentei. – Nem tente me enganar Chefe, sei que suas patrulhas são feitas na viatura. Então nem tente argumentar que faz alguma atividade física na delegacia diferente de sentar, jogar e dirigir. – com a massa pronta comecei a fritar as panquecas ouvindo seu bufar e reclamações. Tive que segurar a risada com seus resmungos.

– Parece que agora virei o filho. Achei que já tinha passada a fase mandona, pelo visto voltou. Duvido que ela trate Renné assim, aposto que nem o padrasto escapa do controle dessa pequena mandona. A pessoa que for capaz de mandar em Bella terá meu eterno respeito. – mordi meus lábios com força antes que a gargalhada escapasse. Charlie era hilário quando estava com raiva. Não podia o culpar, conhecia bem demais sua filha para saber que não ouvia um “não” tão facilmente.



– Pelo visto essa pessoa não será o genro dele. Bella tem Edward enrolado no dedo mindinho. – o comentário de Emmett gerou risos incontroláveis da minha família. Tentei parecer indiferente, mas por dentro tive que concordar. Jamais seria capaz de dizer não para Bella.



– Aqui estão as panquecas. – comecei a fazer a distribuição. – Uma para você, uma para mim. – coloquei uma panqueca em cada prato. – Duas para você, uma, duas para mim. – coloquei outra em seu prato e duas no meu. – Três para você, uma, duas, três para mim. – finalizei ficando com um prato enorme na minha frente enquanto Charlie mantinha seus olhos quase saltando das órbitas.



– Maninho acho bom você arranjar um emprego. Sua conta de supermercado será sua ruína! – estava boquiaberto para formular uma resposta adequada ao comentário do meu irmão. Pelo visto não era o único. Acho que apenas Emmett se fosse humano seria capaz de comer tanto quanto Bella.



– Você não será capaz de comer tudo isso. – seu tom de voz indicava toda sua incredulidade.

– Sente e observe. – comecei a comer calmamente enquanto acrescentava. – Não sei por que o espanto. Coloquei a mesma quantidade para nos dois. – sorri quando via sua indignação. – Vamos pai, não seja rabugento. Agora sem seu bigode você deve sorrir mais já que sua boca está mais visível. – falei rindo.

– Se você parasse de tentar me matar de fome, garanto que sorriria bem mais. – rolei os olhos.

– Ok, juro que vou tentar não pegar tanto no seu pé. – um sorriso começava a surgir em seu rosto. – Desde que voltei a se exercitar.

– Certo mamãe. Como quiser. – disse me dando um beijo na testa e indo trabalhar. Quando chegou na porta falei alto.

– Bom trabalho filhinho. – ainda pude ouvir sua risada ao deixar a casa.



Ri com isso. Até pouco tempo atrás jamais imaginaria alguém capaz de mandar no Chefe Swan. Apesar disso era visível como sua vida se tornou mais alegre desde que sua filha voltou. Agora fiquei um pouco apreensível em pensar se ele aceitaria um vampiro centenário andando com sua filha. Jasper sentindo minha apreensão comentou.


– Já está com medo do sogrão? Acho que primeiro você tem que conquistar a filha. – segurei a vontade de xingar por respeito a Esme.



Depois de comer todas minhas panquecas, o que foi mais rápido do que imaginei, terminei de me arrumar e sai de casa. Estava mais nebuloso do que o normal, parecia que havia fumaça no ar. A névoa estava muito gelada quando entrou em contato com as partes expostas do meu rosto e do meu pescoço. Se usasse uma mascara estilo Jason seria muito bizarro? Imagina, se você andar ao lado do Cullen já pode protagonizar o próximo filme de terror. Quase ri do comentário da minha Vadia Interior. Jason ao lado de vampiros seria hilário. Será que posso mandar minha sugestão por e-mail?



Como Bella pode achar graça de uma situação como essa? Sempre fomos visto como criaturas assustadoras que deixariam Sexta-feira 13 parecer uma história para criança dormir. Acho que Bella perdeu o senso de autopreservação em algum lugar. Estava torcendo mentalmente para ela não encontra-lo.



Eu mal podia esperar pra ligar o aquecedor do meu carro. A névoa estava tão forte que já estava a alguns passos da entrada dos carros quando percebi que havia outra coisa lá. Um objeto prateado.



Todos olharam para mim. Fiquei impressionado com minha coragem. Finalmente estava tomando uma atitude. O que Bella acharia dela?



No meio da neblina Edward apareceu. Parecia cena de filme.



Sorri abobalhado com o lindo comentário de Bella. Jamais imaginei que Bella teria seu lado romântico, me imaginando com algum mocinho protagonista de um filme de romance.



Céus era a cena do filme ET, quando a nave prateada ficava no meio da neblina e o ET aparecia. Acho que Edward ficaria melhor como um extraterrestre do que com um vampiro.



As risadas da minha família me deixaram furioso. Não achava nem um pouco de graça da situação. Como fui ingênuo em pensar que Bella estaria romantizando a cena no lugar de me comparar ao bicho feio feito aquele ET idiota de um filme de péssima qualidade.

Sim, estava irritado.



Sorri com a imagem. O sorriso de Edward em retorno me desarmou. Tinha esquecido o quão bonito ele ficava enquanto sorria.



Tentei a muito custo não me iludir com a afirmação de Bella. Geralmente depois de um elogio sempre vinha uma crítica. Só não posso negar o quanto meu ego cresceu em saber que a pessoa que amo me acha bonito.



Tentei recordar se já tinha o visto dessa forma e a resposta veio rápida em minha mente. Não. Sempre carregava uma carranca no rosto e nos poucos momentos que o vi mais descontraído sempre parecia retraído sempre pensando antes de agir. Acho que saber o seu segredo tirou uma grande parte da máscara que ele carregava.



Abismado. Essa era a palavra que parecia refletir meu estado de espírito. Como Bella conseguia ver tanto através de mim? Parece que me conhecia melhor que eu mesmo.



– Você quer uma carona comigo hoje? — perguntou, antes que me minha mente viajasse mais ainda com pensamentos mirabolantes. Demorei a perceber que havia incerteza na voz dele. Finalmente entendi que Edward estava me dando uma escolha, estava livre para recusar, e parte dele esperava que eu fizesse isso. Mexer um pouco com a mente com alguém que sempre soube a resposta antes de terminar a pergunta, era uma oportunidade boa demais para perder.

– Nem pensar. – respondi com minha melhor cara de assustada. A expressão de seu rosno desmoronou. Quase senti pena dele. Quase? Fala a verdade estamos nos divertindo por dentro. Completamente certa minha V.I. Então telepata como é conversar sem a leitura da mente como guia?



– Isso mesmo telepata paraguaio. Como é ser normal? – toda minha família parecia se divertir terrivelmente com minha cara. Emmett sentia-se finalmente vingado. Sempre falava que eu ficava trapaceando, mas não tenho culpa, não posso controlar meu dom. Só não conseguia entender como achavam graça da minha situação sendo que por dentro estava devastado por ter levado um “não” de Bella.



Com a cabeça baixa e os ombros caídos, falou com uma voz derrotada. – Tudo bem, nos encontramos na escola. Tchau, Bella.

– Acho que meu coração não aguentaria outra carona do Motorista Lunático. – sorri com a surpresa estampada em suas feições.

– Você está brincando comigo?



Agora entendi o motivo da diversão de minha família. Todos sabiam que Bella aprontaria e lógico que eu cairia como um patinho. Como uma humana pode ter tanto poder sobre mim?



Balancei a cabeça sorrindo mais largo. – Sim e não. Aceito a carona se você respeitar o limite de velocidade. – um pequeno sorriso surgiu em seu rosto. – Então temos um trato? – falei estendendo a mão para ele.



Fiquei hesitante com essa situação. E se Bella sentisse repulsa da minha pele?



– Claro. – vi sua hesitação ao segurar minha mão. Assim que sua mão entrou em contado com a minha, senti seu toque leve como se estive segurando a peça mais delicada, como se ao menor descuido pudesse quebrar. Um arrepio passou por meu corpo. Se, era pela sua temperatura ou outra coisa, não sabia responder, mas tinha a impressão de que era o segundo motivo.



Será que era pelo motivo que gostaria que fosse? Fiquei feliz e um pouco preocupado. Bella parecia uma coisa inalcançável, afinal nunca a vi, somente sei seus pensamentos através de um diário. Como seria a ter realmente ao meu lado? Com um cheiro tentador e a pele mais frágil que a mais delicada peça de porcelana. Teria que ter o maior cuidado do mundo se a tocasse.



Quando eu entrei no carro, ele fechou a porta atrás de mim, e tão rápido quanto era possível, ele já estava sentado a meu lado, ligando o carro.



– Você não está mais se escondendo. – falou Alice espantada. Não posso negar que também fiquei, por mais que agora não tenha necessidade de segredos ainda era estranho agir tão naturalmente. Torcia mentalmente para Bella não se assustar.



Não posso negar que me surpreendeu, sua velocidade era impressionante. Fiquei satisfeita de que Edward estava começando a mostrar suas facetas. Sem se esconder através de um personagem.

Ele se virou sorrindo pra mim. – O que foi? O gato comeu sua língua?

Franzi o cenho com isso. – Quantos anos você tem? – perguntei vendo seu sorriso sumir. – Esse seria o tipo de comentário que minha avó faria. – rir da sua careta.



Fiz uma carranca. Não gostava de lembrar nossa diferença de idade. Não queria que ela me visse como um velho pervertido.



– Esta me chamando de velho? – seu tom estava impregnado de falso ultraje.

– Isso seria indelicado de minha parte. – balancei a cabeça negando. – Digamos que uma pessoa com idade superior a média estabelecida em parâmetros humanos.

Levantando as duas sobrancelhas e virando em minha direção falou com voz firme. – Essa é uma maneira delicada de me chamar de velho?

– Droga. – dei um leve soco na minha perna. – Achei que tinha sido discreta. Você é muito perceptivo. – falei com uma pontada de sarcasmo no final, terminando com um sorriso. Sua cara era muito fofa quando estava contrariado.



Será que em algum momento passou pela cabeça de Bella que estava discutindo com um vampiro?


– Acho que você perdeu toda a moral, mano. – Emmett estava aproveitando muito o fato de Bella ter poder total sobre mim. – Não que você tivesse muita, mas a Bellinha está acabando com você. – apenas bufei com isso. Tinha que estar acostumado que jamais seria intimidante para Bella. – Você é uma vergonha para a espécie dos vampiros!



– Estava preocupado com seu bem estar e ofereço educadamente uma carona, apenas para receber criticas do meu modo de dirigir e ser chamado de velho. – tentei não rir do seu tom exasperado.

– Oh, desculpe Sr. Sensível. – estava prestes a falar quando notei algo pela primeira vez. — Onde está o resto da sua família?

– Aí essa doeu no meu coração! – Emmett colocou as mãos no lado esquerdo do peito. – Como a Bellinha não notou antes a minha ilustre presença?


– Ausência você quer dizer, não? – não tentei disfarçar o sarcasmo na minha voz. – Acho que ela estava ocupada demais com minha presença para notar sua falta, certo? – conclui com um sorriso.


Toda minha família olhou em minha direção antes de soltar um sonoro “não”. Cruzei os braços emburrados com isso o que fez que rissem da minha cara.



– Eles vieram no carro de Rosalie. — Ele levantou os ombros enquanto estacionava ao lado de um lindo carro vermelho conversível e com a capota levantada. — Ostentoso, não é?

Fiquei levemente boquiaberta. – Uau, uma BMW – suspirei surpresa. Tinha que tirar o chapéu pelo bom gosto de Rosalie. — Se ela tem esse porque ela vem de carona com isso que você chama de carro?



Rosalie sorria largamente com o comentário de Bella, enquanto fechava a cara. Não gostei da forma que ela se referiu ao meu carro. Adoro meu Volvo. – Eu gosto dessa garota. Sinceramente não sei o que ela viu em você. – rolei os olhos com isso. Não esperava menos de Rose.



– Como assim “isso”? – perguntou no misto de incredulidade e indignação. – Você não pode se referir ao meu carro dessa forma.

– Desculpe, mas ao lado do carro de Rosalie seu Volvo parece simplesmente insignificante. – porque ele estava me olhando com aquela cara? Só estava sendo sincera.



Sincera demais para meu gosto. Acho que vou mostrar meu outro carro para Bella, meu Aston Martini vai humilhar o carro de Rosalie. Sorri mentalmente com essa ideia.



Quando olhei para frente notei que embaixo do telhado de proteção da cafeteria, Jessica estava me esperando. Sua ansiedade era visível. Provavelmente em busca de alguma fofoca. Balancei a cabeça negativamente. Como iria aturar Jessica? Fácil. Passe direto e finja que não a viu. Isso, às vezes minha Vadia Interior me ajudava.

– Bom dia, Jessica — Edward disse educadamente. Claro, sempre tinha alguém para atrapalhar. Quis lhe dá um cutucão, mas provavelmente levaria um hematoma no processo e resolvi apenas o fuzilar com o olhar, levando em troca um olhar confuso. Sem dúvidas um telepata paraguaio. Como ele consegue ler a mente alheia sem dúvidas será o mistério da humanidade ou da “vampiridade”? Essa palavra existe? Provavelmente não.

– Er... Oi. — Ela passou os seus olhos arregalados pra mim, provavelmente surpresa com o tratamento cordial de Edward. – Eu acho que a gente se vê na aula de Trigonometria. — Ela me deu uma olhada cheia de significado.


– Não vejo a hora. – De pular pela janela, completei mentalmente.



Será que sem uma mente como guia eu não fosse tão perceptivo quanto pensava? Não gostei de saber que não compreendia Bella. Queria poder saber seus pensamentos sem meu dom, apenas por conhecer suas expressões ou entender atrás de suas palavras. Pelo visto teria muito para aprender.



Ela foi embora, parando duas vezes pra olhar pra nós por cima do ombro. Seria maldade torcer para ela cair ou bater em alguma parede? Sinceramente, não sabia a resposta para a indagação da minha V.I.

– O que você vai dizer pra ela? — Edward sussurrou.

– Não faço a melhor ideia, tenho certeza que vai me encher de perguntas. — falei aborrecida. Afinal grande parte da culpa era de Edward. Se tivesse seguido meu plano podia engana-la.

– Então, o que você vai dizer pra ela? – ignorou meu aborrecimento e voltou a perguntar.

– Como vou saber. Nem sei o que ela vai perguntar. – depois lembrei com quem estava falando. Apesar de sua leitura de mentes ser danificada ainda podia ter alguma utilidade. – Que tal uma ajudinha? O que ela quer saber?


Ele balançou a cabeça, sorrindo estranhamente. — Isso não é justo.

– Você ler a mente das pessoas não é justo. – apontei o óbvio. Tentei outra tática para ver se funcionava. – Além disso, se não me responder como vou te falar o que quer saber?



Não precisava que Alice prosseguisse a leitura para saber o que aconteceria. Responderia sua pergunta, provavelmente não saberia dizer “não” a Bella. Isso era injusto, como eu não tinha poder algum sobre ela enquanto ela tinha total domínio sobre mim?



Ele pensou por um momento enquanto caminhávamos. Nós paramos na porta da sala onde eu ia ter minha primeira aula.

– Ela quer saber se nós estamos namorando em segredo. E ela quer saber o que você sente em relação a mim – disse finalmente.



Não posso negar que apesar de não gostar de Bella seria muito bom saber essas respostas. Ter que aturar a mente de Jessica para isso era apenas um detalhe para alcançar um objetivo maior. Saber os sentimentos de Bella era mais importante.



Fiz uma careta — Perfeito. O que devo dizer? – As pessoas estavam passando por nós a caminho de suas salas, provavelmente olhando pra nós, mas eu não estava prestando atenção neles ou tentando as ignorar o máximo possível.

– Hmmmm... — ele pausou para colocar uma mecha do meu cabelo que estava se soltando atrás da minha orelha. Delicadamente sua mão posou na mecha do meu cabelo, levemente sua mão se aproximou do meu rosto, como se só tivesse notado o que estava fazendo agora Edward colocou rapidamente a mão ao redor de seu corpo. – Acho que você deve dizer que sim para a primeira... se você não se incomodar, é mais fácil que dar outras explicações. E quanto à outra pergunta... bem, eu vou estar escutando pra ouvir a resposta dessa. – Um dos cantos dos seus lábios se levantou colocando um sorriso torto no rosto dele.



Será que Bella falaria que estamos namorando? Gostei de imaginar que a resposta fosse sim.



Fiquei indignada com isso. – Você não pode estar falando sério. – seus olhos ficaram surpresos. – Você não pode, ou melhor, não deve ouvir a conversa dos outros! – Recebi em troca um sorriso. Tive vontade de soca-lo.

– Desculpe, mas como não posso usar meu dom com você, nada mais justo em usar com os outros. A gente se vê no almoço – falou por cima do ombro. Podia jurar que vi um sorriso em seu rosto. Sem dúvidas pela minha cara de indignação. Ah Cullen você não sabe com quem está se metendo.



Dei uma sonora gargalhada com isso. Fiquei um pouco surpreso achando que sua indignação era por ter sugerido que ela falasse que éramos namorados, mas vendo que o motivo era outro me fez sorrir. Só mesmo minha Bella para ameaçar um vampiro. Com o que ela podia me ameaçar? Bater em mim? Isso a machucaria e não faria nenhum dano em mim.


– Aposto que ela vai acabar com você. – Alice falou com um sorriso de orelha a orelha.


– Não tenho dúvidas. – Emmett concordou.


– Alguém está duvidando? – falou com descaso Rosalie.


– Verdade, Alie. – Jasper olhou para em direção da Alice. – Sabemos que o Edward não tem chances nenhuma contra Bella.


– Sim. Sinto muito por isso filho. – o sorriso de Esme não condizia com suas palavras.


Carlisle sorriu em minha direção. – Você vai ter muito trabalho Edward.


Estava boquiaberto com minha família. Não podiam estar falando sério. – Vocês só podem estar brincando. Estamos falando de um vampiro imortal, sem contar minha força, agilidade e todas as características que vocês conhecem muito bem contra uma frágil e gentil humana. – apontei o óbvio.


– Tenho pena de você menino Ed. – Emmett sorriu largamente com seu comentário. – Prossiga Alie e vamos mostrar para ele do que estamos falando.



Eu sentei no meu lugar de sempre, derrubando a minha mochila no chão com raiva pensando numa forma de fazer que alguém aprendesse a não ouvir conversas alheias.

– Bom dia, Bella – Mike disse na cadeira em frente a minha. – Como foi em Port Angeles?

– Foi... — não tinha jeito de encontrar uma palavra que fosse honesta. – Inusitado. — terminei não tendo como descrever como tantos acontecimentos aconteceram em uma noite só. — Jéssica encontrou um vestido lindo. – acrescentei.

– Ela te falou alguma coisa sobre Segunda à noite? — me perguntou, seus olhos estavam brilhando. Sorri com o rumo que a conversa tinha tomado.

– Ela disse que se divertiu muito – ou será que ela estava falando de outro encontro? Droga. Isso que dá não prestar atenção na conversa. Também quando Jessica abria a boca parecia que só piscar ela mudava o rumo da conversa. Não sabia se falava do Mike, Brady, Tony, Clay e uma variedade de outros caras com quem saiu.

– Ela disse? – perguntou ansiosamente.

– Definitivamente. – só não posso garantir em qual encontro ela se divertiu. Torcia para que tivesse sido com Mike.



Sorri levemente com isso. Também torcia para que fosse com Newton, não por gostar do casal, apenas para que ele parasse de correr atrás de Bella.



O Sr. Mason pediu ordem na sala, pedindo que nós entregássemos os nossos trabalhos. Por sorte já tinha feito. Sorte você ter feito em Phoenix. Corrigiu minha V.I. O que posso fazer se já tinha o trabalho pronto? Foi uma boa economia de tempo.

Inglês e depois História se passaram num sopro, enquanto eu estava preocupada com o que falaria pra Jessica. O talento dele podia ser bem inconveniente, quando não estava salvando a minha vida. Edward precisava aprender o quanto era feio bisbilhotar. Acho que ensinaria essa lição para ele.



Duvidava disso.



Edward estava certo, é claro. Quando eu entrei na aula de Trigonometria, Jessica já estava sentada, quase se embolando na cadeira de tanta agitação.

– Me conte tudo! – ordenou antes que eu estivesse sentada.

– O que você quer saber?

– O que aconteceu na noite passada.

– Ele me pagou um jantar e depois me levou pra casa. – vi como ela revirou os olhos com minha falta de detalhes.

Demorei a notar que também revirei meus olhos com isso. Sem dúvidas também esperava mais detalhes.



– Foi tipo um encontro, você pediu pra ele te encontrar lá?

Eu não tinha pensado nisso. — Não, foi muito surpreendente encontrar com ele lá.

Tudo que Bella estava revelando já sabia. Tentei conter minha frustração e torcer para Jessica fazer logo a pergunta do nosso namoro. Adoraria ouvir Bella falando que era minha namorada.



Ela fez um biquinho por causa do tom honesto da minha voz

– Mas ele foi te buscar em casa hoje? — ela perguntou.

– Sim.

– E o que ele queria.

Essa era minha chance, só gostaria de poder ver a cara do Edward. – Não entendi direito. Falei para ele que não contaria seu segredo para ninguém. Será que ele achou que eu quebraria essa promessa? – indaguei com uma cara de confusão.



Meu corpo tencionou com suas palavras. Assim que ela faria, eu pagar por bisbilhotar? Contando meu segredo? Jamais imaginei uma atitude assim de Bella.



Jéssica ficou de olhos bem abertos com a revelação. Vi milhares de perguntas passando pela sua cabeça. Sua curiosidade era latente. Permaneci com minha cara séria com muito esforço.

– Que segredo? – perguntou mal contendo sua ansiedade.

– Sinto muito Jessica. Acho que não posso te contar. É um segredo muito grande, ele só me contou por que consegui adivinhar, não posso te falar a não ser... – deixei a frase no ar ainda com a voz grave.



Não conseguia acreditar que ela faria isso. Iria causar desconfiança em Jessica mesmo que não contasse nada. O que se passava pela mente dela?



– A não ser? – Jessica parecia com vontade de me chacoalhar para que contasse de uma vez qual era o segredo, como o esperado.

– Que você jure que nunca, jamais contará nada para ninguém. Edward nunca me perdoaria se eu contasse o que ele é. – levei rapidamente a mão na boca como se tivesse deixado escapar uma parte do segredo num deslize.



Ela estava fazendo de propósito. Contando parte da verdade. Quase gemi de frustração. Confiava tanto nela. Meu coração doeu ao imaginar que ela não se importava com a gravidade da situação.



– O que ele é? – Me aguarde Cullen. Reprimi o sorriso com algum esforço.



Jamais imaginei que essa seria sua forma de vingança.



– Promete que não conta nada para ninguém?

– Prometo.

– Jura?

– Juro. – seu tom mostrava toda sua impaciência e curiosidade.

– Ok. Vou confiar em você. Sei que jamais espalharia essa fofoca por aí. – nossa essa frase até eu custei a acreditar. – O Edward é... – falei bem baixinho e fui me aproximando de Jessica como se fosse contar o maior segredo da humanidade.

Não tinha mais jeito. Ela iria revelar meu maior segredo para maior fofoqueira de Forks.



–... Gay.



– O QUE? – gritei.



– O que? – Jessica gritou, chamando a atenção do professor que fez chamou sua atenção e ainda lhe fez uma pergunta.



Tive que sufocar com grande esforço as gargalhadas. Lágrimas caiam dos meus olhos do tanto que estava rindo. Adoraria ver a cara do Edward neste momento. E agora leitor de mentes o que acha de ouvir a conversa alheia?



Demorei algum tempo para recuperar do choque e só sai do transe com as gargalhadas vindas da minha família.


– E aí vampiro imortal o que acha da frágil e delicada humana? – conseguiu falar Emmett depois de sufocar duas vezes com as gargalhadas. Minha família estava tendo problemas para se controlar. Infelizmente, sendo leitor de mentes podia ver minha expressão quando Bella falou que eu era gay por seis ângulos diferentes. Minha cara era de total choque e horror achando que ela falaria a palavra “vampiro”. Comecei a ter pena do meu “eu” do diário. Imagino como ele deve ter ficado em sala de aula. Estava realmente arrependido de ter ouvido essa conversa.



– Você precisava ver sua cara. – disse olhando para Jessica mais pensando em Edward. Tinha certeza que ainda estava ouvindo. Quando notei que Jessica também estava irritada com minha brincadeira e resolvi amenizar o clima. – Desculpe Jess, não resistir à brincadeira. Ouça, na aula de Inglês, Mike me perguntou o que você tinha achado do passeio de Segunda – disse pra ela.

– Você tá brincando! O que foi que você disse?! — ela tentou recuperar o fôlego, completamente alucinada, esquecendo rapidamente o motivo de sua raiva. Ainda bem que ela era fácil de distrair.

– Eu disse que você tinha se divertido muito, ele pareceu satisfeito.

– Me diga exatamente o que ele disse, e o que você respondeu exatamente!

Nós passamos o resto do tempo dissecando frases e passamos boa parte da aula de Espanhol falando sobre as expressões de Mike. Vez ou outra ainda ria imaginando a expressão do Edward. Gostaria de ter filmado isso.



– Eu também Bellinha, eu também. – suspirou Emmett e Jasper sentiu o quanto ele ficou realmente triste em não ter filmado ou fotografado minha expressão. Quando Alice ia recomeçar a leitura ele gritou. – Espere Alice.


– Qual o problema? – falou com raiva por ser interrompida.


– Já volto. – em um piscar de olhos ele voltou com uma câmera na mão. – Não podemos perder essa chance. – depois se dirigiu a mim e indagou. – Você poderia refazer aquela cara de tapado? – fechei os punhos com isso. – Imaginei que não. – respondeu triste, colocando a câmera em cima na mesa de centro.


– Não fique assim Emm. Bella ainda colocará Edward no seu lugar muitas vezes não se preocupe com isso. – Rosalie falou colocando um sorriso no rosto de Emmett e uma carranca no meu.



E então o sinal tocou para o almoço. Comecei a guardar meus livros pensando qual seria a reação do Edward com minha brincadeira.

– Você vai almoçar com ele hoje? – por sorte conversa sobre Mike a distraiu, tinha certeza que ela ainda teria varias perguntas sobre Edward e eu.

Apenas balancei a cabeça confirmando.

Do lado de fora da sala de Espanhol, encostado na parede, parecendo visivelmente irritado estava Edward. Tinha vontade de apertar suas bochechas, igual se faz com uma criança.



Não sabia se ficava feliz ou irritado com Bella me tratar tão normalmente e não ter medo de que seja um vampiro.



– A gente se vê mais tarde, Bella. – A voz dela estava cheia de significados. Droga! Teria que aturar mais uma sessão tortura.

– Olá — a voz dele estava irritada. Ele estava ouvindo, era óbvio.

– Oi. – sorri largamente para ele, não podia negar que estava me divertindo.



Claro que estaria. Como Bella conseguiu me enganar tão facilmente? Não podia imaginar minha frustração, tento caído na sua brincadeira. Quando lembrei que estava em sala de aula no momento que aconteceu. Imagino que deve ter assustado a sala inteira. Não consigo mensurar meu constrangimento.



Começamos a caminhar, tentava com grande esforço não rir do meu acompanhante. Sem dúvidas ele estava irritado. Estava tão distraída com isso que demorou um pouco para perceber como nos erámos o centro das atenções. Fiquei um pouco constrangida com os olhares indagativos, foi como no meu primeiro dia de aula; todo mundo estava me olhando.



A fofoca do ensino médio. Torcia para não causar problemas para Bella andar ao meu lado.



Ele me guiou até a fila, ainda sem falar, apesar de os seus olhos se virarem pro meu rosto a cada segundo. Parecia que a irritação estava se sobressaindo a cada minuto, acho que ele não gostou muito de ser enganado.



– Tenho certeza que não. – Alice falou com um sorriso que ignorei.



Ele entrou na fila e começou a encher uma bandeja com comida.

– O que você está fazendo? Isso tudo é pra mim? – indaguei quando ele parecia colocar de tudo um pouco na bandeja.

Ele balançou a cabeça, dando um passo à frente para pagar pela comida. Pensei brevemente em protestar ou pagar pela metade, mas pelo que já conhecia do Edward ele jamais permitiria isso, como ele já estava irritado o suficiente, resolvi me calar.



Muito prudente.



– Ainda lembro o seu apetite. Isso ainda é pouco comparado ao que você come normalmente.

Olhei da forma mais indignada que consegui. – Isso não é verdade. – ele arqueou a sobrancelha em minha direção. – A comida daqui não é muito boa, por isso não costumo comer muito, aqui. – dei ênfase na última palavra deixando claro que não era muito fã daquela comida.

– Vou ter que confiar no seu julgamento. – sorrimos levemente com isso. Sem dúvidas não sabia o quanto era ruim essa comida.



Nunca tinha reparado na opinião sobre a comida ou o que Bella gostava. Teria que ficar mais atento.



Ele me guiou para a mesa que eu costumava sentar. Nas outras mesas sentia os olhos dos outros alunos em nossa direção, pareciam estarrecidos enquanto nos sentávamos na frente um do outro.

Edward parecia obscuro por um momento. Depois deu um leve sorriso que não alcançou seus olhos.

– Nunca imaginei que seria tão invejado assim.

Lancei um olhar confuso em sua direção.

– Você sempre sentou sozinha, agora que estou com você esses meninos querem saber o que eu fiz para conseguir essa proeza. – olhei ao redor e notei alguns olhares furiosos em direção ao Edward. Percebi também que ele não era o único alvo deles.



Sorri um pouco com isso. Feliz de ser o sortudo ao estar na companhia de Bella e não os moleques idiotas daquela escola.



– Pelo vistos as meninas estão com o mesmo sentimento em relação a mim. – não consegui deixar de transparecer em minha voz o quanto isso me incomodou.

Ele sorriu levemente um pouco em dúvida. – Está com ciúmes?


Sua pergunta me pegou de surpresa. Estaria mesmo com ciúmes? Notei que fiquei realmente irritada com os olhares das garotas, mas seria por elas quererem estar com o Edward ou por acharem que não era digna de estar ao seu lado? Provavelmente as duas opções. Claro que não diria isso a ele. Era muito bom que ele não pudesse ler minha mente.



Tinha um sorriso estúpido na cara ao imaginar que ela estaria com ciúmes. Gostei disso mais do que devia.



– Experiência própria? – devolvi com um sorriso. Notei o quanto ele foi pego de surpresa com minha pergunta.



Claro que Bella perceberia o quanto era inseguro em relação a ela.



– Pegue o que quiser — disse, empurrando a bandeja em minha direção. Sorri com sua súbita mudança de assunto e resolvi não insistir.

– Estou curiosa. – falei enquanto pegava uma maçã, virando ela em minhas mãos. – O que você faria se eu te desafiasse a comer alguma coisa dessa bandeja?

– Você está sempre curiosa. — Ele brincou, balançando a cabeça. Ele olhou pra mim, prendendo o meu olhar enquanto pegava um pedaço de pizza da bandeja, e deliberadamente deu uma mordida grande, mastigou rapidamente, e depois engoliu. Sua pequena careta quase foi perdida pelos meus olhos se não estivesse o observando tão atentamente.



– Eca. – Emmett tinha uma careta no rosto.


– Que nojo Edward. – confirmou Alice. Confesso que fiquei surpreso de engolir uma comida apenas para impressionar Bella. Sem dúvidas a amava muito.



– Se alguém te desafiasse a comer areia, você poderia, não poderia? — ele perguntou.

Eu torci meu nariz. — Eu já fiz isso uma vez... num desafio. Não foi tão ruim quanto imaginava, mas me vinguei à altura.

Ele sorriu. — Eu acho que não estou muito surpreso. O que você fez com a pobre alma que se atreveu a lhe desafiar?

Sorri com sua ironia. – O desafiei a comer uma minhoca. O bom que a que ele pegou ainda tinha um pouco de terra, então fui duplamente vingada. – rir quando seus olhos ficaram arregalados.

– Estou começando a imaginar que quem estar correndo perigo sou eu e não você. – Algo acima do meu ombro pareceu chamar a atenção dele. – Jessica está analisando tudo que eu faço, ela vai falar com você sobre isso depois. – Ele empurrou o resto da pizza pra mim. A menção do nome de Jessica pareceu lembra-lo de nossa conversa e o deixou irritado de novo.


Eu coloquei a maçã na mesa e dei uma mordida na pizza, olhando pra longe, sabendo que ele ia começar a falar.

Fiquei surpreso que Bella não tivesse sentido nojo de mim. Sei que alguns humanos não dividem comida com os outros, então tomei como um bom sinal que Bella comesse o mesmo que eu, sem se importar com meu veneno. Claro que isso jamais a prejudicaria, mesmo assim saber como ela agia sem receios ao meu redor me deixou alegre.



– Não vou pedir desculpas Edward, você não pode usar seu dom de forma tão deliberada assim. Isso é invasão de privacidade, é o mesmo que escutar escondido atrás da porta. Sua mãe nunca lhe ensinou que isso é feio?

– Eu te disse que estaria ouvindo. – disse de forma defensiva.

– Isso não muda nada, você deveria não ter ouvido.

– Não posso controlar meu dom.

– Você estava ouvindo de propósito e sabe disso. Só gostaria de poder ter visto a sua cara. – rir, mesmo que ele tenha fechado a cara com isso.



Bufei quanto vi que toda minha família concordou. Como eles queriam que não ouvisse as conversar de Bella? Era ruim o suficiente não ler sua mente.



– Não foi engraçado. – bufou.



– Foi sim. – falaram todos.



– Acho que você esta enganado. Queria ter visto sua reação, o que aconteceu? – ele virou o rosto para o outro lado fingindo não estar me ouvindo. – Vai, não seja mau! Conta como foi, por favor?

– Você que foi mau comigo. Eu seria o primeiro vampiro a ter um ataque cardíaco na história. Achei que você fosse falar meu segredo para ela.

– E eu contei. – disse apenas para provoca-lo.

– Posso provar para você que o que disse está bem longe da verdade. – me olhou maliciosamente, o que fez com que eu corasse fortemente.



– Uau, nunca imaginei Edward tomando uma atitude tão direta. – fiquei constrangido com o comentário de Emmett. Sem dúvidas teria corado se fosse possível. Era difícil ter minha família lendo minhas reações junto comigo.



Edward olhou rapidamente para mesa que estava sua família e bufou levemente. Segui a direção de seu olhar e notei que Emmett estava com um sorriso malicioso no rosto. Imaginei que estivesse ouvindo nossa conversa. Qual o problema dessa família com a palavra privacidade? Acho que teria que mostrar para outro Cullen que não é muito educado ouvir a conversa alheia.

– Acho que você está certo. – Edward me olhou confuso. – Rosalie está parecendo frustrada. – a confusão aumentou em seu rosto. – Quando você falou que leu na mente dela o quanto ela estava frustrada com o desempenho sexual do Emmett achei que estivesse exagerando, mas agora olhando melhor acho que você está absolutamente certo.


Olhei na mesa de sua família e Emmett estava com a boca, tentando fazer alguma pergunta para Rosalie e não conseguia.

Peguei rapidamente a câmera e tirei uma foto de Emmett com uma cara hilária num misto de choque e incredulidade.


– Agora você sabe. – disse simplesmente fazendo todos caírem na gargalhada.


– Você é uma vergonha para a espécie! Como deixou uma humana lhe enganar? – Jasper falou entre risos, citando as palavras anteriores de Emmett.


– Não teve graça. – cruzou os braços firmemente.


– Teve sim. – respondemos juntos. Até Emmett não resistiu rindo e comentou.


– Vai ter volta Ed, sei que vai.


– Sabe que você é muito fotogênico Emmett? – perguntei ainda rindo. Tiraria várias cópias dessa foto, usaria como chantagem eterna.



Não pude resistir e gargalhei sendo acompanhada de Edward e do restante de sua família, até mesmo Rosalie sorriu.

Depois de um minuto ele pareceu entender e olhou para mim de forma predatória. Levantou vindo em minha direção o que fez a risada de Edward morrer e falar um forte “não” para Emmett que o ignorou sentando em nossa mesa me olhando fixamente com uma expressão séria.



– Sim, agora isso está ficando interessante. – Emmett comemorou. – Não aguentava mais ouvir sobre o Edward, se não fosse a Bellinha e tivesse que ouvir só sobre você mano, seria a única forma de fazer vampiros dormirem.


– Obrigado Emmett. – raiva tingia meu tom.


– Vamos concordar mano, sua vida é muito sem graça. Quem quer conhecer alguém que só sabe ler e tocar piano? A Bellinha merece um prêmio por lhe aturar.


– Calem a boca. – nunca vi Alice tão irritada e estranhei sua reação. Na sua mente não conseguir enxergar o motivo de tamanha raiva.



– Você sabe que está encrencada mocinha? – perguntou num tom grave. – Não queira conhecer minha vingança.

Sorri largamente na direção dele. – Somente tenha em mente que o que você fizer eu posso fazer melhor. – Emmett até tentou segurar o sorriso, mas não conseguiu sorrindo largamente e mostrando lindas covinhas em seu rosto. Apesar do tamanho ele parecia uma criança, tudo bem que gigante, mas ainda sim uma criança gigante.


– Gostei de você, agora entendo por que o Ed está tão apa... – não terminou sua frase, pois acho que ele levou um soco, mas o movimento foi tão rápido que não consegui acompanhar. O que será que ele iria dizer?

­– Emmett você quase estragou tudo! – falei exasperado.


– A Bellinha é muito cega se ainda não percebeu que você está caidinho por ela.


– Calem a boca! – seria possível vampira ter TPM? Porque Alice estava tão irritada?



– Calminho mano. – depois olhou para mim e acrescentou. – Nem me apresentei. Prazer Emmett Cullen, o mais bonito e gostoso da família. – falou apertando minha mão. Suas mãos eram geladas como a de Edward, falando nele, notei uma careta quando cumprimentava seu irmão.



Não gostei de Emmett tocando em Bella. Sei que é um sentimento irracional, mas não pude evitar. Tinha raras oportunidades de toca-la e não gostava que outro também podia.



– Emmett gostaria que soubesse que não gosto de mentiras. – ele me olhou confuso. – Já conheci seu pai, sei quem é o mais bonito e gostoso da família. – sorri no final o que fez o olhar incrédulo.

– Você não pode estar falando sério. Carlisle é tão... Urgh! – fez careta ao pensar no pai, o que me fez sorrir.



– O que posso dizer? Essa menina tem bom gosto. – Carlisle sorria largamente vendo nossa careta.


– Claro que sim. – concordou Esme, sorrindo da nossa frustração. – Concordo plenamente com ela.



– Nunca pensei em falar isso, mas concordo com Emmett. Você não pode estar falando sério! – Edward estava indignado mais do que seu irmão. Apenas revirei os olhos.



– Acho que deveria ficar chateado com a opinião de vocês. – Carlisle falou de forma relaxada. – Mas ter a opinião positiva de uma jovem encantadora é mais importante de que de dois velhos vampiros invejosos.


Olhamos indignados na direção de Carlisle, o que só aumentou seu sorriso.



– Deixem de ser bobos ou conto para o Papai Cullen o que vocês estão falando.

Edward suspirou fundo e falou de forma mais calma. – Tudo bem Bella, não vamos discutir. Agora Emmett – olhou para seu irmão – é melhor você ir para mesa, Alice está querendo te matar por ser o primeiro a falar com Bella e não ela. – olhamos em direção a mesa e Edward estava certo, Alice fuzilava Emmett com os olhos.



– Como você pode Edward? – agora entendi o motivo de sua irritação. Ela queria ser a primeira a falar com Bella e ser sua amiga. Provavelmente eu a impedi para não assustar minha Bella. – Era para eu ser a primeira a conhecer a Bella e por sua culpa não fui. Agora Emmett falou com ela e eu não. Isso é injusto!


– Reclame com Emmett, Alice. Não tive culpa. – isso só a fez bufar. Ainda estava irritada.



– Certo, mas não pense que esqueci o que você aprontou Bellinha, isso vai ter volta. – sorri com a forma que Emmett me chamou. Cheguei bem perto dele e falei baixinho.

– Se eu te contar como enganei o telepata aqui estou perdoada? – seus olhos brilharam com isso.

– Não me diga que você conseguiu engana-lo? – falou empolgado. – Era disso que estavam falando?

Balancei a cabeça confirmando. – Você consegue imaginar um vampiro tendo um infarto? – ele balançou a cabeça negando. – Acho que mereço um desconto por isso, não?

– Eu estou bem aqui. – Edward falou com um pouco de raiva por estarmos claramente o ignorando. Não querendo abusar do seu humor resolvi acabar com a conversa.

– Depois te conto. – falei baixinho sorrindo. – Foi um prazer lhe conhecer Emmett. – acrescentei em um sussurro. – Podemos tentar engana-lo novamente, não consegui uma imagem da cara dele. – ganhei um grande sorriso em resposta. Acho que acabei de ganhar um cúmplice.

– Sim, é disso que estou falando. – Emmett fez uma dancinha da vitória ridícula ao imaginar que iria me enganar. Fiquei indignado por Bella propor isso para Emmett. Estava perdido.

– Digo o mesmo Bella, nunca imaginei que Edward teria bom gosto.

– Emmett! – rosnou Edward.

– Estou indo, estou indo. Já fui... – riu. – Ainda temos que terminar essa conversa Bellinha.



Não gostei nem um pouco da interação dos dois. Assumo que estava com ciúmes, mas não era só isso. Os dois juntos iriam aprontar muito. Tinha certeza que iria sobrar não só para mim como para todos.



– Você não pode contar para ele. – foi logo falando.

– Achei que você adorava a falta de privacidade. – olhei de forma sugestiva para ele, tentando fazer meu ponto. Edward tinha que aprender a não ficar me espionando. Ele aprenderia por bem ou por mal. Para minha diversão esperaria que fosse a segunda opção.



Gemi com isso. Estava perdido duplamente.



– Vamos mudar de assunto, quero lhe fazer uma pergunta – seu rosto estava casual, mas enxergava certa apreensão.

– Manda.

– Você realmente precisa ir à Seattle esse Sábado ou só está fazendo isso pra ficar longe dos seus admiradores?

Rolei os olhos com isso. – Isso não tem graça. Você não sabe o que eu passei para dispensa-los enquanto você se divertia a minhas custas. Não esqueci o que você fez para Tyler conseguir me convidar.

– Valeu a pena apenas para ver sua cara. – riu com lembrança o que me fez fechar a cara. Depois ficou com um olhar curioso e me perguntou. – Se eu tivesse te convidado, você teria me dispensado?

– Provavelmente. – falei o que fez seu sorriso sumir. Rir com sua cara. – Valeu a pena apenas para ver sua cara. – citei suas palavras tentando imitar sua voz.



Sem dúvidas, estava perdido triplamente. Bella seria minha morte prematura.



– Ok, essa eu mereci. Mas você ainda não me disse, está resolvida a ir à Seattle ou não se incomodaria se fizéssemos algo diferente?

– Tenho que trabalhar de manhã, mas a tarde estou com o dia livre.

Seus olhos quase saltam das órbitas. – Você trabalha?

Bufei com sua surpresa. – Você fala como se tivesse acabado de confessar um crime. – ele pareceu envergonhado por um momento.

– Tem razão, desculpe. É que não sabia que você trabalhava, para mim é uma surpresa não saber das coisas, principalmente as que dizem respeito a você.

– Tudo bem, deve ser difícil para você. – sorri de canto. – Descobrir que veio com defeito de fabricação não deve ser legal. – ele riu comigo.

– Não entendo como consegue encarar isso tão naturalmente. – dei de ombros. Também não entendia.

– Acho que foi quando minha mãe me deixou cair quando era criança. – ele sorriu, achando que estava brincando. – Estou falando sério. Minha mãe me derrubou uma vez. – sua expressão de choque era engraçada. Acho que escreveria um livro “Como deixar Edward Cullen em choque”.



Uma mãe não derrubaria sua filha, certo? Ela tem que estar brincando.



– Você está brincando, não está? – balancei a cabeça negando. – Acho que não sou o único que ficou com defeito. – sorriu com suas palavras. Acho que alguém estava apreendendo a ser engraçadinho.

Ignorei seu comentário. – O que você quer fazer afinal?

– O clima vai estar ensolarado, então eu vou me manter longe dos olhares do público... – notei que ele media cada palavra com cuidado. – e você pode ficar comigo se quiser. – Acrescentou um pouco incerto. De novo, estava me deixando escolher.

– E você vai me mostrar o que acontece com o sol? — perguntei, excitada com a ideia, sabendo que ele não viraria cinzas fiquei curiosa com o efeito que o sol teria em sua pele.



Meus músculos ficaram tensos ao ouvir isso. Meu “eu” do diário não estaria arriscando muito? Não pode se contentar com o que já tem? Bella esta reagindo maravilhosamente bem, isso não significa que uma hora tudo será demais para ela.



– Sim. – ele sorriu e depois pausou. — Mas ainda prefiro lhe acompanhar à Seattle, não gosta da ideia de você andando sozinha por aí, principalmente não podendo ler sua mente. Já vi como é difícil localiza-la, então gostaria que você sentisse um pouco de pena de mim e evite essa minha aflição. Eu tremo só de pensar nos problemas que você pode encontrar numa cidade daquele tamanho. – sua expressão ficou obscura. Tentei não lembrar os problemas que me meti em Port Angeles.

Acenei levemente com a cabeça concordando que ele me acompanhasse em Seattle. — Vamos falar de outra coisa – sugeri para amenizar o clima.

– Sobre o que você quer falar? – perguntou. Ele ainda estava aborrecido.

Eu dei uma olhada ao nosso redor, me certificando de que ninguém poderia nos ouvir.

Enquanto passava os olhos pelo lugar, meus olhos encontraram os de Emmett.

– Achei que tinha apreendido a não ouvir a conversa dos outros. – falei olhando para mesa, sabia que Emmett podia escutar. Não me surpreendi ao ver seu sorriso e seus lábios mexerem rapidamente.

– Ele disse que você é interessante demais para ignorar. – disse isso e depois bufou.

– E o que mais?

Olhou com falsa inocência em seus olhos. – Mais nada. – olhei na direção do Emmett e ele fez sinal de que tinha mais.



– Traidor. – murmurei o que fez que Emmett sorrisse largamente.



–Então você vai me falar ou vou ter que ir até Emmett perguntar o que ele disse? – não precisava ler mente para saber do seu desgosto.

– Ele disse que você é muito interessante e está tentando entender o que você viu em alguém tão chato e rabugento como eu. – falou contrariado me fazendo sorrir.

– Essa é uma excelente pergunta. – fechou a cara no mesmo instante. – Estou brincando Edward, não seja tão rabugento. – dei uma piscadinha na direção de Emmett que riu com meu comentário. Lembrei que Edward e Emmett tinham viajado no final de semana e resolvi tirar uma dúvida. – O que você foi caçar com Emmett no último fim de semana? Charlie disse que não é um bom lugar porque lá tem muitos ursos.



Será que ela não enxergava os grandes predadores que nos éramos? Agora acho que ela terá uma noção melhor das coisas, do perigo que nós somos. Só espero que ela não saia correndo ou fique com muito medo de mim.



Ele me encarou como se eu estivesse deixando passar algum detalhe óbvio.

– Ursos? – não conseguir disfarçar o espanto na minha expressão.

– Os pardos são os preferidos de Emmett. — A sua voz ainda estava normal, mas os seus olhos estavam analisando a minha reação.

Eu tentei me recompor.

– Hmmm — eu disse, dando outra dentada na pizza como uma desculpa pra olhar para baixo. Mastiguei lentamente e depois tomei um longo gole do suco sem olhar para cima. – E aí — disse depois de um momento, finalmente encontrando seus olhos que agora estavam ansiosos. – Qual é o seu preferido?



Se antes tinha dúvidas agora tinha certeza que era verdade que a mãe de Bella a deixou cair quando era criança. Era a única opção racional para suas reações. Como ela não está com medo?



Ele ergueu uma sobrancelha e os cantos de sua boca se viraram para baixo em desaprovação.

– O leão da montanha.

– Ah – disse num tom educado.

– É claro que – disse ele, e seu tom espelhava o meu – precisamos ter cuidado de não causar impacto ambiental com uma caçada imprudente. Tentamos nos concentrar em áreas com uma superpopulação de predadores... na maior extensão que precisarmos. Sempre há muitos cervos e veados por aqui, e eles vão servir, mas que diversão há nisso? — Ele sorriu me provocando.


Essa sem dúvidas é a conversa mais surreal que já ouvi em minha existência.


– Como você pode falar dessa forma tão casual? – Rosalie saiu do estado de choque mais rápido que os outros. – Qual o seu problema?


– Rosalie tem razão, você não acha que está indo rápido demais com tantas informações? – ponderou Carlisle.


– Não é como se eu pudesse mudar o rumo dessa conversa. Sou tão telespectador nessa história como vocês. – apontei um pouco frustrado. Como falar de nosso modo de caça dessa forma? Bella iria ficar apavorada quando entendesse.



– O começo da primavera é a época de ursos favorita de Emmett, eles estão saindo da hibernação, então eles estão mais irritáveis — ele sorriu se lembrando de alguma piada.

– Sim, não vejo a hora de caçar uns ursos. Boa briga! – Emmett sorria com a lembrança.



Apenas continuei balançando a cabeça ouvindo sua explicação.

Ele sorriu silenciosamente, balançando a cabeça. — Me diga o que você realmente está pensando, por favor.

– Vocês não caçam urso panda, certo?



De onde Bella tirava as perguntas mais ilógicas?



Ele me olhou completamente confuso. – Não? – respondeu como uma pergunta e depois acrescentou. – Não. – de forma mais firme.

– Que bom. – vendo sua confusão resolvi explicar. – Eu gosto de pandas, são tão bonitinhos. – depois olhei bem para ele. – Acho que eles lembram um pouco você.

– Do que está falando? – acho que a cabeça do vampiro estava dando um nó. Quis rir disso. Deve ser raro um vampiro-telepata-com-defeito-confuso.

– Eles têm a cara branca e ao redor de seus olhos é preto. Igual você. – sorri da sua cara indignada.

– Como você consegue chegar a essas conclusões são completamente fora do meu controle. Gostaria de ter um dia acesso a seus pensamentos, mas tenho certeza que nem assim conseguiria lhe entender.



Sim, agora tento acesso aos seus pensamentos eu ainda não a entendia. Acabo de contar que caçamos ursos e ela está preocupada com um maldito urso panda? O que passa naquela cabeça?



– É melhor irmos, vamos acabar chegando atrasados. – ele estava certo. Tinham poucas pessoas a nosso redor. – Acho que nem com a eternidade entenderia como sua mente funciona. – tinha um pequeno sorriso no rosto, mas ainda uns resquícios de incredulidade. O que posso fazer? Quando ele falou em ursos a primeira coisa que me veio à cabeça foram àqueles lindos ursos pandas. Acho que eles são tão fofinhos, seria maldade matar aqueles lindos bichinhos.


Notas finais
Então o que acharam do capítulo? A Bella aprontou com nosso telepata, não? Tadinho, imaginem o desespero dele achando que ela contaria seu segredo. Edward quase pirou. Para a felicidade da família Cullen. Espero que tenham gostado.
Tentei explicar nele por que a Bella ainda não aparecerá na história. Está muito cedo e o Edward ainda não fará muitas burradas na primeira fase da fic. Acho que vocês lembram o que ele faz no segundo livro certo? Então Bella não aparecerá antes dele ver o erro colossal que cometeu abandonando Bella.
Esse capítulo demorou um pouco mais, enquanto viajei para o interior tive algum tempo livre, agora voltando a capital tudo que não tenho é isso. Precisei fazer inúmeras petições e só tinha 15 dias de prazo. Foi muita correria.
Acho que notaram como eu gosto de um capítulo longo. Se notarem a grande maioria das fic contem geralmente de 2 a 4 mil palavras. Nos meus capítulos geralmente são mais de 8 mil, por isso leva um pouco mais de tempo e trabalho, o que equivaleria a 3 ou 4 capítulos em um só.
Leitoras fantasmas aparecem, sei que estão aí, minhas mais de 100 leitoras e 82 favoritas cometem e mande sugestões. Estou fazendo finalmente a parte do envolvimento dos dois e a Bella está começando a perceber seus sentimentos.
Até o próximo capítulo,
Beijos