Notas iniciais
Bem... Já que eu estou aqui vou aproveitar e escrever o cap...
Espero que goste, Carol. ~é a única leitora :T~

Bem, se sorri ou se chorei, o importante é que até aqui eu cheguei. Tá, essa não foi legal. Bem, estamos aqui na Estação de Kings Cross, finalmente vou poder ir a uma escola decente – ou não -, e tenho certeza que vou ser uma ótima aluna. Ironicamente falando, é claro. Papai disse que hoje começam as aulas, ou assim eu ouvi.

– Pai, e meus materiais? – Pergunto, enquanto andávamos até as plataformas nove e dez.

– Irei providenciá-los e então os mandarei para ti em Hogwarts. – Responde, e então para subitamente no meio das duas plataformas. – Mas...

Olhei-o confusa.

– Mas... ? – Pergunto olhando da plataforma para meu pai e vice-versa.

– Aqui diz que é entre as plataformas nove e dez... – Diz olhando para a carta.

– Oh, andemos logo com isto, Fred e Jorge, vocês primeiro. – Ouvimos uma mulher falar atrás de nós e logo dois garotos ruivos atravessam o meio das plataformas. Arregalo os olhos diante da visão.

– Mas oque...

– Bem, Harry, Ron e Mione, agora vocês. – Diz ela novamente. – E não deixem que os trouxas vejam vocês.

– Ei, com licença. – Diz meu pai. A mulher ruiva logo se vira para ele.

– Olá? — Pergunta confusa, mas com um sorriso simpático estampado no rosto.

– Olá... Eh, Carol venha aqui. – Chama e eu aproximo-me deles. — Como fez quilo? – Pergunta apontando para a parede por entre as plataformas.

– Ah, bem, é onde atravessamos para chegar ao expresso de Hogwarts. – Diz sorrindo. – Você, também é bruxa, querida?

– Acredito que sim... Recebi a carta hoje de manhã. – Respondo um pouco atordoada.

– Ah, sim claro e... Oh, Merlin! Olhe só a hora! Vamos querida, andemos logo. – Diz e empurra-me levemente pelas costas até a parede. Sem conseguir dizer nada, apenas aceno para meu pai, que retribui o gesto com um sorriso. – Olhe, meu anjo, atravessarei contigo, segure minha mão.

E então, assim, atravessamos o que deduzi ser um portal, pois apenas isso para nos levar ao Expresso de Hogwarts. Havia fechado os olhos caso eu batesse contra a parede, mas quando abri-os estávamos diante de um enorme trem vermelho. Não tive tempo de apreciar o resto do lugar, pois ela dizia que eu já estava atrasada e o trem logo ia sair. E era verdade, pois o trem já estava começando a se locomover. Saí correndo e cheguei a tempo para pular na porta e entrar no trem. Confusa, entrei em uma cabine qualquer e me larguei no assento.

– Ei, quem és tu? – Perguntou alguém. Levantei os olhos – que estavam pousados em meu celular — e olhei-o bem. Era um garoto loiro de olhos azuis cinzentos.

– Sou eu quem pergunto, quem és tu? – Pergunto também, sem vontade.

– Mas eu fiz a pergunta antes. – Retruca com estupidez. – E aliás, Draco Malfoy.

– Carolina Valois. – Respondo igualmente. Então percebi que havia mais dois garotos na cabine. – E vocês? — Perguntei, olhando-os da cabeça aos pés.

– Estes são Crabbe e Goyle. – Trata de responder o loiro, apontando para cada um.

– Hum. – Digo apenas, levantando as sobrancelhas como se aquilo não me importasse. E não importava.

A viajem correu bem, com os meninos a conversar e eu a mexer em meu celular. Até que uma mulher simpática – até demais para meu gosto — passou com um carrinho de doces que eu nunca havia visto antes. O garoto loiro comprou praticamente tudo o que havia ali.

– O que é isto? – Perguntei, arrancando um pacotinho roxo de suas mãos. Quando abri-o dei um pulo, caindo no colo de um garoto ao meu lado. Os meninos estavam quase engasgando de tanto rir, o loirinho estava quase ao chão e os outros dois abafavam a risada. Levantei-me rapidamente do colo do tal garoto que não lembro o nome a parei à porta da cabine.

– Mas que merda é essa? – Perguntei um pouco alto demais.

– É um... s-sapo de... chocolate. – Diz o loiro, tentando prender o riso, mas voltando a rir novamente.

– Argh, que nojo. Tchau para vocês. – Não esperei respostas e logo me virei indo ao fundo do trem e encontrando outra cabine, agora com dois garotos e uma garota.

– Olá, posso me sentar aqui com vocês? – Pergunto em um tom educado que surpreendeu a mim mesma.

– Claro, entre. – Diz um garoto ruivo, que deduzi ser “Ron”, o garoto da estação.

– Olá, qual seu nome? – Começa uma menina de médios cabelos castanhos ondulados, que pareciam estar estufados.

– Sou Carolina Valois, mas chamem-me apenas de Carol. – Respondo, analisando-os bem. – E vocês?

– Sou Harry Potter, mas me chame de Harry.

– Sou Ronald Weasley, mas me chame de Ron.

– Sou Hermione Granger, mas me chame de Mione.

Disseram os três quase que ao mesmo tempo. Harry tinha cabelos negros, olhos verdes e usava óculos, ao que percebi, também, tinha uma cicatriz em forma de raio na testa. Ron era ruivo, tinha olhos azuis e sardas no rosto, suas roupas pareciam velhas e usadas, e Mione tinha cara de filha de Atena, parecia ter um ar esnobe e nerd ao mesmo tempo, tinha cabelos castanhos cheios e olhos cor de avelã.

– Ahm... bem... – Comecei a dizer.

– Onde você estava antes de vir aqui? – Interrompe Ron.

– Em uma cabine com uns garotos estranhos... – Quando disse isso eles apuraram os ouvidos.

– Que garotos exatamente? – Pergunta Harry.

– Draco Malfoy, eu acho, Crab... e Goy... alguma coisa. – Digo, tentando me esforçar para lembrar.

– Ah, esses aí. – Dizem os três, com uma careta.

– O que há de errado? – Pergunto, estranhando. – Eles parecem ser tão legais...

– Tens problemas garota? – Pergunta agressivamente Ron.

– O que?! – Levanto-me bruscamente.

– É isso aí, só sendo uma retardada para achar aqueles três legais! – Retruca também levantando-se, mas Harry e Mione o seguram.

– Nós concordamos com Ron. – Dizem eles ao mesmo tempo, enquanto ele senta-se e tenta acalmar-se.

– Ah, mas que mortais idiotas, nem sei por que fui educada com vocês. – Vi que eles olharam-me confusos quando disse “mortais”, mas não me importo. Viro as costas e saio de lá, voltando à cabine em que estava sentada primeiramente. Abro bruscamente a portinha da cabine e jogo-me violentamente no sofá, fazendo os garotos que ainda estavam lá pararem de conversar me olharem.

– Quem eles pensam que são? Aqueles mortais nojentos... – Sussurrava para mim mesma, enquanto pegava novamente meu celular, que havia ficado ali mesmo.

– Está nervosinha, Valois? – Perguntou Draco em tom de deboche, rindo em seguida. Lancei a ele um olhar que o fez parar de rir na mesma hora. – Quem te deixou assim?

Suspirei pesadamente antes de começar a falar.

– Aqueles tais de Potter, Weasley, e Granger. Quem eles pensam que são para me chamar de retardada? – Respondo, irritando-me mais ainda.

– Ah, aqueles sangues ruins nojentos. – Diz com uma cara de nojo. – Mas por que eles lhe disseram isso?

– Por que eu havia dito que estava com vocês antes de chegar à cabine deles, e disse também que vocês pareciam ser legais e então o Weasley disse que só uma pessoa com problemas poderia achar vocês legais. – Respondo já vermelha de tanta raiva.

– Ah, aquele pobretão do Weasley, acha que só por que anda com o santo Potter e a sabe tudo Granger pode sair falando mal dos outros.

– Como? – Pergunto interessada.

– O santo Potter, esse também, só por que sobreviveu ao Lorde das Trevas acha que pode tudo. – Isso me deixou ainda mais interessada.

– Lorde das Trevas? – Perguntei, reprimindo um pequeno sorriso.

– Sim, se não fosse pelo Potter ele teria dominado o mundo bruxo.

– Mas isso não é bom?

– Não, se quer saber nós estávamos ao lado dele, quero dizer, nossos pais, já que tínhamos apenas um ano de idade...

– Que louco... – Digo, soltando uma leve risada em seguida. – E o nome dele é Lorde das Trevas mesmo? Ele ainda está vivo?

Vi que ele sorriu de canto ao ver-me interessada.

– Bem, não se pode falar o nome dele por aqui, você sempre ouvirá as pessoas dizendo “Você-Sabe-Quem” ou “Aquele-Que-Não-Deve-Ser-Nomeado”, mas o nome real dele é... – Aproxima seu rosto do meu. – Lord Voldemort – Diz em um sussurro.

– Que tipo de nome é esse? – Pergunto com desgosto, quando ele volta a se sentar normalmente.

– Foi o que ele escolheu para ser o dele. – Responde simplesmente. – Ah, já estamos chegando, precisamos nos trocar... ou melhor, você precisa. Onde estão suas vestes?

– Vestes? Que vestes? – Pergunto confusa. – Não tenho nenhuma veste...

– Ah, não sei se te deixariam entrar assim... – Diz olhando para minhas roupas.

– O que há de errado com minhas roupas? – Eu estava com um suéter claro com caveirinhas pretas, uma calça escura, uma touca preta na cabeça e coturnos também pretos.*

– Nada. – Respondeu com um sorriso. – Em que casa você gostaria de ficar?

– Hein?

– Há casas em Hogwarts, nós estamos na Sonserina, os três... mortais nojentos, como você mesma diz, estão na Grifinória e há também a Corvinal e a Lufa-Lufa. Modestia a parte, é claro que a Sonserina é a melhor... – Diz então e eu rio abertamente.

– Então... espero que eu fique na Sonserina... – Sorrio para ele, que retribui. Quando olho pela janela vejo torrinhas de um castelo, que ao longo vai aparecendo mais, surpreendendo-me. Era enorme e com o por do Sol parecia ainda mais bonito.

– Você não tem nada? – Pergunta ele, de repente, tirando minha atenção. – Digo, os livros, varinha e essas coisas.

– Ah, não. – Respondo, coçando a nuca. – Recebi a carta hoje de manhã, então não pude fazer nem comprar nada... E como eu não sabia que as aulas começavam hoje...

– Poderias ter entrado no meio do mês, quero dizer, podes entrar até o dia trinta e um...

– Ah, não... – Balanço levemente a cabeça, negando. – Eu estava com meu pai a encarar a parede por entre as plataformas nove e dez, na estação, quando vi uma mulher ruiva dizendo para dois garotos também ruivos, Fred e Jorge, creio, mas isto não importa, atravessarem-na e então meu pai chamou-a e foi assim que eu vim parar aqui, simples, então eu realmente não pude fazer nada. – Ele apenas balança a cabeça em sinal de concordância.

Diante desta explicação vergonhosa, não falo mais nada. Mas a culpa não foi minha, ele que começou.

– O trem parou, chegamos. – Diz ele, levantando-se e estendendo-me a mão, que não hesito em segurar para levantar-me. Não digo nada, apenas dou-lhe um sorriso mínimo, o qual ele retribui.

Notas finais
Gostaram? Ou melhor, gostou? Quero saber de uma coisa, ou a Carol cai na Sonserina (tornei-me o chapéu seletor e considerei seriamente em colocá-la na Sonserina) ou ela cai na Grifinória (a contragosto, claro) e... digamos assim, que ela seja a favorita do Snape.
Beijos. :)
Ah, e antes de esquecer, a roupinha da Carol (*) -> http://www.polyvore.com/skulls/set?id=61002548#stream_box
feita por mim u.u -parei-
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.