Uma Realidade Mágica!

31 Sentimentos confusos


Notas iniciais
Hey gente, quero muito agradecer a todos vocês que leem, acompanham e comentam essa fic. Muito obrigada pelo apoio e incentivo que me deram, eu estou muito feliz. Mas tenho algo triste a dizer, a fic está entrando em sua reta final, faltando apenas quatro capítulos para o fim. Porém, estou tentada a fazer uma "segunda fic" que, como uma pequena continuação dessa, mostraria o rumo que tomaram as vidas das personagens. Gostaria de saber, na opinião de vocês, acham uma boa ideia? Bem, esse capítulo pode não ser do agrado de todos, pois cada um tem o seu ship preferido, mas a intenção é justamente dar asas à imaginação. Boa leitura! =)

Regina’s POV:

Após deixar Emma e Treze em casa, fui com Henry direto para a mansão. O garoto estava adormecido no banco de trás. Ao mexer nele, acabou despertando um pouco a ponto de conseguir caminhar com os próprios pés até o quarto.

Eu o ajudei a se banhar, ele praticamente dormia em pé de tão cansado, o troquei e o deixei na cama dormindo. Fui para o meu quarto, cansada e, após um bom banho, me deitei, embora minha mente estivesse a mil e isso impedia meus músculos de relaxarem pra que eu pudesse dormir.

Ficar perto daquelas duas estava mesmo me transformando, eu não podia negar. A ousadia da moça estrangeira em me desafiar daquela forma, afirmando que eu teria que provar antes de desdenhar. E minha consciência, por algum motivo, só fazia me lembrar das pendências que eu ainda tinha. A primeira lembrança foi da forma como entrei no Granny’s após ter ficado a beira da morte, o modo egoísta como tratei a loba sem saber que ela, afinal, era a responsável pelo meu resgate. Talvez a continuasse tratando mal eternamente se não soubesse do ocorrido. As palavras de Emma ecoaram outra vez em minha mente.

Em flashback, tudo se repetiu como um filme em minha cabeça. Desde a entrada na lanchonete, o encontro com Treze no estábulo, a feira e o piquenique. Era torturante pensar que uma pequena e singela gentileza tenha acarretado tanta felicidade, o orgulho e a aceitação de Henry, e saber que eu nunca havia plantado tal semente de gentileza gratuita em ninguém, durante minha vida toda. Eram apenas dor e sofrimento o que eu plantava e puramente ódio e medo o que eu recebia com tais ações.

Me levantei, não iria mesmo conseguir dormir. Aproximei-me da janela, havia uma lua cheia e brilhante no céu límpido e outra vez me recordei de Ruby. Sim, era esse o nome dela, eu teria de aprender a usá-lo se quisesse mesmo mudar.

Perdida em meus pensamentos, eu ouvi o uivo. Ecoava longe, vindo da floresta. Aquele som cortando o silêncio do meu quarto, me pegando de surpresa, fez com que eu me ressaltasse. Suspirei e me teletransportei para a floresta. Estava escuro, aparentemente silencioso e vazio.

Fui caminhando pelo chão coberto de vegetação rasteira e folhas. Acabo parando na ponte, me debruçando ali e olhando a beleza da lua refletida no lago diante de mim. Quando menos esperava, a loba surgiu logo abaixo da ponte, provavelmente desejaria um pouco de água após tanta corrida. Por um minuto a perdi de vista, em seguida, quando reapareceu, estava a alguns passos de mim.

— Mas que droga loba, você me assustou! – Não houve maior intimidação, apesar do tom ter sido alto e severo, meu tom de voz de rainha má.

— Desculpe, não tive a intenção. O que estava fazendo aqui há essa hora, Regina? Por acaso estava me espionando? – O tom dela era desconfiado e insolente. Tive que me controlar.

— Não, espionando não. Mas estava, sim, atrás de você. – Vi a loba se retrair e ameaçar jogar a capa ao chão para se transformar, caso eu oferecesse algum risco. – Calma, tudo bem. Eu só...queria te agradecer. Por ter me resgatado.

Os olhos de Ruby se arregalaram em choque. Ela ainda pensou por algum tempo, talvez acreditando que fosse uma espécie de pegadinha. Estava um pouco perplexa quando falou outra vez.

— De nada. Eu... teria feito por qualquer um.

Aquelas palavras doeram. Ser comparada a qualquer um não era algo que eu estivesse acostumada. Até por que cheguei a pensar, bem ao fundo de minha mente, que Ruby se importasse comigo em especial, que se importasse comigo como pessoa, não apenas me temesse e odiasse. Como fizeram Remy e, depois de um tempo, Emma.

A loba pareceu notar a minha angustia e se aproximou.

— Majestade? – Ela me olhou. Por um momento me permiti encarar aqueles olhos penetrantes.

— Eu não sei se Emma ou Remy contaram a você. Eu estava lá, naquela noite em que vocês fizeram a noite das garotas.

— Eu sempre soube. – Ela sorriu. – Mas não comentei nada com ninguém e nem falaram nada para mim.

— Como sabia? – Eu estava surpresa. – Emma disse que soube porque me viu...

— Eu soube pelo seu perfume. – Ela me interrompeu e deu um sorriso sem graça. – Esse lance de “faro de lobo”, sabe?

Acabei rindo, o que fez a moça relaxar. Ela se aproximou um pouco mais e se debruçou na ponte ao meu lado. O vento soprou mais frio e a capa dela voou levemente em minha direção, fazendo com que nossas mãos se encontrassem ao tentar impedir o pano de me envolver.

Não tenho como negar que aquele toque me arrepiou. Eu lembrei da noite de reunião delas, as brincadeiras que faziam, seus lábios se tocando... Regina, onde está com a cabeça? Outra vez meus olhos se cruzaram com os de Ruby.

— Por que agora? – Ela soltou a pergunta do nada.

— Não entendo. O que quer dizer?

— Por que veio aqui, agora, no meio da floresta? Poderia ter falado comigo amanhã, no Granny’s ou em qualquer outro lugar. – A morena me encarou e seu olhar era confuso. O problema era que eu não tinha a resposta certa para aquela pergunta.

— Não conseguia dormir. – Acabei desviando meus olhos dos dela e mantendo-os abaixados, encarando o reflexo da lua na água. – Esse fim de semana foi um dos mais felizes que tive em toda minha vida. E não teria tido se você não tivesse me levado ao hospital. – Meus olhos voltaram a encará-la, deixando a loba sem graça.

— Eu já disse, teria feito por qualquer um, Regina. – Ela suspirou, mas me pareceu que ela mesma agora estava incomodada com aquela frase.

— Mas não é qualquer um que teria feito por mim. – Foi minha vez de suspirar. – Eu acho que já vou. Está esfriando e estou cansada. Foi um longo dia. – Sorri para ela. – Boa noite loba.

Ela não se irritou dessa vez pelo modo que a chamei, talvez pelo jeito leve que pronunciei e pelo sorriso que havia em meus lábios.

— Boa noite, Regina.

Ela me acompanhou com os olhos quando me afastei. Caminhei um pouco e parei a meio caminho de chegar ao outro lado da ponte. Tomei coragem e me virei. Meu espanto foi imenso ao ver que Ruby não se encontrava mais ali.

Corri de volta ao local onde estava, olhando para o riacho abaixo, as água calmas, ela não poderia ter caído. Ela correu. Como pode ser tão silenciosa? Suspirei, afinal não tinha dito tudo o que havia para dizer.

Assim que me voltei em direção à terra firme de novo, Ruby estava bem atrás de mim, me causando um susto tão grande que minhas costas foram contra a madeira de proteção da ponte. Se não fosse o braço da loba ter envolvido minha cintura, eu certamente teria despencado dentro do lago.

— Mas que diabos...! Você é um fantasma? – Agora o tom havia sido severo e irritado. Pude notar isso pela forma como ela hesitou. – Desculpe, eu não...

Ela me soltou e se afastou novamente. Pude notar que estava tão confusa quanto eu. Ela me interrompeu.

— Tudo bem, Majestade. Eu não devia... – Foi minha vez de interrompê-la.

— Não! Não é isso. Minhas desculpas não são só por agora. Acho que devo desculpas pela forma que te tratei no Granny’s na sexta passada. – Suspirei. – Soube que estava preocupada com minha saúde, desde que entrou comigo no hospital, e que estava sempre junto de Henry.

— Eu não...conseguia sair de lá. – As palavras saíram arrastadas, era visível a confusão e a contradição que um possível conflito interno exercia sobre Ruby.

Aquelas palavras da jovem despertaram em mim uma vontade louca de abraçá-la, de sentir seu abraço protetor em volta da minha cintura outra vez e, principalmente, de beijar seus lábios tão convidativos. O pensamento de desejo foi intenso e durou até eu notar que realmente a havia agarrado e podia sentir meus lábios tocando os dela em um contato suave.

A loba, embora surpresa, não tentou me afastar em momento algum e pensei que talvez estivesse com tanta curiosidade quanto eu. Nos separamos quando pude sentir nossos corpos esquentarem. O ar começou a ficar pesado entre nós duas, não conseguíamos, nem por um instante, nos encarar. Acabei sumindo, deixando a fumaça roxa em meu lugar.

Em meu quarto, caí na cama, tentando desesperadamente dormir e acordar na manhã seguinte achando que foi um sonho, tinha que ter sido. Porém aquela cena de minutos atrás não saía da minha mente. Meus dedos tocaram minha boca e me recordei do primeiro toque dos lábios de uma mulher nos meus. Tão macios e suaves. Calorosos e...CHEGA de pensar nisso, Regina!

Balancei minha cabeça, levando os pensamentos pra longe. Após algumas horas, quando faltava pouco para o dia clarear, finalmente peguei no sono.

Ruby’s POV:

A lua cheia finalmente dava o ar de sua graça outra vez no céu de StoryBrooke. Claro que eu aproveitaria meu primeiro dia de transformação para correr livre pela floresta. Até porque precisava esvaziar minha mente. Mas logo notei que não seria naquela noite que eu conseguiria esquecer aquela minha paixão platônica pela prefeita.

Algumas horas depois de ter chegado à floresta para correr, eu senti aquele perfume marcante cortando o ar em minhas narinas. Ela estava ali, estava perto. Eu não tinha ideia do que Regina pudesse estar fazendo na floresta no meio da madrugada. Como também, imediatamente, já pensei que poderia ser algo ruim.

Segui o rastro do perfume e a avistei, debruçada sobre a ponte. Me aproximei devagar, as garras afiadas preparadas para qualquer eventualidade, de eu ter que impedir uma segunda maldição, por exemplo , quem iria saber?

Eu via os olhos de Regina sobre mim, acompanhando meus passos. Embaixo da ponte, encontrei minha capa vermelha exatamente onde eu a tinha deixado e vesti. Com a velocidade que eu tinha, em questão de segundos eu me coloquei ao lado de Regina na ponte.

— Mas que droga loba, você me assustou! – O tom de voz era furioso, mas o olhar de Regina era manso. Geralmente, aqueles olhos pareciam refletir o ódio que ela tinha mas, naquele momento, não transmitiam nenhuma ameaça.

— Desculpe, não tive a intenção. O que está fazendo aqui há essa hora, Regina? Por acaso estava me espionando? – Meu tom saiu irônico, mas eu ainda estava desconfiada que ela pudesse estar tramando algo.

Toda minha desconfiança foi ao chão quando ela disse que estava me procurando para me agradecer. Meu coração disparou e foi difícil segurá-lo para que não saísse pela minha boca. Eu não queria demonstrar nada para a prefeita, ao mesmo tempo queria poder me declarar. Estava muito complicado dentro da minha cabeça.

O problema é que pude sentir que Regina também estava estranha, como se estivesse se sentindo culpada ou com algum conflito dentro de si. É claro que eu podia reconhecer tal conflito, pois eu mesma o estava tendo naquele momento.

Nossa conversa foi sincera, acho que nunca, em toda minha vida, tinha visto a rainha como um ser humano normal. Eu já a conheci cruel, poderosa e sem compaixão. Nunca antes havia estado diante dela tão frágil, como naquele dia sob a macieira, ou tão insegura, como nesse nosso encontro sobre a ponte. Eu tinha vontade de confortá-la.

Ela se despediu, meu coração martelou outra vez, enquanto acompanhava com os olhos os passos vagarosos dela rumo ao final da ponte. Eu tive vontade de segurá-la pelo braço, mas não o fiz. Em vez disso, eu corri.

Não estava longe o suficiente para deixar de presenciar a cena a seguir. Regina deu falta de mim, ela ainda tinha algo para me dizer, pude notar, então voltei, dando-lhe um grande susto. Ao pegá-la de surpresa, a Rainha quase caiu nas águas geladas do lago, impedida por mim. E então a tive outra vez em meus braços: A cintura delineada, o corpo firme, o cheiro de maçã recém-colhida. Respirei fundo para me controlar.

— Mas que diabos...! Você é um fantasma? – Os olhos castanhos me encaravam de um jeito tão severo que recuei.

Não pude acreditar no que aconteceu logo após mais alguns minutos de conversa. Regina Mills me beijou. Sim, a prefeita, a rainha que todos chamam de má. Não tenho palavras para explicar o que senti naquele momento. Tive uma vontade imensa de tê-la em meus braços outra vez, mas apertá-la contra mim, sentir o toque da sua pele, a maciez, a temperatura...

Fui tirada de meus devaneios de forma brusca com a interrupção do beijo. Eu estava ofegante, buscando o ar a todo o momento, tentando encará-la, ver suas expressões. Nada disso aconteceu. Regina se desfez em fumaça roxa diante de mim. Burra Ruby, você não é uma loba. É uma burra. Tremenda idiota.

O dia seguinte em StoryBrooke deveria ser como outro qualquer. Não para mim. Vovó e eu abrimos o Granny’s e logo os primeiros clientes já adentravam o lugar. Não demorou muito para que Henry fizesse o mesmo. Imediatamente, meus olhos seguiram para a porta atrás dele, mas eles baixaram ao notar que ali estavam Emma e Remy. Não que fosse desagradável vê-las, eu apenas esperava por outra pessoa.

O garoto sentou-se diante de mim no balcão, Remy deu um último beijo em Emma e veio para trás do mesmo, sendo que a loira sentou-se ao lado do filho. Treze já havia pegado seu avental e servia o prato de bolinhos do menino enquanto enchia a xícara da namorada com café. Ela era muito habilidosa, havia me dito uma vez que a correria daquela lanchonete amenizava um pouco a falta que sentia da correria estressante de onde trabalhava, coisa que era quase inexistente em nosso pacato hospital local.

— Bom dia Ruby! Parece que alguém passou a noite correndo na floresta outra vez. – Emma sorriu e Henry também, com uma cara sapeca.

As palavras de Cameron ficaram no ar. Meus olhos estavam vidrados na figura morena que passava pela calçada. Um longo casaco preto era a única veste visível, a bolsa e sapatos de mesma cor, andava apressada, passando direto pela lanchonete. Eu pude sentir o perfume de maçã invadir minhas narinas, mesmo com vovó tirando os bolinhos recém-assados do forno. Regina não desviou, nem por um segundo, de sua rota, nem mesmo virou o rosto para me olhar. Apenas seguiu o seu caminho para a prefeitura como de costume e sumiu do meu campo de visão.

Se eu dissesse que meu dia foi normal, com horários corridos, clientes para atender, mesas para limpar, eu estaria dizendo a verdade. Exceto pelo fato de não ser um dia normal para mim. Eu sentia que algo faltava, não conseguia me concentrar e meus pensamentos estavam nas nuvens. Não, não nas nuvens. Durante o dia inteiro, eles estavam na prefeitura.

— Ruby? – A castanha bateu e já foi abrindo a porta do meu quarto na pensão. A noite já caía sobre a cidade e a lua cheia estava imaculada no céu.

— Pode entrar, Belle. Fecha a porta. – Ela passou e fechou a porta como pedi. Se aproximou da cama onde eu estava deitada.

— Está se sentindo bem? – Ela sentou-se na cama ao meu lado e puxou minha cabeça sobre suas pernas, mexendo em meu cabelo com carinho.

— Não, não estou nada bem. – Suspirei. – Bell, você é minha melhor amiga, tem algo que preciso te contar.

— O que aconteceu? – A curiosidade da castanha era, sem dúvida, a maior que já vi em toda minha vida. – Foi ontem a noite, não é? Eu ouvi você uivando. Saiu para correr? Encontrou algo na floresta?

— Hey! Calma! – Acabei rindo com o jeitinho dela. – Aconteceu algo sim, na floresta. Eu encontrei Regina lá. – Eu vi os olhos azuis da castanha se arregalarem. Respirei fundo. – Ela me beijou. – Sussurrei.

Belle quase explodiu com a notícia. Ela deu um pulo na cama, ficando de joelhos sobre a mesma e deixando minha cabeça despencar sobre o colchão. Me ajeitei, sentando-me e encostando as costas na cabeceira. A castanha me encarava de uma forma curiosa e incrédula.

— Como assim? Partiu DELA a iniciativa? Ruby, me explique isso direito. – Ela estava histérica. A acalmei, expliquei o que tinha acontecido em detalhes. Ao final, ela suspirou. – E...o que você sentiu? Está mesmo apaixonada?

— Eu...eu não sei. – Confessei. – Tenho medo de me apaixonar e ela apenas brincar comigo. Ao mesmo tempo, não consigo parar de pensar nela.

— Então…você também é uma lésbra? Uma homo...não, não é isso...uma bissensual? Como é mesmo aquilo que Remy falou?

— Bissexual, Bell. – Acabei rindo. – É quem gosta de homens e mulheres. Lésbicas, são as mulheres que gostam de outras. – Acabei fazendo uma careta, não gostava dos rótulos. – Eu não sei. Acho que só estou confusa. E Regina também.

— Lembra do que Remy disse na noite das garotas? Não tem nada de mais um selinho ou um beijo. Talvez Regina só estivesse curiosa. – Ela suspirou e me encarou. – Me beija. – O pedido me pegou de surpresa.

— O que? Bell, não. O que pretende com isso?

— Testar você, ué. – Ela deu de ombros, como se não fosse nada. – Eu já te beijei antes, lembra?

— Lembro. E não é algo que me deixe confortável.

— Pois não vejo problema. – A castanha me pegou de surpresa, assim como Regina, e me beijou. Fiquei tensa imediatamente, mas também não fugi do beijo. Após alguns minutos ela se afastou para que procurássemos o ar. – E então?

Encarei os olhos azuis, eu estava atordoada, meu coração saltitava em meu peito e eu senti um frio enorme na barriga ao enxergar a verdade da qual tinha tanto medo de admitir.

— Então... – Suspirei. – Acho que estou muito encrencada.

A castanha tornou a arregalar os olhos, mordendo levemente o lábio inferior. Belle me conhecia, conhecia muito bem, e sabia exatamente o motivo da minha encrenca.

— Tenha cuidado. Não vá se machucar.

Notas finais
Maana Manu/Aleera, o cap especial que você tanto esperava está aqui! Dedicado à você! *_* Então gente, mereço reviews? *_*