Uma Realidade Mágica!
37 Destino cruel
Notas iniciais
Hey, olha só quem reapareceu. =P
Fazia um bom tempo que não atualizava essa fic, alguém aí sentiu falta?
O capítulo de hoje tem a Remy recebendo uma péssima notícia. E House finalmente vai à StoryBrooke, e um pequeno presentinho que Hook deixou para trás pode ajudá-lo a encontrar a cidade.
Espero que gostem, boa leitura.
— A senhorita está presa. – Ele foi falando enquanto o outro homem se aproximava de mim e puxava meus braços para trás, algemando meus punhos.— Mas o que? Eu recebi a intimação, me ligaram avisando que o julgamento seria hoje. Como assim vão me prender? Ainda nem está na hora marcada pra audiência... – O homem me interrompeu.— Calada, senhorita. Novos fatos. Recebemos uma denuncia de que esteve exercendo a profissão mesmo com a licença de medicina revogada pelo comitê. Aliás, o seu compromisso de hoje era apenas uma audiência com o conselho de medicina. – Ele ergueu uma das sobrancelhas, desconfiado, e continuou falando, enquanto o policial ia me empurrando porta afora, algemada, em direção ao carro de polícia. – Essa é uma prisão preventiva que se deve à investigação de um caso de assassinato do qual a senhorita também é suspeita. Terá um novo julgamento em breve. Infelizmente, passará algum tempo conosco na delegacia.— Vai ser boa a companhia de uma mulher tão bonita como você por lá, para animar um pouco mais as coisas. Os rapazes vão agradecer por um...estímulo aos olhos. – O policial falava com a boca próxima demais do meu ouvido e eu pude sentir seu corpo resvalar por trás do meu intencionalmente, roçando-se de forma desnecessária enquanto me levava pro carro. Cuddy’s POV: Aquela parecia uma sexta-feira propícia pra o caos. A clínica estava fervilhando de pessoas, eu recebia ligações a cada dez minutos. Havia acabado de receber a ligação do Comitê de Medicina, desmarcando a audiência da Dra. Hadley, em que haviam pedido minha presença. Fiquei bem confusa com a decisão, logo pensei em avisá-la, mas não foi necessário. Cinco minutos depois que eu havia desligado o telefone, ele tornou a tocar.— Lisa Cuddy.— Cuddy, sou eu, Remy Hadley. Olha, não tenho muito tempo e só tenho essa ligação. Estou presa. – A voz da medica falhou ao telefone, ela deveria estar muito envergonhada e verdadeiramente desesperada para ter a mim como primeira opção de ligação. – Preciso que avise a Em... – Ela respirou fundo. – Avise a Cameron sobre o que aconteceu, por favor. – O que aconteceu? Acabei de receber a ligação do comitê cancelando a... – Ela me interrompeu.— Os policiais cancelaram porque tinham que me dar voz de prisão. Olha, depois eu explico melhor se quiser. Só preciso que me faça esse favor, Cuddy. – Eu podia sentir que ela se controlava ao telefone para não demonstrar fraqueza, mas sua voz tinha um ar de desespero que nunca antes eu ouvi.— Eu aviso. Claro. E seu apartamento, suas coisas? – Ela me cortou novamente.— Foreman tem uma cópia da chave, ele nunca me devolveu. – Pude ouvir uma voz masculina se sobrepor à dela no telefone, dizendo “Acabou o tempo, gatinha. Vai ter que desligar.” – Cuddy, obrigada. Foram as últimas palavras que ouvi antes do telefone ser desligado na minha cara. Para melhorar, House invade minha sala sem a menor cerimônia. Parece que a desgraça alheia o atraía.— House, saia daqui. Hoje não é um bom dia para suas maluquices. – Ele parou diante da minha mesa, me avaliando.— Sem nenhuma perguntinha? – Eu mexia na quantidade absurda de papéis sobre minha mesa enquanto conversávamos, nem mesmo o olhava nos olhos.— Acabou de fazer, agora me deixe a sós, por favor. Tenho que ligar para Cameron. – Depois que falei, me arrependi imediatamente. Citar a médica só aumentaria a curiosidade de House.— Ligar pra Cameron? Por quê? – Ele sentou-se na cadeira diante de mim e notei que ele não sairia enquanto eu não falasse tudo. Achei mais rápido e vantajoso contar tudo de uma vez.— Acabo de receber duas ligações. A primeira era do Comitê cancelando a audiência da Dra. Hadley. A segunda foi dela mesma, me avisando que está em Princeton. Presa.— Interessante. Era justamente sobre elas que eu pretendia falar. Vim avisar que vou deixar o hospital por uns dias. Vou fazer uma visitinha. – O rosto dele tinha aquele jeito sério, embora estivesse debochando da visita.— Você nem sabe onde elas moram.— Sei que é no Maine. – Ele ergueu as sobrancelhas como se fosse uma descoberta fantástica.— Legal, isso reduz sua busca apenas para uns 50 mil Km².
— Na verdade, são quase 80 mil Km². – Ele disse e fez uma cara inocente quando eu o encarei.— Isso é loucura. Ligue ou mande um e-mail, pergunte onde moram, como todo mundo.— Elas nunca diriam. Talvez você possa me dizer.— Talvez fosse uma excelente opção deixar você sem saber e te chantagear para lhe dar a informação. Mas eu também não sei o endereço delas. House, preciso fazer milhões de coisas. Pode, por favor, voltar à minha sala quando se tratar de uma emergência médica? Ele ouviu minhas palavras e acenou com a cabeça, dando um “ok” em voz baixa e logo se virando e saindo da minha sala. Só depois de toda essa perda de tempo foi que consegui pegar o telefone e discar o número do celular da Cameron. House’s POV: Depois que falei com a Cuddy, ainda demorei cerca de três semanas até finalmente partir para o Maine. Apareci na delegacia, Treze estava completando vinte e um dias de prisão. Aquele era o primeiro dia de visitas que Cameron faltava, pelo que pude notar ao pegar a moça de surpresa com a minha presença. Seu rosto estava sério, porém eu sabia que ela estava feliz em me ver. Talvez não tão feliz quanto estaria se ali diante dela estivesse a amada loira. Conversamos durante algum tempo. Assim que saí, encontrei o tal cara do consultório, ele estava encostado no muro da delegacia e sorriu ao me ver, com um jeito cínico. Passei direto por ele, mas o mesmo me acompanhou.— Finalmente a lagarta está engaiolada. – Ele riu.— Capitão Gancho, certo? – Ele sorriu e ergueu o gancho, demonstrando que eu estava certo. – Posso saber o porquê da felicidade?— Porque ela tinha que sair do meu caminho.— Sabe que, quando uma lagarta é presa, ela se torna uma borboleta, não sabe? – Fiz um olhar sarcástico em direção a ele, que o ignorou.— Essa lagarta não vai voar. Ele abriu outro sorriso característico e enfiou a mão em uma bolsa de couro que trazia junto à cintura, por baixo do longo casaco. Dali, ele tirou uma garrafa de vidro transparente, a qual possuía um pequeno navio de madeira montado dentro.— Esse é o famoso Jolly Rogers. – Ele ergueu a garrafa contra a luz para ver melhor seu interior.— Parece um pouco pequeno para o seu tamanho. – Droga, esse cara era mesmo um idiota.— Está encantado. Aqui dentro tem algo muito precioso. – Ele tinha um brilho no olhar, um brilho obsessivo. – Estou voltando para StoryBrooke, preciso deixá-lo num lugar seguro. – Ele me olhou com o canto dos olhos. Outra vez o nome daquela cidade. Nas últimas semanas, pesquisei por todas as cidades, bairros e ruas do Maine e não tinha encontrado nada sobre essa tal StoryBrooke. Enquanto eu estava perdido em pensamentos, ele colocou a garrafa em minhas mãos e correu na direção oposta à qual caminhávamos.— Hey, hey!! – Ele sumiu após virar a esquina. Três dias depois, eu parti em busca da “Terra Perdida”. Para desespero de Cuddy e Wilson, decidi ir de moto. Já para a minha sorte, eles só descobriram quando eu havia entrado em território do Maine. Encostei a moto quando meu celular tocou. Era o toque da equipe, cheguei a pensar em atender, mas outra coisa me chamou a atenção. Ao abrir a mochila atrás do celular, notei que a garrafa brilhava. Eu tinha certeza que ela não estava assim alguns quilômetros atrás, quando fiz minha última parada. Peguei-a. O brilho não me permitia ver mais o navio em seu interior. Puxei a rolha, o brilho que se seguiu me deixou cego por alguns segundos. Quando meus olhos se ajustaram, notei que o barco havia sumido. Dei uma olhada em volta, o caminho parecia diferente. Havia um asfalto novo onde, antes, era uma estrada velha entre a floresta. Também tinha sinalização que não existia antes. Deixei a moto por um momento e voltei alguns passos até onde eu conseguia ver uma placa. Fiquei surpreso ao me aproximar e ler “Welcome To StoryBrooke”. Soltei um sorriso vitorioso, embora ainda estivesse intrigado com o ocorrido. Voltei para a moto e segui a estrada, alguns minutos depois e avistei o que deveria ser o centro da cidade. Um lugar tranquilo, parecia parado no tempo. Um tédio. Encostei a moto e pedi informação para um homem que passava por ali com um Dálmata na coleira e um guarda-chuva desnecessário para o sol e céu azul que estava fazendo.— Pode me dizer onde encontro a... Emma? – Lembrei-me do nome ao qual Remy se dirigia à namorada.— Claro. – Ele sorriu. Era o tipo de idiota feliz que eu detestava encontrar por aí. – Acredito que a xerife ainda esteja na delegacia há essa hora.— Xerife? – Fiquei confuso. – Acho que me enganei. Estou atrás da médica, Dra. Allison Cameron, sabe onde a encontro.— Sim, Allison Emma Cameron. – Ele sorriu outra vez. – Emma é a xerife, acredito que ainda a encontre na delegacia. É por ali. – Ele apontou a direção. – Caso ela não esteja, pode perguntar pela casa dela, qualquer um aqui lhe dará a informação sem problemas.— Não diga. – O homem não ouviu muito bem, ou então não entendeu minha ironia, pela forma como fez uma cara de alegria. Antes que ele perguntasse algo ou se oferecesse para qualquer outra coisa, o dispensei com um obrigado, já virando de costas e voltando para a moto. Segui para a delegacia, ainda estava tentando digerir a informação de Cameron ser a xerife do lugar.
Notas finais
E aí, ainda mereço reviews?? .-.
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