Notas iniciais
Eu já deveria estar dormindo, mas postei esse capítulo, em especial, para minha mana Aleera (pq se eu falar Emma vai ficar confuso haha). E chega o momento do encontro, o que irá acontecer?

Treze’s POV:

Aquele foi um péssimo começo de semana pra mim. No sábado eu havia brigado com o Foreman por tanta intromissão na minha vida. Não éramos mais namorados, ele era meu colega de equipe, não meu chefe. De chato já me bastava o House, mesmo assim ele não queria me controlar como Foreman.

Não fazia muito tempo que eu estava de volta ao Princeton-Plainsboro, apenas algumas semanas atrás eu ainda estava saindo da prisão. Seis meses por ser uma médica que usava drogas, mas o real motivo do meu afastamento de um ano, no total, foi meu irmão, no qual pratiquei a eutanásia, um paciente em estágio avançado da minha mesma doença, e dei adeus à minha licença médica quando fui pega. Desde então, House me pegou na porta da penitenciária e me levou de volta, me aceitou outra vez na equipe dele, mesmo que fosse algo, segundo Cuddy, temporário, eu ainda aguardava o julgamento com o comitê médico e não estava muito esperançosa.

Nós ficamos próximos. Bem, o mais próximo que se pode ficar de um ser tão antissocial e ranzinza quanto ele. Agora ele sabia mais sobre mim do que qualquer um por ali. Embora House tivesse mentido sobre meu afastamento, dizendo que fui para uma clínica de reabilitação, eu voltei a minha antiga vida, não ligava para as recomendações e críticas que meus colegas davam, as noites de balada com bebidas e sexo com desconhecidas voltaram a ser frequentes. Sim, eram sempre mulheres. Sim, eram sempre diferentes.

A segunda-feira começou tensa, tínhamos um caso complicado para resolver e uma dor de cabeça terrível. Eu estava péssima, mas não tinha outro jeito, tinha que ir trabalhar. No começo ainda tentava esconder minhas baladas, fingindo minha responsabilidade, mas agora já não fazia mais tanta questão e todos tentavam se acostumar, mesmo indignados.

— Nossa! Você apanhou da garota com que dormiu ontem, Treze?

Eu ignorei o comentário de House, mesmo assim todos olharam para mim, não dei importância. Sendo assim, Foreman deu andamento no caso.

— Homen, vinte e dois anos, tem febre, mal-estar e dor abdominal. Os exames toxicológicos deram negativo. Testes clínicos deram normais.

Cada um recebe sua pasta, Chase é o primeiro a falar o que pode ser, logo é contrariado por Taub, assim como Foreman, já House ficou o tempo todo me encarando, como se não tivesse nada melhor para fazer.

— Taub e Chase, que tal darem uma voltinha lá fora. E aproveitem para invadir a casa do paciente. Foreman faz uma tomografia. E Treze, vá até a cantina e me traga um café fresco, passa no banheiro antes e dá um jeito nessa cara de ressaca, precisamos conversar.

Todos se levantam e saem para seus devidos afazeres, me levanto também, contrariada, indo em direção ao elevador. Pressiono o botão e fico esperando. Nada. Aperto o botão mais algumas vezes, como se isso ajudasse em alguma coisa o fato de o elevador não estar subindo. É quando vejo a loira se aproximar, saindo da sala da Cuddy e vindo nessa direção.

Cameron’s POV:

A reunião com Cuddy foi ótima, eu estava oficialmente contratada. Saí da sala dela em direção ao elevador, eu tomaria um café da manhã na cantina e poderia começar meu turno na clínica em quinze minutos.

Assim que cheguei no elevador, havia uma médica ali, eu a conhecia, todos a chamavam de Treze, mas eu não tinha muita intimidade com ela.

— Bom dia. Treze, certo?

A jovem médica olhou em minha direção, mas permaneceu calada. Acreditei que ela não se lembrasse mais de mim e sorri, tentando ser simpática.

— Sou a Cameron, eu trabalhei aqui antes, na equipe do House, substituí a Cuddy como diretora uma época. – A moça estava imbatível. – Eu... fui casada com Chase.

Ela revirou os olhos e a porta do elevador se abriu, a mesma se enfiou lá dentro como se aquilo a fosse proteger. Assim que entrei, ela se encostou na parte oposta do elevador da que eu estava.

— Eu me lembro de você. E está certa.

Entendi que estava certa por ela ser a Treze. Não sei por que, mas me senti bem ao ouvi-la dizer que se lembrava. O silêncio imperou na curta viagem de elevador do primeiro andar até o térreo. Eu pude observar as olheiras que ela tinha abaixo dos olhos, quase cobertos pela franja bem crescida, assim como o cabelo levemente desgrenhado cair por seus ombros em leves ondas cor de caramelo. Como ela tinha mudado, não podia dizer que era exatamente para melhor, pois parecia exausta. A porta se abriu e ela saiu a passos largos em direção à cantina. Eu a segui, não de propósito, mas ela ia pelo meu mesmo caminho que eu. A vi pedir dois cafés e sair apressada enquanto me sentava em uma mesa próxima ao balcão. Foi a última vez que cruzei com ela no hospital naquela semana.

Notas finais
Espero que gostem. Qualquer sugestão ou críticas serão bem-vindas. Tenham uma boa leitura!