Uma Realidade Mágica!

15 Vou ter o que é meu!


Notas iniciais
Geente..minha primeira songfic. Fazia tempo que eu dizia para a Marta que eu a havia feito. Por uma coincidência triste, eu terminei essa fic no dia anterior à morte do Chorão, o que acabou mexendo muito comigo e a deixei como uma homenagem a ele. Sei que muita gente pode não curtir o estilo musical dele, mas espero que gostem da fic. Está aí o link da música para quem quiser acompanhar. http://www.youtube.com/watch?v=bAaPAhJCK-w

Cameron’s POV:

“A gente passa a entender melhor a vida

Quando encontra o verdadeiro amor.”

Depois que saiu de StoryBrooke, Ruby levou três noites de lua para chegar ao hospital, correndo sobre as patas da loba. Chegou cedo, assim que a lua cheia se foi na manhã. Já haviam se passado praticamente duas semanas que Remy estava em coma.

A morena entrou no hospital às pressas, pedindo informações, ela conseguiu me encontrar no quarto de Remy. Eu segurava em sua mão quando a jovem chegou, meus olhos cansados por ter passado outra noite ali.

Eu pude perceber a surpresa no olhar de Ruby, mas minha felicidade ao vê-la foi bem maior para que eu desse importância à isso. Ela trouxe a bolsa próxima ao leito de Remy e olhou a moça parcialmente pálida deitada ali, como se estivesse sob o feitiço do sono.

— Temos que ser rápidas. Você só tem uma chance, Emma.

Ela tirou o frasco com o líquido vermelho e brilhante, segurando escondido nas mãos enquanto eu fechava as cortinas do quarto e pegava uma seringa. Se alguém me visse naquela situação eu poderia não só perder meu registro médico, como seria presa e ainda colocaria em risco o segredo da minha cidade e a saúde de Remy.

“Cada escolha uma renuncia, isso é a vida

Estou lutando pra me recompor.”

Eu preparei a agulha e inseri dentro do vidrinho, sugando o líquido para dentro do embolo e rapidamente espetando na mangueira do soro intravenoso de Treze, aplicando a poção enquanto via o brilho ir diminuindo, na esperança de que ele não se apagasse antes de entrar em sua circulação. Quem sabe o que aconteceria, talvez aquilo a matasse.

“De qualquer jeito o seu sorriso vai ser meu raio de sol.

De qualquer jeito o seu sorriso vai ser meu raio de sol.”

Não foi instantaneamente, como no fim das maldições. Fiquei ali, em pé ao lado da cama com uma ansiedade maior que o medo de ser pega em flagrante. Ruby alternava o olhar entre mim e Remy, sem dizer uma palavra. O silêncio era mortal e aquilo estava me enlouquecendo. Um minuto, dois. Cinco. Dez. Eu começava a perder as esperanças.

Quinze minutos se passaram e eu notei que o rosto de Remy ganhara as mesmas cores rosadas que tinham. Alguns segundos depois ela respirou fundo, sem que o aparelho de oxigênio fosse necessário. Em seguida ela abriu os olhos, confusa, mas ao me ver ali ela sorriu.

Aquele sorriso me trouxe alívio, trouxe uma felicidade tão grande quanto o despertar do meu filho Henry. Era uma nova chance que eu tinha para fazer as coisas direito.

“O melhor presente Deus me deu

A vida me ensinou a lutar pelo que é meu.

O melhor presente Deus me deu

A vida me ensinou a lutar pelo que é meu.”

Eu vi sorriso nos lábios de Ruby também, certamente pela empatia do meu próprio sorriso enorme e bobo daquele momento. Eu abracei Remy tão forte que pensei que a tivesse ferido outra vez quando ela soltou um “ai” baixinho com o rosto colado ao meu.

— Ai, quer me esmagar?

A piada fez com que a tranquilidade voltasse e eu tornei a abraçá-la. Olhei fundo nos olhos azuis que se abriram para mim e ia beijar os lábios de sua dona, se não tivesse percebido o mar confuso em que se encontravam. Remy não tinha noção do tamanho de meu amor por ela. Ainda não.

Nossos colegas ficaram impressionados com a recuperação de Treze. House tentava, de todas as maneiras, buscar uma explicação racional pro que aconteceu. Ele detestava perder uma aposta contra algo inexplicável.

Treze ganhou alta no mesmo dia, após algumas horas em observação. Enquanto a deixava na companhia de Ruby, que ela conhecia pela foto na minha sala. Fui até a sala de Cuddy. Pedi mil desculpas pelo abuso de pedir a ela mais um favor, assim como insisti inúmeras vezes para ter meu desejo atendido. Ela cedeu, crendo que seria o melhor.

“Então deixa eu te beijar até você sentir vontade de tirar a roupa.

Deixa acompanhar esse instinto de aventura, de menina solta.

Deixa minha estrela orbitar e brilhar no céu da sua boca.”

Deixei Ruby no meu apartamento e levei Remy até em casa. Ela me pediu para subir, queria conversar. Não era o que eu tinha em mente, estava morrendo de saudade dela, queria cair no calor dos seus braços, me entregar ao sabor do seu beijo, fazer com que ela se envolvesse, se entregasse a mim, ao meu amor. Mas ouvir o som da sua voz seria o bastante apenas por tê-la comigo. Por enquanto. Subimos, conversamos sobre os acontecimentos dos últimos dias. Ela estava atordoada com tudo o que aconteceu, o tempo em que esteve apagada e sua misteriosa recuperação. Contei a ela que o motivo era eu.

“Deixa eu te mostrar que a vida pode ser melhor mesmo sendo tão louca.”

Não me importei com o quanto ela me achasse maluca ou desacreditasse do que eu falasse, mas revolvi contar tudo. Desde que a vi baleada e desejei morrer com ela, o momento em que me vi apaixonada por ela. Não, o momento em que aceitei o amor que sentia por ela. O beijo na ambulância diante de todos, a esperança de trazê-la de volta, as noites em claro no hospital e, finalmente, a solução mágica para trazê-la de volta para mim.

— Então...foi assim que tudo aconteceu?

Remy tinha dois sentimentos estampados no rosto, apesar de suas palavras calmas e desconfiadas. O primeiro era de preconceito. Ela estava, sim, me considerando uma lunática. O segundo, e mais doloroso, era de rejeição.

— Foi.

— Eu acredito em você.

— De onde eu vim, dizem que tenho uma espécie de super poder. Eu sei quando alguém está mentindo.

Ela não reagiu ao que eu disse. Encarei seu silêncio como uma confirmação da mentira estampada em seu rosto, sabendo que ela não estava me dando nem mesmo o benefício da dúvida e a dor apertou de novo meu peito. Meus olhos vazaram com lágrimas a angústia que eu senti no coração. Me levantei, eu não tinha mais o que fazer ali. Porém, antes de sair, ainda tive coragem suficiente para fazer a única coisa que funcionava com Remy: um desafio.

— Vem comigo para StoryBrooke. Eu te provo. Tudo é verdade.

Notas finais
Espero que tenham gostado da songfic, comentem, são os comentários de vocês que me incentivam a continuar. Então sugestões, críticas e opiniões sempre aceitas.