Uma Realidade Mágica!
34 Red Queen
Notas iniciais
Capítulo dedicado à minha mana Emma/Aleera, que me encorajou (e sempre cobrava) para que eu escrevesse o romance das duas.
O que vai acontecer com a loba e a rainha nesse pós-festa? Este capítulo também trará um personagem que fará sua primeira aparição na trama. Espero que gostem! Boa leitura. ^-^
— Aconteceu alguma coisa? – Ela confirmou e acabei destravando a porta. A mesma se aproximou e entrou no veículo. – O que foi Ruby?— Regina... – Outra vez a moça hesitou. – Tem uma coisa que está me sufocando e eu preciso te dizer. Ia falar na mesa, mas... – Ela fez outra pausa e então encarou meus olhos. – Também tem algo que ando com muita vontade de fazer... – As palavras dela foram diminuindo, seu olhar desviava entre meus olhos e minha boca.— Me diga, o que é? – Eu já imaginava e imediatamente fiquei tensa. A garota nem suspeitava que, desde aquela noite no lago, eu não conseguia parar de pensar naquele beijo. A loba inclinou-se devagar, fazendo meu corpo ficar tenso. Ruby parecia sentir tudo o que se passava comigo, ou então sentia algo bem parecido, pois imediatamente ficou tensa também. Ela não desistiu, encarou meus lábios e se aproximou mais, finalmente tocando-os com os seus. Outra vez pude sentir o beijo de uma mulher. O beijo daquela mulher. Aquilo tudo me deixava muito confusa, porém foi impossível não me entregar ao sabor daquele beijo, aos carinhos que ela distribuía em meu rosto, meus braços, causando arrepios e suspiros involuntários de minha parte. Acabei também por não me conter mais, devolvendo os carinhos a ela, descobrindo a pele quente e macia da loba. Após um tempo, precisamos nos separar em busca de ar. Ela arregalou os olhos, me encarando, a respiração alterada. Notei que ela estava se preparando para correr dali, então logo abri um grande sorriso em sua direção e segurei sua nuca, puxando-a para mim e começando outro beijo. Eu tinha que demonstrar à Ruby que eu também a desejava. Não sei quanto tempo passamos no carro naquele clima de namoradas adolescentes, mas foi a loba quem despertou primeiro do sonho.— Preciso ir, minha avó vai ficar preocupada. – Ela colocou a mão na maçaneta da porta, que imediatamente eu travei.— Fica comigo. Vem para minha casa. – Minha voz era mansa, um pequeno bico se formava em meus lábios e o olhar era fixo nas orbes verdes à minha frente. – Não quero ficar sozinha hoje. A loba suspirou, ergueu outra vez a mão e pensei que eu tivesse perdido em minha chantagem. Mas sua mão se dirigiu ao cinto de segurança, ela o passou sobre o corpo e o travou. Acompanhei cada movimento dela com os olhos, quando finalmente olhei em direção ao seu rosto outra vez, ela sorria e mordia o lábio inferior.— Vamos? – A voz dela era baixa e suave, um modo contido de concordar que acabei achando muito sensual. Alguns minutos depois e estávamos na minha casa. Entramos. E, assim que a porta da frente foi fechada, tornamos a nos beijar. Dessa vez nos permitimos acariciar uma à outra, deixamos nossas mãos explorarem e saciarem sua curiosidade. Arranhei as coxas expostas pelo vestido curto, subindo com as unhas até sua cintura, fazendo-a arquear o corpo e soltar um suspiro forte que conteve mordendo o lábio inferior. Procurei o zíper do vestido e assim que o alcancei, ela me barrou.— Regina...eu não... – Ela estava ofegante. – Eu nunca estive com uma mulher antes. – Ela confessou, insegura.— Eu também não. – Tentei controlar minha respiração. – Descobriremos juntas. – Sorri de forma cúmplice e mordisquei seus lábios. Minha voz passou bem mais segurança do que eu realmente sentia. Ela deixou que eu a despisse. O vestido foi ao chão, revelando um corpo escultural coberto apenas por uma calcinha preta rendada. Os seios de Ruby eram lindos, nunca pensei que eu me encantaria pelos seios de alguém. Levei as mãos em direção a eles, massageando-os devagar, fazendo-a se arrepiar e gemer baixinho. Eu a puxei para mim e nos beijamos, cada vez de uma maneira mais intensa. Aos poucos os toques foram ficando mais ousados, eu sentia o calor daquele corpo, me deixando mais excitada e nos teletransportei ao meu quarto. Ruby’s POV: Regina conseguiu me levar para cama. E nunca pensei que fosse tão bom fazer sexo com outra mulher. Principalmente a mulher sendo a temida Evil Queen. Em seu quarto, eu a despi, fiquei impressionada em como era lindo o corpo da prefeita. Estava tão excitada que acabei tomando a iniciativa. Eu a joguei na cama e me deitei por cima dela, beijando seu pescoço, mordendo, sentindo o cheiro inebriante dela.
Meus beijos desceram para os seios dela e ousei passar minha língua por eles. Regina gemeu e eu acabei adorando ouvir aquele som. Continuei, prendendo-o entre meus lábios e sugando, fazendo a rainha se contorcer sob meu corpo. Senti suas unhas em minhas costas, meus braços, ela arranhava em toda parte que alcançava, me deixando com ainda mais vontade de continuar. Minhas mãos foram descendo e encontraram o sexo de Regina. Meus dedos tocaram, inseguros, por toda sua extensão, explorando. Senti-la molhada daquele jeito me deixava louca e seus gemidos a cada novo toque me arrepiavam. Devagar, introduzi um dedo em seu sexo. Ele entrou fácil, Regina estava muito melada. Tirei e tentei outra vez, agora com dois. Ambos deslizaram fácil outra vez. Quando ameacei tirar os dedos, a mão de Regina segurou a minha. Encarei os olhos castanhos, ela sorria.— Por favor, não pare. – Ela disse baixinho em tom manhoso, mordiscando o lábio inferior. Comecei a mover meus dedos, penetrando-a, sem deixar de encarar o rosto da prefeita. Regina fechou os olhos e sorriu, jogando a cabeça para trás e gemendo. Aquilo só me deu mais vontade de satisfazê-la e fui aumentando a intensidade dos movimentos, lambendo, vez ou outra, os seios dela. Ficamos assim por um tempo, até que senti o corpo de Regina começar a estremecer e seus gemidos soarem mais altos, a respiração dela era entrecortada. Sua mão agarrou meus cabelos e empurrou minha cabeça para baixo. Fui descendo a boca pela barriga lisinha da rainha e cheguei ao seu sexo. Eu jamais pensei que faria algo como aquilo, mas minha boca não hesitou um segundo e abocanhou o sexo de Regina com fome. Retirei meus dedos e os substituí por minha língua, explorando, descobrindo. A prefeita não aguentou mais muito tempo assim, logo eu senti espasmos tomando conta de seu corpo e ela soltou um último gemido alto, contraindo o corpo, depois o relaxou. Eu tinha mesmo acabado de fazer uma mulher ter um orgasmo? Assim que Regina se recuperou, foi minha vez de senti-la, suas mãos e sua boca desbravando meu corpo sem o menor pudor, me causando o mesmo prazer que dei a ela. Uau! Quem diria que a rainha era tão boa de cama assim? Perdemos a noção do tempo, mas o sol ainda estava longe de aparecer quando finalmente dormimos. Juntas. Abraçadas. Ela e eu. Na mesma cama. Dá pra acreditar? Acordamos assim que o dia amanheceu. Regina foi tomar um banho e teve a esperteza de me emprestar uma calça jeans e uma camisa xadrez que ela ainda nem havia usado, comprados quando foi à feira com as garotas e o filho. Ela me convidou para o café da manhã, mas achei melhor pegar o vestido, por em uma sacola e voltar para casa. E, no exato momento em que eu abri a porta da frente da mansão Mills, Henry e Emma apareceram diante de mim, o garoto ainda com a mão erguida em direção à campainha, assustando-me e fazendo meu coração disparar.— Ruby? O que faz aqui? – Tanto o garoto quanto Emma me olhavam com estranheza, mas era dos olhos da loira que saía meu maior medo: desconfiança.— Ela passou aqui para me chamar. – A voz da prefeita surgiu atrás de mim e me virei para vê-la. Estava impecavelmente arrumada. – A senhorita Lucas disse que passou pelo meu escritório enquanto corria e viu que tinha algo de errado por lá. – Era impressionante a capacidade de Regina para as mentiras.— E por que não me avisou, Ruby? Ainda sou a xerife daqui. – A loira claramente não tinha engolido a história.— Eu... Eu ia... – Regina me interrompeu, o que agradeci mentalmente, pois era péssima com mentiras.— Digamos que eu possa chegar mais rápido aos lugares, Xerife. – A prefeita fez um gesto mencionando a magia, o puft com o qual ela sumia e surgia. – Iria ligar assim que chegasse lá.— Certo, mas já que estou aqui, vamos ver o que está acontecendo.— Oba, adoro uma investigação! – O garoto disse empolgado, mas logo foi cortado por Emma.— Nada disso, Henry. Você vai subir, pegar seu material e ir para a escola. Sua avó me avisará se você não estiver lá. – Ela apontou o interior da casa, fazendo o menino entrar, emburrado. Voltou-se para nós duas com um olhar sarcástico. – Vamos. Emma apontou o carro de Xerife e Regina deu as costas, dirigindo-se ao próprio carro. Fui com a loira, não queria dar na vista tanta intimidade com a prefeita. Não foi uma boa escolha para mim.— Diga a verdade, Ruby. O que fazia na casa da Regina?— Fui só avisá-la da...— E como viu essa tal invasão? – A loira ergueu a sobrancelha, me olhando com o canto dos olhos verdes enquanto dirigia.— Eu estava correndo, passei por lá e...— Corta essa, Ruby! Correndo? Com essa sandália de salto alto? – Ela olhou para meus pés. – E por que estaria levando seu vestido de ontem nas mãos? – Agora o olhar dela baixou para a sacola transparente em minhas mãos. Emma era muito boa em descobrir quando alguém mentia, dizia que foi uma das coisas para a qual serviu seu emprego no hospital com um chefe que dizia que todo mundo mente. Para ajudar, eu era péssima em mentir. Principalmente contra as provas que eu carregava e que estampavam a mentira descarada que era.— É que eu...saí da festa...estava na floresta... – A loira não me deixou terminar.— Não, não foi isso que aconteceu. De onde teria tirado essas roupas então? – Ela fez uma pausa para pensar e então arregalou os olhos. – Você dormiu com a Regina! – Emma freou o carro de forma brusca, fazendo com que a prefeita quase batesse em sua traseira. Não consegui responder, o que só confirmou a desconfiança da xerife. Ela estacionou e me encarou com um olhar de: “Conte-me tudo, não me esconda nada.”— Mas que diabos, Emma! Você enlouqueceu? – A voz da prefeita se fez presente e seu rosto apareceu pela janela ao meu lado. Eu abri a porta e desci, parada ao lado de Regina. – Se eu tivesse batido, você iria me pagar! – O tom de ameaça dela foi de desfazendo pelo olhar sacana de Emma enquanto dava a volta no carro e se aproximava, demonstrando que não tinha caído naquela história e que já sabia de tudo. Foi o suficiente para que eu fosse fuzilada pelo olhar de Regina.— Vão me contar a verdade ou vão sustentar essa história ridícula? – Ela disse em tom de desafio enquanto eu farejava algo.— Emma... – Imediatamente tampei meu nariz. – Mas que cheiro horrível é esse? – Quase vomitei.— Ruby, o que foi? – Ela me amparou. – De onde está vindo? Apontei para o gabinete da prefeita. Fomos nos aproximando, eu matinha o nariz tampado com as mãos. Assim que parou diante da porta, Emma notou que algo estava errado.— É, parece que dessa vez vocês deram sorte. Ou nem tanto. Houve mesmo um arrombamento. Alguém invadiu aqui. Entramos, o lugar parecia normal. Regina começou a olhar tudo, das coisas mais importantes às mais sem relevância, em busca de dar falta de algo. Ao final de seu inventário, ela deu falta apenas da cópia de sua ficha médica, de quando esteve hospitalizada.— Que estranho. Por que alguém teria todo esse trabalho só para pegar a sua ficha médica? – Ela olhava desconfiada para nós duas. – Vocês forjaram isso?— Ah, isso é demais, Emma. – Ela revirou os olhos. – Fiquei tão surpresa quanto você ao chegar aqui.— Então admite que sabia que era uma desculpa esfarrapada? – Emma não resistiu a nos dar aquela alfinetada, fazendo os olhos de Regina a fuzilarem de raiva. – Ok, acredito nas duas sobre isso. Ruby, consegue detectar que cheiro é esse que está sentindo? Balancei a cabeça em negativa. Era só um cheiro forte, resultado de vários odores misturados. Com certeza alguém queria se camuflar.— A menos que... – Ela parou, pensativa. – Isso fosse uma distração. Vamos, para a delegacia. Agora! Corremos pegar os carros, pela velocidade que alcançamos cortando as ruas ainda vazias da cidade, parecia uma perseguição policial. Ao chegarmos à delegacia, os sinais de arrombamento eram mais evidentes. Inúmeras pastas, documentos, canetas, vários objetos espalhados por toda parte. Seria bem mais demorado achar o que estava faltando.— O desgraçado que fez isso vai me pagar! – Emma dizia enquanto recolhia alguns objetos.— Mas, quem aqui teria a ousadia de fazer algo como isso, durante a festa do Henry? A cidade toda estava lá. – Regina usava de magia para levitar os objetos e ajudar Emma na arrumação.— Toda mesmo? Parece que alguém teve muito tempo para agir, enquanto isso. – A loira estava tentando dar uma ordem na bagunça e ver o que estaria faltando. Imaginei que o cheiro que senti no gabinete estivesse impregnado em meu nariz, mas não, tinha algo ali com o mesmo cheiro. Fui seguindo-o até encontrar, dentro da cela, a pista que a xerife precisava.
— Acho que eu já sei quem foi. – Disse, chamando a atenção de ambas. – Hook está de volta. – Peguei a roupa do pirata largada dentro da cela, debaixo do colchão, com a ponta dos dedos e mostrei a elas.— Ou ele adora essa cela, ou alguém está querendo brincar com a gente. Por que o bandido deixaria seu rastro para trás, assim, tão na cara? – Regina usou seu tom mais desdenhoso.— Por que ele não estava deixando rastro, estava se livrando dele. – A loira arregalou os olhos, olhando nós duas.
Notas finais
E aí, o que acharam? Quero a opinião de vocês nos reviews! xD
Beijão!!
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